Secretaria de Cultura abre 13º Semana de Museus na Bahia

06/05/2015

Em celebração ao Dia Internacional de Museus (18 de maio), o Conselho Internacional de Museus (ICOM) e o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) promovem a 13º edição da Semana de Museus que acontece de 18 a 24 de maio, abordando a temática “Museus para uma sociedade sustentável”. Na Bahia, os museus da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), incluindo os espaços vinculados à Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC), participam com atividades voltadas ao tema proposto (veja programação completa abaixo). São eles: Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), Centro Cultural Solar Ferrão, Museu Abelardo Rodrigues, Museu de Arte da Bahia (MAB), Museu Tempostal, Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica e Palacete das Artes – todos em Salvador -, além do Parque Histórico Castro Alves, em Cabaceiras do Paraguaçu.


A abertura oficial da 13º Semana de Museus na Bahia acontece na próxima segunda-feira (18/05), às 14h, no auditório do Museu de Arte da Bahia (MAB), localizado na Avenida Sete de Setembro, 2.340, Corredor da Vitória, em Salvador. O evento será aberto pelas boas-vindas do diretor do MAB, Pedro Arcanjo; seguida do lançamento da campanha de mobilização da Semana de Museus; e da apresentação do novo Projeto de Gestão de Museus e Espaços Culturais do IPAC, a ser feita pelo diretor do órgão, arquiteto João Carlos de Oliveira. Em seguida, o secretário de Cultura do Estado da Bahia e professor, Jorge Portugal, fará uma aula pública com a temática 'Cultura, Museus e Sustentabilidade'.


Este ano, a temática abordada tem como objetivo destacar o papel e a atuação dos museus diante do movimento de sustentabilidade através de seu desempenho, além de enfatizar a conscientização geral a respeito da importância de uma sociedade mais humanitária. Serão debatidos desde o modelo econômico e social às consequências da ação humana frente aos recursos oferecidos pelo nosso planeta, analisando a sustentabilidade sob a ótica ambiental, a econômica e a sociocultural.


“A Semana Nacional de Museus tem como objetivo promover a valorização do patrimônio cultural brasileiro, considerado como um dos dispositivos de inclusão social e cidadania, por meio do desenvolvimento e da revitalização das instituições museológicas existentes e pelo fomento à criação de novos processos de produção e institucionalização de memórias constitutivas da diversidade social, étnica e cultural do país. Com o tema proposto, os museus, reconhecendo que ao desempenhar o seu papel, podem despertar o seu público para a necessidade de uma sociedade menos consumista, mais solidária e que saiba aproveitar os recursos de uma maneira mais proveitosa”, explica Ana Liberato, diretora da DIMUS.


Segundo o IBRAM, a edição deste ano da Semana de Museus irá contar com a participação de cerca de 1.400 instituições que vão elaborar 4.570 eventos, distribuídos por 609 cidades de todas as regiões do país. O Nordeste é a segunda região mais envolvida, com 322 instituições inscritas. Os números marcam um recorde na realização do evento no Brasil, caracterizando-o como um dos países que mais celebram a data dedicada à importância dos museus no mundo inteiro.


Gestão de museus


Nesta semana comemorativa, está se consolidando a nova política de gestão de museus e espaços culturais do IPAC. "Desde março realizamos vistorias técnicas em todos os museus levantando demandas", diz o diretor geral do IPAC, João Carlos. Dentre as ações anunciadas estão as obras emergenciais do Passeio Público com investimento de R$ 240 mil e a parceria para segurança pública do local com o Comando da Polícia Militar.


A reforma do Passeio Público acontece até final de maio. "A partir de junho iniciamos o Projeto de Dinamização Artística de espaços culturais do IPAC, em parceria com a Fundação Cultural do Estado (Funceb) com atividades expositivas, dança e música, tendo como primeiros espaços beneficiados o Passeio Público, Palácio da Aclamação e o Museu de Arte da Bahia (MAB)", adianta João Carlos. Encontros estadual e nacional para Gestores de Museus e Curadores também estão previstos para o segundo semestre (2015), além do anúncio da Bienal da Bahia para 2016.


