Equipe do Governo visita Projeto CO2 Manguezal em Maragogipe

23/09/2019
Para conhecer e trocar experiências sobre o Projeto CO2 Manguezal, da Fundação Vovó do Mangue, em Maragogipe, equipes da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Bahia Pesca e Embasa fizeram uma visita técnica ao local, na última quinta-feira (19). O projeto, voltado para a recuperação de manguezais, já formou três mil crianças no âmbito do Programa de Educação Ambiental, capacitou 150 multiplicadores educadores locais, recuperou 12,5 hectares de mangue e distribuiu 46 mil mudas.

Os técnicos conheceram o viveiro de mudas das espécies utilizadas na recuperação do mangue e visitaram uma área já recuperada de mangue e outra de produção de ostras. “Pudemos ver de perto os resultados, o avanço e as técnicas utilizadas de replantio do manguezal. O projeto é inovador e se levarmos essa experiência para outras regiões da Bahia, estaremos dando um passo à frente no que diz respeito às mudanças climáticas e espécies ameaçadas”, destaca Silvani Honorato, técnica da Sema.

A Secretaria do Meio Ambiente, através do Gerenciamento Costeiro do estado da Bahia (Gerco), tem como uma das prioridades a implantação de Unidades de Recuperação de Áreas Degradadas dos Manguezais (URAD's Manguezais), que está em processo de formatação e planejamento. “A Bahia possui a maior Zona Costeira e Marinha e estamos buscando com as unidades de recuperação de áreas de manguezais iniciar, no território, a mobilização social para ajudar na promoção do planejamento local tendo como foco não só as questões dos manguezais, mas também da gestão do território costeiro e marinho e a ampliação da governança territorial”, explica Rosalvo Junior, da Sema.

“O Projeto CO2 Manguezal é uma experiência exitosa de inclusão ambiental. Nosso papel, enquanto órgão governamental, é aproveitar esses resultados junto com as nossas expertises e replicar em outras localidades”, ressalta Marcos Rocha, assessor técnico da Bahia Pesca.

“Conhecer um pouco dessa realidade de Maragogipe nos ajudará na gestão de cidades litorâneas. Fiquei surpresa com o projeto, principalmente com o uso da música como instrumento de educação ambiental para crianças e jovens das comunidades ribeirinhas. Temos o compromisso de difundir esse trabalho de recuperação de aéreas degradadas. E a Embasa está a disposição da Sema para parcerias na parte de gerenciamento costeiro”, disse Lícia Oliveira, coordenadora da unidade da Embasa de Santo Antônio de Jesus.

Outras reuniões serão marcadas para aprofundar alguns aspectos técnicos, como a incorporação do Bioma Mata Atlântica no processo de recuperação de mangues; as metodologias e técnicas de educação ambiental com o objetivo de despertar a importância dos manguezais na captura de carbono bem como sua recuperação e conservação e, como isso, atenuar as questões das mudanças climáticas com ações de mitigação e adaptação ao aquecimento global; e ações com vistas ao Pagamento de Serviços Ambientais – PSA.