Feira Baiana reúne diversidade de orgânicos e movimenta o Parque Costa Azul

26/02/2026
Feira Baiana reúne diversidade de orgânicos e movimenta o Parque Costa Azul
Fonte/Crédito
Fotos: Fabrício Rocha/Geraldo Carvalho/CAR/SDR/Gov.BA
Os visitantes da 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária encontram uma das experiências mais esperadas do evento: a 3ª Feira de Produtos Orgânicos e Agroecológicos. O espaço reúne alimentos saudáveis, sustentáveis e certificados, vindos de diferentes regiões da Bahia, oferecendo uma excelente oportunidade para garantir produtos frescos e de qualidade diretamente das mãos de quem produz. A iniciativa fortalece a comercialização direta e valoriza agricultores e agricultoras de todo o estado.
 
Quem circula pelo local encontra uma grande diversidade de itens cultivados nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga, como café, cachaça, barrinhas de fruta, extrato de tomate, chocolate e diversos produtos in natura. Organizado pela Rede de Agroecologia Povos da Mata, o espaço reúne agricultores familiares, assentados da reforma agrária, comunidades quilombolas e povos indígenas, reforçando a produção sustentável e a identidade territorial da Bahia.
 
Para Paula Silva, representante da Rede Povos da Mata, o público tem acesso a uma vitrine única. “Nos 16 estandes, teremos uma variedade de produtos orgânicos das nossas agroindústrias. Convido todos a conhecerem o nosso espaço. Estamos aqui para fazer negócios e apresentar a força da nossa produção”, afirma.
 
O público também aprova a experiência. Sulamita Fernandes, estudante de Letras Vernáculas, destacou o interesse crescente em consumir produtos orgânicos. “Os produtos serem saudáveis é essencial para a população, além de termos produtos diferenciados de outras biodiversidades que não são encontrados facilmente. Hoje mesmo, tive a oportunidade de comprar um delicioso iogurte de umbu da Fazenda Cachoeirinha, que desde 1990 produz no município de Boa Nova, do sudoeste da Bahia”, contou.
 
Já Flávia Gonçalves, produtora de eventos, vê na Feira uma oportunidade de aproximação com novos parceiros. “Por meio de um convite da Central do Cerrado, através de uma parceria que estabelecemos durante a COP30, viemos conhecer diretamente os produtores da agricultura familiar porque a gente valoriza e prioriza os produtos orgânicos dentro dos nossos eventos, dentro das nossas produções e, sem dúvidas, a Bahia é o berço disso”, afirmou.
 
Entusiasmada com a primeira visita à Feira, a estudante de Farmácia, Jaqueline dos Santos, reforçou a importância de valorizar a agricultura familiar. “Só em saber que não estamos consumindo produtos com agrotóxicos e que agridem o ambiente, já considero fundamental que chegue à população com mais facilidade. Posso dizer que o mel foi algo que gostei muito de provar”, disse.
 
A certificação dos produtos é realizada pela própria Rede Povos da Mata, por meio do Sistema Participativo de Garantia (SPG) da Bahia, autorizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O selo assegura qualidade, procedência e respeito ao meio ambiente, fortalecendo a confiança entre produtores e consumidores.
 
Sobre a feira
Realizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), em parceria com a UNICAFES Bahia, a 16ª Feira segue até este domingo (14), com ampla programação musical, duas praças gastronômicas e a comercialização de mais de 6 mil produtos da agricultura familiar baiana. 
 
🗓️ Funcionamento
📅 Até 14 de dezembro
🕒 Sexta a domingo: 10h às 22h
📍 Parque Costa Azul – Salvador
🎟️ Entrada gratuita
 

Bahia lança cinco editais para fortalecer cadeias produtivas da agricultura familiar durante encontro nacional de cooperativas

26/02/2026
Bahia lança cinco editais para fortalecer cadeias produtivas da agricultura familiar durante encontro nacional de cooperativas
Fonte/Crédito
Fotos: André Frutuôso/CAR/SDR/Gov.BA
Durante o Encontro Nacional de Cooperativas da Agricultura Familiar, realizado nesta quinta-feira (11/12), em Salvador, o Governo do Estado anunciou cinco novos editais do projeto Bahia que Produz e Alimenta, destinados a ampliar investimentos em sistemas produtivos estratégicas e incentivar o turismo rural de base comunitária. O evento, que integra a programação da 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, reuniu cooperativas de diversas regiões do país para debater produção, mercado e políticas públicas voltadas ao setor.
 
Os editais contemplam os sistemas produtos da agricultura familiar da mandiocultura, fitoterápicos, ovinos, caprinos e de ovos caipiras, além de iniciativas que visam expandir roteiros turísticos no meio rural.
 
