23/09/2016
Incentivar o envolvimento de diversos atores sociais nas ações de prevenção aos incêndios florestais no território da Chapada Diamantina, foi com este intuito que representantes da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), em parceria com a Secretaria Estadual de Educação (Sec) e o Corpo de Bombeiros, promoveram no dia 20/09, no município de Seabra, ações de educação ambiental do programa Bahia Sem Fogo. O projeto foi criado com o intuito de disseminar informações junto a professores, agricultores, estudantes e demais cidadãos, por meio de instrumentos de educação ambiental como encontros e discussões temáticas, oficinas, rodas de conversa, entrega de materiais socioeducativos e intercâmbio de experiências socioambientais.
Anualmente ocorrem focos e incêndios florestais em biomas do estado da Bahia, mais especificamente nas regiões Oeste e Chapada Diamantina. Estes fenômenos são ameaças constantes à biodiversidade e para a populaçãocom consequências para o meio ambiente, saúde e economia. A cada ano o programa Bahia sem Fogo vem aperfeiçoando suas ações com o intuito de garantir a efetividade das ações preventivas e de combate aos incêndios florestais, principalmente no período de estiagem, que normalmente acontece de agosto até dezembro, onde a baixa umidade do ar e as elevadas temperaturas contribuem para o aumento de focos e ocorrências de incêndios.
Para a coordenadora da Diretoria de Educação Ambiental para a Sustentabilidade (Dieas) da Sema, Iara Morena, a oficina foi enriquecida com a participação de representantes de diferentes comunidades e segmentos como professores, sindicatos, brigadistas voluntários, produtores rurais, entre outros educadores locais. “Durante a atividade cada participante pode expressar as problemáticas e experiências,relacionadas aos incêndios florestais, vividas em suas comunidades, bem como indicar alternativas que entendam ser fundamentais para fortalecer as açõesde prevenção”.
“A oficina alcançou o objetivo esperado que foi a de mobilizar as lideranças locais para que atuem como multiplicadores, em outros espaços e públicos. Para isso apresentamos sugestões de metodologias e atividades que podem ser aplicadas para diferentes públicos, desde estudantes à agricultores, comerciantes, dentre outros, com o subsidio de materiais didáticoselaborados pela Semaa exemplo de cartilhas, álbum e vídeo, distribuídos gratuitamente para todos os presentes na oficina. Ao final dos trabalhos foram definidos, entre os participantes, alguns encaminhamentos o que mostra o comprometimento destes com a necessidade de sensibilizar a sociedade e ao mesmo tempo disseminar conhecimento, de maneira didática e técnica, de práticas que preservem a biodiversidade”, destacou a coordenadora.
Os incêndios florestais podem se iniciar de forma natural (raios) e também provocados por ações do homem, causadas através da perda do controle das queimadas para "limpeza" do solo, descuido com pequenas fogueiras feitas em acampamentos, queima de lixo, fagulhas de máquinas, entre outros.
O agricultor e morador do povoado de Churé - Seabra, Edilson Lopes, que aplica técnicas de agroecologia em sua propriedade, expôs a preocupação com a prática de uso do fogo nos principais sistemas de produção agrícola da região. “Infelizmente esta é uma prática recorrente,é cultural o uso do fogo para limpeza da terra antes do plantio, pois eles entendem ser mais rápido e barato. É necessário oferecer assistência técnica e apresentar alternativas que sejam viáveis economicamente para o agricultor. Demonstrar que após um determinado período o uso do fogo empobrece o solo de nutrientes acarretando na diminuição e perda da produção e claro pode ocasionar prejuízos incalculáveis ao meio ambiente e a saúde.Assim que soube desta oficina de educação ambiental me coloquei a disposição para colaborar e divulgar junto aos agricultores do meu povoado”.
Desenvolvendo a temática nas escolas
De acordo com o professor da Coordenação de Educação Ambiental e Saúde (CEAS) da Sec, Duwillami Arruda, as informações e materiais apresentados na oficina contem sugestões de atividades lúdicas e opções para o docente trabalhar a interdisciplinaridade no ambiente escolar com a temática da sustentabilidade e prevenção aos incêndios. "A intenção é sugerir ao professor um conjunto de estratégias pedagógicas que podem ser usadas em sala de aula para estimular os jovens a assumir uma postura consciente frente aos problemas socioambientais, destacando as diretrizes e princípios do ProEASE (Programa de Educaçâo Ambiental do Sistema Educacional da Bahia) em consonância com a Política Estadual de Educação Ambiental, sempre contextualizando para a resolução de problemas locais”.
Entusiasmada com a iniciativa, a consultora ambiental e professora da Escola Família Agrícola do Território da Chapada, Cristiane Freitas, ressaltou que a partir desta capacitação os professores terão a chance de ampliar as atividades pedagógicas em sala de aula. “A cada dia é preciso aperfeiçoar as técnicas de ensino e nessa oficina estamos aprendendo junto com os outros colegasmetodologias que irão melhorar nosso trabalho e facilitar o aprendizado das crianças, dos adolescentes e adultos”, pontuou.
