Garantia-Safra 2025-2026 abre inscrições para agricultores familiares do semiárido

13/04/2026
As inscrições para o Programa Garantia-Safra 2025-2026 já estão abertas, oferecendo apoio financeiro essencial para agricultores familiares baianos. O programa garante segurança econômica e alimentar para o produtor rural que sofreu perdas significativas nas lavouras em decorrência da estiagem ou do excesso de chuvas.

Coordenado no estado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF), o programa garante o pagamento de R$ 1.200, em parcela única, para quem comprovar a perda de pelo menos 50% da produção. A iniciativa é voltada principalmente para famílias do semiárido e se consolida como uma ferramenta importante para manter o agricultor no campo, preservando sua renda e a produção de alimentos.

As inscrições são feitas exclusivamente de forma digital e gratuita pelo site oficial do programa (sggs.mda.gov.br), podendo ser realizadas tanto pelos próprios agricultores quanto pelas entidades responsáveis pela emissão do Cadastro da Agricultura Familiar (CAF). Na Bahia, o cronograma é dividido em duas regiões: agricultores da Região I têm até 21 de setembro de 2025 para se inscrever, enquanto os da Região II podem efetuar a inscrição até 20 de fevereiro de 2026.

Para participar, é necessário ter o CAF ativo e atualizado, renda bruta mensal de até um salário e meio, sem contar benefícios previdenciários rurais, cultivar entre 0,6 e 5 hectares de feijão, milho, arroz, mandioca e/ou algodão, não possuir área superior a quatro módulos fiscais e residir em município de um dos estados atendidos pelo programa: Bahia, Alagoas, Amazonas, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte ou Sergipe.

O Garantia-Safra segue como uma ferramenta essencial para proteger a renda e a segurança alimentar das famílias agricultoras, especialmente em períodos de instabilidade climática no semiárido.

Cooperativa de Maragogipe amplia produção com novos itens minimamente processados

13/04/2026
Cooperativa de Maragogipe amplia produção com novos itens minimamente processados
Fonte/Crédito
Fotos: Divulgação/Abrinco
A Associação Comunitária do Brinco (Abrinco), localizada em Maragogipe, dá mais um passo importante para gerar renda e promover a autonomia de agricultores e agricultoras familiares. Reconhecida pela produção de derivados de mandioca, a associação agora amplia sua atuação e passa a oferecer novos itens minimamente processados, como abóbora, jaca desbagada e inhame cortados e embalados a vácuo.

O presidente da Associação, Antônio José da Cruz, conhecido como Zé do Brinco, explica que a diversificação é fruto de inovação e atenção às demandas do mercado. “A ideia dos minimamente processados surgiu da nossa busca por formas mais eficientes de conservar os produtos, garantindo frescor, sabor e qualidade por mais tempo. Para a comercialização, estamos otimistas, pois esses itens foram pensados para atender às necessidades e preferências dos nossos clientes”, afirma.

No total, 74 famílias agricultoras são beneficiadas com a produção da Abrinco, já consolidada nos mercados baianos com produtos como aipim descascado e embalado a vácuo, aipim palito congelado, goma de tapioca, massa de carimã e aipim, tapioca granulada e farinha de mandioca.

Segundo Zé do Brinco, as novidades fortalecem a imagem da associação e garante estabilidade para os cooperados. “Esses novos produtos vão gerar mais oportunidades de venda e ampliar o alcance do nosso trabalho, o que significa mais renda e incentivo para continuarmos no campo”, destaca.

A Associação Abrinco vem recebendo apoio do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), com a entrega de equipamentos. Neste ano, foi contemplada pelo novo projeto da CAR, Bahia que Produz e Alimenta, que prevê investimentos para a contratação de um profissional voltado a apoiar a gestão e a produção na agroindústria.

