Governo apoia criação de Postos Avançados da Caatinga

07/05/2019
Em reunião com o secretário do Meio Ambiente (Sema), João Carlos Oliveira, e com a diretora do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Márcia Telles, o presidente do Conselho Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga, Carlos Romero Carvalho, afirmou que a Bahia já possui instituições que apresentam as condicionantes para se tornarem Postos Avançados da Reserva da Biosfera da Caatinga (RBCAAT). O conselho atuará para identificar e promover essas instituições a Postos Avançados junto à Reserva Nacional da Biosfera da Caatinga e assim fortalecer o bioma no estado.

Para ser um Posto Avançado é necessário que a instituição desenvolva pelo menos duas das três funções básicas da reserva nos campos da proteção da biodiversidade, do desenvolvimento sustentável e do conhecimento científico e tradicional sobre a Caatinga.

Segundo Romero, a Bahia é referência no fomento à gestão participativa do Conselho Estadual. “Nossas reuniões são itinerantes e contemplam os municípios que compõem o Bioma Caatinga, que representa 64% do território baiano. Após mais de 20 anos de discussões, tivemos uma grande conquista com a criação do Mosaico de Unidades de Conservação do Boqueirão da Onça, composto por 347.557 hectares. Agora, precisamos ampliar e fortalecer as instituições que lutam pela preservação da Biosfera Caatinga”, afirmou, referindo-se à criação dos Postos Avançados da RBCAAT.

“Meio ambiente não é só paisagem, é sustentabilidade. Nesse sentido, os postos avançados fortalecem o conhecimento científico, mas principalmente respeitando e absorvendo o conhecimento tradicional, a proteção da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável. Mais do que nunca, precisamos trabalhar a referência geográfica, promover a pesquisa e extensão e criar cenários para o Bioma Caatinga, com a construção de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável”, afirmou o secretário João Carlos, citando como referência a cadeia produtiva do umbu, e mais recentemente do licuri, que vem despontando no cenário econômico com a produção do Licuri caramelizado, biscoitos, óleo, licor e licuri torrado, alguns produtos derivados do fruto desta palmeira, e já comercializados pela agricultura familiar.

Durante a reunião, ainda foi discutida a realização de cursos na área ambiental que contemplem a diversidade do território da Caatinga, com suas características específicas. Os cursos serão oferecidos pela plataforma de educação à distância do Programa de Formação em Meio Ambiente e Recursos Hídricos - Formar EaD, da Sema.

Também participaram das discussões o superintendente de Políticas e Planejamento Ambiental da Sema, Claudemir Nonato de Santana, a bióloga e analista Técnica do Inema, Sônia Portugal, o assessor técnico da Sema, Adriano Zeferino, e a conselheira, Mikaela Reis Souza.