01/12/2015
A diretora do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), Arany Santana, e o diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), João Carlos de Oliveira, da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), vistoriaram hoje (1º) pela manhã os últimos serviços para Festa de Santa Bárbara que acontece na sexta-feira (4), no Pelourinho. A equipe estadual acompanhou a montagem do palco, serviços prediais na igreja do Rosário dos Pretos, responsável pela festa, e a pintura do Mercado de Santa Bárbara.
O palco está sendo montado no Largo do Pelourinho para a missa campal do dia 4. A CCPI/SecultBa providenciará equipamentos de som, produção e segurança. Já o IPAC realizou a recuperação predial da Igreja do Rosário, cuja irmandade proprietária organiza a festa. A pintura no Mercado de Santa Bárbara, na Baixa dos Sapateiros, também está sendo feita pelo IPAC. Já o tradicional Caruru de Santa Bárbara será apoiado pela CCPI. Desde 2008, a festa é um Patrimônio Imaterial da Bahia, através do IPAC.
374 ANOS – A festividade completa agora 374 anos e começou no Morgado de Santa Bárbara, no bairro do Comércio, devido a promessa feita a partir de 1641 pelo casal Francisco Pereira do Lago e Andressa de Araújo. Depois que um incêndio destruiu o Morgado, a imagem da santa, que tinha capela própria, foi para a Igreja do Corpo Santo e, finalmente, para a do Rosário dos Pretos. A devoção atrai milhares de pessoas de vários lugares do Brasil e do mundo, e acontece todos os dias 4 de dezembro.
“Desde meados do século XX o Rosário passou a organizar, assim, os verdadeiros ‘donos’ da festa são a irmandade e o povo devoto; o governo estadual apoia a realização”, relata Arany Santana. A ‘Venerável Ordem 3ª do Rosário de Nossa Senhora às Portas do Carmo’ foi fundada em 1685 e passou à Ordem 3ª em 1899. “Apesar da Igreja ser tombada pelo governo federal (IPHAN/MinC), o governo estadual fez a reparação predial e pintura no templo, pela importância arquitetônico-histórica da edificação e a proximidade da festa”, explica o diretor do IPAC, João Carlos de Oliveira.
O IPAC disponibilizou 17 profissionais, dentre pintores, pedreiros, marceneiros, arquitetos, engenheiros e estagiários. Foram pintados corredores e a parte posterior da igreja, no antigo cemitério, cozinha e jardim, além de manutenção preventiva no telhado. “Fizemos recomposição de reboco e raspagem das paredes”, lembra o coordenador de Conservação Predial do IPAC, Fernando Calldeira. Em parceria, a irmandade ofereceu o material e o IPAC a equipe técnica. "Agradecemos ao IPAC por ter funcionários competentes e atenciosos”, festeja Nilton Santos, procurador geral da Irmandade.
MERCADO MUNICIPAL – Já o Mercado Municipal de Santa Bárbara é responsabilidade da Prefeitura de Salvador, mas o IPAC realiza a pintura externa e interna da edificação. “Utilizamos amarelo, vermelho e branco, como pediram os comerciantes”, diz o diretor do IPAC. Limpeza completa da fachada e telhado do prédio é feita pelo IPAC. “Os apoios da SecultBA, IPAC e CCPI são fundamentais para que a festa permaneça”, comenta Arany. Ela explica que o CCPI apoia ainda irmandade na logística da festa. Durante o dia, os largos do Pelourinho terão atrações de samba, via CCPI.
“A reforma está excelente”, comemora a coordenadora do Mercado, Isabel Santana, “não tenho palavras para agradecer”, finaliza. Os interessados podem acessar gratuitamente o livro do IPAC ‘Festa de Santa Bárbara’ no sitewww.ipac.ba.gov.br, no lado esquerdo da primeira página, no link ‘Publicações para download’ e, depois, no link‘Cadernos do IPAC’. Acesse o Facebook ‘Ipacba Patrimônio’ e Twitter ‘@ipac_ba’.