No Dia Internacional da Juventude, Bahia celebra oportunidades para jovens de comunidades rurais

13/04/2026
No Dia Internacional da Juventude, Bahia celebra oportunidades para jovens de comunidades rurais
Fonte/Crédito
Divulgação: CAR
No Dia Internacional da Juventude, comemorado em 12 de agosto, a Bahia destaca os avanços nas políticas públicas voltadas para a juventude rural, que vêm ampliando o acesso ao trabalho, à capacitação e à permanência no campo com qualidade de vida.

 

Nos últimos anos, o Estado tem investido na formação e contratação de jovens para atuarem em associações, cooperativas da agricultura familiar e agroindústrias familiares, fortalecendo o desenvolvimento econômico e social das comunidades.

 

Em 2025, esses investimentos ganharam ainda mais força com a contratação de cerca de 480 profissionais, entre Técnicos(as) de Apoio à Gestão e Acesso a Mercados (ATEG), Técnicos(as) de Apoio à Base Produtiva (ATEP) e Agentes de Negócios, selecionados por meio de edital, para atuarem em agroindústrias familiares apoiadas pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

 

Um dos exemplos dessa nova geração é Lucas Silva, técnico em Agropecuária formado pela Escola Família Agrícola do Sertão (Efase), em Monte Santo. Com experiência no Projeto Rural Sustentável Caatinga (PRS-Caatinga), que adota tecnologias de baixa emissão de carbono, Lucas, de 23 anos, acaba de ser contratado como Agente de Negócios na agroindústria de derivados de mandioca da Associação das Mulheres Lavradoras Unidas do Povoado Lagoa da Baixa, em Cansanção.

 

“A política pública de contratação de agentes de negócios nos dá a oportunidade de ter emprego, qualificação e de permanecer em nossa região. Podemos contribuir com eficiência, inovação e criatividade para a gestão da produção. É uma conquista para muitos jovens que, como eu, buscam reconhecimento e melhoria de vida”, afirma Lucas.

 

Outro caso é o de Deoclecio Miranda, 24 anos, novo gerente administrativo da Cooperativa Agropecuária dos Agricultores e Apicultores do Médio São Francisco (Coopamesf). Sua trajetória começou aos 17 anos, em um estágio na Cooperativa de Produção Agropecuária de Giló e Região (Coopag), no município de Várzea Nova. A experiência acumulada motivou o ingresso no curso de Ciências Econômicas, concluído em 2025.

 

“Minha jornada foi construída com dedicação e com incentivos do Governo do Estado, como o projeto Bahia que Produz e Alimenta, que transformou conhecimento em ação e fortaleceu o cooperativismo e a produção de alimentos saudáveis, gerando oportunidades para a juventude”, destaca Deoclecio. 

 

Apoio à agroindustrialização

 

Os investimentos do Governo da Bahia, por meio da CAR, na implantação de agroindústrias familiares também têm garantido que jovens permaneçam em suas comunidades com trabalho e renda. É o caso de Sérgio Dias, que atua na produção de bolos a partir da mandioca cultivada pela própria família. “É a chance de trabalhar sem precisar sair da minha comunidade e ainda ajudar minha família com a renda gerada”, celebra Sérgio.

Grupo de Trabalho une esforços para fortalecer o sistema produtivo do sisal na Bahia

13/04/2026
O Governo da Bahia, por meio das secretarias de Desenvolvimento Rural (SDR), do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE) e da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (SEAGRI), oficializou na segunda-feira (11) a criação do Grupo de Trabalho (GT) para a Estruturação e Desenvolvimento Sustentável da Cadeia Produtiva do Sisal. A iniciativa reúne governo, produtores e entidades representativas para atuar de forma integrada na modernização da produção, no aproveitamento integral da planta e na valorização dos trabalhadores e trabalhadoras do sistema produtivo.

Embora o sisal represente um legado econômico e cultural importante para a região, atualmente apenas 4% da planta é aproveitada. Nesse cenário, a produção enfrenta volatilidade no mercado e a necessidade de avanços tecnológicos. O Grupo de Trabalho atuará na identificação de gargalos, proposição de ações para modernizar a cadeia produtiva, redução de desperdícios, incentivo a pesquisas para novos usos da fibra e da mucilagem, busca por alternativas de financiamento e fortalecimento de políticas públicas que atendam às demandas da região. O grupo também acompanhará a implementação dessas ações, sugerindo ajustes sempre que necessário.

