09/05/2017
Na próxima quarta (10.05), o Museu do Recôncavo Wanderley Pinho localizado em Caboto (município de Candeias) à margem da Baía de Todos os Santos, será cenário para gravação da série ‘Brasil, 500 anos de economia’ produzida pela produtora Luz XXI CineVideo. Para as filmagens serão utilizadas a parte externa e os salões superiores do museu, considerado representativo do Recôncavo Baiano.
O projeto "Brasil, 500 anos de economia" visa a realização de uma série televisiva, dedicada a história da economia brasileira, dos seus primórdios aos dias atuais. Sua exibição para o público será no canal de TV a cabo CinebrasilTV. De acordo com os produtores, a série parte da certeza de que contar a nossa história econômica através de uma visão do esforço do país pelo seu progresso econômico e social dará às pessoas, em particular aos jovens, novas dimensões para o futuro. Além de depoimentos de nomes importantes do mundo acadêmico e econômico, a série se utilizará de acervo histórico de imagens, documentos e monumentos.
Atualmente fechado para visitação, o museu teve seu projeto de restauro – parte do Prodetur Baía de Todos os Santos, coordenado pela secretaria estadual de Turismo - aprovado na Lei Rouanet/MinC. O local, no entanto, é cenário para visitas guiadas com estudantes e alguns eventos artísticos, como é o caso da filmagem que acontece em 10 de maio. Em setembro do ano passado, o espaço também foi cenário para a gravação do DVD 'Agora' do duo 'Dois em Um', formado pelo músico, compositor e produtor Luisão Pereira e pela cantora e violoncelista Fernanda Monteiro.
"Trata-se de um dos principais símbolos arquitetônico-paisagísticos do Brasil colonial, por deter extensa área verde de mata, como a original, ter acesso marítimo típico da era colonial e conservar suas principais edificações", explica João Carlos de Oliveira, diretor-geral do IPAC (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia). "Este é um dos raros exemplares conhecido no Brasil de edifício residencial desenvolvido em torno a dois pátios. Pelas vergas de arco abatido, a planta da capela com corredores laterais e tribunas o prédio data do século XVIII enquanto o pátio aparenta ser do século XVII, mas o engenho é do século XVI", conclui.
O museu - Erguido no século XVI, à margem da Baía de Todos os Santos, em Candeias, o antigo Engenho Freguesia foi transformado no Museu do Recôncavo Wanderley Pinho em 1971 devido ao seu valor histórico e a sua importância para a região do Recôncavo Baiano. Construído em terras doadas pelo então Governador-Geral do Brasil, Mem de Sá, o casarão foi alvo das invasões holandesas, em 1624, e vivenciou momentos de apogeu na produção de açúcar até a segunda metade do século XIX. Quando as leis abolicionistas passaram a vigorar no país, o engenho entrou em decadência e, em 1890, as moendas de cana-de-açúcar foram desativadas. Seu conjunto arquitetônico inclui casa-grande com 55 cômodos, fábrica e capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição da Freguesia. José Wanderley de Araújo Pinho (1890-1967), que dá nome ao museu, foi proprietário do engenho e, como deputado federal, apresentou ao Congresso, em 1930, um projeto de lei de proteção dos bens móveis e imóveis de valor artístico e histórico que resultou na criação do atual IPHAN.
O Museu do Recôncavo Wanderley Pinho integra a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA). Endereço: Via Matoim - Enseada de Caboto, s/n, Candeias Tel: (71) 3117-6742.
O projeto "Brasil, 500 anos de economia" visa a realização de uma série televisiva, dedicada a história da economia brasileira, dos seus primórdios aos dias atuais. Sua exibição para o público será no canal de TV a cabo CinebrasilTV. De acordo com os produtores, a série parte da certeza de que contar a nossa história econômica através de uma visão do esforço do país pelo seu progresso econômico e social dará às pessoas, em particular aos jovens, novas dimensões para o futuro. Além de depoimentos de nomes importantes do mundo acadêmico e econômico, a série se utilizará de acervo histórico de imagens, documentos e monumentos.
Atualmente fechado para visitação, o museu teve seu projeto de restauro – parte do Prodetur Baía de Todos os Santos, coordenado pela secretaria estadual de Turismo - aprovado na Lei Rouanet/MinC. O local, no entanto, é cenário para visitas guiadas com estudantes e alguns eventos artísticos, como é o caso da filmagem que acontece em 10 de maio. Em setembro do ano passado, o espaço também foi cenário para a gravação do DVD 'Agora' do duo 'Dois em Um', formado pelo músico, compositor e produtor Luisão Pereira e pela cantora e violoncelista Fernanda Monteiro.
"Trata-se de um dos principais símbolos arquitetônico-paisagísticos do Brasil colonial, por deter extensa área verde de mata, como a original, ter acesso marítimo típico da era colonial e conservar suas principais edificações", explica João Carlos de Oliveira, diretor-geral do IPAC (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia). "Este é um dos raros exemplares conhecido no Brasil de edifício residencial desenvolvido em torno a dois pátios. Pelas vergas de arco abatido, a planta da capela com corredores laterais e tribunas o prédio data do século XVIII enquanto o pátio aparenta ser do século XVII, mas o engenho é do século XVI", conclui.
O museu - Erguido no século XVI, à margem da Baía de Todos os Santos, em Candeias, o antigo Engenho Freguesia foi transformado no Museu do Recôncavo Wanderley Pinho em 1971 devido ao seu valor histórico e a sua importância para a região do Recôncavo Baiano. Construído em terras doadas pelo então Governador-Geral do Brasil, Mem de Sá, o casarão foi alvo das invasões holandesas, em 1624, e vivenciou momentos de apogeu na produção de açúcar até a segunda metade do século XIX. Quando as leis abolicionistas passaram a vigorar no país, o engenho entrou em decadência e, em 1890, as moendas de cana-de-açúcar foram desativadas. Seu conjunto arquitetônico inclui casa-grande com 55 cômodos, fábrica e capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição da Freguesia. José Wanderley de Araújo Pinho (1890-1967), que dá nome ao museu, foi proprietário do engenho e, como deputado federal, apresentou ao Congresso, em 1930, um projeto de lei de proteção dos bens móveis e imóveis de valor artístico e histórico que resultou na criação do atual IPHAN.
O Museu do Recôncavo Wanderley Pinho integra a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA). Endereço: Via Matoim - Enseada de Caboto, s/n, Candeias Tel: (71) 3117-6742.
Núcleo de Comunicação - Ascom Dimus
Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia
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