Por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), o Estado destinará R$ 30 milhões ao Raízes da Bahia, voltado à produção, beneficiamento e comercialização de derivados da mandioca; R$ 15 milhões ao Cabritos e Cordeiros da Bahia, que fortalece a cadeia de caprinos e ovinos; e R$ 24 milhões ao Galinha Caipira da Bahia, que abrange classificação, certificação e venda de ovos caipiras. Também foram anunciados editais de R$ 7 milhões para estruturar unidades de produção de fitoterápicos e outros R$ 7 milhões para projetos de turismo rural de base comunitária.
 
O diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, destacou que os novos editais ampliam as oportunidades para quem vive da agricultura familiar e reforçam o papel dos arranjos produtivos na transformação da realidade rural. “Essa iniciativa fortalece o trabalho de agricultores e agricultoras, garantindo mais estrutura, valor agregado aos produtos e novas possibilidades de comercialização”, afirmou.
 
O coordenador do Projeto Bahia que Produz e Alimenta, Ivan Fontes, acrescentou que as chamadas públicas representam uma nova chance para associações e cooperativas que buscam investimentos, lembrando que, a partir de janeiro, estarão abertas as inscrições para os cinco novos editais, além dos dois já disponíveis voltados à população indígena e quilombola.
 
Cooperar para Exportar
Durante o encontro, os governos estadual e federal também aderiram aos programas Cooperar para Exportar e Coopera Mais Brasil, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, destacou a relevância da abertura comercial para valorizar produtos da agricultura familiar com forte caráter agroecológico e social.
 
O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, ressaltou que o evento reúne 31 compradores internacionais que participaram de rodadas de negócios com cooperativas de todo o país e afirmou que a agência qualificará empreendimentos para certificação e exportação, além de levar outras 250 cooperativas ao mercado internacional em 2026.
 
Para Jean Silva, gestor de uma cooperativa de mandioca do Sudoeste da Bahia, as iniciativas criam novas perspectivas de acesso ao mercado internacional e ampliam oportunidades para os agricultores familiares baianos.
 
Ao todo, cerca de 150 representantes de cooperativas, 50 da Bahia e 100 de outros estados, participaram do encontro, que reforçou o papel estratégico do cooperativismo na ampliação de mercados e na dinamização da economia rural.
 

A 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária traz para Salvador o Caminho da Roça

26/02/2026
 A 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária traz para Salvador o Caminho da Roça
Fonte/Crédito
Fotos: Milena Andrade e Fabrício Rocha/CAR/SDR/Gov.BA
O rural da Bahia tem novo endereço até este domingo (14/12): o Parque Costa Azul, em Salvador, onde acontece a 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, que inova e traz para a capital além dos mais de seis mil produtos, uma experiência para todos os que visitam o evento, com o Caminho da Roça, um espaço temático que proporciona uma imersão no ambiente rural.
 
Neste espaço, adultos e crianças que visitarem a Feira poderão conferir de perto a Fonte dos Desejos, animais empalhados dos diversos biomas existentes na Bahia, viveiro de peixes e muito mais.
 
O público terá ainda a oportunidade de conhecer um pouco da realidade de quem vive no meio rural e da produção, além de degustar e adquirir produtos de diferentes sistemas produtivos, vindos direto das propriedades rurais, a exemplo de queijo artesanal, café, chocolate e outros derivados do cacau, derivados da mandioca, mel e caprinos e ovinos.
 
Ao final do Caminho da Roça tem uma convidativa Praça Gastronômica, recheada de comidas típicas, incluindo um cardápio inclusivo, com pratos veganos, mariscos e frutos do mar, carne de sol de Itororó, macarrão de milho, tilápia, sarapatel pizzas de aipim,  e com direito ao Palco Nordestino, com atrações musicais regionais.
 
Fogo de Chão
No ambiente dedicado a caprinocultura, o público poderá saborear cortes especiais assados, e no sábado (13/12), terá a novidade do Fogo de Chão, com o chef Sandro Borges, idealizador do restaurante Porco Steakhouse, em Salvador.
 
Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), reforçou que a Feira é um espaço de valorização do rural, da cultura e da potencialidade da Bahia. O evento oferece, simultaneamente, a comercialização de mais de seis mil produtos, uma gastronomia rica, shows, artesanato e muito mais.
 
“Toda a Feira, assim como o Caminho da Roça, reflete a riqueza da produção da agricultura familiar, que acolhe quem chega e proporciona a oportunidade de conhecer as histórias das mulheres e dos homens do campo, responsáveis por produzir alimentos saudáveis e o que há de melhor no rural da Bahia”, destaca Jeandro Ribeiro.
 