Os equipamentos culturais do IPAC são formados pelo Passeio Público e o Aclamação, no Campo Grande; o MAB no Corredor da Vitória; Palacete das Artes, na Graça; e o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), na Avenida Contorno. No Pelourinho, estão a Praça das Artes, o Museu Abelardo Rodrigues, o Tempostal, o Museu Udo Knoff e o Centro Cultural Solar Ferrão com a Galeria e várias coleções de arte. No interior da Bahia, estão o Museu Convento dos Humildes, em Santo Amaro; o Museu do Recôncavo, em Candeias; o Parque Histórico Castro Alves, em Cabaceiras do Paraguaçu e uma galeria de arte em Cachoeira.


Os museus DIMUS/IPAC/SECULT estarão participando durante toda a semana, abrindo inclusive na segunda-feira (18/05):


Centro Cultural Solar Ferrão (e Museu Abelardo Rodrigues)


Visitação: segunda a sexta, de 12h às 18h. Sábado e domingo, das 12h às 17h


Entrada: gratuita


Rua Gregório de Matos, 45, Pelourinho, Salvador/ (71) 3116- 6743


Museu Tempostal


Visitação: segunda a sexta, das 12h às 18h. Sábado e domingo, das 12h às 17h


Entrada: gratuita


Rua Gregório de Mattos, 33, Pelourinho, Salvador/ (71) 3117-6383


Palacete das Artes 


Visitação: segunda à sexta, das 13 às 19h; sábado e domingo, das 14 às 19h


Entrada: gratuita


Rua da Graça, 284, Graça - Tel: (71) 3117-6987


 


Museu de Arte da Bahia (MAB) 


Visitação: segunda a sexta, das 13h às 19h; sábado e domingo, das 14h às 19h


Entrada: gratuita


Av. Sete de Setembro, 2340 – Corredor da Vitória – Tel: (71) 3117-6902


 


Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM)


Visitação: segunda a sexta das 13 às 19h; sábado e domingo, das 14 às 19h


Entrada: gratuita


Av. Contorno, s/n, Solar do Unhão - Tel: (71) 3117-6139


 


Parque Histórico Castro Alves


Visitação: segunda a sexta, das 9h às 12h e 14h às 17h. Sábado e domingo, das 9h às 14h


Entrada: gratuita


Praça Castro Alves, 106, Centro, Cabaceiras do Paraguaçu/BA - (75) 3681-1102


 


Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica


Atenção: O Museu Udo Knoff está fechado para visitação, mas participa das atividades. O museu se encontra em processo de montagem de uma nova exposição de longa duração com peças do acervo.


Rua Frei Vicente, 03, Pelourinho


 

 

PROGRAMAÇÃO 13º SEMANA DE MUSEUS


 

Feira de Trocas Solidárias de Museus

 

Em sintonia com o tema da Semana de Museus deste ano, os museus da DIMUS localizados no Pelourinho (Solar Ferrão, Abelardo Rodrigues, Tempostal, Udo Knoff), além do LabDimus, promovem, em 22 de maio, das 10 às 16h30, a “Feira de Trocas Solidárias de Museus” no Largo Tereza Batista. O objetivo da ação é, a partir da troca de itens doados pelo público e da utilização do "Pelô" (Moeda Social criada para o evento), possibilitar uma experiência prática aos participantes, promovendo a difusão de outra forma de desenvolvimento possível, mais social e sustentável.


A ação funciona dessa forma: o público é convidado a juntar artigos que queira doar, em bom estado de conservação; as doações devem ser feitas nos Postos de Coletas (museus participantes, LabDimus e Palácio da Aclamação); no posto de coleta, haverá um responsável pela triagem dos itens doados e emissão da moeda de troca (para cada item de troca, o participante receberá 01 PELÔ); realização de trocas do PELÔ por itens na feira do dia 22/05.


