NOVOS BENS TOMADOS PELO IPAC EM 2026
ANTIGO GRUPO ESCOLAR J.J.SEABRA
O antigo Grupo Escolar J.J. Seabra, atual Museu Regional de Arte de Feira de Santana, teve tombamento oficializado, pelo Estado da Bahia em 17 de julho de 2026, integrando o Livro de Tombamento de Imóveis. Inaugurado em 1916, como parte da política de expansão da educação pública no estado, o prédio é considerado um dos mais importantes exemplares da arquitetura eclética classicizante do interior da Bahia, reunindo referências neoclássicas, barrocas e renascentistas. Entre os principais atributos do imóvel tombado estão a cúpula central, a escadaria em mármore branco, a composição simétrica das fachadas e o elevado grau de preservação de suas características originais. Além do valor arquitetônico, o imóvel constitui um marco da história da educação pública e da formação cultural de Feira de Santana.
Decreto_Tombamento_GrupoEscolarJ.J.Seabra.pdf
DOSSIÊ_Grupo Escolar_J.J Seabra.pdf
Planta_Poligonal_Tombamento_JJSeabra.pdf
CÂMARA MUNICIPAL DE VALENÇA
O edifício da Câmara Municipal de Valença passou a integrar o patrimônio protegido do Estado. Construído em 1849 como residência da família Sena Madureira, o imóvel hospedou o imperador Dom Pedro II e a imperatriz Teresa Cristina durante visita ao município, em 1860. Desde o final do século XIX, desempenha funções públicas ininterruptas, tendo sediado a Casa de Câmara e Cadeia, o Paço Municipal, a Biblioteca Municipal e, atualmente, o Legislativo municipal. O decreto reconhece ainda a relevância de seu conjunto arquitetônico, que preserva elementos neoclássicos e ecléticos, bem como sua expressiva inserção na paisagem urbana às margens do Rio Una e seu significado para a memória coletiva da população valenciana.
file://DOSSIE_Camara_de_Valenca.pdf
file://Decreto_Tombamento_CâmaraMunicipal_Valença.pdf
file://POLIGONAL_DE_TOMBAMENTO_CâmaraMunicipal_Valença.pdf
TERREIRO OMO ILÊ AGBOULÁ
Tombado pelo Governo do Estado em 22 de julho de 2026, o Terreiro Omo Ilê Agboulá é reconhecido como a principal referência do culto aos egúngun no Brasil e abriga a mais antiga comunidade dedicada ao culto dos ancestrais em funcionamento contínuo no país. Segundo a tradição oral e os estudos históricos, o patrono da casa, Babá Agboulá, foi invocado pela primeira vez no fim do século XIX. A instituição foi oficialmente organizada entre as décadas de 1920 e 1930, mantendo, desde então, suas atividades e seu acervo ritual.
file://DOSSIE__AGBOULA_FINAL_compactado.pdf
file://Decreto_Tombamento_Agboula.pdf
file://Planta_Poligonal_Agboula.pdf
TERREIRO ILÊ AXÉ KALÈ BOKUN
Considerado a principal referência da tradição ijexá no Brasil e o único terreiro dessa nação que permanece em atividade contínua desde sua fundação, o Terreiro Ilê Asé Kalé Bokún foi tombado pelo Governo do Estado da Bahia em 22 de julho de 2026. Criado pelo babalorixá Severiano Santana Porto, possui registros oficiais datados de 20 de agosto de 1933, embora suas origens remontem ao final do século XIX, provavelmente ao ano de 1896. A comunidade teve origem em um núcleo de africanos ijexá que migrou da região central de Salvador para o Subúrbio Ferroviário.
file://DOSSIÊILÊ_AXÉ_KALÈ_BOKUN.PDF
file://Decreto_Tombamento_Kalè_Bokun.pdf
file://Planta_Poligonal_Terreiro_Kalè_Bokun.PDF
TERREIRO ILÊ AXÉ OJU ONIRÊ
O Estado da Bahia oficializou, por meio de decreto publicado no Diário Oficial em 17 de julho de 2026, o tombamento do Terreiro Ilê Axé Oju Onirê como patrimônio cultural da Bahia. Localizado em Santo Amaro, o tombamento abrange o Ilê Axé Ojú Onirê, fundado por Pai Pote e reconhecido como um território religioso vivo, no qual edificações, espaços naturais e práticas rituais constituem um patrimônio cultural indissociável. A proteção abrange os barracões, as casas de orixás, a mata sagrada, o riacho e as árvores consagradas, elementos essenciais à tradição Ketu. O reconhecimento também considera a contribuição do terreiro para a preservação das religiões de matriz africana, sua participação na valorização do Bembé do Mercado e sua atuação em iniciativas voltadas à educação, ao enfrentamento do racismo religioso e à promoção da cultura afro-brasileira.
O Terreiro, de nação Ketu, passa a integrar o Livro do Tombamento dos Bens Imóveis do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia - IPAC.
Decreto_Tombamento_TerreiroIlêAxéOjuOnirê.pdf
DOSSIÊ_TerreiroIlêAxéOjuOnirê_Tombamento.PDF
PlantaPoligonal_IlêAxéOjuOnirê.pdf
TERREIRO ZOOGODÔ BOGUM MALÊ HUNDÓ
O Terreiro Zoogodô Bogum Malê Hundó, um dos mais antigos e representativos templos de candomblé da tradição Jeje-Mahi na Bahia, foi tombado como Patrimônio Cultural da Bahia, integrando o Livro de Tombamento de Imóveis do IPAC. O reconhecimento foi oficializado com a publicação no Diário Oficial do Estado, em 31 de julho de 2026. Localizado no bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador, o Terreiro do Bogum é reconhecido por sua relevância histórica, religiosa, cultural e social. Fundado no século XVIII, por volta de 1719, o terreiro é considerado uma das mais importantes referências da tradição Jeje no Brasil e um dos principais espaços de preservação dos saberes, práticas e valores herdados dos povos Fõ e Mahi, originários da região do atual Benim, na África Ocidental. Diferentemente da tradição Ketu, voltada ao culto dos orixás, a nação Jeje-Mahi tem como centro de sua cosmologia os voduns, divindades originárias do antigo Reino do Daomé.