Para reforçar a importância da preservação da natureza, a Assembleia Geral das Nações Unidas instituiu o dia 28 de julho como o Dia Mundial da Conservação da Natureza. Além de conscientizar a população sobre o tema, a data é uma oportunidade para promover um debate sobre ações que garantam a sustentabilidade para as futuras gerações.
No contexto nacional, as Unidades de Conservação (UCs) desempenham um papel fundamental na proteção e preservação ambiental. Definidas como áreas territoriais com características naturais relevantes e limites estabelecidos, essas áreas são criadas pelo Poder Público para garantir a conservação de ecossistemas em todo o país.
As UCs são divididas em duas categorias principais: Proteção Integral, que asseguram a preservação total da natureza, e Uso Sustentável, que permitem o uso controlado e responsável dos recursos naturais. Atualmente, a Bahia possui 45 UCs, sendo o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) o responsável pela gestão dessas áreas protegidas, seguindo as diretrizes do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).
O especialista em Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Diretoria de Sustentabilidade e Conservação (DISUC) do Inema, Geneci Braz, que atua como gestor da Área de Proteção Ambiental (APA) Joanes – Ipitanga, destaca que todas as UCs são áreas especialmente protegidas, criadas em função de atributos especiais como socioeconômicos, culturais, religiosos, florestas, manguezais, dunas, restingas, recursos hídricos, entre outros elementos essenciais do nosso dia a dia. “Hoje é um dia muito importante, é o Dia Mundial da Conservação da Natureza, e estamos trazendo à tona um tema crucial relacionado à conservação e proteção desses recursos naturais no ambiente em que vivemos, tão necessário para a nossa sobrevivência no planeta. Estamos falando da criação e gestão de unidades de conservação”, disse Geneci. Ele ressalta que a APA Joanes – Ipitanga foi criada para proteger um manancial estratégico importante para o abastecimento de Salvador e Região Metropolitana.
Sobre a gestão das unidades, Geneci explica que essas áreas são geridas de forma participativa, envolvendo principalmente o conselho gestor e os atores sociais presentes no território. “É importante e fortalece muito a gestão quando as pessoas do território participam ativamente desse processo. Envolvemos as comunidades em projetos socioambientais, projetos de maricultura, plantio, recuperação de nascentes, margens de rios, projetos de saneamento rural simplificado, capacitações, participação nas reuniões do conselho gestor, e envolvimento no conhecimento de processos de licenciamento e ações de fiscalização”, afirma o especialista.
Capacitação - O Programa de Formação em Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Formar), que visa estruturar as ações de desenvolvimento de pessoas em sintonia com as demandas do Sistema Estadual do Meio Ambiente (Sisema) e do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Segreh), disponibiliza, a partir deste domingo (28), o Curso de Planejamento e Gestão Participativa de Unidades de Conservação. O público-alvo são os participantes dos Conselhos Gestores das Unidades de Conservação do Estado da Bahia.
A qualificação será concluída no dia 20 de novembro e abordará diversos temas relacionados à gestão de UCs. O curso visa contribuir para a formação crítica e o desenvolvimento de competências dos conselheiros e gestores das UCs do Estado da Bahia, promovendo uma gestão participativa eficaz e a consolidação dos objetivos dessas unidades.