O grupo também conta com representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Câmara Setorial do Sisal, da Associação dos Pequenos Agricultores do Estado da Bahia (APAEB), do Sindicato das Indústrias de Fibras Vegetais do Estado da Bahia (SINDIFIBRA), da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB), da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e do Ministério Público do Trabalho (MPT).

A primeira ação do GT será a participação na audiência pública “O Sisal nos Emancipou”, marcada para a próxima sexta-feira (15), em Várzea Nova. O encontro reunirá produtores, pesquisadores, cooperativas e autoridades para discutir soluções que assegurem renda, inovação e sustentabilidade para a cultura do sisal, além de abordar as condições de trabalho e os desafios para a mecanização da produção.

O secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, natural da região sisaleira, destacou a importância do grupo para a transformação do setor. “O sisal faz parte da história e da identidade do nosso povo, mas precisa também fazer parte do nosso futuro, com mais renda, dignidade e sustentabilidade. Estamos unindo forças para modernizar processos, valorizar quem trabalha na ponta e abrir novos mercados para o aproveitamento integral da planta. A audiência de sexta-feira será um momento decisivo para que governo, produtores e pesquisadores construam juntos soluções reais para fortalecer essa cadeia que é tão vital para a região”, afirmou.

Com a criação do Grupo de Trabalho, o Estado inicia um processo estratégico para fortalecer o sisal e garantir seu papel no desenvolvimento econômico e social da região, reconhecendo os desafios atuais e trabalhando para superá-los de forma colaborativa e eficaz.
 

Agricultura familiar de Cansanção recebe reforço do Governo do Estado na geração de trabalho e renda no campo

13/04/2026
Agricultura familiar de Cansanção recebe reforço do Governo do Estado na geração de trabalho e renda no campo
Fonte/Crédito
Fotos: Marta Medeiros/CAR/SDR/GovBA
Neste sábado (09/08), a Associação das Mulheres Lavradoras Unidas do Povoado Lagoa da Baixa recebeu mais uma agroindústria familiar entregue pelo Governo da Bahia. Desta vez, trata-se de uma unidade de beneficiamento de mandioca totalmente equipada com chapa, fogão, forno, batedeira, liquidificador, entre outros utensílios e equipamentos industriais no povoado de Lagoa da Baixa, município de Cansanção, no Território de Identidade Sisal.

 

No local, uma equipe formada por nove mulheres e um jovem da comunidade já está produzindo bolos e beijus, que vêm sendo comercializados para escolas da rede pública e para os próprios moradores da região. Em breve, a produção será ampliada com biscoitos, pães, pizzas e broas, resultado de uma capacitação realizada na unidade por meio de uma parceria entre a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e o Sebrae.

 

A implantação da agroindústria foi realizada pela CAR, empresa pública vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR). A iniciativa beneficia não apenas as associadas, mas também cerca de 30 famílias da comunidade, que comercializam produtos como aipim, leite, ovos e fécula de mandioca.

 

O diretor geral da CAR, Alexandre Simões, destacou que a associação, liderada por mulheres, já atua com produção e venda de alimentos, resultado do engajamento e da mobilização da comunidade. “Tudo isso representa mais renda e desenvolvimento para a população local e para o território. É assim que o Governo da Bahia cria condições para que alimentos saudáveis cheguem à mesa de baianos e baianas", afirmou.

 

Edinária Moreira (Nara), tesoureira da associação e coordenadora da equipe da agroindústria, ressalta que a comercialização será ampliada com entregas ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e que a expectativa é crescer ainda mais com a chegada de um agente de negócios. “Estamos com a expectativa de comercializar nossos produtos também nos mercados do município, de cidades vizinhas e até mesmo fora da Bahia”, afirma.

