Bahia celebra Dia Mundial do Chocolate destacando a qualidade da produção da agricultura familiar

13/04/2026

No Dia do Chocolate, é comum celebrarmos o sabor, as memórias e as experiências que ele desperta. Mas antes de chegar às prateleiras, às receitas e às mesas do povo baiano, o chocolate nasce de um fruto cultivado com muito trabalho e dedicação. É por isso que, nesta data, a Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR) destaca quem está na base dessa cadeia produtiva: os agricultores e agricultoras familiares, como Carlos Nascimento Almeida, morador do município de Camamu, no Baixo Sul da Bahia.

 

Carlos produz cacau em sua propriedade, próxima ao Assentamento de São Gonçalo. Ele é um dos beneficiários das ações de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) realizadas pela Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), vinculada à SDR, que acompanha de perto o plantio de milhares de famílias agricultoras em todo o Estado, oferecendo suporte técnico e contribuindo diretamente para o fortalecimento da produção no campo.

 

“O cacau precisa de técnica. Se você não colocar ela em prática, você não vai a lugar nenhum. Eu sou muito agraciado por ter assistência técnica na minha propriedade”, conta Carlos, que cultiva cacau clonado, um tipo de muda feita a partir da cópia de plantas selecionadas, que se destacam por sua alta produtividade, resistência a doenças e qualidade do fruto.

 

Essa técnica exige conhecimento e acompanhamento constante, algo que o agricultor encontrou com o apoio do ATER. Ele também utiliza o sistema cabruca, um modelo tradicional da agricultura familiar, que mantém os cacaueiros sob a sombra de árvores nativas da Mata Atlântica, promovendo sustentabilidade, conservação ambiental e equilíbrio na produção.

 

Para Carlos, a agricultura é mais do que uma atividade econômica. É transformação de vida. “A agricultura hoje, pra mim, é tudo. É minha fonte de renda, é um lazer que eu não tinha. A minha história é muito linda, porque a gente que vem de família humilde e que não tem recurso, nem um certo estudo, a gente almeja por uma terra para ter um futuro melhor, como tá sendo a minha vida hoje por causa da agricultura. Agradeço muito a Deus pela oportunidade que Ele me deu, junto com minha família, de chegar no nível de ser um cacauicultor no Baixo Sul da Bahia”, relata emocionado.

 

A trajetória do trabalho rural representa a de milhares de famílias agricultoras da Bahia que, com o apoio de políticas públicas, vêm superando desafios, gerando renda e movimentando a economia local. Através do trabalho da SDR e de suas áreas, como a Bahiater, agricultores familiares recebem acompanhamento técnico, acesso a tecnologias, incentivo à diversificação produtiva e caminhos para alcançar novos mercados.

Cidadania Rural leva inclusão e direitos a comunidades indígenas da Bahia

13/04/2026

O Cidadania Rural inicia nova etapa com atendimento à comunidades indígenas do interior da Bahia. A iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) vai acontecer entre os dias 8 e 12 de julho, nos municípios de Abaré e Rodelas, e tem o objetivo de garantir o acesso à documentação básica, promovendo inclusão social, segurança jurídica e fortalecendo a agricultura familiar no estado.

 

Ao longo dos quatro dias, serão ofertados serviços de emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e orientações sobre o programa ID Jovem, com atendimentos realizados das 8h30 às 17h. A expectativa é de que sejam emitidos cerca de 100 documentos por dia, atendendo diretamente às populações indígenas das etnias Tumbalalá, Tuxi, Atikum, Kambiwá, Tuxá e Pankararé, reafirmando o compromisso do Governo do Estado com a inclusão e a dignidade dos povos originários.

 

Em Abaré, os atendimentos vão acontecer na Escola Indígena Santo Antônio do Pambú, nos dias 08 e 09 de julho. Já em Rodelas, a ação será realizada nos dias 11 e 12, na Coordenação Técnica Local da Funai, situada na aldeia Tuxá. A ação é coordenada pela Superintendência da Agricultura Familiar (SUAF), vinculada à SDR, com apoio da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e do programa Bahia Sem Fome.

 

“A gente está falando de garantir direitos fundamentais para comunidades que, historicamente, tiveram acesso negado. Levar documentação para os povos originários da Bahia é mais do que entregar um papel, é reconhecer identidades, proteger culturas e abrir caminhos para inclusão nas políticas públicas”, afirmou Osni Cardoso, titular da SDR.

