06/11/2015
A equipe do Ministério do Meio Ambiente (MMA) reuniu-se no dia 05/11 com representantes de secretarias ambientais dos estados brasileiros para discutir questões ligadas às mudanças climáticas e medidas de redução de emissões de gases de efeito estufa.
O objetivo foi alinhar ações para que o Brasil atinja as metas de corte de carbono, assumidas perante a comunidade internacional. Em dezembro, o País vai se reunir, em Paris, com as mais de 190 nações signatárias da Convenção de Clima das Nações Unidas para definir o novo acordo global de redução de emissões. Antes disso, no entanto, o Brasil já anunciou a meta própria de diminuir 37% das emissões até 2025 e 43%, até 2030 - ambas em comparação aos níveis de 2005, sem o incentivo internacional.
O secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Carlos Klink, afirmou que a atuação com os Estados é necessária para o cumprimento da meta brasileira. “É preciso abrir diálogos estruturantes em agendas municipais ligadas a temas como água e resíduos sólidos”, exemplificou. A aproximação com os entes federados vai se tornar maior agora no sentido de construir uma agenda comum na área ambiental.
Na ocasião, o secretário-executivo do MMA, Francisco Gaetani, defendeu o envolvimento do maior número de órgãos possível nas questões ambientais. “Não deve haver mais diálogos separados nem unicamente bilaterais”, afirmou. “Para o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono sem perspectivas predatórias, é importante tratar o assunto com elevado grau de convergência.”
Na abertura do encontro, o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Carlos Mário Guedes, ressaltou a relevância da temática e a necessidade do esforço conjunto dos entes federativos, sendo que para obter o alcance da meta estabelecida as ações perpassam transversalmente por todos setores, que devem atuar coletivamente nesse intuito.
Representando a Secretaria Estadual do Meio Ambiente da Bahia (Sema), o diretor de Políticas de Biodiversidade e Florestas da instituição, Murilo Figueredo, destacou que a instituição tem atuado em questões inerentes aos temas discutidos. “Ações de restauração e conservação da biodiversidade presentes no Plano Estadual de Desenvolvimento da Socioeconomia da Biodiversidade e Florestas, além da Política Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), permitem a proteção, melhoria e conservação dos ecossistemas e da biodiversidade, aliado com o aumento da renda familiar na zona rural do estado”.
Fonte: Ascom/Sema