 

O jovem Sérgio Dias comemora a oportunidade de permanecer em sua comunidade com trabalho e renda, ao lado da mãe, que também comercializa os frutos colhidos em sua propriedade rural. “É uma oportunidade, como jovem, de não precisar me deslocar para a cidade ou outros locais para trabalhar. E também uma forma de ajudar minha família, com a renda gerada a partir da venda da mandioca usada na produção de bolos aqui na agroindústria”, explica.

 

Tecnologia a serviço da produção

 

Também foi entregue pelo Governo do Estado, via CAR/SDR, no município de Cansanção, um trator com implementos agrícolas para a União das Associações dos Pequenos Agricultores de Cansanção (Uapac). As novas tecnologias irão qualificar o processo de produção de alimentos das famílias que serão beneficiadas, diminuindo o tempo nas etapas de produção e melhorando as condições de trabalho dessas famílias.

Cansanção recebe trator, títulos de terra e unidade de beneficiamento para fortalecer agricultura familiar

13/04/2026
No último sábado (09), a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) marcou presença em Cansanção com diversas entregas para a agricultura familiar da região Sisaleira. No município, o Governo da Bahia entregou um trator agrícola para a União das Associações dos Pequenos Agricultores de Cansanção (UAPAC), 19 títulos de terra e uma unidade de beneficiamento de mandioca.

A emissão dos títulos foi coordenada pela Superintendência de Desenvolvimento Agrário (SDA/SDR), a partir do Projeto Minha Terra Legal, que garante segurança jurídica e, consequentemente, ampliação da produção e qualidade de vida às famílias que vivem no rural baiano. “Esse documento é de muita importância para um agricultor. Ele vai me permitir abrir várias portas para cuidar da minha roça, conseguir empréstimo no banco, comprar alimentação, adubos e tudo o que precisamos na nossa fazenda”, afirmou Cristina Maria.

Na comunidade de Lagoa da Baixa, a SDR inaugurou, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR), uma unidade de beneficiamento de derivados da mandioca totalmente equipada com chapa, fogão, forno, batedeira, liquidificador e outros utensílios industriais. O espaço já conta com uma equipe formada por nove mulheres e um jovem, que produzem bolos e beijus comercializados para escolas da rede pública e para os moradores da região.

A unidade atende cerca de 30 famílias da Associação das Mulheres Lavradoras Unidas do Povoado Lagoa da Baixa, estimulando a inclusão social e valorizando a produção regional. Além de processar a mandioca, a iniciativa contribui para dinamizar a economia e criar um ambiente mais sustentável para a permanência das famílias no campo.

“A gente conquistar uma coisa é tão difícil na nossa vida e a gente teve esse sonho e hoje estamos aqui vendo essa evolução. Então, é um sonho que eu já digo realizado. Ainda falta muita coisa para conquistar e a gente continua contando com o nosso governo, com esse apoio fundamental da SDR e da CAR, que têm esse olhar para os agricultores, para as mulheres e para os jovens. A gente agradece de coração a todos”, celebrou Edinaria Moreira, coordenadora da unidade de beneficiamento e tesoureira da associação de mulheres.

Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, “investir em equipamentos, títulos de terra e unidades de beneficiamento é garantir que as famílias tenham condições concretas para produzir, gerar renda e permanecer no campo”. Segundo ele, “essas ações não são apenas medidas pontuais, são estratégias essenciais para fortalecer a agricultura familiar e promover o desenvolvimento sustentável da Bahia. Nosso compromisso é com resultados palpáveis que impactem a vida das pessoas e a economia rural do estado”.

Missão do FIDA na Bahia reforça compromisso com a agricultura familiar e o apoio à Mata Atlântica

13/04/2026

A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) recebeu na Bahia, entre os dias 6 e 10 de agosto, a missão anual do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA). A programação iniciou em Salvador, no dia 6, com uma reunião na Secretaria do Planejamento (SEPLAN), que contou com a presença de representantes do FIDA, do governo estadual e da sociedade civil para avaliar avanços do Marco Estratégico para o País (COSOP), que orienta o planejamento do fundo, alinhando projetos às prioridades dos governos locais.
 