 

Ao levar cidadania às comunidades indígenas, o Cidadania Rural mostra que o campo é, acima de tudo, um lugar de direito, de reconhecimento e de futuro.

 

O Cidadania Rural até agora
Com pouco mais de um ano de estrada, o projeto já percorreu mais de 23 mil quilômetros pela Bahia, passou por mais de 30 municípios e ultrapassou a marca de 6 mil carteiras de identidade emitidas, além de mais de mil CAFs entregues. Em cidades como Itabuna, Ubatã e Teofilândia, mais de 500 famílias foram beneficiadas diretamente com os serviços do projeto.

Mais de 33 mil famílias do Semiárido baiano são beneficiadas com entrega de milho para ração animal

13/04/2026
 
Sementes
Mais de 33 mil famílias agricultoras do Semiárido baiano, afetadas pela estiagem, estão sendo beneficiadas com a entrega de 150 mil sacas de milho para alimentação de rebanhos. Somente nesta semana, cerca de 5.762 sacas foram distribuídas nos municípios de Paulo Afonso e Tucano.

 

A iniciativa integra o Plano Estadual de Enfrentamento à Seca 2024/2025, do Governo da Bahia, e é executada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com prefeituras e demais órgãos estaduais. Inicialmente, a ação previa atender 25 mil famílias, mas a demanda e a situação crítica elevaram esse número.

 

O milho está sendo destinado a famílias inscritas no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), com o objetivo de garantir a alimentação de rebanhos de caprinos, ovinos e vacas leiteiras em municípios com decreto de emergência homologado devido aos efeitos da estiagem.

 

A agricultora familiar Adryana Andrade Matos, do povoado Caimbé, no município de Tucano, cria galinhas, ovelhas, cabras e porcos, e destaca a importância da entrega do milho para manter sua produção. “Foi de suma importância! Esse milho veio na hora certa para alimentar os animais.”

 

Em Paulo Afonso, o presidente da Associação das Placas, Severino Bernardino de Sena, agradeceu o apoio do governo estadual. “A seca aqui foi muito severa, e o milho vai ajudar muito todas as comunidades beneficiadas”.

 

A distribuição do milho está sendo realizada a partir de 12 polos regionais, estrategicamente localizados nos seguintes territórios: Irecê, Velho Chico, Chapada Diamantina, Piemonte do Paraguaçu, Piemonte da Diamantina, Sudoeste Baiano, Médio Rio de Contas, Vale do Jiquiriçá, Itaparica, Piemonte Norte do Itapicuru, Sertão do São Francisco, Bacia do Paramirim, Sertão Produtivo, Sisal, Bacia do Jacuípe, Semiárido Nordeste II, Litoral Norte e Agreste Baiano e Portal do Sertão.

Mais de 33 mil famílias do Semiárido baiano são beneficiadas com entrega de milho para ração animal

13/04/2026
Mais de 33 mil famílias agricultoras do Semiárido baiano, afetadas pela estiagem, estão sendo beneficiadas com a entrega de 150 mil sacas de milho para alimentação de rebanhos. Somente nesta semana, cerca de 5.762 sacas foram distribuídas nos municípios de Paulo Afonso e Tucano.
A iniciativa integra o Plano Estadual de Enfrentamento à Seca 2024/2025, do Governo da Bahia, e é executada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com prefeituras e demais órgãos estaduais. Inicialmente, a ação previa atender 25 mil famílias, mas a demanda e a situação crítica elevaram esse número.
Sementes
O milho está sendo destinado a famílias inscritas no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), com o objetivo de garantir a alimentação de rebanhos de caprinos, ovinos e vacas leiteiras em municípios com decreto de emergência homologado devido aos efeitos da estiagem.
A agricultora familiar Adryana Andrade Matos, do povoado Caimbé, no município de Tucano, cria galinhas, ovelhas, cabras e porcos, e destaca a importância da entrega do milho para manter sua produção. “Foi de suma importância! Esse milho veio na hora certa para alimentar os animais.”
Em Paulo Afonso, o presidente da Associação das Placas, Severino Bernardino de Sena, agradeceu o apoio do governo estadual. “A seca aqui foi muito severa, e o milho vai ajudar muito todas as comunidades beneficiadas”.
A distribuição do milho está sendo realizada a partir de 12 polos regionais, estrategicamente localizados nos seguintes territórios: Irecê, Velho Chico, Chapada Diamantina, Piemonte do Paraguaçu, Piemonte da Diamantina, Sudoeste Baiano, Médio Rio de Contas, Vale do Jiquiriçá, Itaparica, Piemonte Norte do Itapicuru, Sertão do São Francisco, Bacia do Paramirim, Sertão Produtivo, Sisal, Bacia do Jacuípe, Semiárido Nordeste II, Litoral Norte e Agreste Baiano e Portal do Sertão.
Fotos: divulgação

