Agroindústria Quilombola transforma a produção rural em Paratinga

28/02/2026
Agroindústria Quilombola transforma a produção rural em Paratinga
Fonte/Crédito
Fotos: André Frutuôso/CAR/SDR/GovBA
As políticas públicas de desenvolvimento rural na Bahia vêm dando certo e gerando resultados concretos. Entre as mais de 400 agroindústrias implantadas em todo o estado, destaca-se a Unidade de Beneficiamento de Produtos da Mandioca, da Associação Remanescente de Quilombo Lagoa do Jacaré, situada na zona rural de Paratinga.

 

Por lá, o trabalho começa cedo, “antes do galo cantar”. Mulheres e homens colocam, literalmente, a mão na massa para produzir pães, peta, brevidade, sequilhos, sonhos e bolos, garantindo a entrega de mais de uma tonelada de alimentos, por mês, ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), para a rede pública de ensino, tanto em âmbito municipal quanto estadual.

 

“Com a mensalidade de R$ 5 de cada sócio para manter a associação, a gente nunca conseguiria ter uma unidade como essa. Ver esse empreendimento funcionando é muito gratificante, ainda mais sabendo que muitos meninos e meninas têm, na alimentação escolar, os produtos que as mães deles produzem aqui na agroindústria”, afirmou Regivaldo Gonçalves, presidente da Associação.

 

A unidade foi entregue pelo Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), em 2021. Equipada com forno e batedeira industrial, bancada, seladora e outros utensílios, segue em pleno funcionamento, fazendo a diferença no quilombo e ofertando alimentos com a marca Sabor Raiz.

 

“Aqui, o nosso trabalho é dividido em quatro grupos produtivos, que utilizam a agroindústria, conforme a demanda. Essa estrutura, para nós, representa dignidade, geração de renda, resistência e permanência no campo”, destaca Carmem Lúcia Macedo, integrante da associação.
 
Ofício de Família

 

Enquanto finalizava a massa do pão, Calebe Santana, coordenador de produção da Sabor Raiz, compartilhou um pouco de sua trajetória, revelando que o gosto pela produção de alimentos vem de família. “Minha avó era uma doceira famosa. Ela ensinou minha mãe e eu herdei essa habilidade de fazer os produtos. Fora daqui da unidade, também sou confeiteiro e produzo doces”, contou.

 

Acompanhando a associação quilombola desde seu surgimento, em 2013, Rosirene dos Santos reforça a importância das políticas públicas voltadas para o rural. “Estamos no caminho certo. Acompanho a associação desde o início, já fui presidente e, hoje, percebo que a chegada dessa agroindústria foi um marco em nossa comunidade. Acessar os editais do Governo do Estado faz toda a diferença para manter os jovens, as mulheres e os homens no campo.”

Sistemas Agrícolas Resilientes instalados no Semiárido baiano irão assegurar a perpetuação de sementes livres de transgenia

28/02/2026
 
Sistemas Agrícolas Resilientes instalados no Semiárido baiano irão assegurar a perpetuação de sementes livres de transgenia
Fonte/Crédito
Fotos: Fábio Arruda e Manuela Cavadas
O Governo do Estado instalou 11 Sistemas Agrícolas Resilientes (SAR) em comunidades dos territórios Piemonte da Diamantina, Piemonte Norte do Itapicuru e Sertão do São Francisco, espaços destinados ao resgate, multiplicação e conservação de sementes com risco elevado de desaparecimento.
 
O Sistema foi viabilizado por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), via projeto Pró-Semiárido, em parceria com a assessoria técnica do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA) e o Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (Sasop), a partir do projeto Sementes Crioulas.
 
A implantação do SAR têm função estratégica no trabalho que o Governo da Bahia tem desenvolvido para a preservação da Caatinga, ampliação e resiliência dos agroecossistemas e, principalmente, na produção de alimentos saudáveis e de forragem para a criação animal.
 
Os 11 Sistemas implantados somam uma área de seis hectares, onde foram plantadas 95.405 sementes e mudas no primeiro ciclo de produção avaliado. O cultivo das sementes nesses espaços é realizado de forma coletiva e tem diversos usos pelas famílias agricultoras, como o consumo, a troca, doação e o comércio.
 
“O Sistema Agrícola Resiliente foi, para nós, bastante gratificante e com grandes aprendizados. Ele serve como banco de sementes, por que é importante para nós agricultores sabermos onde tem a semente apropriada e adaptada para a nossa região. Esse projeto chegou para inovar na nossa comunidade”, comemora o agricultor e guardião de sementes, Erivaldo Lima, da Fazenda Micaela, município de Caém.
 
