Cidadania Rural leva acesso à documentação básica para comunidades indígenas de Abaré

26/02/2026
Cidadania Rural leva acesso à documentação básica para comunidades indígenas de Abaré
Fonte/Crédito
Fotos: Kadu Soluções e Ana Cadorso
O Cidadania Rural chegou ao município de Abaré, no norte da Bahia, levando emissão de documentos civis e serviços essenciais para comunidades indígenas do Território de Itaparica. Promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), a iniciativa aconteceu nos dias 8 e 9 de julho, com o objetivo de garantir o acesso à documentação básica, como a Carteira de Identidade Nacional (CIN), o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e a ID Jovem, promovendo inclusão social, segurança jurídica e fortalecendo os direitos dos povos originários no campo baiano.
 
Os atendimentos, realizados na Escola Indígena Santo Antônio de Pambú, aconteceram de forma gratuita, das 8h30 até 17h, e beneficiaram diretamente as etnias Tumbalalá e Tuxi, com a emissão de 177 CIN, 99 CAFs e 15 ID Jovem. A ação é coordenada pela Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF), vinculada à SDR, em parceria com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e o programa Bahia Sem Fome.
 
“Estar em Ibó, que é um Distrito de Abaré, iniciando essa nova etapa do projeto com foco nos povos e comunidades tradicionais, é um símbolo potente de resistência, reparação e reconhecimento dos nossos povos originários”, comemorou Jadson Levi, coordenador de Apoio a Jovens, Mulheres e Povos Tradicionais da SUAF.
 
Para o secretário de Desenvolvimento Rural da Bahia, Osni Cardoso, a ação representa o reconhecimento de direitos e identidades de comunidades tradicionais. Segundo ele, “mais do que entregar um documento, o Cidadania Rural representa o resgate de direitos fundamentais para povos que historicamente tiveram acesso negado. Levar documentação aos povos originários da Bahia é uma forma de reconhecer suas identidades, valorizar suas culturas e garantir o acesso às políticas públicas”.
 
Cidadania em Rodelas
 
Depois de Abaré, a caravana segue para o município de Rodelas, onde os atendimentos acontecerão nos dias 11 e 12 de julho, na Coordenação Técnica da Funai, localizada na Aldeia Tuxá. A ação vai atender diretamente as comunidades indígenas das etnias Atikum, Kambiwá, Tuxá e Pankararé, garantindo inclusão, cidadania e continuidade de políticas públicas do Governo da Bahia que promovem reconhecimento e justiça social no Estado.

Queijos do Semiárido baiano ganham ouro em premiação nacional

26/02/2026
Queijos do Semiárido baiano ganham ouro em premiação nacional
Fonte/Crédito
Fotos: Divulgação/ Capribéee Laticínios
Brasil 2025, realizado nesta semana em Blumenau (SC). A Capribéee Laticínios, com sede nos municípios de Jaguarari e Curaçá, foi destaque na premiação ao conquistar quatro medalhas na categoria de queijos de cabra — incluindo dois ouros para os queijos Cablanca e Meia Cura.
 
O concurso reuniu mais de 2.291 amostras de queijos de diversas regiões do país, avaliadas por especialistas a partir de critérios como aparência, textura, aroma, sabor e adequação ao estilo proposto.
 
A diretora-presidente e gerente de comercialização da Capribéee Laticínios, Eugênia Ribeiro, celebrou o reconhecimento nacional. “Estamos muito felizes com esse resultado, porque sair do Semiárido baiano e alcançar prêmios dessa magnitude é algo grandioso. Essa conquista valoriza nossos produtos, amplia a comercialização e fortalece a caprinocultura na região. Nossa expectativa agora é crescer ainda mais, gerando renda para os nossos 45 cooperados”, afirmou.
 
Além das medalhas de ouro, a Capribéee também garantiu duas pratas com os queijos Crevrotin e Lajinha, este último uma criação autoral da cooperativa. A empresa ainda foi reconhecida como a melhor queijaria da Bahia, reforçando sua liderança na produção artesanal de queijos caprinos.
 