Ciência na Mesa: projeto baiano conquista premiação nacional e reforça papel da ciência no campo

13/04/2026

O Projeto Ciência na Mesa conquistou o 3º lugar na 4ª edição do Prêmio Nacional CONFAP, na categoria Desenvolvimento do Ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação, em cerimônia realizada nesta quinta-feira (3), em São Paulo. O prêmio reconhece iniciativas de destaque entre as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) de todo o país.
O projeto, desenvolvido pela parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Casa Civil, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB), vem sendo executada por meio de três editais, com foco em inovações para a agricultura familiar, incubação de empreendimentos de base tecnológica e soluções para o acesso à água, voltadas ao consumo e produção de alimentos.
"O prêmio reforça que estamos no caminho certo ao investir em inovação com foco nas pessoas e no campo. O Ciência na Mesa é fruto de uma construção coletiva, que alia conhecimento científico às necessidades reais dos nossos territórios, fortalecendo a agricultura familiar e impulsionando soluções transformadoras para o semiárido e outras regiões da Bahia”, celebrou o titular da SDR, Osni Cardoso.
A conquista é resultado de um trabalho iniciado em 2022, com o lançamento do Edital nº 005/2022, que criou os Institutos de Ciência, Inovação e Tecnologia do Estado da Bahia (INCITE).
“O reconhecimento nacional ao Ciência na Mesa reforça a importância de políticas públicas que aproximem a ciência do dia a dia das pessoas e dos territórios. Mais do que promover inovação e inclusão socioprodutiva, o projeto se destaca por colocar no centro da agenda temas fundamentais como a agricultura familiar, a transição agroecológica, a resiliência e a adaptação climática”, afirmou Leonardo Farias, titular da Coordenação de Pesquisa, Inovação e Extensão Tecnológica (Cepex), vinculada à SDR.
Para além de uma premiação, o reconhecimento evidencia o impacto do Ciência na Mesa na promoção de inovação, inclusão socioprodutiva e no fortalecimento da agricultura familiar nos Territórios de Identidade da Bahia. 

Bahia colhe inclusão, renda e desenvolvimento com a agricultura familiar no 1º semestre de 2025

13/04/2026
Bahia colhe inclusão, renda e desenvolvimento com a agricultura familiar no 1º semestre de 2025
Fonte/Crédito
Fotos: Geraldo Carvalho/CAR/SDR/GovBA
O primeiro semestre de 2025 foi marcado por avanços significativos no fortalecimento da agricultura familiar na Bahia. Por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), o Governo do Estado consolidou um conjunto de ações estruturantes que estão transformando a vida de milhares de famílias no campo, promovendo inclusão produtiva, geração de renda, segurança alimentar e desenvolvimento rural.

 

Com o objetivo de dinamizar a economia dos municípios, a CAR entregou mercados municipais construídos ou requalificados em diversas regiões da Bahia. Os espaços fortalecem o comércio local, promovem o convívio social e estimulam as trocas culturais entre produtores, feirantes e a comunidade.

 

As agroindústrias também ganharam protagonismo. São mais de 400 unidades implantadas ou em processo de requalificação, produzindo mais de 6 mil produtos, como doces, iogurtes, chocolates e farinhas, que vêm conquistando espaço no mercado com identidade, qualidade e inovação. Para garantir o funcionamento eficiente dessas unidades, a CAR apoiou a contratação de 480 profissionais entre agentes de negócio, produção e gestão, promovendo um novo ciclo de valorização da produção rural.

