Visitas Guiadas na Escola Parque começam em novembro

16/10/2014

Até o próximo mês novembro (2014) a Escola Parque, localizada no bairro da Caixa D'Água, em Salvador, vai ser palco de um projeto inovador de Visitas Guiadas. Centenas de alunos e professores terão ações de sensibilização e conscientização para conhecer a importância de painéis, murais, afrescos e telas modernistas que foram restauradas e entregues pelo governo estadual, no último dia 10, no mesmo local.


"A importância dessas obras de arte é incalculável, já que se inserem no 1º ciclo de Arte Moderna na Bahia, o pontapé inicial da grande revolução na Arte baiana", alerta o restaurador sênior e professor da Universidade Federal da Bahia, José Dirson Argolo. Ele foi o responsável pelo restauro, contratado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), autarquia da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), e também é responsável pelo tombamento do Conjunto da Escola Parque como 'Patrimônio da Bahia' desde 1981.


"Mesmo após a semana de Arte Moderna de 1922, a Bahia ainda estava apegada às tradições impressionistas e clássicas, e os artistas Carybé, Maria Célia Calmon, Carlos Bastos, Djanira Motta, Jenner Augusto e Carlos Magano se uniram para formar um grupo de Arte Moderna na Bahia, causando grande reação local. Hoje, eles são grandes nomes nacionais e internacionais. A Escola Parque tem um acervo único e de grande qualidade", ressalta o especialista.


PRESERVAR - Segundo a assessora técnica do IPAC, Milena Rocha, antes do restauro foram detectados atos de destruição e vandalismo nas obras de arte, o que fez com que a Secretaria de Educação (SEC), em parceria com a SecultBA/IPAC fizesse proposta de uma ação continuada de preservação. Para restaurar os painéis foram investidos R$ 896 mil com recursos do Tesouro estadual - incluindo o lançamento de um livro sobre a Escola Parque.


"Ninguém protege o que não conhece; por isso, o primeiro passo é conhecer e vivenciar a história da arte na Bahia, o brilhantismo das personalidades da época, como Anísio Teixeira - criador da Escola Parque -, os artistas envolvidos e Diógenes Rebouças - autor do projeto arquitetônico-urbanístico -, entender o processo criativo de um artista e a magnitude universal da obra de arte", diz Milena.


Além do Projeto Visitas Guiadas, a SecultBA/IPAC deverá promover Oficinas de Cerâmica para que crianças e adolescentes vivenciem o processo de criação de um painel. "A ideia inicial é que cada um produza peças de 20cm X 20cm, ou 40cm X 40cm, para que formem depois um grande mosaico que será a memória física desse aprendizado", completa a assessora do IPAC. Milena Rocha lembra que essa será uma experiência piloto, mas, que pode se tornar um projeto permanente para 2015, a partir dos seus resultados.


RIO BRANCO - O IPAC já desenvolveu Visitas Guiadas em outros locais. As obras de restauro do Prodetur NE 2 que recuperaram as igrejas do Boqueirão, Rosário dos Pretos e Pilar, e a Casa das Sete Mortes, já haviam sido locais de visitação de estudantes, professores e até turistas, de 2009 a 2011. "Nessa experiência, guiada por restauradores com mais de 30 anos de profissão, mostrávamos os detalhes estilísticos e construtivos de cada edificação, além das etapas da restauração", lembra a assessora-chefe da Assessoria Técnica (Astec) do IPAC, Margarete Abud.


Segundo Margarete, o projeto obteve tanto sucesso que se tornou permanente no Palácio Rio Branco - sede da SecultBA - também restaurado pelo IPAC via Prodetur NE 2. Mais informações sobre o Projeto Visitas Guiadas do IPAC podem ser obtidas via telefone (71) 3117-7497. Confira ainda o site www.ipac.ba.gov.br, o Facebook Ipacba Patrimônio e o Twitter@ipac_ba.


Assessoria de Comunicação - IPAC, em 16.10.2014

Jornalista responsável Geraldo Moniz (DRT-BA nº 1498)

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