As doações já podem ser feitas no Solar Ferrão/Abelardo Rodrigues (Rua Gregório de Matos, 45), Tempostal (Rua Gregório de Mattos, 33), Udo Knoff (Rua Frei Vicente, 3), LabDimus (Rua gregório de Mattos, 39, subsolo) – todos localizados no Pelourinho - e Palácio da Aclamação (Av. Sete de Setembro, 1330, Campo Grande).


Durante a realização da feira, o público poderá participar de uma série de eventos culturais e educativos. Ao longo do dia, o grupo de Teatro Lambe-Lambe estará divertindo o público que ainda pode participar de uma série de jogos analógicos e entregar material de informática inutilizado na “Fábrica Cultural”.


Além disso, no período da manhã, outras atividades estão previstas: das 10h às 11h acontece a Oficina de Jardins Suspensos; das 10h30 às 11h tem a apresentação de palhaço; 10h30 às 11h30, a Oficina de Caixas; das 11h às 11h30 acontece a apresentação musical “Portela Açúcar”; e das 11h30 às 12h a apresentação do grupo “Atração”, samba de roda do Colégio Azevedo Fernandes.


No período da tarde, mais atrações culturais e educativas: das 13h às 15 acontece a Oficina de Pipas; das 14h às 16h a Oficina de Papel Reciclado; das 15h às 16h volta a Oficina de Jardim Suspenso; das 15h30 às 16h se apresenta o “Teatro Sensorial” e das 16h às 16h30 a banda “Drama Urbano”.


Faz parte ainda da “Feira de Trocas Solidárias de Museus”, a palestra “De que sustentabilidade estamos falando?”, realizada em parceria entre o Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica e a Incubadora Tecnológica de Economia Solidária (ITES/UFBA). A palestra acontece em 20/05, 16h, no Museu Udo Knoff, abordando as possibilidades da Economia Solidária para um desenvolvimento mais sustentável.


 


Mais Programação


Durante a semana, o Museu Tempostal (Rua Gregório de Mattos, 33, Pelourinho) promove a “Troca de saberes ‐ ver, conhecer e identificar”, ação voltada para a prática de novos métodos de maior interação entre público e museu. A proposta é exibir uma série de imagens e postais nacionais e de outros países a serem identificadas pelo público, que poderá fornecer dados complementares de identificação de ruas, prédios e outros trechos, bem como de costumes e tradições, festas cívicas e populares, contribuindo para a pesquisa, e estimulando a visitação ao museu diante de um intercâmbio no processo de resgate cultural.


Em 21/05, às 14h, o Museu Tempostal promove a “Oficina de mini-álbum com encadernação criativa”. A proposta é salientar as possibilidades de criação, a partir de materiais simples, e com encadernação criativas/artesanal, onde se utiliza costuras feitas à mão. Os cadernos são produzidos a partir da encadernação criativa, possibilitando distração, mas também alternativa de oficio. Completa a programação, em 22/05, às 13h, a “Oficina de Pinhole”. Utilizando materiais biodegradáveis e recicláveis, a oficina propõe que os participantes aprendam a montar suas próprias câmeras pinhole. Através de atividades práticas e teóricas, serão apresentadas técnicas de captação de fotos, bem como os processos de revelação preto e branco em um laboratório.


Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Matos, 45, Pelourinho) em parceria com o Museu Udo Knoff, recebe o grupo Candongada no dia 19/05, às 18h. Também desenvolve um laboratório experimental: “Recriando Agogôs”, que será conduzido pela etnomusicóloga Emília Biancardi, em 19 e 20/05, 9h30 e 14h. Amparada no tripé Arte, Educação e Reciclagem, a prática será dividida em duas etapas: primeiro, uma visita participativa nas salas de exposição de instrumentos musicais de Emília Biancardi e Walter Smetak e, depois, a confecção dos agogôs com a utilização de materiais recicláveis, acompanhada de um bate-papo com Emília Biancardi sobre a musicalidade africana e afrobrasileira e recriação de instrumentos musicais, contando também com a participação dos integrantes da Orquestra Museofônica. O laboratório é direcionado para um grupo de 40 jovens estudantes, entre 10 a 15 anos, da Escola Estadual Severino Vieira, mas é aberto ao público presente interessado.