Edilene Leal, moradora da Pituba, que visitava os espaços do Caminho da Roça, ressaltou a importância de políticas públicas que geram resultados como os apresentados na Feira. “Percebemos que este ano houve ampliação. Uma experiência excelente. Tudo muito bem organizado e acolhedor, com pessoas que nos recebem e contam um pouco da história de sua região. É importante para a população de Salvador conhecer mais sobre essa agricultura, que oferece produtos excelentes e de qualidade, como café e queijo. Uma oportunidade de descobrir o que a nossa Bahia tem.”
 
A expositora Thiana Franco Pinho, da Casa Rosa Queijaria Artesanal de Serrinha, destacou que o Caminho da Roça, traz um pouco da cultura do interior para a capital. "É a primeira vez que eu estou participando e para mim é muito gratificante poder trazer o que a gente faz com muito carinho, cuidado e dedicação. Esses queijos artesanais saem do campo diretamente para a mesa do consumidor final. É um trabalho da porteira para dentro, beneficiando o leite e trazendo esse queijo artesanal, que não deixa a desejar para nenhum queijo industrial, além de ser uma oportunidade de negócios para mim e para vários outros produtores da Bahia, que conseguem mostrar o potencial que a gente tem. É mais uma porta que se abre”.
 
Sobre a Feira
Realizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), junto ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e a Unicafes Bahia, a 16ª edição da Feira conta com a comercialização de alimentos, bebidas, artesanato, cosméticos, moda, flores e itens da economia solidária, além das Tendas Quilombola, Indígena e de Artesanato, da 3ª Feira Agroecológica da Bahia, atrações musicais e mais.
 
🗓️ Funcionamento
📅 Até 14 de dezembro
🕒 Quinta: 12h às 22h
🕒 Sexta a domingo: 10h às 22h
📍 Parque Costa Azul – Salvador
🎟️ Entrada gratuita

Seminário promove lançamento do Projeto Mais Gestão Bahia voltado à agricultura familiar e a povos e comunidades tradicionais

26/02/2026
Seminário promove lançamento do Projeto Mais Gestão Bahia voltado à agricultura familiar e a povos e comunidades tradicionais
Fonte/Crédito
Fotos: Milena Andrade/CAR/SDR/Gov.BA
O Projeto Mais Gestão Bahia foi lançado, nesta quarta-feira (10), em Seminário realizado no Colégio Estadual de Tempo Integral Professor Rômulo Almeida. A iniciativa, que fez parte da programação da 16ª Feira da Agricultura Familiar e Economia Solidária, vai disponibilizar assessoria e capacitação em gestão e comercialização para 40 organizações produtivas da agricultura familiar e de povos e comunidades tradicionais, em 10 Territórios de Identidade.
 
Promovido pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em parceria com Instituições de Ensino Superior da Bahia, e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), representantes das entidades selecionadas participam, durante 15 meses, de atividades com foco em gestão, autogestão, cooperativismo, prospecção de mercados e integração em redes de comercialização.
 
A coordenadora do projeto, professora e primeira dama do Estado, Tatiana Veloso, destacou o lançamento do projeto que apresenta a agricultura familiar como política pública consolidada no Governo da Bahia. “É muito significativo realizar esse evento como programação da Feira, que é um espaço não só de comercialização, mas de tantos conhecimentos, saberes e, principalmente, articulações. Nós trazemos a questão do rural de forma central, não apenas pela importância econômica, mas social e cultural, e a partir de representações nos segmentos dos povos e comunidades tradicionais”.
 
Segundo Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública ligada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), promover ações que visibilizam a agricultura familiar demonstra o quanto o Estado está no caminho certo ao incentivar a produção no campo.
 
“Quando a gente realiza um evento como a Feira, mostramos que levar política pública pra um quilombo, pra uma aldeia indígena, pra um assentamento de reforma agrária é uma decisão acertada. A gente tem que entender esse momento da história, porque a agricultura familiar sempre esteve presente, mas foi a partir do nosso governo que surgiu um novo capítulo, com um governador que vem dessa origem”.
 
Para Adriana de Santana, coordenadora da Associação dos Quilombolas, Trabalhadores Rurais, Artesãos, Pescadores e Marisqueiras de Praia Grande e Adjacências, ser uma das organizações selecionadas vai contribuir no aprimoramento da gestão da entidade. "É muito importante participarmos desta capacitação. Fazemos a comercialização externa e interna do que é cultivado pela comunidade e quanto mais conhecimento melhor".

 
Sobre a Feira
Realizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), e pelo MDA, em parceria com a UNICAFES Bahia, a 16ª edição da Feira tem abertura oficial nesta quarta-feira (10), às 18h, no Parque Costa Azul.
 
