MAM sedia encontros para discutir Bienal

08/03/2013
MAM Discute Bienal tem início em 15 de março (sexta-feira) com a palestra do diretor do MAM-BA, Marcelo Rezende, intituladaBienais, para quem e por quê? Os encontros acontecem quinzenalmente até julho de 2013 no Cinema do MAM, das 9h às 12h, e buscam discutir modelos e histórias das bienais internacionais de arte. A proposta é iniciar as plataformas para solidificar a Bienal Internacional da Arte da Bahia, em 2014.

No primeiro encontro do projeto, os processos históricos que permitiram o desenvolvimento de grandes exposições são considerados em paralelo ao contexto atual. Para Rezende, “vivemos uma crise desse modelo e uma perda de espaço diante de projetos realizados pelos principais agentes do mercado, como as Feiras de Arte”. A realidade brasileira também será representada através das experiências da Bienal de São Paulo e da Bienal do Mercosul.

"Uma bienal não é uma exposição, são vários projetos, acontecimentos. Significa também conviver com a arte, experimentá-la, de modo algum pode ser reduzida apenas a uma exposição”explica Marcelo Rezende, diretor do MAM-BA.

O estado da Bahia já espera há 46 anos para realizar uma nova Bienal de Arte. A Bienal Nacional de Artes Plásticas da Bahia, posteriormente conhecida como Bienal de Arte da Bahia, foi aberta ao público em 1966, no Convento do Carmo. A segunda edição, de 1968, fechou durante um mês, após somente um dia de mostra. No retorno, a exposição estava com dez obras a menos no Convento da Lapa.

O atual diretor do MAM-BA foi convidado pelo Secretário de Cultura do Estado da Bahia, Albino Rubim, para conduzir a produção e a realização da bienal em 2014, junto a um conselho curatorial. A bienal internacional da Bahia foi instituída por decreto em 2009. “O estado da Bahia decidiu recuperar uma história que foi interrompida em 68”, afirma Rezende, que participou da 28ª Bienal de São Paulo, em 2008, com a criação da plataforma curatorial 28b. A nova bienal substitui o Salão da Bahia, organizado há 16 anos no MAM.

Promovida pelos artistas Juarez Paraíso, Chico Liberato e Riolan e com o apoio do governo do estado da Bahia, em 1966, aconteceu a Bienal de Arte da Bahia. Afastando-se do tipicamente regional, a proposta era descentralizar a produção de arte no Brasil, ao mesmo tempo em que se atualiza e se afirma o diálogo do cenário baiano e nordestino com as obras e os artistas nacionais.

Ainda que cada bienal desenvolva parâmetros e alcances próprios, para Alejandra Muñoz, professora da Escola de Belas Artes da UBA, não se pode mais conceber uma Bienal de Arte Bahia apenas com contingências e com contextos locais e nacionais. “Penso que temos que trabalhar para que seja a Bienal da Bahia e não apenas uma Bienal NA Bahia”, afirma Muñoz.

Com essa primeira bienal, Salvador se torna, então, um centro regional para discussão da arte, após um rico contexto cultural delineado desde a década de 1930. Hélio Oiticica, Lygia Clark, Rubem Valentim e Rubens Gerchman foram os premiados da primeira edição, que teve ainda a participação de Calasans Neto, Emanoel Araújo e Mario Cravo Neto.

A II Bienal de Arte da Bahia, de 1968, foi fechada um dia depois da abertura. Após um mês, reabriu com dez obras a menos, pois haviam sido consideradas subversivas ao regime. Desde então, as Bienais Nacionais de Artes Plásticas da Bahia, ou apenas Bienal de Arte da Bahia, não ocorreram mais. Uma recordação mais recente veio em 2008 com a Escola de Belas Artes da UFBA. A instituição realizou um encontro a fim de relembrar o movimento das artes na Bahia e no Brasil.

 

Bienais, para quem e por quê?

Data: 15/03/2013

Horário: 9h às 12h

Convidado: Marcelo Rezende

Local: Cinema do MAM

Gratuito

Informações: (71) 3117-6141

Endereço: Museu de Arte Moderna da Bahia – MAM-BA, Av. Contorno, s/n, Solar do Unhão, Salvador, Bahia

 

Núcleo de Comunicação

Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA)

(71) 3116-8007 | 3117-6137 

Sitewww.mam.ba.gov.br

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