19/07/2016
Moradia de governadores (1917 a 1967) e tombado (2010), o Palácio da Aclamação foi reaberto (1990) como Casa de Cerimonial, mas se encontra sem reforma nos últimos 26 anos. Agora, o IPAC inscreveu e aprovou projeto de restauro no Programa Nacional de Apoio à Cultura do MinC
Palácios, palacetes, prédios e jardins antigos. Em todo o mundo, esses são os locais privilegiados para apropriação da sociedade, realização de eventos e cerimônias. No Brasil, a Sala São Paulo, por exemplo, antiga Estação Júlio Prestes (1872), pertence a Secretariade Estado da Cultura e é alugada para diversos tipos de eventos. Em Salvador, são poucos os imóveis públicos de importância arquitetônico-histórica com infraestrutura para cerimoniais.
“O Palácio da Aclamação deve ser retomado como equipamento importante do Centro Antigo; usar prédios públicos para cerimônias é comum na Europa, Ásia e Estados Unidos, e Salvador pode ganhar com isso”, explica o diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), João Carlos de Oliveira. O prédio está sem reformas nos últimos 26 anos. Órgão da Secretaria de Cultura (SecultBA), o IPAC administra ainda o Palacete das Artes (Graça), solares Ferrão (Pelourinho) e Unhão (Contorno), museus de Arte (Corredor da Vitória) e Wanderley (Candeias), dentre outros imóveis.
RIGOR e EVENTOS – “Os espaços do IPAC são utilizados com extremo cuidado e rigor; dispomos de contrato de autorização de uso com cláusulas obrigatórias e exigimos contrapartidas que beneficiem os prédios e o Estado”, diz a diretora de Museus (Dimus) do IPAC, Ana Liberato. Mesmo sem recursos, o IPAC busca meios para reabrir o palácio.
O objetivo é sensibilizar a sociedade e o empresariado da importância do equipamento. Neste ano (2016) foram escolhidos eventos para testar uso, carga de público e logística. Aconteceram o 1º Fórum de Mediação da Associação dos Procuradores do Estado (Apeb) e aposse do Secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, na Academia de Medicina, no dia 6, este último com a presença do governador Rui Costa.
Foram lançadas campanhas, como Prevenção à Aids do Ministério da Saúde e #MusEuCurto da SecultBA e Secretaria de Comunicação do Estado (Secom). Próximo dia 28, o jornal Correio faz evento comemorativo com diversas contrapartidas para o Estado. Projeto ‘Por um mundo de paz’ da Organização Brahma Kumaris, exposição a ‘Árvore da Vida’ e peça teatral 'A Prole dos Saturnos' estiveram na pauta. Lançamentos de livros, música de câmara, atividades socioeducativas, feiras e exposições já foram sediadas no Aclamação.
PRONAC e RESTAURO – Moradia dos governadores (1917 a 1967) e tombado como Patrimônio (2010), o Palácio foi reaberto (1990) como Casa de Cerimonial. Mas, nos últimos dez anos, a edificação necessita de reformas prediais e artísticas urgentes. “Conseguimos inscrever e aprovar o Projeto de Restauro do Aclamação no Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC/MinC), para captação de recursos via Lei Rouanet”, explica o diretor do IPAC. A ideia é que, durante as obras, o IPAC crie uma Escola de Restauração para formar técnicos especializados.
O palácio tem dois pavimentos. No térreo, saguão neoclássico com piso de mármore com oito metros de pé direito, salão de banquetes e salão nobre com parquet de ipê e pau d'arco. No andar superior, dormitórios, sala de almoço, capela e copa. Para mais informações, telefone (71) 3117-6150 e e endereço museologia.pac@ipac.ba.gov.br. Acesse: http://goo.gl/u24J3e, site www.ipac.ba.gov.br, facebook ‘Ipacba Patrimônio’, twitter ‘@ipac_ba’ e instagram ‘@ipac.patrimonio’.
Assessoria de Comunicação – IPAC, em 19.07.2016
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