Museu Abelardo Rodrigues (Rua Gregório de Matos, 45, Pelourinho) promove uma “Oficina de confecção de oratórios e andores com caixinhas de fósforo”. A oficina será ministrada pela artesã Dinorah Oliveira em 21 e 22/05, às 9h30 e às 14h, para 40 participantes divididos em duas turmas. A palestrante realizará uma apresentação didática sobre os oratórios e seu contexto histórico e depois a prática da preparação dos suportes e confecção das miniaturas. O público alvo é o Grupo da 3ª Idade Fonte de Alegria do Centro Social da Liberdade, mas a oficina é aberta.


Palacete das Artes (Rua da Graça, 284, Graça) realiza, em 19 de maio, das 14h às 17h, uma oficina de brinquedos com material reciclado. Na mesma tarde, acontece uma visita guiada às exposições "Narrativas Poéticas" e "Cristina Guedes". Com o tema “sustentabilidade", o cinema do Palacete exibe os filmes “Lixo Extraordinário” e “Powaqqatsi”, em 20 e 22/05, às 17h. Para encerrar a semana de museus, no dia 23, das 14h às 19h, é a vez do tradicional projeto “Trocando Palavras”, com apresentação do Sarau Prosa e Poesia e relançamento do livro "Damário Dacruz", de Mariana Paiva.


Museu de Arte da Bahia – MAB (Av. Sete de Setembro, 2340 – Corredor da Vitória) comemora a Semana Nacional de Museus no dia 20/05 a partir das 19h com a palestra do professor Renato da Silveira sobre a Fundação do Candomblé da Casa Branca. Às 20h, aOrquestra de Alabês se apresenta em sessão aberta ao público. Essas duas ações abrem o projeto "Diálogos Contemporâneos” que irá ocupar o auditório do MAB todas as primeiras quartas -feiras de cada mês com uma programação diversificada onde reflexão e produção artística dialogam com a cidade. Para finalizar, no domingo (24/05), às 17h, acontece a apresentação da Orquestra de Violões da UFBA.


Museu de Arte Moderna/MAM (Av. Contorno, s/n, Solar do Unhão) realiza, durante o mês de maio, uma programação educativa especial aos domingos, sendo elas "Pinhole", às 14h, com Luis Augusto Gonçalves; contação de histórias da cultura afro-brasileira, às 15h, com Vovó Cici; Revelações Analógicas, às 15h, com Raimundo Bandeira; Ateliê de Escrita Criativa, às 16h, com Lana Lula; e Iniciação à Edição Digital de Imagens, às 17h, com Cristiano Paganucci. Além destas atividades, pode ser conferida a exposição "As Aventuras de Pierre Verger", que fica em cartaz até 31/05.


 

Parque Histórico Castro Alves

 

Durante toda a semana, o público poderá visitar o Parque Histórico Castro Alves, localizado em Cabaceiras do Paraguaçu (BA), e participar de uma série de atividades, como as visitas guiadas, das 9h às 17h, com apresentação do museu, do parque, suas nascentes, fonte e trilhas, relatando a História de Poeta.


Durante a Semana de Museus, o público pode também conferir a mostra “Navio Negreiro de Castro Alves – por Hansen Bahia”. A exposição é composta por 20 xilogravuras de Hansen Bahia, e promove um encontro entre a obra do artista e o poema de Castro Alves, proporcionando a sensação de que a escrita e a imagem se completam, e retrata a dramaticidade social sentida na pele dos escravos: toda a aspereza, animalização e violência do tráfego negreiro. A técnica da xilogravura foi escolhida por Hansen para representar a força de seus temas. Em uma entrevista, em 1971, afirmou: “a madeira tem sua própria linguagem”.


