07/05/2021
“O que presenciamos aqui é um marco histórico para o sul da Bahia e para Itabuna. Há mais de 30 anos vivenciamos um lixão a céu aberto com pessoas vivendo em condição subumana em degradação social e na companhia de porcos, urubus e cães. Então, o que se evidencia com esse aterro sanitário é a mudança de mentalidade na direção do ambientalmente correto e, principalmente, dar condições dignas a pessoas que trabalham na coleta do resíduo orgânico”, disse o secretário estadual de Meio Ambiente (Sema), João Carlos Oliveira.
O secretário representou o governo estadual nesta segunda-feira (3) na cerimônia de assinatura pelo prefeito de Itabuna, Augusto Castro, da Ordem de Serviço para que os resíduos sólidos do município sejam destinados ao aterro da Central de Valorização de Resíduos (CVR) Costa do Cacau. Para João Carlos, às vezes se imagina que lixo seja problema. “Mas, na visão moderna, a gente tem que entender que mais de 80% do lixo podem ser aproveitados. Portanto, gerando renda para as pessoas”, realçou.
“Quero parabenizar o prefeito Augusto Castro. Que sua decisão sirva de exemplo para os demais municípios por construir parcerias, abrir oportunidades e por resolver um problema crônico que era o lixão de Itabuna. Na qualidade de secretário estadual do Meio Ambiente fico extremamente feliz pela iniciativa que realmente vai resgatar pessoas que viviam em situação degradante”, completou.
O titular da Sema destacou ainda a sensibilidade da secretária de Promoção Social e Combate à Pobreza, Andrea Castro, que está cuidando das pessoas que vivem na área do lixão com muita atenção, inclusive oferecendo aluguel social e cestas básicas para que saiam da situação de miserabilidade.
A Sema vai articular com a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), Inema, Ministério Público Estadual e demais atores institucionais para discutir uma solução para os mais de dois mil porcos no lixão. “É preciso uma providência. Esses animais não podem ir para o abate e para o consumo humano”, disse.