Box opcional: HISTÓRIA – A Festa de Santa Bárbara remonta ao ano de 1639, quando o casal Francisco Pereira e Andressa Araújo construiu capela devocional no comércio às margens da Baía de Todos os Santos, em Salvador. Desde então a festividade, transferida para o Pelourinho, tornou-se não somente fonte de fé para católicos como também para adeptos da religiosidade de matrizes africanas, que chegam de diversos estados brasileiros e até de fora do Brasil para participar da festa e procissão em Salvador. A programação inclui tríduo de celebrações eucarísticas e termina na Igreja do Rosário dos Pretos. A igreja e seus bens móveis, como as imagens dos santos, pinturas do teto e azulejos foram restaurados pelo IPAC ao custo de R$ 2,6 milhões. Autarquia da Secretaria de Cultura do Estado (SECULT), o IPAC recebeu recursos do Tesouro Estadual e do programa federal Prodetur, financiamento do Banco Interamericano, via Ministério do Turismo e Secretaria do Turismo, e investimento do Banco do Nordeste. A exposição permanente que existe no corredor lateral da Irgrea do Rosário dos Pretos também aconteceu graças ao Edital de Museus do IPAC. A mostra é uma homenagem à Irmandade e à Venerável Ordem Terceira do Rosário às Portas do Carmo, nome da entidade, fundada por descendentes de escravos e ex-escravos que construíram a igreja. Composta por 52 fotos coloridas e em preto e branco de autoria de Aristides Alves, Rugendas e Carlos Julião, e textos especialmente escritos e dimensionados em painéis portáteis, a exposição tem ainda imagens do acervo da irmandade e da Fundação Pierre Verger.
Fotos em ALTA RESOLUÇÃO:
https://www.flickr.com/photos/secultba/sets/72157661721876822/
Crédito Fotográfico obrigatório Fotos anexas - Lei nº 9610/98: Jefferson Vieira
Assessoria de Comunicação – IPAC, em 01.12.2015
Jornalista responsável Geraldo Moniz de Aragão (DRT-BA nº 1498)
(71) 99110.5099, 99922.1743, 3117-6490, 3116-6673
Entrevistas e pesquisa: estagiário Jornalismo, Tiago Estigarribia
ascom.ipac@ipac.ba.gov.br - www.ipac.ba.gov.br
Facebook: Ipacba Patrimônio - Twitter: @ipac_ba
O palco está sendo montado no Largo do Pelourinho para a missa campal do dia 4. A CCPI/SecultBa providenciará equipamentos de som, produção e segurança. Já o IPAC realizou a recuperação predial da Igreja do Rosário, cuja irmandade proprietária organiza a festa. A pintura no Mercado de Santa Bárbara, na Baixa dos Sapateiros, também está sendo feita pelo IPAC. Já o tradicional Caruru de Santa Bárbara será apoiado pela CCPI. Desde 2008, a festa é um Patrimônio Imaterial da Bahia, através do IPAC.
374 ANOS – A festividade completa agora 374 anos e começou no Morgado de Santa Bárbara, no bairro do Comércio, devido a promessa feita a partir de 1641 pelo casal Francisco Pereira do Lago e Andressa de Araújo. Depois que um incêndio destruiu o Morgado, a imagem da santa, que tinha capela própria, foi para a Igreja do Corpo Santo e, finalmente, para a do Rosário dos Pretos. A devoção atrai milhares de pessoas de vários lugares do Brasil e do mundo, e acontece todos os dias 4 de dezembro.
“Desde meados do século XX o Rosário passou a organizar, assim, os verdadeiros ‘donos’ da festa são a irmandade e o povo devoto; o governo estadual apoia a realização”, relata Arany Santana. A ‘Venerável Ordem 3ª do Rosário de Nossa Senhora às Portas do Carmo’ foi fundada em 1685 e passou à Ordem 3ª em 1899. “Apesar da Igreja ser tombada pelo governo federal (IPHAN/MinC), o governo estadual fez a reparação predial e pintura no templo, pela importância arquitetônico-histórica da edificação e a proximidade da festa”, explica o diretor do IPAC, João Carlos de Oliveira.