Investimentos fortalecem a produção

O destaque da Capribéee é resultado de investimentos contínuos do Governo do Estado da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), voltados à estruturação das agroindústrias familiares. A cooperativa recebeu recursos para aquisição de equipamentos como dois pasteurizadores rápidos, uma envasadora de iogurte, um veículo utilitário para logística de entrega, além da instalação de painéis solares fotovoltaicos para geração de energia limpa nos laticínios.
 
Festival do Queijo Artesanal da Bahia

Para celebrar o crescimento do setor e aproximar a produção artesanal do público consumidor, a capital baiana receberá, em setembro, a 2ª edição do Festival do Queijo Artesanal da Bahia, no Mercado do Rio Vermelho, em Salvador.
 
Sucesso em sua estreia, o festival retorna ao calendário gastronômico da Bahia com queijos premiados nacionalmente, como os da Capribéee Laticínios, que estarão entre os destaques do evento. A programação contará com degustações, oficinas, palestras e comercialização direta, valorizando a cultura queijeira e o trabalho das agroindústrias familiares da Bahia.

Cidadania Rural leva acesso à documentação básica para comunidades indígenas de Abaré

26/02/2026

O Cidadania Rural chegou ao município de Abaré, no norte da Bahia, levando emissão de documentos civis e serviços essenciais para comunidades indígenas do Território de Itaparica. Promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), a iniciativa aconteceu nos dias 8 e 9 de julho, com o objetivo de garantir o acesso à documentação básica, como a Carteira de Identidade Nacional (CIN), o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e a ID Jovem, promovendo inclusão social, segurança jurídica e fortalecendo os direitos dos povos originários no campo baiano.
 
Os atendimentos, realizados na Escola Indígena Santo Antônio de Pambú, aconteceram de forma gratuita, das 8h30 até 17h, e beneficiaram diretamente as etnias Tumbalalá e Tuxi, com a emissão de 177 CIN, 99 CAFs e 15 ID Jovem. A ação é coordenada pela Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF), vinculada à SDR, em parceria com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (SEPROMI), a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e o programa Bahia Sem Fome.
 
“Estar em Ibó, que é um Distrito de Abaré, iniciando essa nova etapa do projeto com foco nos povos e comunidades tradicionais, é um símbolo potente de resistência, reparação e reconhecimento dos nossos povos originários”, comemorou Jadson Levi, coordenador de Apoio a Jovens, Mulheres e Povos Tradicionais da SUAF.
 
Para o secretário de Desenvolvimento Rural da Bahia, Osni Cardoso, a ação representa o reconhecimento de direitos e identidades de comunidades tradicionais. Segundo ele, “mais do que entregar um documento, o Cidadania Rural representa o resgate de direitos fundamentais para povos que historicamente tiveram acesso negado. Levar documentação aos povos originários da Bahia é uma forma de reconhecer suas identidades, valorizar suas culturas e garantir o acesso às políticas públicas”.
 
Cidadania em Rodelas
Depois de Abaré, a caravana segue para o município de Rodelas, onde os atendimentos acontecerão nos dias 11 e 12 de julho, na Coordenação Técnica da Funai, localizada na Aldeia Tuxá. A ação vai atender diretamente as comunidades indígenas das etnias Atikum, Kambiwá, Tuxá e Pankararé, garantindo inclusão, cidadania e continuidade de políticas públicas do Governo da Bahia que promovem reconhecimento e justiça social no Estado.

Remanso se prepara para os períodos de seca com implantação de cisternas calçadão e barreiros trincheira

26/02/2026
Remanso se prepara para os períodos de seca com implantação de cisternas calçadão e barreiros trincheira
Fonte/Crédito
Divulgação: CAR
Agricultores e agricultoras familiares do município de Remanso, no norte da Bahia, estão recebendo cisternas calçadão e barreiros trincheira para armazenar água da chuva. A ação garante acesso à água para produção de alimentos, cuidado com os animais e maior segurança hídrica durante os períodos de estiagem prolongada.

 

A iniciativa integra o Edital Bahia Sem Fome – Água para Produção de Alimentos e Dessedentação Animal, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia (SDR), em parceria com organizações da sociedade civil selecionadas via edital público.

 

Ao todo, o edital prevê a instalação de 1.125 cisternas calçadão, com capacidade de 52 mil litros, e 1.722 barreiros trincheira em 45 municípios baianos, distribuídos em 13 territórios de identidade. Em Remanso, estão previstas 25 cisternas calçadão e 38 barreiros trincheira, com obras já em fase de conclusão nas comunidades de Salinas do Brejo, Lagoa das Melancias, entre outras da zona rural.