O evento vai reunir, até domingo (14), milhares de visitantes e apresentar mais de seis mil produtos da agricultura familiar dos 27 Territórios de Identidade da Bahia, incluindo alimentos, bebidas, artesanato, cosméticos, moda, flores e itens da economia solidária. A programação conta ainda com a Tenda de Artesanato, a 3ª Feira Agroecológica da Bahia, duas grandes praças gastronômicas, atrações musicais e muito mais.

16ª Feira da Agricultura Familiar alcança resultados históricos e amplia visibilidade da produção baiana

26/02/2026
A 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária encerra sua programação com resultado histórico para a agricultura familiar. Realizada no Parque Costa Azul, em Salvador, a feira reuniu mais de 10 mil produtos, cerca de 700 expositores em mais de 150 estandes e representantes dos 27 Territórios de Identidade do estado. O espaço recebeu um público estimado em 100 mil pessoas ao longo dos cinco dias de evento.
 
Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural da Bahia, Osni Cardoso, a Feira da Agricultura Familiar representa um marco para o fortalecimento do segmento e a ampliação de mercados. “A feira é o momento em que a agricultura familiar traz para Salvador suas experiências, sua forma de produzir e de celebrar.  Mostramos tudo o que produzimos com muito carinho para vender para a Bahia e para o Brasil e já de olho no mercado internacional”, afirmou.
 
Os resultados de comercialização confirmam o impacto direto da feira na geração de renda para agricultores e cooperativas. Pela primeira vez no evento, produtores da Cooperativa Agropecuária do Litoral Norte da Bahia (Coopealnor), do município de Rio Real, no Litoral Norte, comercializaram uma tonelada de laranja, transformada em suco natural vendido em garrafas, superando as expectativas e exigindo reposição de produtos ao longo dos dias.
 
A alta circulação de público, aliada à melhoria da infraestrutura e das áreas de alimentação, impulsionaram também a venda do chope de caju da Cooperativa de Cajucultores Familiares do Nordeste da Bahia (Cooperacaju), que  apresentou crescimento significativo em relação à edição anterior, saltando de 1.200 para 1.500 litros, além de mais de 2 mil cervejas de caju em garrafas, mais que o dobro do ano passado.
 
Novos espaços
A edição ampliou os espaços de comercialização, convivência e valorização cultural, com a Tenda das Flores da Bahia, dedicada à produção de plantas, flores e arranjos da agricultura familiar, e o Caminho da Roça, que aproximou o público de sistemas produtivos da agricultura familiar baiana como os de café, cacau, mel, mandioca, ovinocaprinocultura e queijos artesanais.
 
Na Tenda das Flores, produtores do território de Maracás chegaram com um caminhão carregado de plantas ornamentais e ervas aromáticas e precisaram repor durante a feira, atendendo mais de mil pessoas diretamente. A experiência reforçou o sucesso do espaço, aproximando produtores do consumidor final e superando as expectativas de vendas e visibilidade.
 
Pela primeira vez, a feira também contou com um espaço exclusivo para os Queijos Artesanais da Bahia, reunindo produtores premiados, mostrando a qualidade e a identidade da queijaria baiana.
 
Mais uma vez, as tendas Indígena, Quilombola e de Artesanato atraíram os soteropolitanos com a diversidade produtiva, cultural e ancestral dos povos e comunidades tradicionais. As praças gastronômicas reuniram cardápios baseados em ingredientes da agricultura familiar, com opções da culinária regional a pratos 100% veganos.
 
Quem esteve no local teve acesso a uma ampla variedade de produtos artesanais e agroecológicos no espaço dos Territórios de Identidade, incluindo derivados de milho crioulo não transgênico, queijos artesanais saborizados, chopes artesanais, méis especiais, geleias, licores, vinagres, panetones de mandioca, produtos à base de licuri, galinha defumada artesanal e picolés produzidos apenas com frutas da caatinga, sem conservantes, demonstrando suas capacidades produtivas, inovação e compromisso com a sustentabilidade.
 
O Vale do Jiquiriçá registrou um crescimento expressivo nesta edição, marcando uma participação histórica com a presença de 100% dos seus municípios. O território levou 170 empreendimentos, 865 produtos agroecológicos e envolveu diretamente 1.238 pessoas no processo produtivo, representando um aumento de quase 700% no número de itens em relação à edição anterior, quando participou com 11 empreendimentos e 124 produtos.
 
A programação técnica  incluiu seminários, encontros, oficinas e rodas de diálogo, com destaque para o Encontro Estadual das Mulheres Rurais, o Simpósio de Experiências da Agricultura Familiar, o Encontro de Cooperativas, debates sobre agroecologia, biodiesel, avicultura familiar, além de rodadas de negócios e lançamentos de ações e programas, consolidando a feira como espaço de articulação técnica e institucional.
 
