Na última quarta-feira (15), a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) realizou uma reunião em parceria com o Centro de Arte e Meio Ambiente (CAMA) e o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) para discutir o Programa Agente Jovem Ambiental (AJA-Bahia).
O encontro foi marcado pela discussão dos objetivos do programa e das propostas de atividades voltadas para a conscientização ambiental nas escolas. A equipe presente debateram estratégias para envolver os jovens nessa importante causa, promovendo a educação ambiental e estimulando ações sustentáveis.
O superintendente de Políticas e Planejamento Ambiental da Sema, Tiago Porto, destaca que a questão ambiental é uma das temáticas mais relevantes atualmente e reconhece a importância do diálogo para iniciar transformações significativas. “Por meio do AJA, buscamos promover o desenvolvimento da autoestima e do senso de pertencimento entre os jovens, permitindo que compreendam sua realidade local e como podem contribuir para sua transformação. Ao realizar um diagnóstico, sensibilizar, mobilizar e articular, podemos abordar os problemas específicos de cada comunidade, agregar mais pessoas à causa e capacitar os envolvidos. É essencial aprimorar conhecimentos e aproveitar o potencial dos coletivos para impulsionar a transformação da realidade”, reitera Tiago.
O superintendente destaca que na Bahia conseguimos observar os impactos das mudanças climáticas através das estiagens sequenciais. É crucial aproximar essa temática dos jovens, para que eles possam perceber e relatar as transformações em seus territórios ao longo dos anos, com base nos relatos dos mais velhos e em evidências observadas. Através desse envolvimento ativo, poderemos compreender melhor o impacto das mudanças climáticas e incentivar a participação dos jovens na busca por soluções e na preservação do meio ambiente.
O Programa tem como objetivo principal formar agentes multiplicadores, capacitando jovens para atuarem como disseminadores de conhecimento e práticas ambientalmente responsáveis em suas comunidades. Através de atividades educativas e engajadoras, o programa busca despertar a consciência ambiental nos jovens e incentivá-los a se tornarem agentes ativos na preservação do meio ambiente.
O representante da CAMA, Genivaldo Ribeiro, falou sobre a importância de levar a educação ambiental para as escolas. “Sempre destaco nos debates que a coleta seletiva é fundamental nesse processo. Ao reciclar, evitamos o desperdício e a poluição. A coleta seletiva é uma engrenagem importante, pois a mudança climática não se resume apenas às emissões de gases de efeito estufa, mas também a vários outros fatores, incluindo a gestão adequada dos resíduos. Ao reciclar, podemos evitar o corte desnecessário de árvores e a poluição dos rios, contribuindo assim para a preservação do clima. O desafio não está na falta de espaço ou possibilidade de implementação, mas sim na necessidade de estrutura adequada. É essencial levar essa mensagem para as escolas, onde crianças e jovens conscientes podem ser agentes de mudança e disseminadores dessa conscientização ambiental”, disse.
Através do Programa Agente Jovem Ambiental, espera-se criar uma nova geração consciente, engajada e comprometida com a proteção e preservação do meio ambiente.