 

Para os moradores, o acesso à água representa uma mudança significativa na qualidade de vida. “A cisterna calçadão vai mudar muita coisa pra melhor. Agora vamos ter água para fazer hortas, plantar e colher o que a gente precisa. Vai ser uma oportunidade pra produzir o próprio alimento e garantir mais qualidade de vida”, destaca José Lúcio, morador de Salinas do Brejo.

 

Na Lagoa das Melancias, o agricultor Joseane de Oliveira comemora. “É mais um benefício importante para minha família e toda a comunidade. Com essa água, pretendo plantar milho, feijão, mandioca. Também vai ajudar na seca, principalmente para cuidar dos animais. A gente se sente mais preparado para enfrentar a estiagem.”

 

Essas tecnologias sociais são adaptadas à realidade do semiárido baiano e desempenham papel estratégico no combate à insegurança alimentar e nutricional. Além de possibilitarem a produção de alimentos saudáveis para consumo próprio, também abrem portas para a comercialização do excedente e o fortalecimento da economia local.

Títulos coletivos impulsionam justiça social e preservação cultural na Bahia

26/02/2026
A emissão de títulos coletivos de terra tem se consolidado como uma das principais políticas públicas da Bahia voltadas para a regularização fundiária de comunidades tradicionais. Coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Superintendência de Desenvolvimento Agrário (SDA), a ação garante segurança jurídica a comunidades que ocupam historicamente seus territórios, fortalecendo a permanência no campo e ampliando acesso a direitos.

Ao contrário do título individual, que garante o direito à terra por uma pessoa ou família, o título coletivo assegura o direito de toda a comunidade sobre o território. Essa forma de regularização é essencial para povos tradicionais quilombolas, respeitando suas formas tradicionais de ocupação e organização social, além de assegurar a preservação cultural e ambiental.

Com esse reconhecimento legal, as comunidades ficam protegidas contra invasões e grilagem, ganham mais autonomia e ampliam seu acesso a políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural e social. Um exemplo é a comunidade quilombola de Veredinhas, em Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina, onde a entrega marcou o início de uma nova etapa na sua história.

“Com a entrega desse título, traçamos um futuro para nossos filhos, coisas que há anos os pais da gente não pôde deixar pra gente. Hoje é motivo de orgulho falar para nossos filhos, para nossos netos, que temos o título de domínio, que comprova que essa terra é nossa. É a certeza da preservação da nossa história e legado”, afirmou Ivania Souza, presidente da associação local.
 
Em Vitória da Conquista, a comunidade quilombola de Barreiro do Rio Pardo também foi beneficiada com o título coletivo de domínio. A medida assegurou o direito à terra para 43 famílias, em uma área de mais de 135 hectares. A ação foi realizada como parte do projeto Minha Terra Legal, que regulariza terras públicas ocupadas por agricultores familiares e povos tradicionais a partir de ações coordenadas em várias regiões da Bahia.

“A gente recebeu esse título da terra, um documento tão sonhado, que vai beneficiar todos os moradores, tanto os jovens quanto os mais velhos. Para os jovens, eles já terão o direito deles garantido. Agora, temos o direito de mexer, de plantar. Temos esse documento em mãos”, comemorou Ingrid Queiroz Batista, presidente da Associação de Agricultores Familiares da Comunidade Remanescente do Quilombo do Barreiro do Rio Pardo.

Para o superintendente da SDA, Gustavo Machado, “o Título de Reconhecimento de Domínio legítima a luta dos povos e comunidades tradicionais pela regularização dos seus territórios históricos, além de efetivar o direito à terra ocupada centenariamente e dar dignidade para esses grupos”.

A emissão de títulos coletivos é uma política estratégica que une justiça social, proteção ambiental e desenvolvimento sustentável. Ao garantir o direito à terra, o Governo da Bahia reconhece a contribuição histórica dessas comunidades, fortalece sua permanência e ajuda a construir um futuro com mais inclusão e respeito.

