Entre os dias 23 e 25 de agosto, a comunidade de Garapuá, localizada na Ilha de Tinharé, irá receber a “Oficina de Turismo Comunitário”, iniciativa que marca a etapa final do Convênio 709/2021, firmado entre a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e a Associação Quilombola de Batateira, no âmbito do Edital de Chamada Pública N° 14/2019 do Programa Bahia Produtiva, e que contará com o apoio da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), em parcerias com outras entidades.
O edital é fruto de um acordo de cooperação técnica entre o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e a CAR, com o objetivo de apoiar projetos que promovam a conservação da biodiversidade, a inclusão produtiva e alternativas criativas e diversificadas de renda para as comunidades residentes em Unidades de Conservação. Participarão da Oficina as comunidades tradicionais de Batateira, Garapuá, São Sebastião, Moreré e Boipeba, que fazem parte do município de Cairu e que estão inseridas na Área de Proteção Ambiental (APA) das Ilhas de Tinharé e Boipeba.
Com uma carga horária total de 24 horas, a oficina será um marco na implementação desse projeto, promovendo a capacitação dos envolvidos e a consolidação de práticas que garantam a sustentabilidade econômica e ambiental. O Inema, que desempenha um papel fundamental no acompanhamento do projeto, irá continuar com o apoio a iniciativa, por meio da colaboração do Projeto Áreas Marinhas e Costeiras Protegidas (GEF Mar), ação desenvolvida pelo Governo Federal focada na conservação da biodiversidade marinha e costeira.
Ao longo dos últimos três anos de trabalhos, a Associação Quilombola de Batateira aproveitou a oportunidade oferecida pelo edital para impulsionar o turismo comunitário na região. Este tipo de turismo, que se destaca pela gestão e protagonismo comunitário, não só fortalece as comunidades tradicionais, mas também promove a conservação da natureza e a valorização cultural local.
A APA das Ilhas de Tinharé e Boipeba, que atualmente abrange 43.423 hectares de Mata Atlântica, é conhecida por sua beleza e rica herança histórico-cultural. Criada pelo Decreto Estadual Nº 1.240 de 1992, a APA não só protege um ecossistema estuarino único, mas também é um ponto de atração turística que impulsiona a economia local, tradicionalmente baseada na pesca e no extrativismo.