Sema marca presença na 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia com destaque para Biomas e Mudanças Climáticas

16/10/2024

A Secretaria do Meio Ambiente (Sema) participou, nesta quarta-feira (16), da 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, promovida pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), no Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Salvador. O evento, que ocorre de 13 a 18 de outubro, tem como objetivo aproximar o conhecimento científico da população, promovendo uma agenda ampla de atividades voltadas à popularização da ciência.

Durante o encontro, a Sema apresentou um painel sobre os biomas brasileiros e os impactos das mudanças climáticas, destacando a importância da preservação ambiental e as ações estratégicas implementadas pelo Estado da Bahia para mitigar os desafios climáticos. Entre as iniciativas promovidas pela secretaria, estava a distribuição de mudas de espécies nativas, reafirmando seu compromisso com a sustentabilidade e a educação ambiental.

O diretor de Programas e Projetos (DIPRO) da Sema, Hans, destacou que este é um momento para reconhecer a importância da ciência e da tecnologia, e como elas podem ser integradas ao nosso dia a dia. “Através desta iniciativa, estamos trazendo esse conhecimento para cerca de 200 estudantes, numa parceria com a Secretaria da Educação (SEC). Nosso objetivo é popularizar a tecnologia e mostrar a todos o que estamos realizando em prol do meio ambiente, utilizando inovações e soluções sustentáveis. Dessa forma, estamos contribuindo para o desenvolvimento sustentável do estado da Bahia”, afirmou o diretor.

Além disso, Hans destacou a apresentação do Programa Água Doce (PAD), que utiliza tecnologia para transformar água salobra em água potável, uma solução essencial para o consumo humano, principalmente em regiões áridas. “O programa está diretamente ligado à ciência e à tecnologia, demonstrando o papel crucial da inovação na gestão de recursos hídricos”, completou.

A bióloga Juliana Mattos, da DIPRO, trouxe sua experiência em ecossistemas brasileiros para o debate, frisando a importância da integração entre ciência e políticas públicas para enfrentar as mudanças climáticas. “A Sema está comprometida com a implementação da Política Estadual de Mudanças Climáticas. Já concluímos o inventário de emissões de gases de efeito estufa, atualizando os dados anteriores, e estamos na fase inicial de construção dos mecanismos para a execução dessa política. Em breve, lançaremos o edital do Plano de Ação Climática (PAC), que será um marco importante. Paralelamente, estamos em processo de contratação de uma startup para apoiar empresas no desenvolvimento de projetos sustentáveis e buscamos uma parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia para criar o mapa de vulnerabilidade climática do estado”, explicou Juliana.

A ciência no cotidiano para enfrentar as crises ambientais

A diretora de Políticas e Programas da Secti, Sahada Luedy, também participou do evento, ressaltando a importância de incluir a ciência no cotidiano das pessoas para enfrentar as emergências climáticas.

“As crises ambientais que enfrentamos hoje decorrem, em parte, da falta de aplicação do conhecimento científico no dia a dia. Neste ano, iniciamos um projeto no Quilombo do Valongo, valorizando os saberes tradicionais, que possuem uma rica base de conhecimento para a proteção dos biomas. Visitamos também a Aldeia Cair, em Prado, onde a preservação ambiental é uma prática essencial. Reflorestar e promover modos de vida mais sustentáveis são passos urgentes para equilibrar o desenvolvimento econômico com o respeito à natureza”, destacou Sahada.

Parceria interinstitucional para promover sustentabilidade e inclusão social

O evento, iniciado no último domingo (13), se estenderá até a próxima sexta-feira (18). A primeira atividade foi realizada na Comunidade Quilombola de Santiago do Iguape, em Cachoeira, e o encerramento acontecerá na Chapada Diamantina, com ações previstas nos municípios de Andaraí, Itaitê, Boninal, Seabra, Iraquara, Mucugê e Lençóis.

O evento, organizado pela Secti na Bahia, conta com o apoio de diversas instituições, incluindo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), as Secretarias de Educação (Sec), Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Meio Ambiente (Sema), Desenvolvimento Rural (SDR), Cultura (Secult), Turismo (Setur), e universidades como a Uefs, Uesb e Uneb. Outros parceiros incluem a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), o Instituto Anísio Teixeira (IAT), o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).


Foto: Ludmille Bispo

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