Feira Livre de Souto Soares recebe nova estrutura e transforma realidade de agricultores familiares

26/02/2026
A Feira Livre de Souto Soares, no Território da Chapada Diamantina, acaba de ganhar um novo cenário: mais organizado, seguro e digno, tanto para quem produz quanto para quem consome. A instalação de uma cobertura na praça ao lado do Mercado Municipal e a entrega de 100 barracas padronizadas estão mudando a forma de comercializar produtos da agricultura familiar no município.

 

Com a nova estrutura, os feirantes não precisam mais se preocupar com sol forte ou chuvas repentinas. Já os consumidores encontram um ambiente mais confortável e acolhedor. Quem expõe seus produtos agora conta com condições mais adequadas de trabalho, o que melhora a qualidade dos alimentos ofertados e reforça o vínculo direto entre produtores e clientes.

 

A iniciativa é da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), e tem como objetivo fortalecer o comércio local, impulsionar a geração de renda e garantir melhores condições de trabalho para os agricultores familiares.

 

O diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, destaca que ações como essa mostram que investir em infraestrutura é também investir em cidadania, soberania alimentar e desenvolvimento. “Quando o agricultor tem onde vender com dignidade, ele produz mais, ganha mais e a comunidade cresce junto. A feira é o coração da economia local e precisa ser valorizada”.

 

Mais dignidade
A feirante Maria Rita Alves Neta comemora a mudança. “Antes, quando chovia, era um sofrimento. A gente cobria tudo com lona, molhava os produtos. Agora, estamos muito mais tranquilos para trabalhar. Isso melhora até a qualidade do que vendemos.”

 

As 100 novas barracas entregues contam com estrutura metálica resistente e bancadas em MDF, facilitando a organização dos produtos e contribuindo para reduzir a ação de atravessadores. A iniciativa fortalece o contato direto entre quem produz e quem consome.

 

“A gente está vendo uma mudança real na nossa rotina. As barracas e a cobertura trazem conforto, segurança e mais dignidade para quem vive da feira”, afirma a feirante Irani Viana Cedro, da Associação Renascer.

 

A Associação Renascer é um exemplo de como o investimento público pode gerar transformação real. Com apoio da CAR, por meio do projeto Bahia que Produz e Alimenta, a associação já acessa programas estratégicos como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

 

Para ampliar ainda mais esse alcance, a CAR também apoiou a contratação de um agente de negócios, que atua diretamente com a associação na prospecção de novos mercados. “Hoje estamos com a produção organizada, equipamentos novos, cozinha montada, transporte e apoio técnico. É outra realidade”, comemora a feirante Irani.

SDR fortalece produção e renda em Cipó com entregas para a agricultura familiar

26/02/2026
O Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), realizou no último sábado (05) importantes entregas no município de Cipó, com foco no fortalecimento da agricultura familiar no município. A ação incluiu equipamentos focados na produção de alimentos e na confecção de calçados, ampliando oportunidades e melhorando as condições de vida de comunidades rurais. As entregas marcaram o início das celebrações pelos 94 anos de Cipó, que comemora sua emancipação política nesta terça-feira (08).

Um dos destaques foi o kit completo de fabricação de calçados entregue à Associação Quilombola de Cipó. A estrutura conta com diversas máquinas industriais e moldes para a produção de sandálias e deve impulsionar a geração de trabalho e renda a partir da implantação de uma fábrica social, com foco no protagonismo feminino e comunitário.

“A chegada desses equipamentos representa um avanço muito grande para Cipó e nossas comunidades. O tanque-pipa, os tratores e a fábrica de calçados vão fortalecer a produção, gerar renda e melhorar a qualidade de vida para todas famílias da região”, afirma Idiane Rei, presidente da Associação Quilombola de Cipó.

Além da fábrica, o município também recebeu um trator com implementos agrícolas, entregue para a Associação Comunitária Fazenda Cauanga, e um tanque-pipa com capacidade para 4 mil litros, que será utilizado para abastecimento de água, principalmente em períodos de estiagem. Os equipamentos vão reforçar a infraestrutura rural, contribuindo para o escoamento da produção, segurança hídrica e aumento da produtividade no campo.

O secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, que esteve presente na ocasião, destacou a relevância das ações para transformar a realidade do interior baiano. “Essas entregas mostram o quanto o Governo da Bahia acredita na força do rural. Estamos falando de equipamentos que não apenas melhoram a capacidade produtiva, mas que ajudam a transformar a realidade de muitas famílias, promovendo dignidade, autonomia e novas possibilidades para o futuro”, afirmou.

As ações foram executadas pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à SDR, e fazem parte de uma política pública mais ampla que fortalece o cooperativismo, a agricultura familiar, as comunidades tradicionais e a economia solidária na Bahia. O objetivo é garantir que o desenvolvimento do campo chegue com oportunidade, dignidade e inclusão para todas as regiões do estado.
 

Projeto Parceiros da Mata apresenta comunidades selecionadas para assistência técnica na região da Mata Atlântica

26/02/2026
Projeto Parceiros da Mata apresenta comunidades selecionadas para assistência técnica na região da Mata Atlântica
Fonte/Crédito
Divulgação: CAR
Começou nesta segunda-feira (7), no município de Mutuípe, no Território do Vale do Jiquiriçá, a apresentação das comunidades que serão contempladas com a assistência técnica continuada e contextualizada do Projeto Parceiros da Mata. A iniciativa é do Governo do Estado da Bahia, executada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).

 

As reuniões seguem ao longo da semana em outros três territórios: nesta terça-feira (8), em Gandu (Território Baixo Sul); na quarta (9), em Ipiaú (Médio Rio de Contas); e na quinta (10), em Itajuípe (Litoral Sul). O objetivo é apresentar, de forma participativa e transparente, os resultados do processo de cadastramento e seleção das comunidades que serão atendidas na primeira fase do projeto.

 

Para o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, o diálogo com os territórios é essencial para o sucesso da ação. “Estamos iniciando uma nova etapa e queremos avançar ouvindo quem vive o dia a dia do território. É fundamental construirmos juntos, com os gestores municipais, estratégias que ampliem as oportunidades para quem mais precisa das políticas públicas. Por isso, estamos convocando prefeitos e prefeitas para estarem conosco desde o início, tomando decisões de forma compartilhada e responsável. A largada já traz propostas concretas, construídas a partir do diagnóstico das comunidades.”

 

A coordenadora executiva do projeto, Cida Oliva, reforça a importância dessa fase. “É uma etapa devolutiva essencial. Realizamos um grande esforço de cadastramento participativo, com o apoio dos consórcios intermunicipais dos quatro territórios. Das 2.058 comunidades mapeadas, 600 foram priorizadas para receber a assistência técnica continuada, com foco na inclusão socioprodutiva e na adaptação às mudanças climáticas.”

 

 O projeto vai prestar assistência técnica e extensão rural (Ater) a 20 mil famílias, com foco em práticas agrícolas sustentáveis e adequadas às realidades locais de povos indígenas, comunidades quilombolas, marisqueiras, pescadores artesanais, extrativistas e assentados da reforma agrária.

 

No total, o Parceiros da Mata abrange 77 municípios, beneficiando cerca de 352 mil pessoas nos territórios de identidade: Baixo Sul, Litoral Sul, Vale do Jiquiriçá e Médio Rio de Contas.

 

Mais do que uma ação produtiva, o projeto é um compromisso com o desenvolvimento sustentável do bioma Mata Atlântica e com a valorização das comunidades tradicionais que ajudam a preservá-lo. Ao integrar ações ambientais, sociais e econômicas, o Parceiros da Mata fortalece o protagonismo de quem vive no rural e cuida da floresta.
 

 

Bahia celebra Dia Mundial do Chocolate destacando a qualidade da produção da agricultura familiar

26/02/2026

No Dia do Chocolate, é comum celebrarmos o sabor, as memórias e as experiências que ele desperta. Mas antes de chegar às prateleiras, às receitas e às mesas do povo baiano, o chocolate nasce de um fruto cultivado com muito trabalho e dedicação. É por isso que, nesta data, a Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR) destaca quem está na base dessa cadeia produtiva: os agricultores e agricultoras familiares, como Carlos Nascimento Almeida, morador do município de Camamu, no Baixo Sul da Bahia.