Realização - A 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária foi realizada pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e a UNICAFES Bahia, e apoio da Apex Brasil, Bahia Turismo, Bahia Sem Fome, Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM) e Conder.

Vale do Jiquiriçá registra participação histórica na 16ª Feira da Agricultura Familiar

26/02/2026
A participação do Território de Identidade Vale do Jiquiriçá na 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária marca um momento histórico para a agroecologia na Bahia. Pela primeira vez, os 20 municípios do território estão representados no evento, reunindo 170 empreendimentos, 865 produtos agroecológicos e envolvendo diretamente 1.238 pessoas no processo produtivo.
Em 2025, o Vale do Jiquiriçá participou com 11 empreendimentos e 124 produtos. Nesta edição, o número de itens apresentados teve um crescimento de quase 700%, resultado da organização e articulação liderada pela Associação Agroecológica da Jaqueira e pelo Centro Público de Economia Solidária (Cesol) junto às gestões municipais e empreendimentos da zona rural do território.
De acordo com o coordenador do Cesol do Vale do Jiquiriçá, Daniel Oliveira, membro da Associação Agroecológica da Jaqueira e do Colegiado Territorial, esse ano foi realizada uma grande caravana para mobilizar os municípios. "Percorremos todas as cidades, dialogamos com os empreendimentos, destacamos a grandiosidade da feira e conseguimos trazer o território completo”, comemorou.
Os números mostram a força do Vale do Jiquiriçá na feira: conta com a participação de quatro cooperativas e 16 associações, 46% dos empreendimentos da zona rural, 86% de mulheres, e 76% delas negras.
O território lidera a 16ª Feira da Agricultura Familiar em diversidade produtiva, com os 865 itens catalogados. "O segundo território com mais produtos trouxe 200 itens", observou Daniel.
Novos produtos em 2025
Entre as novidades apresentadas nesta 16ª edição da feira, estão produtos identificados durante o processo de escuta e mapeamento realizado nos municípios. O público encontra itens como vinagre de banana, chocolate com jaca, café com cacau e sequilhos com araruta.
Segundo a coordenadora da Associação Agroecológica da Jaqueira, Crys Rios, também coordenadora do Colegiado Territorial do Vale do Jiquiriçá e agente nacional da Economia Solidária vinculada ao Programa Paul Singer, da Senaes/MTE, a feira é uma vitrine estratégica para consolidar identidade, organização e sustentabilidade. “A partir do sucesso do ano passado, nos organizamos enquanto território, enquanto sujeito político, para que as pessoas se enxergassem como parte da economia solidária e reconhecessem a potência da sua própria produção”, explicou.
A articulação resultou ainda na criação da Espiral Agroecológica de Mulheres, que hoje reúne cerca de 400 mulheres, impulsionando a produção em escala e garantindo protagonismo feminino. O território também recebeu, durante o evento, a Certificação Orgânica Participativa da Rede de Agroecologia Povos da Mata, fortalecendo os processos produtivos dos 20 municípios que compõem uma população estimada em 303 mil pessoas, majoritariamente rural, negra e feminina.
Logística inédita e organização coletiva
A participação do Vale do Jiquiriçá foi marcada por uma logística inédita no estado com a realização da caravana e busca ativa dos empreendimentos e suas produções. Depois de passar por todos os municípios, os empreendimentos se reuniram no maior encontro da história regional da economia solidária e da agricultura familiar da região, em Amargosa.
Para a participação na feira em Salvador, também houve organização para a coleta dos produtos em cidades estratégicas, garantindo inclusão de produtores de baixa renda. “Isso nunca foi feito na Bahia. Fomos em busca dos empreendimentos, cadastramos pessoalmente, organizamos a coleta, catalogamos, etiquetamos os produtos e implantamos um sistema de venda coletiva”, ressaltou Daniel.
Hoje, o território ocupa cinco estandes na feira, entre eles o Tudo Vegano, na Praça Gastronômica, que retorna nesta edição após grande sucesso em sua primeira participação em 2024.
No espaço, o público encontra um cardápio baseado em ingredientes integrais, agroecológicos e 100% veganos, valorizando a sociobiodiversidade do Vale do Jiquiriçá. Entre as opções estão refeições como maniçoba, moqueca de jaca, feijoada vegetal e yakissoba, além de lanches salgados e doces à base de jaca, cacau, licuri, aipim e frutas regionais.
As bebidas incluem mel de cacau natural, sucos com mel de cacau e kombuchas artesanais. A proposta alia alimentação saudável, sustentabilidade, geração de renda e valorização dos saberes tradicionais.
“A Febafes não é só um espaço de venda. É um espaço de construção de conhecimento, de sociabilização, de valorização do que produzimos na roça, no campo, nos equipamentos produtivos que também são fruto das políticas públicas da SDR e da CAR”, reforça Crys.
Onde encontrar em Salvador
Os produtos do Vale do Jiquiriçá já estão presentes em outros canais de comercialização, incluindo espaços virtuais, como o site da Jaqueira e do Cesol, e loja física no Largo 2 de Julho. Também, semanalmente, pode ser adquirido na feira realizada aos sábados no condomínio Vila Anaití, bairro do Imbuí, na Praça Miriam Fraga, no Itaigara.
Para 2027, o Território do Vale do Jiquiriçá já planeja novidades como aprimorar a rotulagem, identidade visual, qualidade dos produtos e novas iguarias. “Nosso carro-chefe é a diversidade, que é um princípio da agroecologia. Ano que vem estaremos ainda mais organizados”, concluiu Daniel.

