Sema apresenta prévia dos resultados do Inventário de GEE da Bahia em reunião do FBMC

05/09/2024

A Secretaria do Meio Ambiente do Estado da Bahia (Sema), por meio da Diretoria de Programas e Projetos (DIPRO), associada à Superintendência de Inovação e Desenvolvimento Ambiental (SIDA), apresentaram na terça-feira (3), durante reunião extraordinária do Fórum Baiano de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade (FBMC), os resultados do Inventário de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (GEE) do Estado. O evento realizado virtualmente reuniu especialistas e gestores públicos de entidades que compõem o fórum.

O desenvolvimento do inventário contou com a colaboração do Laboratório do Clima, dentro de um acordo de cooperação técnica. A parceria utilizou dados da plataforma SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa), que proporcionou uma análise detalhada e atualizada das emissões estaduais. "Este é um exemplo de como o uso de tecnologia e a colaboração entre instituições podem potencializar as ações climáticas no estado," comentou Hans Ungar, Diretor da Superintendência de Inovação e Desenvolvimento Ambiental (SIDA).

Os dados apresentados demonstram que a Bahia ocupa a 9ª posição entre os estados brasileiros em termos de emissões de gases de efeito estufa. Os principais setores emissores identificados são o de Mudança de Uso da Terra e Florestas e o da Agropecuária. Estes setores, além de representarem as maiores fontes de emissões, são também pilares fundamentais da economia baiana, o que reforça a complexidade do desafio de equilibrar o desenvolvimento econômico com as metas de sustentabilidade e redução de emissões.

O assessor técnico e coordenador adjunto do inventário, Guido Brasileiro, explica que o setor de Mudança de Uso da Terra e Florestas, que inclui atividades como desmatamento e mudanças na vegetação nativa, é o maior emissor de GEE no estado, seguido pelo setor agropecuário, que engloba práticas agrícolas e pecuárias. "É necessário um alinhamento estratégico que integre desenvolvimento sustentável e a preservação ambiental para que possamos avançar em nossas metas climáticas," afirmou.

Juliana Rocha, Coordenadora de Programas e Projetos da DIPRO, também reforçou a importância do inventário como um guia para a formulação de políticas públicas mais assertivas. "Com essas informações, podemos estruturar políticas que não apenas atendam aos desafios locais, mas que também sejam integradas aos compromissos globais de combate às mudanças climáticas," disse Juliana, destacando a relevância do alinhamento com os ODS e com os compromissos internacionais firmados pelo Brasil.

A expectativa é que a atualização do inventário seja lançada em breve, oferecendo uma visão consolidada dos desafios e oportunidades para o estado em sua trajetória de adaptação e mitigação às mudanças climáticas. O documento será essencial para orientar políticas públicas que visam tanto o desenvolvimento econômico quanto a proteção ambiental, contribuindo para um futuro mais sustentável e resiliente para a Bahia.

Foto: João Raimundo - Ascom/Sema

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