O PHCA também aproveita a semana para inaugurar, em 18/05, às 17h, a exposição “Na trilha de Castro Alves”, na Fundação Hansen Bahia (Rua Treze de Maio, 13 – Cachoeira). São 15 painéis que contam a vida e a obra, através de textos e fotos, do poeta.


Também está programado: de 18 a 21/05, às 10h e às 15h, o projeto “Sopa de Letras”, uma atividade educativa com contação de histórias; a “Oficina de sequilhos tradicionais de araruta”, dia 19/05, às 14h; o “Sarau no Parque - Música, poesia e arte no final de tarde”, dia 21/05, às 18h; a “Literatura em foco”, dia 22/05, às 9h, que vai trabalhar com a recriação de clássicos da literatura; a apresentação de “A Família na feira”, dia 22/05, às 15h, pela Oficina Teatral do Parque Histórico Castro Alves; e a “Feira de Artesanato”, dia 23/05, das 9 às 14h.


 

 

SAIBA MAIS SOBRE AS EXPOSIÇÕES PERMANENTES E SOBRE OS MUSEUS

 

 

SOLAR FERRÃO

 

1- A Exposição de Arte Africana. O colecionador italiano Claudio Masella (Roma, 1935-2007), reuniu por mais de 30 anos uma coleção de arte africana com mais de mil exemplares. Esses objetos ilustram a arte dos principais grupos étnicos do continente africano, compondo um panorama ímpar para entendimento da diversidade cultural e as suas influências na formação do Brasil. Doadas ao Governo do Estado da Bahia, em 2004.


2- A Coleção de Arte Popular.  Coleção reunida pelo cenógrafo e diretor teatral pernambucano Eros Martim Gonçalves (1919-1973) e ampliada pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi (1914-1992). Nela podem ser vistos objetos de cerâmica utilitária, os curiosos “caxixis” (miniaturas em cerâmica), roupa tradicional de vaqueiro, brinquedos, oratórios, santos, ex-votos, ferramentas de orixás, carrancas, esculturas com temáticas do cotidiano.


3- Coleção Walter Smetak. O músico e compositor suíço Anton Walter Smetak (1913-1984) viveu na Bahia entre os anos de 1957 e 1984, realizando inovadoras experimentações sonoras e plásticas, que influenciou gerações de músicos e artistas. Os instrumentos musicais criados por ele, suas plásticas sonoras, formam a sua coleção, explorando as heranças popular e erudita em suas experiências.


Sobre o espaço: tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o casarão construído entre o fim do século XVII e início do XVIII possui seis andares e abriga a Galeria Solar Ferrão, o Museu Abelardo Rodrigues e três coleções: a Coleção de Arte Popular, a Coleção de Arte Africana e a Coleção de Walter Smetak.


 

 

MUSEU ABELARDO RODRIGUES

 

O colecionador pernambucano Abelardo Rodrigues (1908-1971) reuniu ao longo de sua vida uma das mais importantes coleções, composta por mais de 800 objetos, que revela a trajetória histórica e artística da arte sacra cristã no Brasil, percorrendo o Barroco e o Neoclássico, suas formas de representação e devoção, aproximando o humano do sagrado. Apresenta peças datadas dos séculos XVII ao XX, confeccionadas em diversos materiais, a exemplo de madeira, barro cozido, marfim, pedra sabão e metal. São oratórios, miniaturas, imaginária, crucifixos, imagens de Roca, maquinetas, crucificados, mobiliário de devoção, objetos de origem brasileira, principalmente nordestina, como também de procedência europeia.


 

 

MUSEU TEMPOSTAL

 

1- O Museu Tempostal apresenta a exposição O Bairro do Comércio, composta por postais e fotos que retratam a região do Comércio, no trecho da Preguiça até o antigo Mercado do Ouro, da primeira década do século XX até os anos 80. Através de cerca de 100 imagens, a mostra apresenta aspectos históricos, urbanísticos e arquitetônicos do bairro, que foi criado para servir de ancoradouro das naus que traziam insumos de outros países, a exemplo de produtos manufaturados da Europa, e retornavam com o que se produzia por aqui (açúcar, fumo, algodão, madeiras de lei e couro).