Casa de Sementes - As sementes cultivadas nos Sistemas Resilientes são armazenadas em 16 Casas de Sementes Crioulas, a exemplo da estrutura implantada na Fazenda Micaela, que conta com todos os equipamentos necessários para organização e conservação das espécies.
 
“A Casa de Sementes é importante, pois temos um lugar para guardar, trocar e comercializar essas sementes. Tem agricultores que não tinham o costume de guardar as sementes, sendo esses os mais jovens. É um local onde a comunidade também realizada encontros e  reuniões dos mantenedores”, explica o agricultor Edmilson Anunciação, um dos mantenedores do SAR/Micaela, referência pela manutenção dos Sistemas na comunidade.
 
Segundo o engenheiro agrônomo e técnico da CAR/Pró-Semiárido, João Nunes, a Casa de Sementes é a ‘guardiã mãe’, pois abriga todo material genético e faz a conexão com os sistemas das comunidades vizinhas. “A Casa de Sementes é um laboratório vivo, um espaço político social de troca de conhecimentos, sobretudo a respeito de práticas agroecológicas produtivas e tradicionais”.

 

Técnicos da CAR participam de treinamento para uso de ferramenta de análise de gases de efeito estufa na pecuária

28/02/2026
Técnicos da CAR participam de treinamento para uso de ferramenta de análise de gases de efeito estufa na pecuária
Fonte/Crédito
Fotos: Elka Macêdo/CAR/SDR/GovBA
Encerrou, nesta quinta-feira (08/05), o treinamento introdutório sobre o uso da ferramenta internacional Gleam-I, que permite a quantificação das emissões de gases de efeito estufa na criação de animais de grande, médio e pequeno porte. O curso, promovido pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), reuniu técnicos e técnicas de todo o Brasil, em Juazeiro, entre eles, uma equipe técnica da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).
 
As especialistas Lydia Lanzoni, em pecuária e mudanças climáticas e Narindra Rakotovao, oficial de políticas pecuárias, ambas da FAO evidenciaram que por meio de capacitação sobre a ferramenta GLEAM-i — desenvolvida pela Divisão de Produção e Saúde Animal da FAO — e de atividades práticas em campo, o workshop fortaleceu as capacidades locais para monitorar e reduzir emissões com base em uma gestão fundamentada em evidências. Também destacaram que valorizaram a experiência dos participantes, que enriqueceram o processo de capacitação.
 
A escolha da Bahia para sediar o evento se deve ao sucesso do Estado na execução do Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido da Bahia (Pró-Semiárido), ação executada pela CAR, empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Fida. As boas práticas adidas das opções metodológicas e resultados do Pró-Semiárido foram apresentadas, durante a programação do evento.
 
"São 26 anos de parceria entre a CAR e o Fida. Ao longo desses anos, nós viemos acompanhando os efeitos das mudanças climáticas e desenvolvendo estratégias para combatê-las. Então, as ferramentas para mitigar esses efeitos são bem-vindas, a exemplo do GLEAM-i, que estamos vendo neste evento”, avaliou o técnico da CAR, Carlos Henrique Ramos, um dos participantes do evento.
 
Durante os quatro dias de atividades presenciais, os participantes — incluindo membros das equipes de projetos financiados pelo Fida, representantes do governo federal, estadual e membros da sociedade civil - além de conheceram a ferramenta GLEAM-i, puderam praticar a coleta de dados em campo, durante visita a propriedades de agricultores criadores de cabras leiteiras, assessorados pela CAR, no município de Uauá, verificando emissões de GEE em diferentes cenários.
 
Durante o evento, que iniciou na última segunda-feira (05/05), foram realizadas práticas de análise de dados coletados para quantificação dos gases de efeito estufa emitidos, nas quatro propriedades visitadas, nas quais a criação de caprinos leiteiros é a atividade econômica principal das famílias.
 
A avaliação “ex-post” das emissões de GEE do Projeto contribuirá para mensurar sua efetividade em termos de mitigação das mudanças climáticas. A avaliação também buscará validar as declarações de sustentabilidade do projeto, apoiar a prestação de contas aos stakeholders e identificar boas práticas para replicação em outras iniciativas.

