Museus e exposições relembram a trajetória da cidade de Salvador em seu aniversário de 466 anos

30/03/2015
Salvador, que completou 466 anos no último domingo (29), é reconhecida por ser um dos maiores centros históricos e culturais do Brasil. Tendo sido a primeira capital do país, possui significativos monumentos arquitetônicos que vão dos séculos XVII ao XX e ganha destaque por seu imenso valor histórico, além de agregar uma série de características que a tornam uma cidade tão aclamada, como a sua gastronomia, a música, as praias, e toda a bagagem artística que ela oferece. Passeando por suas ruas e visitando seus museus, por exemplo, é possível encontrar inúmeros registros e homenagens referentes à Salvador e à sua trajetória como uma das cidades mais importantes do cenário nacional.

Um bom exemplo disso é o Museu Tempostal (Pelourinho) que reúne as exposições “O Bairro do Comércio” e “Pelos Caminhos de Salvador”, que ilustram os aspectos urbanísticos e cotidianos que marcaram a cidade desde o século XIX. A mostra “O Bairro do Comércio” é composta por cerca de 100 postais e fotos que retratam essa parte da cidade, no trecho compreendido entre a Preguiça e o antigo Mercado do Ouro, da primeira década do século XX até os anos 80.  A mostra apresenta aspectos históricos, urbanísticos e arquitetônicos do bairro, que servia de ancoradouro das naus que traziam insumos de outros países, a exemplo de produtos manufaturados da Europa, retornando com o que se produzia por aqui (açúcar, fumo, algodão, madeiras de lei e couro).

A outra exposição permanente no Tempostal, “Pelos Caminhos de Salvador”, retrata parte da urbanização, crescimento e modernização da capital baiana. A mostra constitui um grande apanhado de imagens e fotografias que retratam as diversas transformações ocorridas no tecido urbano da cidade, iniciadas em fins do século XIX.  Através de uma leitura histórica, é possível conferir, também, as mudanças nos hábitos e costumes ligados à vida cotidiana.

“Este aniversário de Salvador marca ainda o início de revisão da gestão desses espaços que necessitam estimular ainda mais o diálogo com a sociedade”, afirma o diretor geral do IPAC, arquiteto João Carlos. Segundo ele, os museus e espaços multiusos devem promover parcerias com novos segmentos, buscando maior acesso à população e turistas. Parcerias púbico-privadas e novas ações proporcionarão atender demandas de projetos mais contemporâneos e que incluem as diversas linguagens artísticas, como cinema, vídeo, dança, teatro e música. Muitos desses espaços também passariam a ter cafés e área de convivência.

Museus estaduais, como o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), o Solar Ferrão, o Palacete das Artes e o Museu de Arte da Bahia, e espaços urbanos culturais, como o Passeio Público, próximo ao Campo Grande, e a Praça das Artes, no Pelourinho, são administrados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

 

Museu Tempostal

Visitação: terça a sexta, das 12h às 18h. Fins de semana e feriados, das 12h às 17h

Endereço: Rua Gregório de Mattos, 33, Pelourinho, Salvador

Entrada: grátis

 

 

Yara Vasku
Jornalista DRT/PR 2904
Dimus – Diretoria de Museus – BA

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