 

Carlos produz cacau em sua propriedade, próxima ao Assentamento de São Gonçalo. Ele é um dos beneficiários das ações de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) realizadas pela Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), vinculada à SDR, que acompanha de perto o plantio de milhares de famílias agricultoras em todo o Estado, oferecendo suporte técnico e contribuindo diretamente para o fortalecimento da produção no campo.

 

“O cacau precisa de técnica. Se você não colocar ela em prática, você não vai a lugar nenhum. Eu sou muito agraciado por ter assistência técnica na minha propriedade”, conta Carlos, que cultiva cacau clonado, um tipo de muda feita a partir da cópia de plantas selecionadas, que se destacam por sua alta produtividade, resistência a doenças e qualidade do fruto.

 

Essa técnica exige conhecimento e acompanhamento constante, algo que o agricultor encontrou com o apoio do ATER. Ele também utiliza o sistema cabruca, um modelo tradicional da agricultura familiar, que mantém os cacaueiros sob a sombra de árvores nativas da Mata Atlântica, promovendo sustentabilidade, conservação ambiental e equilíbrio na produção.

 

Para Carlos, a agricultura é mais do que uma atividade econômica. É transformação de vida. “A agricultura hoje, pra mim, é tudo. É minha fonte de renda, é um lazer que eu não tinha. A minha história é muito linda, porque a gente que vem de família humilde e que não tem recurso, nem um certo estudo, a gente almeja por uma terra para ter um futuro melhor, como tá sendo a minha vida hoje por causa da agricultura. Agradeço muito a Deus pela oportunidade que Ele me deu, junto com minha família, de chegar no nível de ser um cacauicultor no Baixo Sul da Bahia”, relata emocionado.

 

A trajetória do trabalho rural representa a de milhares de famílias agricultoras da Bahia que, com o apoio de políticas públicas, vêm superando desafios, gerando renda e movimentando a economia local. Através do trabalho da SDR e de suas áreas, como a Bahiater, agricultores familiares recebem acompanhamento técnico, acesso a tecnologias, incentivo à diversificação produtiva e caminhos para alcançar novos mercados.

Cidadania Rural leva inclusão e direitos a comunidades indígenas da Bahia

26/02/2026

O Cidadania Rural inicia nova etapa com atendimento à comunidades indígenas do interior da Bahia. A iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) vai acontecer entre os dias 8 e 12 de julho, nos municípios de Abaré e Rodelas, e tem o objetivo de garantir o acesso à documentação básica, promovendo inclusão social, segurança jurídica e fortalecendo a agricultura familiar no estado.

 

Ao longo dos quatro dias, serão ofertados serviços de emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e orientações sobre o programa ID Jovem, com atendimentos realizados das 8h30 às 17h. A expectativa é de que sejam emitidos cerca de 100 documentos por dia, atendendo diretamente às populações indígenas das etnias Tumbalalá, Tuxi, Atikum, Kambiwá, Tuxá e Pankararé, reafirmando o compromisso do Governo do Estado com a inclusão e a dignidade dos povos originários.

 

Em Abaré, os atendimentos vão acontecer na Escola Indígena Santo Antônio do Pambú, nos dias 08 e 09 de julho. Já em Rodelas, a ação será realizada nos dias 11 e 12, na Coordenação Técnica Local da Funai, situada na aldeia Tuxá. A ação é coordenada pela Superintendência da Agricultura Familiar (SUAF), vinculada à SDR, com apoio da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e do programa Bahia Sem Fome.

 

“A gente está falando de garantir direitos fundamentais para comunidades que, historicamente, tiveram acesso negado. Levar documentação para os povos originários da Bahia é mais do que entregar um papel, é reconhecer identidades, proteger culturas e abrir caminhos para inclusão nas políticas públicas”, afirmou Osni Cardoso, titular da SDR.

 

Ao levar cidadania às comunidades indígenas, o Cidadania Rural mostra que o campo é, acima de tudo, um lugar de direito, de reconhecimento e de futuro.

 

O Cidadania Rural até agora
Com pouco mais de um ano de estrada, o projeto já percorreu mais de 23 mil quilômetros pela Bahia, passou por mais de 30 municípios e ultrapassou a marca de 6 mil carteiras de identidade emitidas, além de mais de mil CAFs entregues. Em cidades como Itabuna, Ubatã e Teofilândia, mais de 500 famílias foram beneficiadas diretamente com os serviços do projeto.