O encontro abriu espaço para discutir a expansão da cooperação para novas áreas, como o bioma Cerrado. Além disso, foram apresentados os projetos que atualmente compõem a carteira do FIDA na Bahia, com investimentos que ultrapassam R$ 1,5 bilhão. Entre eles, destacam-se o Parceiros da Mata e o Sertão Vivo, iniciativas estratégicas da SDR que promovem o desenvolvimento sustentável, a inclusão produtiva e a geração de renda em diferentes biomas do estado.
 
A missão seguiu para o sul da Bahia, onde a delegação conheceu de perto experiências de desenvolvimento sustentável que já estão transformando comunidades da Mata Atlântica. No âmbito da SDR, foram visitadas famílias e associações beneficiadas pelo projeto Parceiros da Mata, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR), em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
 
A delegação acompanhou sistemas agroflorestais produtivos, a produção de mel liderada por mulheres, agroindústrias de chocolate e unidades de beneficiamento de frutas secas, mostrando, na prática, como as ações estão promovendo inclusão produtiva, geração de renda, preservação ambiental e valorização dos saberes locais.
 
Para o coordenador do Programa do FIDA no Brasil, Hardi Vieira, a missão confirmou o potencial transformador dessas iniciativas. “A Bahia é um parceiro fundamental e especial do FIDA. Esses projetos ampliam a inclusão produtiva, geram renda e fortalecem cadeias de valor estratégicas como o cacau e o babaçu”, afirmou. Ele destacou ainda o ineditismo da atuação na Mata Atlântica. “É a primeira vez que operamos nessa região, que apresenta desafios, mas também grandes oportunidades de desenvolvimento rural sustentável”.
 
O secretário da SDR, Osni Cardoso, reforçou que a parceria com o FIDA é estratégica para levar resultados concretos ao campo. “Esse trabalho reforça nossa capacidade de levar soluções inovadoras à agricultura familiar, combatendo desigualdades históricas e fortalecendo a economia das comunidades. Estamos falando de projetos que unem sustentabilidade, geração de renda e inclusão social, com atenção especial para jovens, mulheres e comunidades tradicionais. Essa é a Bahia que estamos construindo: um campo mais justo, produtivo e com oportunidades para todos”, declarou.
 
Parceria SDR e FIDA: projetos que transformam o campo baiano
O Parceiros da Mata é uma iniciativa-chave da parceria entre a SDR e o FIDA na Bahia. Voltado ao desenvolvimento sustentável da Mata Atlântica, o projeto atua em cerca de 77 municípios nos territórios do Baixo Sul, Litoral Sul, Vale do Jiquiriçá e Médio Rio de Contas. Focado na agricultura familiar, ele promove sistemas produtivos resilientes, proteção ambiental, segurança hídrica e saneamento, beneficiando especialmente mulheres, jovens, povos originários e comunidades tradicionais, como quilombolas e pescadores.

 

Além do Parceiros da Mata, o FIDA também apoia o projeto Sertão Vivo, que enfrenta a crise climática no semiárido baiano com tecnologias de acesso à água, agroecologia e produção sustentável. Executado pela CAR/SDR, o projeto tem o objetivo de ampliar a permanência digna das famílias no campo, promovendo segurança alimentar, geração de renda e valorização das tradições locais.

Agricultura Familiar da Bahia conquista espaço e novos mercados na SuperBahia 2025

13/04/2026
A força, a diversidade e a qualidade da produção da agricultura familiar da Bahia estão em evidência na SuperBahia 2025 – Feira e Convenção Baiana de Supermercados, Atacadistas e Distribuidores, que encerra nesta sexta-feira (8), no Centro de Convenções de Salvador.

 

Durante três dias, cafés, chocolates, cervejas artesanais, polpas de frutas, licuri, mel, queijos, iogurtes, ovos caipiras, flocão de milho, geleias e muitos outros produtos encantaram supermercadistas, atacadistas e distribuidores. Tudo isso foi reunido em um estande exclusivo de 80 m², organizado pelo Governo da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com o tema: “Produtos da Agricultura Familiar da Bahia. Qualidade, Diversidade e Sustentabilidade”.

 

A participação é estratégica, pois abre portas para novos negócios, parcerias comerciais e acordos de distribuição, além de reforçar a presença dos produtos da agricultura familiar nas prateleiras de todo o estado.

 

Alexandre Félix, presidente da Cooperativa Agrícola da Bahia (Coab), destacou a relevância da presença na feir. “Estar aqui é uma grande oportunidade. Representamos mais de 700 famílias da agricultura familiar e produzimos o melhor palmito do Brasil. Graças ao apoio do Governo do Estado, estamos em contato com empresários de várias regiões e vamos, com certeza, ampliar nossas vendas.”

 

Deoclécio Miranda, Agentes Técnico em Gestão e Acesso a Mercado (ATEG) da Cooperativa Agropecuária dos Agricultores e Apicultores do Médio São Francisco (Coopamesf), ressaltou a importância de valorizar e dar visibilidade ao mel produzido no Velho Chico. “A SuperBahia fortalece a nossa cadeia produtiva, especialmente em momentos desafiadores. O mel é um produto de alta qualidade e aqui ele está sendo visto, provado e reconhecido”.

 

O evento também foi palco para a divulgação de produtos como os ovos caipiras da Coopaves. Para Adaize Moreira, ATEG da cooperativa, a feira é fundamental para ampliar mercados. “Trazer a marca Ovos Caipira Baiano da Gema para um evento desse porte é essencial para que ela seja inserida em redes e mercados por toda a Bahia”.

 

Já a Coopes, que trabalha com o licuri, buscou agregar valor e alcançar novos públicos, como explica a Ateg Débora Queiroz. “Estamos aqui para representar nossas agricultoras e garantir que o licuri chegue a supermercados e atacadistas. Queremos que esse produto, tão tradicional e nutritivo, seja cada vez mais acessível.”

 

Além da exposição e degustação de produtos, o estande também apresentou o Catálogo de Produtos da Agricultura Familiar da Bahia e contou com o apoio do Centro de Distribuição da Agricultura Familiar, em Itapuã, que oferece infraestrutura moderna com câmaras frias e capacidade para mais de 200 toneladas, garantindo logística eficiente para atender pedidos de todo o estado.

SDR celebra o Dia dos Povos Indígenas com políticas de inclusão e desenvolvimento de povos originários

13/04/2026
No Dia Internacional dos Povos Indígenas, o Governo da Bahia reafirma seu compromisso com a valorização das comunidades originárias, reconhecendo sua contribuição para a diversidade cultural, a preservação ambiental e o fortalecimento da agricultura familiar. A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), da Superintendência de Desenvolvimento Agrário (SDA) e da Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF), tem desenvolvido ações integradas que unem inclusão produtiva, garantia de direitos e cidadania.

Essas políticas começam na base, fortalecendo a produção dos povos indígenas. Com as chamadas públicas de ATER Biomas e ATER Bahia Sem Fome, a Bahiater já beneficia 736 famílias com investimentos que superam R$ 1,1 milhão. A assistência técnica garante aumento da produção, segurança alimentar e acesso a políticas públicas. E o trabalho continua, porque o cadastramento de famílias na ATER Bahia Sem Fome ainda está em andamento, o que deve ampliar ainda mais o alcance das ações.

O apoio também se estende à terra, que é base da cultura e da produção das comunidades. A SDA, em parceria com a  Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), do Governo Federal, atua nos territórios indígenas com ações de regularização fundiária, georreferenciamento e apoio em demandas administrativas e técnicas. São trabalhos que já impactam diretamente aldeias como Tupinambá de Eunápolis, Payayá, Tuxá, Atikum Fazenda Altamira e Nova Canaã, em municípios como Eunápolis, Utinga, Rodelas, Sento Sé, Curaçá e Santa Cruz de Cabrália.

Garantir o direito à terra é fundamental, mas também é preciso assegurar a cidadania plena. Em julho deste ano, a SUAF coordenou a Edição de Povos Indígenas do projeto Cidadania Rural, levando a quatro municípios a emissão de 1.099 documentos, como Carteiras de Identidade Nacional (CIN), Cadastros da Agricultura Familiar (CAF) e IDs Jovem. A ação atendeu etnias como Tupinambá, Atikum, Kambiwá, Tuxá, Pankararé, Tumbalalá, Tuxi e Pataxó Hã-Hã-Hãe, em parceria com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o programa Bahia Sem Fome e a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (SEPROMI).

“A SDR tem sido uma parceira importante na valorização da agricultura familiar indígena e na construção de um futuro mais justo e sustentável. Em nosso território, nos últimos três anos, conquistamos 46 quintais produtivos, cozinha comunitária e um trator agrícola com implementos, fortalecendo a produção, a soberania alimentar e a autonomia da comunidade, especialmente de mulheres indígenas”, afirmou o cacique Fábio Titiah, do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe, de Pau Brasil.

Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, as políticas públicas para os povos indígenas representam compromisso com inclusão, reconhecimento cultural e equidade. “Garantir o acesso pleno e qualificado às políticas públicas é essencial para fortalecer a autonomia, assegurar a sustentabilidade das práticas tradicionais e garantir os direitos sociais, econômicos e culturais dos povos indígenas. Esse é um caminho indispensável para a construção de um desenvolvimento rural justo e integrado, que valorize a diversidade e respeite a identidade dos nossos povos originários”, declarou.
 

Bahia avança na construção do 1º Plano Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica

13/04/2026
A Bahia deu mais um passo importante para fortalecer políticas públicas voltadas para a produção de alimentos saudáveis, a agroecologia e a agricultura familiar. Na terça-feira (05), foi realizada a segunda reunião da Mesa Coordenadora da Comissão Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica (CEAPO), responsável por liderar o processo de elaboração do 1º Plano Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica (PLEAPO).

Representando a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), o chefe de gabinete Adriano Costa destacou a importância da construção coletiva e do alinhamento entre governo e sociedade civil para garantir a efetividade do PLEAPO.“Estamos definindo as metodologias e formando um grupo de trabalho que vai conduzir as plenárias territoriais e macroterritoriais, ouvindo os sujeitos da agroecologia nas comunidades. Esse GT será composto por membros da mesa coordenadora e da Comissão Interinstitucional, garantindo a construção do plano de forma conjunta entre sociedade civil e governo.”

“Estamos reunindo esforços para dar conta dessa demanda, que é uma priorização do governador Jerônimo. A agroecologia precisa ser tratada com seriedade e estratégia. O PLEAPO é uma construção coletiva, articulada com quem vive e produz no campo”, completou o coordenador do Programa Bahia Sem Fome, Thiago Pereira.

A coordenadora da Rede de Agroecologia Povos da Mata, Paula Ferreira, destacou a importância da reunião para atender as expectativas dos produtores rurais baianos. “São os primeiros passos da construção desse plano que é tão importante para os agricultores e as agricultoras, que esperam por políticas públicas que venham, de fato, construir um novo modelo de sustentabilidade nos nossos territórios”, ressaltou.

A Mesa Coordenadora da CEAPO contou com a participação da SDR, da Casa Civil, através da Coordenação Geral de Ações Estratégicas de Combate à Fome (CGCFOME), pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), Rede de Povos da Mata, Associação de Escolas Famílias Agrícolas (EFAs) e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). O trabalho da mesa é acompanhado pela Comissão Interinstitucional de Agroecologia e Produção Orgânica (CIAPO), responsável por monitorar a execução do plano.