Mãe Stella vai ganhar Centro de Referência no Pelourinho

16/06/2015
Uma pequena casa, localizada na Ladeira do Ferrão, nº6, que dá acesso do Pelourinho para a Baixa dos Sapateiros, no Centro Histórico de Salvador, será transformada no Centro de Referência Odé Kayodê em homenagem à Mãe Stella de Oxóssi, Yalorixá do Terreiro Ilê Axé Opó Afonjá.

“A ideia é comemorar os 90 anos de Mãe Stella, completos em maio (2015), celebrar a história do candomblé na Bahia e suas raízes africanas”, explica o diretor geral do IPAC (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia), João Carlos de Oliveira. Ele informa que Mãe Stella nasceu nesta casa em 2 de maio de 1925 e que o centro a ser implantado nesse imóvel para reverenciar a memória das principais yalorixás baianas. “A proposta é que o Centro de Referência tenha caráter multidisciplinar e multimídia, abrigando produções científicas, acadêmicas, audiovisuais e sonoras”, relata o diretor do IPAC.

PROJETOS – Equipe técnica do IPAC já está realizando vistoria na casa 6 da Ladeira do Ferrão levantando suas condições físicas e possibilidades para implantação do Centro. “Estivemos no imóvel com a diretora de Preservação do Patrimônio do IPAC, arquiteta Etelvina Rebouças, e os técnicos Nonato e Antônio Luiz e o fotógrafo Lázaro Menezes; o próximo passo são levantamentos prediais, projetos arquitetônicos, elétrico e hidráulico”, diz o gerente de Patrimônio Imaterial do IPAC, Roberto Pellegrino. O IPAC é vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

O acervo bibliográfico e imagético do Centro de Referência Odé Kayodê contará com o Centro de Documentação e Memória (Cedom) do IPAC, localizado em uma grande casa colonial próxima, na Rua Gregório de Mattos, nº 29, também no Pelourinho.

EDITAL – O IPAC já tinha participado de outra ação com o Ilê Axé Opô Afonjá na criação do museu Ilê Ohum Lalai, que traduzido do yorubá para o português significa ‘casa das coisas antigas’. Formado por 750 peças e criado em 1981, após visita de Mãe Stella à Nigéria, o museu do Afonjá venceu um Edital do IPAC em 2013, sendo totalmente reformado. No último mês de maio o diretor do IPAC o visitou quando verificou umidade excessiva no local.

“Vamos averiguar como garantir a integridade desses objetos tão importantes para o Afonjá”, disse. O Centro de Referência no Pelourinho poderá mostrar a história de vida, lutas, conquistas e dedicação ao candomblé de Yalorixás baianas, como Mãe Aninha do Afonjá, Mãe Menininha do Gantois, Mãe Senhora também do Afonjá, Mãe Olga do Alaketu, Mãe Mirinha do Portão, dentre outras.

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Box opcional – Afonjá e Mãe Stella: Fundado em 1910 por Eugênia Anna dos Santos, conhecida como Mãe Aninha, o Opó Afonjá já foi liderado por Mãe Senhora, em seguida por mãe Ondina e desde 1976 é comandado por Mãe Stella de Oxóssi. Dedicado a Xangô, o candomblé de São Gonçalo, como também é conhecido, é de rito Ketu, de nação Nagô, descendente do povo Iorubá e oriundo da região da África, onde hoje são Nigéria, Benin e Togo. Maria Stella de Azevedo Santos – Iyá Odé Kayodê - nasceu no dia 2 de maio de 1925, na Ladeira do Ferrão, no Pelourinho, em Salvador. Graduou-se em Enfermagem pela Universidade Federal da Bahia, com especialização em Saúde Pública, exerceu a profissão durante 30 anos. Foi iniciada no candomblé por Mãe Senhora, em setembro de 1939, quando tinha apenas 14 anos. Mãe Stella viajou várias vezes para a África, visando aprofundar os conhecimentos sobre a cultura yorubá e foi a primeira Yalorixá a escrever livros e artigos sobre sua religião. Em 2013, a Yalorixá Mãe Stella passou a ocupar o assento de número 33 da Academia de Letras da Bahia, cadeira esta que tem como patrono o poeta Castro Alves. Mãe Stella é autora de livros como “Meu tempo é agora”, “Òsósi – O Caçador de Alegrias” e “Epé Laiyé- terra viva”. Em 2009, recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

 

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Assessoria de Comunicação – IPAC, em 16.06.2015

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