SDR realiza 2º Seminário da Avicultura Caipira e inicia conversa pública para edital do setor

26/02/2026
Sala cheia no Hotel Bahiamar, em Salvador, para fortalecer o rural baiano e ampliar a produção de ovos no estado. Neste sábado (13), o 2º Seminário da Avicultura Caipira da Bahia, realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), reuniu agricultores familiares, cooperativas, instituições de ensino, pesquisadores, agentes públicos e organizações de assistência técnica em um espaço de diálogo, troca de experiências e construção coletiva para o fortalecimento do setor.
 
Com o tema “Avicultura Caipira da Bahia: Caminhos e Estratégias para Inclusão Produtiva, Acesso a Mercados, Organização e Expansão da Produção”, o seminário reforçou o compromisso do Governo do Estado com um modelo produtivo que gera renda, promove sustentabilidade e fortalece as economias locais. A programação reuniu palestras, rodas de diálogo e trocas de experiências sobre políticas públicas, organização produtiva, comercialização e boas práticas de manejo.
 
Para a produtora Edna Souza, do povoado de Água Seca, em Serrinha, o seminário representa um espaço importante de fortalecimento para quem vive da avicultura caipira. “Esse segundo seminário é muito importante para nós, produtores porque é uma oportunidade da gente se informar e acompanhar o que está sendo construído para a agricultura familiar na Bahia”, afirmou.
 
Edital de Avicultura
A abertura do encontro marcou a primeira conversa pública sobre o Edital de Avicultura Caipira, autorizado na última quinta-feira (11) durante o Encontro Nacional de Cooperativas da Agricultura Familiar. O evento promoveu um diálogo direto com avicultores dos 27 territórios da Bahia, com troca de conhecimentos e esclarecimentos sobre as diretrizes do edital.
 
Produzir alimento para abastecer a mesa dos baianos é um dos focos da política rural no estado. Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, o seminário e o anúncio do Edital de Avicultura Caipira marcam um novo momento para o setor. “A atividade vem crescendo na Bahia e o edital chega para organizar esse avanço, unindo políticas públicas, conhecimento técnico e a experiência de quem produz, ampliando mercados e gerando renda para as famílias agricultoras”, afirmou.
 
O edital, elaborado pela SDR e pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR), inaugura uma etapa estratégica de fortalecimento da avicultura caipira na Bahia, ao direcionar investimentos em assistência técnica, infraestrutura produtiva, organização e acesso a mercados, considerando as demandas dos territórios e subsidiando a formulação de políticas públicas voltadas ao setor.
 
Certificação
O seminário reforçou o papel das certificações e dos selos sanitários na ampliação de mercados, na garantia da segurança alimentar e no fortalecimento da agroindustrialização da agricultura familiar. A programação também trouxe orientações sobre acesso ao crédito, com destaque para linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
 
Ainda durante a programação, ocorreu a entrega do Selo de Inspeção Municipal (SIM) ao abatedor de aves caipiras do Complexo Industrial Caipira de Verdade, da Cooperativa dos Apicultores, Produtos Apícolas e Derivados e Produtores da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Região do Rio Gavião e Serra Geral (Coopmel).
 
Para o médico veterinário e gestor comercial da Coopmel, Thiago Santana, a certificação do SIM é fundamental para garantir segurança alimentar ao consumidor final e ampliar o acesso a novos mercados, além daquele em que a cooperativa já atua, no município de Licínio de Almeida. “A partir dessa certificação, passamos a ter a prerrogativa de comercializar em todo o território do Sudoeste Baiano”, comemorou.

9º Simpósio reforça a produção de conhecimento e as experiências da agricultura familiar na Bahia

26/02/2026
A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) realizou o 9º Simpósio de Pesquisas e Experiências em Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural, reunindo pesquisadores, estudantes, técnicos, agricultores e instituições comprometidas com o fortalecimento do rural baiano. O evento, já consolidado no calendário acadêmico baiano, mais uma vez abriu espaço para debates qualificados e apresentação de iniciativas que unem ciência, prática e inovação.
 