2- A exposição Pelos Caminhos de Salvador retrata parte da urbanização, crescimento e modernização da capital baiana. A mostra constitui um grande apanhado de imagens e fotografias que retratam as diversas transformações ocorridas no tecido urbano da cidade, iniciadas em fins do século XIX.  Através de uma leitura histórica, é possível conferir, também, as mudanças nos hábitos e costumes ligados à vida cotidiana.


3 - A mostra Bahia – Litoral e Sertão apresenta a relação econômica e social desenvolvida entre duas regiões distintas da Bahia através de registros de imagens. Fotografias e postais, datados do início do século XX, de diferentes cidades do interior do Estado, revelam a importância da nossa formação geopolítica, ressaltando o impacto da exploração colonial, do povoamento heterogêneo, e a pluralidade de atividades econômicas exercidas tanto na região litorânea quanto no sertão.


Sobre o museu: o acervo do Museu Tempostal é composto por postais, estampas e fotografias, em sua maioria, procedentes da coleção de Antônio Marcelino do Nascimento. As peças, datadas do final do século XIX e meados do século XX, representam imagens de valor histórico, artístico e documental, não só da Bahia e do Brasil, mas também de diversos países do mundo, sobre as mais variadas temáticas.


 

 

PARQUE HISTÓRICO CASTRO ALVES (PHCA)

 

Por conta do primeiro centenário da morte de Castro Alves, em março de 1971 foi inaugurado, no lugar onde ele nasceu, o museu biográfico Parque Histórico Castro Alves (PHCA), numa área de 52 mil metros quadrados. O acervo convida os visitantes a mergulharem no universo do porta-voz literário da Abolição da Escravatura no Brasil. São objetos que pertenceram a Castro Alves e seus familiares. O público pode ainda usufruir da biblioteca com cerca de 700títulos e dos projetos socioeducativos: Conhecendo as Nascentes; Sarau no Parque: Música, Poesia e Arte nos Finais de Tarde; Brincando no Parque como no Tempo de Nossos Avôs; Oficina de Teatro; Baú de Memórias e Sopa de Letras. Anualmente, o PHCA promove o Festival de Declamação de Poemas de Antônio Frederico de Castro Alves.


 

 

MUSEU UDO KNOFF DE AZULEJARIA E CERÂMICA

 

O museu foi criado para preservar o acervo do ceramista alemão que dá nome ao espaço. Esse acervo organizado por Udo Knoff é subdividido em azulejaria, cerâmica, equipamentos, livros de encomenda e matéria-prima. O conjunto de azulejos inclui painéis decorativos de autoria do próprio Udo, criações produzidas no ateliê do ceramista por artistas locais, e peças estrangeiras, presentes nos casarões do Centro Histórico de Salvador. São azulejos portugueses, espanhóis, franceses, ingleses, holandeses e italianos, datados dos séculos XVI ao XX e reunidos pelo patrono do museu entre as décadas de 60 e 70.


 

 

MUSEU DE ARTE DA BAHIA (MAB)

 

O Museu de Arte da Bahia é o mais antigo museu do Estado, criado em 1918 no prédio anexo ao Arquivo Público e transferido em 1982 para sua atual sede, no Corredor da Vitória. O seu acervo é constituído por 13.686 peças adquiridas ao longo do tempo, através da compra pelo Estado da Bahia de obras de grandes coleções particulares. Inicialmente no século XIX, a coleção de pintura do Conselheiro Jonatas Abbott, dos séculos XVII e XVIII, de origem italiana, francesa, flamenga, holandesa, onde se destaca o quadro da Escola de Caravaggio “David com a Cabeça de Golias”; e em 1943, a de Francisco Marques de Goés Calmon, que reúne importantes conjuntos de artes decorativas, notadamente as porcelanas orientais e o conjunto de “louça histórica” que pertenceu a vários representantes da aristocracia brasileira.


