“Se não perpetuarmos a memória esquecemos o passado!”, diz Mãe Carmem sobre Memorial de Menininha

14/02/2017
Os 123 anos de nascimento de Maria Escolástica da Conceição Nazareth, a Mãe Menininha (1894-1986), Yalorixá do Terreiro do Gantois de 1922 a 1986, foi marcado por muita emoção. O evento reuniu na última sexta-feira (10) sacerdotes do candomblé, autoridades estaduais, personalidades e artistas. Foi apresentado no local a Requalificação do Memorial de Mãe Menininha, espaço que funciona como museu e reúne itens do terreiro e da Yalorixá. “Eu me sinto lisonjeada com essa parceria! Só tenho a agradecer aos Orixás e ao IPAC, no nome do seu diretor, João Carlos, por ter apoiado nosso projeto. O Gantois agradece de coração! Isso aqui é a memória, se não tiver a memória vamos esquecer o passado”, disse emocionada Mãe Carmen.

 

Segundo o diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), João Carlos de Oliveira, o projeto prevê a digitalização do acervo, plano e estruturação museológica com apoio financeiro dos Editais de Museus/IPAC 2016 e recursos de R$ 99,2 mil do Fundo de Cultura. “Para além das melhorias físicas dos objetos, a digitalização amplia esse acervo para que no futuro possa acontecer consulta de qualquer parte do mundo via internet”, afirma João Carlos.

 

FINANCIAMENTO – Em 2005, o terreiro foi tombado como Patrimônio do Brasil, via IPHAN/MinC, o que dá prioridade nas linhas de financiamento, como os Editais/IPAC. No primeiro semestre do ano passado (2016), o diretor do IPAC entregou à Yalorixá Mãe Carmen, 10 mil folderes com a história do Gantois, relato do acervo e atividades do memorial, além da sinalização trilíngue do Terreiro, em yorubá, inglês e português, tudo também via Editais.

 

“Lutamos por mais de cinco anos para conseguir o plano museológico, um dos itens mais importantes em um memorial. Se não fosse o IPAC, não tínhamos avançado. O Gantois só tem a agradecer, a importância dessa parceria é total e absoluta”, relata a Iyakekerê (mãe pequena) do Terreiro, Ângela Ferreira. Ela comemora a sinalização do terreiro apoiada via Editais/IPAC. “Recebemos turistas estrangeiros e a informação auxilia na visitação”, diz mãe Ângela.

 

LIVROS – Fundado em 1992, cinco anos após a morte da Yalorixá, o memorial tornou-se local para se conhecer a história do candomblé no Brasil. Reúne cerca de 500 peças de uso ritualístico e pessoal da Mãe Menininha. O Ilê Iyá Omin Axé Iyá Massê (Terreiro do Gantois), foi fundado em 1849. “Se não perpetuarmos a memória esquecemos o nosso passado; isso é um resgate! Estamos preservando e resgatando a história de minha mãe. Mais uma vez, muito obrigada ao IPAC!”, finalizou Mãe Carmen.

 

No ano passado (2016), o diretor do IPAC também fez entrega de livros para a futura biblioteca do memorial. Festa da Boa Morte, Desfile de Afoxés e Terreiros foram alguns (www.ipac.ba.gov.br/downloads). Faça contato: Gantois no (71) 3331-9231 e memorialmaemenininha@gmail.com. Conheça os museus/IPAC: www.ipac.ba.gov.br/museus. Assista ao vídeo: http://goo.gl/Hjxtkc. Acesse: www.ipac.ba.gov.br, Facebook ‘Ipacba Patrimônio’, Instagram ‘@ipac.patrimônio’ e Twitter ‘@ipac_ba’.

 

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