Esta edição contou com 160 trabalhos selecionados, número que evidencia a força da pesquisa, da extensão e das experiências desenvolvidas nos 27 Territórios de Identidade da Bahia. O volume expressivo também demonstra o papel central do evento no compartilhamento de conhecimentos sobre desenvolvimento rural, agroecologia, sociobiodiversidade e tecnologias sociais.
 
“O simpósio é o espaço de compartilhar saberes e conhecimentos técnicos, científicos e populares em um espaço horizontal onde pesquisadores, extensionistas e agricultores familiares podem construir novos conhecimentos sobre agricultura familiar. Neste 9º Simpósio, os trabalhos selecionados destacam o papel dos territórios e a participação ativa da agricultura familiar na construção de conhecimentos para o Bem Viver, articulando a produção de alimentos saudáveis e a transição agroecológica”, explicou o coordenador de Pesquisa, Inovação e Extensão Tecnológica (Cepex/SDR), Leonardo Farias.
 
Para a professora, engenheira agrônoma, doutora em Geografia e presidenta das Voluntárias Sociais, Tatiana Velloso, “o 9º Simpósio é um espaço essencial para divulgar pesquisas e experiências populares e científicas, com a constatação das riquezas dos “Territórios vivos: agricultura familiar e construção de conhecimentos para o bem viver”, especialmente na articulação das políticas públicas de fortalecimento da agricultura familiar e da educação básica e superior, e as inovações, tecnologias sociais e sociobiodiversidade, as relações de gênero, raça, geração e classe, os sistemas alimentares resilientes e soberania alimentar do estado da Bahia”.
 
Organizado pela Cepex, em parceria com a Rede Baiana de Pesquisa, Ensino e Extensão em Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural, o evento também busca ampliar o acesso ao conhecimento, fortalecendo redes de colaboração entre instituições de ensino, pesquisa, extensão e organizações sociais do campo. Os trabalhos apresentados recebem certificado de participação e serão publicados nos Anais do 9º Simpósio.
 
“A tese que eu defendo é a seguinte: da importância da Unidade de Beneficiamento do Licuri, que o Estado vem financiando mais de 17 em todos os territórios da Bahia. A gente fez um escopo pensando as máquinas que quebram o licuri com maior integridade, a máquina de extração de óleo de licuri mais compacta, menor, que pode ser utilizada no âmbito da família. A gente produziu essas máquinas”, explicou o professor Aurélio Carvalho, do Instituto Federal Baiano, do grupo de pesquisas Xerófilas.
 
Crys Rios, da Associação da Jaqueira, do Território Vale do Jiquiriçá, utilizou a Feira Baiana de Agricultura Familiar e Economia Solidária como base da sua pesquisa.
 
“Então nessa 16ª, nós, sujeitos do campo, eu, mulher preta, entendo que ela vai trazer um outro aspecto revolucionário para a minha vida. Desde as apresentações, dos artigos, à própria produção, ao próprio lugar de feira, do espaço de comercialização, que se apresenta para além do comércio curto. É um ato revolucionário na vida da agricultura e dos produtores da economia solidária”, afirmou.
 
O 9º Simpósio de Pesquisas e Experiências em Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural integra a programação técnica da 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, que acontece até 14 de dezembro, no Parque Costa Azul, em Salvador.

16ª FEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR AMPLIA PARTICIPAÇÃO INDÍGENA E QUILOMBOLA

26/02/2026
A 16ª edição da Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária reafirmou o compromisso do Estado com a valorização e o fortalecimento das comunidades indígenas e quilombolas. Com aumento no número de estandes e maior diversidade territorial, o evento também deu visibilidade a histórias de transformação social protagonizadas por mulheres artesãs.
 
Tenda Quilombola
A artesã Claudineia Conceição dos Santos, da Comunidade Quilombola de Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, o tradicional Quilombo de Mãe Bernadete, comemora mais um ano de boas vendas na feira. Integrante da Associação de Artesanato Raízes do Quilombo, o grupo formado por 34 artesãs e 1 artesão, é presença garantida na feira. “Participamos desde o início, quando a feira ainda era no Parque de Exposições, depois no Jardim dos Namorados e hoje no Parque Costa Azul. Nossos produtos têm como matéria-prima a piaçava, palha da costa, coco, osso, miçanga e chifre”, explica.
 
O artesanato ganhou impulso na comunidade no ano de 2000, quando Mãe Bernadete articulou um curso de capacitação em artesanato com piaçava. “Ela trouxe esse conhecimento para garantir independência às mulheres do grupo. Aperfeiçoamos a técnica e hoje já estamos exportando para a França e Bogotá”, conta Claudineia. Entre os produtos comercializados estão mandalas, biojoias, bolsas, cerâmicas trabalhadas com piaçava. Uma variedade de peças que variam de R$ 5 a R$ 450.
 
