Sema e Inema concluem projeto piloto de restauração florestal em Pedra do Cavalo

14/09/2017
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Na quarta-feira (13), a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) finalizaram o Projeto Piloto de Recuperação Florestal na APA Lago de Pedra do Cavalo, em evento realizado no município de Antônio Cardoso. Com investimentos de quase R$ 350 mil, foram realizadas ações de recuperação na APA Lago de Pedra do Cavalo, com a implantação de métodos de recuperação em aproximadamente 30 hectares nas áreas de Reserva Legal (RL) de 32 pequenas propriedades ou posses rurais familiares nos municípios de Antônio Cardoso, Santo Estevão e Conceição da Feira.

O secretário estadual do Meio Ambiente, Geraldo Reis, os chefes de gabinete da Sema e Inema, Iara Icó e Welton Rocha, comitiva técnica dos órgãos ambientais, o prefeito de Antônio Cardoso, Antônio Mário Rodrigues, secretários municipais de Conceição da Feira e Santo Estevão, lideranças comunitárias e proprietários das terras beneficiadas participaram do evento.

“Fiz questão de estar aqui porque esse é um projeto relativamente pequeno, mas que pode se tornar referência para os agricultores, proprietários de terra, comunidades e o poder público local, e ser multiplicado em outras experiências exitosas para beneficiar a APA Lago de Pedra do Cavalo. A sociedade tem discutido meio ambiente há muitos anos, mas foi com o recente agravamento da crise hídrica que todos estão mais mobilizados para efetivar ações de enfrentamento e de preservação, por isso esse é um bom momento para explorar ao máximo os legados deixados aqui por esse projeto”, incentivou o secretário do Meio Ambiente, Geraldo Reis.

Além dos 30 hectares plantados com 4.600 mudas nativas e frutíferas, seguindo o sistema agroflorestal (SAF), em 32 propriedades rurais já cadastradas no Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (CEFIR), o Projeto Piloto de Recuperação Florestal deixou como legado dois viveiros com capacidade para produção de cinco mil mudas, mudas nativas e exóticas, 10 núcleos de meliponicultura com 10 caixas cada, e atendeu cerca de 200 proprietários e agricultores em oficinas e capacitações sobre agroecologia, produção de mel com abelhas nativas (sem ferrão), recuperação de áreas degradadas, propagação de mudas nativas e SAF.

"Parabenizamos os agricultores que abraçaram esse projeto e são os principais responsáveis pelo sucesso da sua implantação. Seu sucesso deve-se também ao modelo, com as abelhas, que vão polinizar as flores, as frutíferas, que vão atrair pássaros e pequenos animais, e ainda a geração de renda para o proprietário. Nossa APA está muito carente de matas ciliares, será muito importante a multiplicação da experiência", comentou o gestor da APA Lago de Pedra do Cavalo, Márcio Pimentel.

Durante o evento, foram entregues os certificados simbólicos aos proprietários beneficiários do projeto. A proprietária de terra e presidente da Associação da Comunidade da Ilha, Rosenil Brandão, avaliou positivamente a experiência. "A gente começou do zero, sem conhecer o que era um viveiro, o que era agroecologia. Através das oficinas aprendemos como plantar, como trabalhar corretamente. Foram muitos desafios, mas superamos tudo. Aprendi que o homem pode destruir, mas também pode restaurar", disse.

O projeto integra o escopo do Programa de Desenvolvimento Ambiental (PDA-Bahia), financiado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e iniciado em julho de 2016. Espera-se como resultado do processo de restauração, melhorar a qualidade ambiental das áreas trabalhadas, com benefícios diretos para a biodiversidade e para o produtor rural. Além da perspectiva de incremento na produção, sustentabilidade ambiental, econômica, cultural e social, traz um viés de inclusão social e a possibilidade de replicar o modelo em outras áreas prioritárias.