Na tarde desta quarta-feira (29), a equipe do Programa Nacional de Gerenciamento Costeiro (GERCO) da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) se reuniu com o biólogo da Universidade Federal da Bahia (UFBA), José Amorim, para uma apresentação do projeto MicroMar sobre poluição por micro.
Durante a reunião, o biólogo José Amorim apresentou o projeto MicroMar, mencionando as quantidades de microplásticos encontrados em amostras que são coletadas na costa brasileira, também citou a diversidade de tipos de microplásticos encontrados, relacionados a diferentes embalagens plásticas
A diretora de Política e Planejamento Ambiental da Sema, Luana Ribeiro, presente na reunião, abordou a possibilidade de utilizar a política pública para agregar e empregar a divulgação e educação ambiental de forma estratégica. “É interessante considerar como a política pública pode ser aproveitada e incorporada a essa troca, além de podermos pensar estrategicamente na divulgação e na educação ambiental associada. Isso permite fazer uma primeira análise da relação com as políticas públicas”, reitera Luana.
Luana ainda destaca a respeito da investigação dos microplásticos, onde existe uma conexão direta com a saúde pública, que estão sendo abordados em relação a outros contaminantes, como o cobre. “Recentemente, criamos um grupo voltado para o desenvolvimento sustentável da região central, com o objetivo de lidar com passivos e investimentos para as comunidades. Os passivos ambientais são uma questão relevante, especialmente quando se trata da atuação da fiscalização e do licenciamento em relação a esses contaminantes. No entanto, ainda enfrentamos passivos, como o caso de Santo Amaro, onde ocorreram contaminações por metais pesados que afetaram a comunidade”, acrescentou.
A importância do estudo do plástico e microplástico
Na apresentação, o biólogo explicou sobre a produção de plástico que tem aumentado de forma alarmante ao longo dos anos, em 2000, foram produzidas 213 milhões de toneladas de plástico em todo o mundo. Até 2016, e levando em consideração a projeção até 2030, espera-se que a quantidade de plástico produzido neste século supere a quantidade produzida no século passado inteiro.
José Amorim explicou que o projeto MicroMar é uma iniciativa colaborativa que visa fornecer informações científicas abrangentes sobre a realidade dos microplásticos no Brasil, um dos maiores produtores de plástico do mundo.“O projeto surgiu a partir de um edital específico sobre a poluição marinha causada pelo plástico. Com a colaboração de 26 instituições de pesquisa e ensino no Brasil e diversas parcerias internacionais, o projeto visa fornecer uma visão científica abrangente sobre a realidade dos microplásticos no país, que está entre os maiores produtores de plástico no mundo. É fundamental estudar o plástico e o microplástico, considerados grandes problemas da atualidade, e o projeto busca fornecer informações relevantes para enfrentar essa questão”, disse o biólogo.