Novo Mercado Municipal fortalece agricultura familiar em Catolândia

28/02/2026
Novo Mercado Municipal fortalece agricultura familiar em Catolândia
Fonte/Crédito
Fotos: André Frutuôso/CAR/SDR/GovBA
A agricultura familiar é a mola propulsora do desenvolvimento econômico nos municípios e na Bahia e, para fomentar a comercialização da produção rural, o Governo do Estado, nesta quinta-feira (08/05), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), entregou o Mercado Municipal de Catolândia, no Território Bacia do Rio Grande.
 
Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da CAR, destacou que o Mercado Municipal funciona como uma ‘vitrine’ para os alimentos que vêm do rural e são comercializados na cidade. “Entregamos mais um equipamento importantíssimo para a agricultura familiar. Essa estratégia de fortalecer a comercialização da produção rural, em circuitos curtos, que são as feiras, é uma inovação, que estamos fazendo em todo o estado, na perspectiva de garantir conforto para quem vende e compra, segurança sanitária e, acima de tudo, o fomento à geração de emprego e renda, que impacta diretamente na economia municipal.”
 
Os 100 beneficiados do Mercado Municipal de Catolândia contarão com uma estrutura dentro dos padrões da vigilância sanitária. Feirante há mais de 20 anos, Édson de Oliveira celebrou com alegria a inauguração oficial do Mercado Municipal de Catolândia. “Antes, a gente vendia os produtos circulando pela rua. Agora, cada um vai ter seu espaço, as mercadorias não vão ficar no sol. Essa é uma obra maravilhosa”, enfatizou.
 
Ainda durante a agenda no município de Catolândia, foi assinado o termo de doação de 30 barracas de feira livre para a Prefeitura.

Governo da Bahia investe na agricultura familiar e entrega nova agroindústria de mel em Buritirama

28/02/2026
 
Governo da Bahia investe na agricultura familiar e entrega nova agroindústria de mel em Buritirama
Fonte/Crédito
Fotos: André Frutuôso/CAR/SDR/GovBA
Com foco no desenvolvimento econômico e na valorização da apicultura no território da Bacia do Rio Grande, o Governo da Bahia entregou, nesta quinta-feira (08/05), uma Unidade de Beneficiamento de Produtos de Abelha à Associação de Apicultores do Município de Buritirama (BURIAAPIS). A ação foi realizada por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).
 
“Nosso objetivo é construir mais unidades como esta, pois as agroindústrias são fundamentais para o beneficiamento dos alimentos. Essa entrega vai ao encontro da estratégia do programa Bahia Sem Fome, que tem como um dos propósitos, garantir a segurança alimentar e nutricional da população, a partir da produção rural, que vem da agricultura familiar”, afirmou Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro.
 
A Unidade de Beneficiamento de Produtos de Abelha, da BURIAAPIS, faz parte da estratégia do governo estadual Agroindústria Familiar da Bahia, que tem por objetivo agregar valor aos produtos que vêm do rural, de maneira a ampliar as oportunidades de comercialização, diversificar as fontes de renda e contribuir diretamente para a melhoria da qualidade de vida dos agricultores e agricultoras familiares.
 
“Nossa associação começou em 2004 e o que era um sonho hoje se tornou realidade. Não conseguimos uma casa do mel e, sim, uma agroindústria. Estamos felizes e com a expectativa de crescimento para nossa comunidade rural Baixão do Gustavo”, enfatizou Andra Ramos, presidente da BURIAAPIS.
 
O empreendimento, além de estar estruturado com mesa de desoperculação, centrífuga e decantador, garantiu aos apicultores das 43 famílias beneficiadas diretamente a entrega de indumentária completa, cera de abelha laminada e alveolada, colmeias, alimentador, fumigador, formão, entre outros equipamentos.
 
“A apicultura é uma atividade que contribui para o melhoramento do aquecimento global, traz uma conscientização ambiental e ajuda a aumentar a renda dos produtores de mel. Ver esse projeto realizado é uma vitória. Já temos a certificação do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), via Consórcio Multifinalitário do Oeste da Bahia (CONSID), e queremos ir mais longe”, observou Alessandro Ramos, tesoureiro da BURIAAPIS.
 
O governo estadual também autorizou a cessão de um trator com implementos agrícolas e um tanque pipa, que irá apoiar a agricultura familiar do município.

