Com foco em prevenção, planejamento e presença territorial, Sema consolida gestão ambiental em 2025

30/12/2025
Com foco em prevenção, planejamento e presença territorial, Sema consolida gestão ambiental em 2025
Com foco em prevenção, planejamento e presença territorial, Sema consolida gestão ambiental em 2025

A Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema) encerra 2025 consolidando uma gestão ambiental pautada pelo planejamento, prevenção e presença efetiva nos territórios. Entre 2023 e 2025, a atuação da pasta resultou em avanços estruturantes nas agendas de adaptação climática, conservação ambiental, educação socioambiental e fortalecimento da governança, com impactos diretos na qualidade de vida da população baiana, especialmente em regiões mais vulneráveis à seca, à desertificação e aos incêndios florestais.

Ao longo do ano, a Sema ampliou sua capacidade de articulação institucional, integração com municípios e diálogo com a sociedade civil, consolidando políticas públicas voltadas à proteção dos recursos naturais e ao desenvolvimento sustentável do estado.

Entre janeiro e dezembro, a Sema manteve uma atuação contínua de utilidade pública, com a publicação de mais de 450 matérias. Entre os principais destaques estiveram a Semana do Meio Ambiente, as ações do Bahia Sem Fogo e do Defeso, além da cobertura relacionada à COP30.

Nas redes sociais, a Sema soma 26,9 mil seguidores e alcançou mais de 932 mil visualizações apenas nos últimos 90 dias.

Educação ambiental e protagonismo juvenil

No campo da educação ambiental, a Sema avançou com a implementação do Programa Agente Jovem Ambiental (AJA), iniciativa estratégica de inclusão da juventude nas políticas socioambientais. Voltado a jovens de 15 a 29 anos da rede pública estadual, com vínculo no CadÚnico, o programa prevê formação socioambiental com carga horária de 100 horas, desenvolvimento de projetos comunitários, acompanhamento de professores mediadores e concessão de bolsa mensal. A ação fortalece o protagonismo juvenil e amplia a atuação da educação ambiental nos territórios, promovendo cidadania, pertencimento e engajamento social.

Além do AJA, a Sema intensificou campanhas, oficinas, formações e ações educativas em escolas, comunidades tradicionais, unidades de conservação e eventos públicos, com destaque para a Semana do Meio Ambiente, a Conferência Infantojuvenil pelo Meio Ambiente e atividades realizadas no Parque Zoobotânico da Bahia.

A política de descentralização ambiental avançou com o fortalecimento do Programa de Gestão Ambiental Compartilhada (GAC), coordenado pela Sema. Em 2025, foram destinados R$ 6,5 milhões para 27 convênios, alcançando diretamente 375 municípios baianos. O programa fortalece a capacidade técnica das gestões municipais, amplia o alcance da política ambiental e promove maior integração entre Estado e municípios na execução de ações de licenciamento, fiscalização, educação ambiental e ordenamento territorial.

Outro instrumento estratégico foi a execução do Fundo de Recursos para o Meio Ambiente (FERFA), que viabilizou importantes obras e projetos estruturantes. Entre as principais entregas estão a primeira etapa da requalificação do Parque Zoobotânico da Bahia, reaberto à visitação em junho, com a revitalização do aviário, Ilha dos Macacos, felinário e quiosques, além da implantação do Sítio Paleontológico e de uma réplica do Tiranossauro Rex (T-Rex), ampliando o potencial educativo e científico do espaço.

O FERFA também viabilizou a entrega da primeira fase da requalificação do Parque Metropolitano do Abaeté, em setembro, e segue financiando a reforma do Parque Metropolitano de Pituaçu, com investimento de R$ 25 milhões. As obras incluem a criação de um bicicletário com capacidade para 250 bicicletas, além da implantação de quatro pontos de apoio ao longo dos 15 quilômetros da ciclovia totalmente requalificada.

A prevenção e o enfrentamento aos incêndios florestais ganharam centralidade na atuação da Sema em 2025 com a reestruturação do Programa Bahia Sem Fogo. O programa passou a operar com decreto atualizado, comitê reativado, sistema integrado de gestão e uso intensivo de tecnologia, incluindo monitoramento por satélite e ações de campo articuladas.

Entre as principais ações, destacam-se a estruturação de brigadas, com a entrega de mais de 5 mil equipamentos e 40 kits completos para brigadistas, além da realização da Caravana Bahia Sem Fogo, que percorreu 37 municípios, sensibilizando cerca de 8 mil pessoas. Os resultados incluem a redução de 33% dos focos de calor, economia de 64% nos gastos com combate no mês de agosto e a suspensão da queima controlada em mais de 250 municípios.

No eixo da restauração ambiental e da produção sustentável, a Sema avançou com a entrega de 30 kits de Sistemas Agroflorestais (SAF), o lançamento do edital Sema/Ferfa Cerrado na Bacia do Rio Corrente e a implementação do Programa Planta Bahia, lançado em junho de 2025. A iniciativa viabilizou a doação de 10 mil mudas com apoio de parceiros, fortalecendo ações de reflorestamento, recuperação de áreas degradadas e combate à desertificação.

Outras ações incluem o fortalecimento de programas como Replantar e Fomento Florestal, além do apoio a comunidades rurais e tradicionais, promovendo geração de renda aliada à conservação ambiental.

COP30 e lançamento do Plano de Ação Climática da Bahia (PAC)

Na agenda climática, a Sema ampliou o protagonismo da Bahia em espaços nacionais e internacionais. Durante a COP30, realizada em Belém, o Governo da Bahia lançou, por meio da Sema, o edital para elaboração do Plano de Ação Climática da Bahia (PAC), instrumento estratégico que orientará políticas de mitigação, adaptação e justiça climática no estado.

No mesmo contexto, a Bahia assinou a Carta de Endosso ao Mangrove Breakthrough, iniciativa internacional voltada à proteção e restauração de manguezais, conectando compromissos globais às políticas públicas executadas no território baiano.

Para o secretário do Meio Ambiente, Eduardo Sodré Martins, os resultados de 2025 refletem uma mudança concreta na política ambiental do estado. “A política ambiental da Bahia deixou de ser apenas normativa e passou a se materializar em ações reais nos territórios, com impacto direto na vida das pessoas e na proteção dos nossos biomas”, destacou.

Fonte
Tiago Jr./Ascom Sema