Os pintores baianos – Presciliano Silva, Alberto Valença e Mendonça Filho estão representados no MAB, através de magníficos trabalhos, que comprovam a beleza, o valor e a evolução de sua arte, como a predileção por determinados temas como as paisagens de Valença, as marinhas de Mendonça Filho e os interiores de Igrejas de Presciliano Silva. No andar térreo encontramos gravuras que remetem a um passeio pela cidade de Salvador no séc. XIX, com mapas e aspectos da cidade do sec. XVII, na época da invasão holandesa em 1624.


 

 

PALACETE DAS ARTES

 

O Palacete do Comendador Bernardo Martins Catharino, também chamado de “Villa Catharino” teve seu projeto arquitetônico idealizado pelo arquiteto Rossi Baptista e decorado por Oreste Sercelli, sendo concluído em 1912. Foi o primeiro imóvel de estilo eclético tombado pelo IPAC, em 1986. Após o tombamento, o Palacete abrigou a Secretaria Estadual da Educação e Cultura e os Conselhos Estaduais de Educação e de Cultura, até ser destinado a sediar o Palacete das Artes, em 2003. Seu espaço é constituído da Sala Contemporânea Mario Cravo Jr., que abriga exposições temporárias de importantes artistas no cenário das artes plásticas da Bahia, do Brasil e outros países; uma loja e café bar. Nos jardins, além de árvores centenárias e espécies diversas de flora nativa, estão quatro esculturas, em bronze, do escultor francês Auguste Rodin, adquiridas pelo Governo do Estado da Bahia.


Com sucesso de público no Palacete, permanece até o dia 31 de maio, na Sala Contemporânea, a exposição “Narrativas Poéticas” – Coleção Santander Brasil. A mostra apresenta 52 obras, de 34 artistas, acompanhadas por 48 poemas de 25 poetas. Destacam-se pinturas, gravuras e desenhos de expoentes do Modernismo brasileiro. A curadoria, assinada por Helena Severo, traz Candido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti, Gilvan Samico, Cícero Dias, Alfredo Volpi, Iberê Camargo, Tomie Ohtake e também trabalhos recentes, de artistas como Tuca Reinés, Fernanda Rappa e Renata de Bonis. Entre os poetas destacam-se três baianos: Gregório de Mattos, com A Instabilidade das Coisas do Mundo, que entra especificamente para a edição em Salvador, Waly Salomão, com Persistência do Eu Romântico, e Castro Alves, com Hebréia.


 


MUSEU DE ARTE MODERNA DA BAHIA (MAM)

 

O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) está localizado no Solar do Unhão, uma construção do século XVI banhada pela Baía de Todos os Santos. Além de seu sítio histórico, possui a galeria ao ar livre Parque das Esculturas, a Sala Rubem Valentim, dedicada às obras do artista baiano, o espaço das Oficinas do MAM e locais expositivos como a Capela e o Casarão. No último, atualmente pode ser visitada a exposição “As Aventuras de Pierre Verger”.


Em seu acervo, o MAM-BA possui nomes da arte moderna e contemporânea como Tarsila do Amaral, Emiliano Portinari, Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Flávio de Carvalho, Aldo Bonadei, Antonio Bandeira, Samsom Flexor, Iberê Camargo, Burle Marx, Manabu Mabe, José Guimarães, Mário Cravo Júnior, Djanira, Genaro de Carvalho, Juarez Paraiso, Sante Scaldaferri, Juraci Dórea, Pierre Verger, Mário Cravo Neto, Caio Reisewitz, Tunga, Tomie Ohtake, Marepe, Leda Catunda e Daniel Senise, entre cerca de 400 artistas representados na coleção do MAM. A construção de sua coleção provém da forma como o MAM lida com as diferentes expressões da arte, com obras produzidas nos mais variados suportes, desde os mais tradicionais, como pintura, escultura, gravura e fotografia até obras de caráter efêmero e documentação.


 

 

Dimus – Diretoria de Museus – BA
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