Comida no Prato já distribuiu mais de 30 mil refeições em Barreiras

28/02/2026
Comida no Prato já distribuiu  mais de 30 mil refeições em Barreiras
Fonte/Crédito
Divulgação: CAR
Em Barreiras, no Oeste baiano, a ação do Comida no Prato, do Governo do Estado, já mostra resultados concretos. A ONG Forte por Ser Mulher, que coordena uma das 250 cozinhas comunitárias que integram o programa, alcançou a marca de 30 mil refeições. A meta da ONG é atingir 44 mil marmitas distribuídas nos bairros Vila Rica, Cascalheira, Barreiras 1, São Sebastião e 29 de Julho, beneficiando diretamente 400 pessoas em situação de vulnerabilidade social.

 

A ação é do programa Bahia Sem Fome, executada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), está levando comida de qualidade para quem mais precisa da capital ao interior.
Charles Delman Pereira Machado, coordenador da cozinha, destaca que o impacto vai além da entrega da comida. “Essa ação facilita o acesso a alimentos e contribui para que as pessoas possam ter uma alimentação mais adequada, garantindo sua segurança alimentar e nutricional.”

 

Para quem recebe diariamente as marmitas, a gratidão é evidente. Eva Maria Elias da Silva, beneficiária da ação, afirma que as marmitas são muito bem feitas. “Agradeço demais, que o Governo do Estado tenha essa preocupação com a gente”.

 

Já Joedna Francisca dos Santos ressalta a importância contínua da ação: “Todos os dias a gente vem com muita satisfação receber essa marmita. Tenho um idoso de 83 anos em casa e ele já fica esperando. É uma marmita muito boa e a gente pede que não pare”.

 

Uma ação que chega a todos os cantos da Bahia

 

Com um investimento superior a R$ 60 milhões, a iniciativa Comida no Prato tem abrangência em todos os 417 municípios baianos, com a meta de atender até 50 mil pessoas ao longo de 12 meses. Nesse período, a previsão é distribuir 5,5 milhões de refeições.

 

A operação do programa envolve 250 cozinhas comunitárias, administradas por 169 organizações da sociedade civil, selecionadas por meio de editais públicos. Essas entidades não só preparam e distribuem as refeições, como também realizam a busca ativa de pessoas em situação de insegurança alimentar grave, muitas vezes auxiliando na emissão de documentos para acesso a outras políticas públicas.

Agricultura Familiar de Presidente Tancredo Neves ganha reforço com mais uma agroindústria e outras ações

28/02/2026
Agricultura Familiar de Presidente Tancredo Neves ganha reforço com mais uma agroindústria e outras ações
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Fotos: Marta Medeiros/CAR/SDR/GovBA
O município de Presidente Tancredo Neves, no território de identidade do Baixo Sul, recebeu, neste sábado (03/05), mais uma agroindústria familiar, que vai potencializar a produção de bolos, licores, doces, sequilhos e temperos da Associação dos Agricultores e Agricultoras Familiar Do Riachão do Meio (AAFARME).
 
Localizada a cinco quilômetros da sede do município, a unidade de beneficiamento da mandioca e cozinha comunitária, conta com equipamentos e veículo utilitário, que irão qualificar os produtos, proporcionar melhores condições de trabalho para as famílias atendidas e viabilizar a comercialização da produção.
 
A iniciativa é do Governo do Estado da Bahia, executada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (SDR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). No município também foram entregues 50 barracas de feira livre padronizadas e foi autorizada a construção de duas pontes nas regiões do Piau e Roda D'água.
 
O diretor Geral da CAR, Alexandre Simões, destacou a importância dessas entregas, tanto das barracas, que ajudam na comercialização da produção, quanto da unidade de beneficiamento, um empreendimento da agricultura familiar liderado por mulheres, que estão produzindo e comercializando diversos produtos. "São licores, doces, bolos e salgados, que elas vendem aqui para o mercado institucional e também para os supermercados da região. São investimentos que fortalecem a agricultura familiar e promovem a agregação de valor a esses produtos, levando dignidade, renda e melhoria das condições de vida nas comunidades".
 
Maria Francisca Machado Pereira, presidente da Associação, ressaltou que a conquista da cozinha comunitária é a realização de um grande sonho para a comunidade. “Antes desse empreendimento, nossa produção era limitada, porque não tínhamos espaço físico suficiente para a produção e o armazenamento. Com a cozinha, conseguimos ampliar a produção e transformar em renda produtos que seriam descartados, além de agregar valor a produtos com pouca valorização pelo mercado convencional. Essa não é apenas uma conquista financeira, mas também uma forma de fortalecer a agricultura familiar e a nossa comunidade e incentivar nossos jovens a permanecerem no campo, com qualidade de vida".
 