 

Para ampliar o mercado e as vendas da agricultura familiar, uma parceria estratégica com os Correios foi firmada, facilitando a logística para cooperativas e associações em toda a Bahia. A iniciativa, viabilizada pela CAR em parceria com a Federação Unicafes Bahia, permite coletas programadas nas cooperativas, envio de amostras para feiras, personalização das entregas, inclusive atendimento para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e envio de produtos para todo o território nacional, com soluções logísticas mais rápidas, eficientes e seguras. 
 
O mercado virtual da agricultura familiar, o Mercaf (www.mercaf.com.br), será diretamente beneficiada com a nova estrutura logística, que permitirá entregas em Salvador e região metropolitana em até 24 horas, com separação e customização dos pedidos.
“Estamos executando um volume inédito de políticas públicas para quem vive e trabalha no campo. A Bahia é hoje referência nacional em agricultura familiar porque atua com estratégia e sensibilidade, promovendo dignidade e dinamizando a economia rural. E a CAR tem um papel central nesse processo”, afirma Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da Companhia.

 

Combate à fome e fortalecimento das comunidades rurais

 

No combate à fome e à insegurança alimentar, a CAR estruturou 100 cozinhas comunitárias nos 14 maiores municípios da Bahia, responsáveis pela distribuição de mais de 1,5 milhão de refeições no primeiro semestre de 2025. A iniciativa foi ampliada com o lançamento do programa Comida no Prato 2, que destinará R$ 38 milhões à implantação de outras 100 cozinhas comunitárias em todo o estado.

 

No enfrentamento aos efeitos da estiagem no Semiárido baiano, a CAR coordenou uma série de ações emergenciais que beneficiaram mais de 33 mil famílias até junho de 2025. Entre as medidas, destaca-se a distribuição de 150 mil sacas de milho, parte de um total de 250 mil sacas previstas, para garantir alimentação dos rebanhos. Também foram instalados tanques-pipa e equipamentos diversos, além da implantação de tecnologias sociais voltadas à captação, armazenamento e uso eficiente da água, como as cisternas calçadão e os barreiros trincheira, soluções sustentáveis e adaptadas à realidade do Semiárido.

 

O fomento à produção foi reforçado com a entrega de kits produtivos, maquinários e insumos a milhares de famílias e grupos produtivos. São ações que fortalecem sistemas produtivos como leite, mel, mandioca, horticultura, galinha caipira, entre outros.
Em paralelo, a CAR tem avançado no programa de habitação rural, com a retomada de obras paralisadas e a construção de novas unidades por meio do Viver no Campo – Minha Casa Minha Vida Rural, priorizando comunidades quilombolas, indígenas e assentamentos rurais.

 

Sustentabilidade e inclusão no Semiárido e na Mata Atlântica

 

Dois grandes projetos estruturantes marcaram o primeiro semestre de 2025: o Parceiros da Mata, focado em inclusão socioprodutiva e sustentabilidade nos territórios da Mata Atlântica, e o Sertão Vivo, voltado à promoção da resiliência climática das famílias do Semiárido. Juntos, os projetos beneficiarão mais de 600 mil pessoas, com ações que fortalecem a produção rural, geram renda e protegem o meio ambiente. Os investimentos somados ultrapassam R$ 1 bilhão, impactando diretamente o presente e o futuro do desenvolvimento rural na Bahia.

 

Feiras e eventos

 

A CAR também participou de grandes eventos nacionais, como a Naturaltech (São Paulo), a Bahia Origem Week (Brasília) e o Bahia Farm Show (Luís Eduardo Magalhães), levando os produtos da agricultura familiar baiana para o cenário nacional. Foram apoiados lançamentos que reforçam a identidade dos territórios, como o suco de uva de Sobradinho, doces do Semiárido, cajuína do Nordeste e os chocolates da Bahia Cacau — produtos que aliam qualidade, inovação e histórias de resistência e trabalho coletivo.

Nova unidade de beneficiamento de mel fortalece renda de apicultores em Itiúba

13/04/2026
Nova unidade de beneficiamento de mel fortalece renda de apicultores em Itiúba
Fonte/Crédito
Fotos: Geraldo Carvalho/CAR/SDR/GovBA
O Governo da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), inaugurou no último sábado (28/06), a nova unidade de beneficiamento de produtos de abelhas da Associação dos Apicultores e Meliponicultores de Itiúba (Apismeli), localizada na comunidade de Várzea Formosa.

 

A nova agroindústria vai beneficiar mais de 80 famílias de apicultores e meliponicultores, promovendo o fortalecimento da atividade apícola na região, especialmente com o aumento da produção e da comercialização do mel local.