A ocorrência de incêndios afeta a população de diferentes maneiras desde danos ambientais, tais como perda de biodiversidade e comprometimento de nascentes, a problemas de saúde, além de transtornos com interrupção de energia elétrica em decorrência de danos às redes de transmissão e prejuízos para o turismo em determinadas regiões.
Anualmente ocorrem focos e incêndios florestais em biomas do estado da Bahia, mais especificamente nas regiões Oeste e Chapada Diamantina. Estes fenômenos são ameaças constantes à biodiversidade e para a populaçãocom consequências para o meio ambiente, saúde e economia. A cada ano o programa Bahia sem Fogo vem aperfeiçoando suas ações com o intuito de garantir a efetividade das ações preventivas e de combate aos incêndios florestais, principalmente no período de estiagem, que normalmente acontece de agosto até dezembro, onde a baixa umidade do ar e as elevadas temperaturas contribuem para o aumento de focos e ocorrências de incêndios.
Para a coordenadora da Diretoria de Educação Ambiental para a Sustentabilidade (Dieas) da Sema, Iara Morena, a oficina foi enriquecida com a participação de representantes de diferentes comunidades e segmentos como professores, sindicatos, brigadistas voluntários, produtores rurais, entre outros educadores locais. “Durante a atividade cada participante pode expressar as problemáticas e experiências,relacionadas aos incêndios florestais, vividas em suas comunidades, bem como indicar alternativas que entendam ser fundamentais para fortalecer as açõesde prevenção”.
“A oficina alcançou o objetivo esperado que foi a de mobilizar as lideranças locais para que atuem como multiplicadores, em outros espaços e públicos. Para isso apresentamos sugestões de metodologias e atividades que podem ser aplicadas para diferentes públicos, desde estudantes à agricultores, comerciantes, dentre outros, com o subsidio de materiais didáticoselaborados pela Semaa exemplo de cartilhas, álbum e vídeo, distribuídos gratuitamente para todos os presentes na oficina. Ao final dos trabalhos foram definidos, entre os participantes, alguns encaminhamentos o que mostra o comprometimento destes com a necessidade de sensibilizar a sociedade e ao mesmo tempo disseminar conhecimento, de maneira didática e técnica, de práticas que preservem a biodiversidade”, destacou a coordenadora.
Os incêndios florestais podem se iniciar de forma natural (raios) e também provocados por ações do homem, causadas através da perda do controle das queimadas para "limpeza" do solo, descuido com pequenas fogueiras feitas em acampamentos, queima de lixo, fagulhas de máquinas, entre outros.
O agricultor e morador do povoado de Churé - Seabra, Edilson Lopes, que aplica técnicas de agroecologia em sua propriedade, expôs a preocupação com a prática de uso do fogo nos principais sistemas de produção agrícola da região. “Infelizmente esta é uma prática recorrente,é cultural o uso do fogo para limpeza da terra antes do plantio, pois eles entendem ser mais rápido e barato. É necessário oferecer assistência técnica e apresentar alternativas que sejam viáveis economicamente para o agricultor. Demonstrar que após um determinado período o uso do fogo empobrece o solo de nutrientes acarretando na diminuição e perda da produção e claro pode ocasionar prejuízos incalculáveis ao meio ambiente e a saúde.Assim que soube desta oficina de educação ambiental me coloquei a disposição para colaborar e divulgar junto aos agricultores do meu povoado”.
Desenvolvendo a temática nas escolas
De acordo com o professor da Coordenação de Educação Ambiental e Saúde (CEAS) da Sec, Duwillami Arruda, as informações e materiais apresentados na oficina contem sugestões de atividades lúdicas e opções para o docente trabalhar a interdisciplinaridade no ambiente escolar com a temática da sustentabilidade e prevenção aos incêndios. "A intenção é sugerir ao professor um conjunto de estratégias pedagógicas que podem ser usadas em sala de aula para estimular os jovens a assumir uma postura consciente frente aos problemas socioambientais, destacando as diretrizes e princípios do ProEASE (Programa de Educaçâo Ambiental do Sistema Educacional da Bahia) em consonância com a Política Estadual de Educação Ambiental, sempre contextualizando para a resolução de problemas locais”.
Entusiasmada com a iniciativa, a consultora ambiental e professora da Escola Família Agrícola do Território da Chapada, Cristiane Freitas, ressaltou que a partir desta capacitação os professores terão a chance de ampliar as atividades pedagógicas em sala de aula. “A cada dia é preciso aperfeiçoar as técnicas de ensino e nessa oficina estamos aprendendo junto com os outros colegasmetodologias que irão melhorar nosso trabalho e facilitar o aprendizado das crianças, dos adolescentes e adultos”, pontuou.
A ocorrência de incêndios afeta a população de diferentes maneiras desde danos ambientais, tais como perda de biodiversidade e comprometimento de nascentes, a problemas de saúde, além de transtornos com interrupção de energia elétrica em decorrência de danos às redes de transmissão e prejuízos para o turismo em determinadas regiões.