Alexandre Simões reforçou ainda que o Governo do Estado autorizou também a licitação para a construção de duas pontes em duas comunidades rurais, que tem um número muito grande de agricultores que sofrem nos períodos de chuva, tanto para o escoamento da produção quanto para o deslocamento no dia a dia, para as crianças estudarem.
 
Mais desenvolvimento

 

A AAFARME, que foi fundada no ano de 1997, com o intuito de organizar a comunidade na luta por seus direitos e na busca pela qualidade de vida dos(as) associados(as), que atualmente são 25, na sua maioria mulheres, passou a contar com liquidificador industrial, freezer horizontal, ralador elétrico de mandioca, forno industrial, fogão, desidratador, seladora a vácuo, poço artesiano, veículo utilitário, entre outros equipamentos. A unidade de beneficiamento conta ainda com energia solar, que contribuirá para a redução de custos com energia.

Produção de ovos atinge recorde na Bahia com apoio à agricultura familiar

28/02/2026
Produção de ovos atinge recorde na Bahia com apoio à agricultura familiar
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Fotos: Geraldo Carvalho/CAR/SDR/GovBA
A Bahia alcançou, em 2024, o maior volume de produção de ovos de galinha dos últimos 24 anos: 88,5 milhões de dúzias, segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse marco histórico é resultado, em grande parte, do fortalecimento da agricultura familiar, impulsionado pelo Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), que já que já investiu cerca de R$90 milhões no sistema produtivo da avicultura.

 

Segundo José Orlando, coordenador de avicultura da CAR, os investimentos abrangem desde a criação de galinhas e construção de galinheiros até a implantação de entrepostos. Esses apoios estão presentes em 26 Territórios de Identidade da Bahia. “Em municípios como Pé de Serra, Capim Grosso, Quixabeira, Nova Fátima, Capela do Alto Alegre, Belo Campo, Poções e Andaraí, quase 100% da produção de ovos provém da agricultura familiar”, afirma.

 

Em Juazeiro, o Entreposto de Ovos da Caatinga tornou-se o primeiro empreendimento da agricultura familiar da região a obter o Selo do Serviço de Inspeção Municipal (SIM). Com capacidade para embalar até 1.200 unidades por mês, os ovos comercializados são oriundos de comunidades como Canoa, Lagoa, Jacaré, Lagoa do Meio e Curral Novo. Utilizando a técnica de ovoscopia, os ovos passam por uma triagem rigorosa, assegurando um produto saudável, confiável e competitivo no mercado.

 

Geração de renda

 

No município de Alagoinhas, a Associação Comunitária dos Produtores Rurais do Cangula, os investimentos em infraestrutura e assistência técnica para agricultores e agricultoras familiares, vem apoiando a expansão de suas atividades e a melhoria das condições de trabalho com a implantação de galinheiros, fornecimento de insumos e aves.
A agricultora Maria Cristina da Paixão Carvalho relata a transformação vivida.  “Antes, a gente só pensava em comer a galinha. Hoje, além de consumir, a gente vende a galinha viva ou abatida, temperada, e os ovos também. Isso me dá um recurso extra, me ajuda muito. Com o apoio da CAR, minha produção saltou para cerca de 150 aves e duas placas de ovos por dia.”

 

Já Ana Cátia, também beneficiária, comemora a independência financeira. “Hoje, não trabalho fora. Trabalho em casa, com minha família, vendendo nas feiras o que temos na horta e as galinhas. Aprendemos sobre manejo, controle de produção, e, de 15 aves que recebemos, agora já temos 50, e vem mais por aí!”. 

 

Valorização cultural

 

Na comunidade de Cangula, a criação de galinhas caipiras fortalece o desenvolvimento, a segurança alimentar e, também, a valorização cultural. Lá, vem sendo desenvolvida uma prática ancestral com a produção do Tônico Calcificante Cangula, um medicamento natural feito com ovos e outros ingredientes, preparado pelas mulheres da comunidade quilombola.

 

Com a implantação de aviários, fornecimento de aves, insumos e chocadeiras, a comunidade estruturou sua produção. Hoje, os ovos usados no tônico são produzidos localmente, agregando valor ao produto e promovendo autonomia para as mulheres.
Valcineide Santana, coordenadora do projeto Farmácia Verde, destaca a importância dessa tradição. “O objetivo foi dar sustentabilidade a um produto que a comunidade já fazia. Pensamos: por que trazer ovos de fora se a gente pode produzi-los aqui mesmo? Assim, garantimos renda e também mantemos viva uma cultura nossa.”