 

Presente à inauguração, ao lado da primeira-dama do Estado, professora Tatiana Velloso, o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, destacou a importância da iniciativa. “Essa nova unidade faz parte da estratégia do Governo do Estado de ampliar as oportunidades de comercialização, diversificar as fontes de renda e contribuir diretamente para a melhoria da qualidade de vida dos agricultores e agricultoras familiares, por meio das agroindústrias familiares”, afirmou.

 

O presidente da Apismeli, Luiz Antônio, comemorou a conquista e falou sobre o impacto para os produtores. “Essa unidade vai aumentar nossa produção, porque Itiúba já é um município com grande potencial para a apicultura. Estamos muito felizes, porque agora vamos conseguir colocar dinheiro no bolso com uma atividade que também preserva o meio ambiente.”

 

Já a agente de negócios da associação, Amanda Santos, contratada via o projeto da CAR, Bahia que Produz e Alimenta, reforçou o otimismo com o futuro da produção. “Temos uma grande expectativa com essa agroindústria, e deveremos alcançar a marca de 20 toneladas de mel produzidas ainda este ano. Além disso, já avançamos no Selo de Inspeção Municipal (SIM) e agora estamos em busca do registro que permita a comercialização em âmbito nacional.”

Com serviços de assistência técnica, Estado fortalece produção e transforma realidade da agricultura familiar em Sapeaçu

13/04/2026
A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) tem sido um dos principais agentes de fortalecimento da agricultura familiar na Bahia, levando assistência técnica qualificada, orientação e acesso a políticas públicas para quem vive da terra. Em Sapeaçu, no Recôncavo baiano, essa atuação vem mudando a realidade de produtores como Aguinaldo Santos, da comunidade de Tapera, que encontrou nos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) um caminho para crescer com sustentabilidade e segurança.

Produtor de laranja, milho e amendoim, o agricultor familiar, popularmente conhecido como ‘Guil’, cultiva de forma natural e sustentável. Parte do que ele colhe é direcionado para consumo da família, enquanto o excedente é comercializado em feiras, mercados e até no comércio de cidades próximas. Com o suporte técnico da equipe do Instituto Agrovida, entidade de ATER coordenada pela Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), vinculada à SDR, o agricultor familiar passou a planejar melhor a sua lavoura, aprimorar os processos produtivos e diversificar o destino de seus produtos.

“A gente procura sempre estar aprendendo com cursos e palestras para melhorar a qualidade do que plantamos. O que alegra a gente é uma planta produzir um bom fruto e chegar na mão do consumidor. Ele tem que ficar satisfeito, e a renda é muito importante pra nós produtores. Com ela, a gente compra maquinário, compra semente, compra adubo e coloca funcionário para ajudar. É um dinheiro que a gente tem do campo, investe no campo e ainda sobra”, explicou Aguinaldo.

O acesso a programas como o de Aquisição de Alimentos (PAA) e o da Alimentação Escolar (PNAE) também foi um divisor de águas para o agricultor. Com a inclusão nessas iniciativas, ele passou a plantar com mais segurança, sabendo que a produção já tem destino certo.
“Antes a gente não sabia onde vender e ficava na incerteza. Depois que nós entramos no PAA e no PNAE, tudo mudou. Hoje, nossos produtos estão na merenda escolar, nos mercados municipais e até comerciantes procuram a gente pra comprar direto. Isso nos fortaleceu muito, porque produzimos com qualidade e temos onde colocar o que colhemos”, destacou o produtor rural.

A atuação do Governo da Bahia, por meio da SDR, continua mostrando a importância de investir no campo para transformar a realidade de agricultores familiares como Aguinaldo que, com organização, crescimento e apoio, conseguem produzir com sustentabilidade e conquistar novos mercados.
 

Sertão Vivo posiciona a Bahia como referência global em resiliência climática

13/04/2026
Sertão Vivo posiciona a Bahia como referência global em resiliência climática
Fonte/Crédito
Fotos: Geraldo Carvalho/CAR/SDR/GovBA
Com ações que vão desde a implantação de tecnologias de acesso à água até o fortalecimento da agroecologia, o Projeto Sertão Vivo, lançado pelo Governo do Estado, neste sábado (28), em Itiúba, firma a Bahia como um dos estados com políticas mais robustas no enfrentamento à crise climática no semiárido brasileiro.