Nesta edição, a feira contou com 12 estandes quilombolas e 24 representantes de comunidades dos municípios de Camaçari, Salvador, Simões Filho, Ruy Barbosa, Santa Teresinha, Coração de Maria e Entre Rios, abrangendo cinco Territórios de Identidade: Sisal, RMS, Piemonte do Paraguaçu, Portal do Sertão e Litoral Norte e Agreste Baiano.
 
Tenda Indígena
A artesã Ana Melo, do povo Kaimbé de Massacará, em Euclides da Cunha, está pela primeira vez na Feira Baiana da Agricultura Familiar. “Trazer meu artesanato para ser reconhecido é muito bom. A expectativa é de boas vendas e quero participar sempre”, afirma. Suas peças incluem colares, pulseiras e cestas produzidas com materiais do próprio território, como imbé da palha da licurizeira e sementes de Lágrima de Nossa Senhora e pau-brasil.
 
Neste ano, o evento reuniu representantes indígenas de 10 municípios, alcançando oito Territórios de Identidade da Bahia: Semiárido Nordeste II, Região Metropolitana de Salvador, Recôncavo, Extremo Sul, Itaparica, Litoral Sul, Oeste Baiano e Chapada Diamantina.
 
A Chapada Diamantina esteve presente com representantes de 12 aldeias, reforçando a diversidade cultural e geográfica da participação.
 
Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, a crescente participação das comunidades indígenas e quilombolas demonstra o avanço das políticas públicas de fortalecimento das economias comunitárias, da cultura tradicional e da inclusão produtiva no estado da Bahia. "Essas comunidades têm papel fundamental na economia da Bahia, e nossa missão é garantir que tenham cada vez mais oportunidades, apoio e visibilidade", disse.
 
Realização - A 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária é realizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e UNICAFES Bahia, e apoio da Apex Brasil, Bahia Turismo, Bahia Sem Fome, Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM) e Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder).

SDR apresenta cartilha para elaboração do Plano Estadual de Agroecologia

26/02/2026

A produção sustentável baiana ganha novo impulso, com o lançamento da cartilha oficial com orientações que vão contribuir para a construção do 1º Plano Estadual de Agroecologia, nesta sexta-feira (12), durante a abertura do 4º Seminário Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica. O material metodológico, produzido por um Grupo de Trabalho (GT) coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), marca um passo inédito na consolidação de políticas públicas estruturantes para o setor.
 
Integrado à programação técnica da 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, o seminário reúne movimentos sociais, organizações da sociedade civil, pesquisadores e gestores públicos em dois dias de debates, rodas de diálogo e construção coletiva. A iniciativa reforça o protagonismo da SDR na formulação de estratégias para qualificar a produção agroecológica e fortalecer a agricultura familiar.
 
O secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, destaca que o seminário e a cartilha são resultado de um trabalho em conjunto. “Este encontro reafirma o compromisso da SDR em desenvolver políticas de agroecologia com participação social e diálogo técnico. A cartilha organiza a metodologia, orienta o planejamento e fortalece a construção do primeiro Plano Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica da Bahia, fruto de um esforço coletivo que coloca o Estado na direção de um modelo mais sustentável e inclusivo”, afirmou.
 
Os debates incluem a apresentação da metodologia do plano, o lançamento do Inquérito sobre Segurança Alimentar e Nutricional na Bahia, elaborado pela Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e um painel sobre monitoramento e avaliação de políticas públicas de agroecologia. O encontro também aborda temas estratégicos como mudanças climáticas, sucessão rural, redução de agrotóxicos, fortalecimento da agricultura familiar e a construção de sistemas alimentares mais saudáveis.
 
Segundo o coordenador-geral do Programa Bahia Sem Fome, Tiago Pereira, a edição do seminário é uma realização da SDR, junto à Coordenação-Geral de Ações Estratégicas de Combate à Fome, para avançar na implantação de políticas públicas de agroecologia na Bahia. “Isso reforça o compromisso do Governo do Estado com o sistema de segurança alimentar, com o combate à fome e com a promoção da segurança alimentar e nutricional”, completou.
 
A abertura do seminário contou com palestra do coordenador Executivo da AS-PTA, Paulo Petersen, referência nacional em agroecologia, que destacou a relevância do processo baiano. “A construção da política pública em agroecologia pressupõe a participação das organizações da sociedade civil junto com o Estado. A Bahia tem feito um grande esforço, ao longo de várias gestões, para internalizar a agroecologia na política pública, e esse tipo de iniciativa, construída com diferentes percepções e participação social, é um exemplo para o Brasil”, elogiou.