O IPAC disponibilizou 17 profissionais, dentre pintores, pedreiros, marceneiros, arquitetos, engenheiros e estagiários. Foram pintados corredores e a parte posterior da igreja, no antigo cemitério, cozinha e jardim, além de manutenção preventiva no telhado. “Fizemos recomposição de reboco e raspagem das paredes”, lembra o coordenador de Conservação Predial do IPAC, Fernando Calldeira. Em parceria, a irmandade ofereceu o material e o IPAC a equipe técnica. "Agradecemos ao IPAC por ter funcionários competentes e atenciosos”, festeja Nilton Santos, procurador geral da Irmandade.
MERCADO MUNICIPAL – Já o Mercado Municipal de Santa Bárbara é responsabilidade da Prefeitura de Salvador, mas o IPAC realiza a pintura externa e interna da edificação. “Utilizamos amarelo, vermelho e branco, como pediram os comerciantes”, diz o diretor do IPAC. Limpeza completa da fachada e telhado do prédio é feita pelo IPAC. “Os apoios da SecultBA, IPAC e CCPI são fundamentais para que a festa permaneça”, comenta Arany. Ela explica que o CCPI apoia ainda irmandade na logística da festa. Durante o dia, os largos do Pelourinho terão atrações de samba, via CCPI.
“A reforma está excelente”, comemora a coordenadora do Mercado, Isabel Santana, “não tenho palavras para agradecer”, finaliza. Os interessados podem acessar gratuitamente o livro do IPAC ‘Festa de Santa Bárbara’ no sitewww.ipac.ba.gov.br, no lado esquerdo da primeira página, no link ‘Publicações para download’ e, depois, no link‘Cadernos do IPAC’. Acesse o Facebook ‘Ipacba Patrimônio’ e Twitter ‘@ipac_ba’.
Box opcional: HISTÓRIA – A Festa de Santa Bárbara remonta ao ano de 1639, quando o casal Francisco Pereira e Andressa Araújo construiu capela devocional no comércio às margens da Baía de Todos os Santos, em Salvador. Desde então a festividade, transferida para o Pelourinho, tornou-se não somente fonte de fé para católicos como também para adeptos da religiosidade de matrizes africanas, que chegam de diversos estados brasileiros e até de fora do Brasil para participar da festa e procissão em Salvador. A programação inclui tríduo de celebrações eucarísticas e termina na Igreja do Rosário dos Pretos. A igreja e seus bens móveis, como as imagens dos santos, pinturas do teto e azulejos foram restaurados pelo IPAC ao custo de R$ 2,6 milhões. Autarquia da Secretaria de Cultura do Estado (SECULT), o IPAC recebeu recursos do Tesouro Estadual e do programa federal Prodetur, financiamento do Banco Interamericano, via Ministério do Turismo e Secretaria do Turismo, e investimento do Banco do Nordeste. A exposição permanente que existe no corredor lateral da Irgrea do Rosário dos Pretos também aconteceu graças ao Edital de Museus do IPAC. A mostra é uma homenagem à Irmandade e à Venerável Ordem Terceira do Rosário às Portas do Carmo, nome da entidade, fundada por descendentes de escravos e ex-escravos que construíram a igreja. Composta por 52 fotos coloridas e em preto e branco de autoria de Aristides Alves, Rugendas e Carlos Julião, e textos especialmente escritos e dimensionados em painéis portáteis, a exposição tem ainda imagens do acervo da irmandade e da Fundação Pierre Verger.
Fotos em ALTA RESOLUÇÃO:
https://www.flickr.com/photos/
Crédito Fotográfico obrigatório Fotos anexas - Lei nº 9610/98: Jefferson Vieira
Assessoria de Comunicação – IPAC, em 01.12.2015
Jornalista responsável Geraldo Moniz de Aragão (DRT-BA nº 1498)
(71) 99110.5099, 99922.1743, 3117-6490, 3116-6673
Entrevistas e pesquisa: estagiário Jornalismo, Tiago Estigarribia
ascom.ipac@ipac.ba.gov.br - www.ipac.ba.gov.br
Facebook: Ipacba Patrimônio - Twitter: @ipac_ba