Sema participa de discussão sobre educação ambiental nos países de língua portuguesa e galega

24/03/2023
Representando a Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema), Tiago Porto, Superintendente de Políticas e Planejamento Ambiental, participou nesta sexta-feira (24) dos grupos de diálogos sobre a Rede de Centros de Educação Socioambiental dos países e comunidades de língua portuguesa e galega. Na ocasião, Kitty Tavares, diretora de Educação Ambiental para Sustentabilidade da Sema, também teve participação no evento, integrando uma mesa-redonda para discutir o tema "A Educação Ambiental no Estado da Bahia: estado da arte e perspectivas".

Acompanhando a discussão sobre os Centros de Educação Socioambiental, o superintendente da Sema destacou como uma ferramenta estratégica para mudanças na sociedade e informou que está sendo planejado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMA) para começarem na Bahia, devido "a toda a nossa história e força na educação ambiental no cenário nacional. É um privilégio que vamos nos esforçar, com a sociedade civil, universidades e o poder público municipais, para transformar em realidade", disse Porto.

Para o diretor de Educação Ambiental do MMA, Marcos Sorrentino, "quanto mais trouxermos diversos atores para discutir e planejar os centros de educação ambiental, mais chances temos de diminuir a mortalidade desses centros. Como quase todos os projetos de educação ambiental que conhecemos, eles foram afetados pelo desmonte nos últimos quatro anos do governo federal". Nesse sentido, Sorrentino enfatiza a necessidade de aprender e reaprender como fazer política pública multicêntrica. E o desafio que temos dialogado com o estado da Bahia é como construir um Centro de Educação Ambiental que possa ser exemplar nesse sentido", explicou o diretor.

Em 2011, o Conselho Nacional de Meio Ambiente – Conama publicou a Recomendação número 11 para orientar a adequação de CEAs em acordo com os preceitos da Política Nacional de Educação Ambiental. Segundo o documento, é considerado Centro de Educação Ambiental, independentemente de sua denominação, toda iniciativa pedagógica de educação formal, não formal e informal que disponha de espaços e equipamentos educativos, equipe educativa e projeto político-pedagógico.

"O envolvimento entre o poder público, instituições e a sociedade civil são fundamentais para o fortalecimento das políticas públicas de educação ambiental na Bahia. Parabenizo todas as pessoas que estão participando dessas discussões fundamentais para o desenvolvimento da educação socioambiental, porque sem a participação coletiva não conseguiríamos alcançar o objetivo", disse Kity Tavares. Em sua apresentação, a diretora da Sema destacou ainda os avanços da política de educação ambiental do estado e os desafios que ainda precisam ser enfrentados, bem como o trabalho desenvolvido pela Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental da Bahia.

O evento, que aconteceu na Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), fez parte da programação do III Seminário Internacional e VII Seminário Nacional do HCEL, com o tema SEMINAHCEL 2023: educação, cultura e meio ambiente - desafios e possibilidades que atravessam os corpos no tempo presente. O objetivo do seminário foi promover a socialização de pesquisas envolvendo estudantes e professores da graduação e pós-graduação, bem como da educação básica, além de comunidades tradicionais.

Durante programação, as pessoas tiveram a oportunidade de participar de rodas de conversa, palestras e oficinas com temáticas que atravessam a educação, cultura e meio ambiente, buscando discutir os desafios, potencialidades e suas interconexões. Além disso, houve a Mostra Ecofalante, com exibição e discussão de oito filmes da área ambiental, iniciativa apoiada pela Sema.

O Seminahcel 2023 foi organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UFBA) e pelo grupo de pesquisa HCEL, ambos da Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia (UFBA).