 

Mais do que levar assistência técnica e infraestrutura hídrica para 300 mil pessoas, em 49 municípios, o Sertão Vivo, que é executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), é um compromisso do Estado com a permanência digna no campo, com foco em juventude, mulheres, comunidades tradicionais e povos originários.

 

Para o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, o Sertão Vivo é uma resposta firme e sensível à convivência com a seca. “Viver no semiárido não é resistir à seca, é aprender a dialogar com ela. Com esse projeto, viabilizamos oportunidade para quem mais precisa. Estamos levando água, fortalecendo sistemas produtivos e semeando esperança em cada canto do interior baiano”, declarou.

 

A Bahia será pioneira ao conectar políticas ambientais e sociais em um mesmo projeto. O diferencial do Sertão Vivo está em sua abordagem integrada: água, produção e conhecimento. Segundo Kamilla Ferreira, coordenadora do projeto, a proposta é transformar realidades com base em soluções sustentáveis. “Promovemos práticas agrícolas que respeitam os saberes locais e investimos em educação contextualizada. Isso significa afirmar que o semiárido pode e deve ser um lugar de vida com dignidade e autonomia para quem vive nele”, afirma.

 

O projeto nasce de uma parceria entre o Governo da Bahia e o Governo Federal, com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e do Fundo Verde do Clima. São investimentos voltados para a garantia de renda, segurança alimentar e gestão comunitária dos recursos naturais.

 

A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, destacou a importância da atuação conjunta entre governo, municípios e comunidades. “Vamos enfrentar quatro grandes desafios: a pobreza rural, a crise climática, a produção de comida saudável e a restauração da Caatinga. E a Bahia está mostrando ao mundo que é possível fazer isso de forma articulada, gerando renda e emprego”, afirmou.

 

O projeto também conta com a parceria técnica do FIDA. Para a analista do Fundo, Alessandra di Giacomo, o Sertão Vivo é fundamental, diante do agravamento da crise hídrica. “Cada vez mais, o semiárido está árido. Precisamos garantir segurança alimentar e a permanência sustentável da agricultura familiar. E, sem o envolvimento direto do Governo da Bahia, esse projeto não seria possível”, destacou. 
O Sertão Vivo é mais que um projeto: é um novo capítulo na convivência com o semiárido.

Agricultor familiar de Tanhaçu recebe título de terra e assegura futuro da propriedade familiar

13/04/2026

O agricultor familiar Wilhan Machado, do município de Tanhaçu, no Território de Identidade Sertão Produtivo, é um dos beneficiados pela política de Regularização Fundiária, realizada pela Superintendência de Desenvolvimento Agrário (SDA), da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), no âmbito do Projeto Minha Terra Legal. Por meio do processo de regularização fundiária ele recebeu o título de terra da propriedade herdada dos pais, a mesma terra onde nasceu, cresceu e hoje garante o sustento da família pela produção rural.

Titulo de Terra
Fonte/Crédito
MARIANA MIRANDA SDASDR GOVBA

O título de terra é a garantia jurídica da efetivação da sucessão rural e possibilidade de acesso ao crédito em instituições financeiras para investir na melhoria da infraestrutura da propriedade, ampliar a produção.

“Essa terra foi do meu avô, depois passou para o meu pai, e é nela que vivo desde que nasci. É um orgulho imenso para mim. Sempre trabalhei com muito empenho aqui, e hoje recebo essa garantia legal. Já procurei apoio nos bancos para conseguir investir mais, comprar insumos e cuidar ainda melhor da lavoura. Agora, com o título de terra em mãos, me sinto ainda mais satisfeito e feliz. Essa conquista é uma verdadeira riqueza para mim e minha família,” relatou emocionado Wilhan Machado.

Titulo de Terra

Ele ainda conta que, na propriedade de 10 hectares, cultiva legumes e frutas. “Hoje cultivamos quiabo, feijão de corda, maxixe, manga Palmer e limão Taiti e conseguimos escoar essa produção. São comercializados em Vitória da Conquista, Tanhaçu e Brumado. Essa é uma região de lavoura muito rica, e é daqui que tiramos todo o nosso sustento, por meio da agricultura familiar.”


Texto e foto: Mariana Miranda/SDA/SDR