A Romaria do Bom Jesus da Lapa foi reconhecida como Patrimônio Imaterial do Estado em decreto publicado na edição de 8 de agosto de 2013 do Diário Oficial do Estado. Os estudos para a patrimonialização foram iniciados pelo IPAC em 2017 e o processo de reconhecimento como bem cultural da Romaria do Bom Jesus da Lapa tem como base legal o instrumento protetivo Registro Especial.
A celebração está inscrita no Livro de Registro Especial de Eventos e Celebrações. A Romaria de Bom Jesus da Lapa é uma manifestação de cunho religioso católico, com marcas do catolicismo popular, refletindo a fé e religiosidade preservada e salvaguardada com traços culturais singulares àquela manifestação, com sua ressignificação e dinamismo inerentes a todo Bem Cultural.
A história das peregrinações à caverna começou há mais de três séculos, em 1691, com o religioso português Francisco de Mendonça Mar que, após longa e sofrida caminhada, conduzindo uma imagem do Senhor Bom Jesus, resolveu se instalar na gruta. Com um legado marcado pela caridade e acolhimento aos mais pobres, tornou-se Padre Francisco da Soledade e faleceu por volta de 1722. Atualmente, o Santuário conta com 16 grutas, sendo nove internas. As principais são do Bom Jesus da Lapa e de Nossa Senhora da Soledade. Outro local de visitação é o cruzeiro que fica na parte de cima da gruta, o morro. São aproximadamente 90 metros de altura, com dois percursos principais: um interno e outro externo.
Todo ano milhares de romeiros participam das Romarias de Bom Jesus da Lapa, dentre as quais a Romaria do Bom Jesus está entre as três principais romarias do Brasil. A programação é marcada por missas no Santuário, homenagens e procissões pelo circuito religioso da cidade. São diversos os atrativos que agradam baianos e turistas que visitam a cidade nesta época.
Patrimônio Nacional Cultural
Em 8 de setembro de 2025, a romaria de Bom Jesus da Lapa foi reconhecida como Patrimônio Nacional Cultural, através de decreto assinado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva.