Prorrogadas até 28 de novembro as inscrições para edital de construção de 3 mil casas rurais

27/02/2026
Foram prorrogadas, até o dia 28 de novembro, as inscrições do edital que contempla a construção de 3 mil casas rurais. As Organizações da Sociedade Civil interessadas terão mais tempo para cadastrar suas propostas no endereço eletrônico data.car.ba.gov.br/smi. O edital foi disponibilizado pelo Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).
 
As casas terão cerca de 64 m², com três quartos, sala-cozinha, banheiro, área de serviço e varanda, além de soluções de abastecimento de água e energia. As construções serão acompanhadas de um Projeto de Trabalho Social (PTS), que irá apoiar as famílias beneficiárias na gestão do empreendimento e no fortalecimento comunitário.
 
O edital integra o Programa Estadual de Habitação Rural Minha Casa Minha Vida – Bahia (MCMV-BA), criado em 2024 com o objetivo de ampliar o acesso à moradia digna para famílias do campo, reduzir o déficit habitacional, melhorar a qualidade de vida e fortalecer a permanência das comunidades em seus territórios tradicionais.
 
Seleção das entidades executoras
As Organizações da Sociedade Civil (OSC) selecionadas irão firmar Termos de Fomento com a CAR. Cada proposta poderá contemplar até 30 unidades habitacionais, sendo vedada a seleção de uma única entidade para executar mais de 150 casas. As propostas deverão incluir o projeto de engenharia e o plano de trabalho social.
 
O resultado preliminar da seleção será divulgado em 24 de janeiro de 2026. O edital completo, com anexos e modelos necessários para a inscrição, está disponível no site da CAR: www.car.ba.gov.br.

Políticas públicas ampliam renda, autonomia e oportunidades para povos tradicionais do meio rural na Bahia

27/02/2026
No Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, a Bahia reforça seu compromisso com os direitos à terra, à renda, à identidade e à dignidade das comunidades rurais quilombolas e tradicionais. Nos últimos anos, o Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), ampliou significativamente investimentos e políticas públicas voltadas a esses povos, gerando resultados concretos em autonomia produtiva, segurança alimentar, infraestrutura e fortalecimento cultural.
 
As ações da CAR, implementadas por meio de projetos e editais específicos, beneficiam milhares de famílias em diversas regiões do estado, fortalecendo modos de vida ancestrais, garantindo direitos e criando oportunidades reais de desenvolvimento sustentável.
 
Por meio dos Projetos Bahia Produtiva e Pró-Semiárido, a CAR investiu nos últimos 10 anos, em 126 comunidades quilombolas, beneficiando diretamente 4.343 famílias Entre as iniciativas estão implantação de casas de farinha, cozinhas comunitárias, unidades de beneficiamento de mel, de cacau, mandioca e frutas, galpões de armazenamento, quintais produtivos, viveiros de mudas, cisternas de produção e Sistemas PAIS, garantindo renda e autonomia produtiva.
 
Foram implantados 345 aviários rústicos para criação de galinha caipira, 329 quintais agroecológicos, promovendo segurança alimentar; 341 colmeias e 110 kits de apicultura, fortalecendo a cadeia do mel; além de 94 mil raquetes de palma forrageira, garantindo alimentação animal. Diversas unidades produtivas foram reformadas e ampliadas, fortalecendo associações lideradas majoritariamente por mulheres.
 
O impacto dessas ações é visível nas comunidades. Na Lagoa do Jacaré, em Bom Jesus da Lapa, derivados de mandioca produzidos com selo de inspeção são comercializados para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) municipal e estadual. Rosirene Ribeiro, presidenta da Associação Remanescente Quilombola Lagoa do Jacaré, afirma: “O trabalho em grupo fortaleceu a renda, uniu gerações e manteve os jovens na comunidade. Hoje a comunidade vive um novo tempo. Produzimos pão, bolo, sequilhos e sonhos, e a demanda só cresce.”
 
Regularização fundiária e ambiental
O Projeto Quilombo Legal já beneficiou 100 comunidades quilombolas na primeira etapa e atenderá outras 70 na segunda, garantindo regularização ambiental por meio do Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (Cefir), assegurando direitos, acesso a políticas públicas e segurança jurídica.
 
Habitação rural
Mais de 1.600 casas já foram entregues com prioridade para comunidades quilombolas e indígenas. É o caso de Dona Alaíde, da comunidade Quilombola dos Pedros, em Entre Rios, que trocou uma moradia de taipa por uma casa segura construída pela CAR. “Agora durmo tranquila. Antes tomava banho de balde. Hoje tenho banheiro e chuveiro. É dignidade.”
 
O novo Programa Estadual de Habitação Rural Minha Casa Minha Vida – Bahia (MCMV-BA) prevê a construção de mais 3 mil unidades habitacionais rurais voltadas a povos e comunidades tradicionais, com edital aberto para Organizações da Sociedade Civil: data.car.ba.gov.br/smi até o próximo dia 28 de novembro.
 
Inclusão produtiva e geração de renda
Em parceria com 23 consórcios públicos intermunicipais, a CAR também beneficia povos e comunidades tradicionais, com Kits Produtivos que fortalecem sistemas de leite, mandioca, horticultura, fruticultura, mel e criação de galinha caipira. Os kits incluem tablets, motocicletas, máquinas forrageiras, tanques de resfriamento, mudas, kits de irrigação e apoio técnico.
 
A CAR, empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), conta com a parceria da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) na articulação das políticas públicas voltadas para povos e comunidades tradicionais.  

SDR marca presença no lançamento do pré-teste do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, durante a COP-30

27/02/2026
A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) marcou presença no lançamento do pré-teste do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, a principal pesquisa estatística sobre a produção agropecuária e extrativista do país. Realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o ato aconteceu de forma conjunta em Salvador (BA), nesta segunda (17), na sede do Sistema FAEB/SENAR, e na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-30), em Belém (PA).

Na capital baiana, o evento contou com apresentações sobre o projeto básico do Censo e os aspectos operacionais da primeira prova piloto. O pré-teste é crucial para avaliar a clareza dos questionários, especialmente junto aos 28 segmentos de povos e comunidades tradicionais, que pela primeira vez serão incluídos no levantamento. A iniciativa amplia a compreensão sobre territórios e modos de produção no Brasil e garante que as inovações metodológicas permitam um retrato fiel da realidade rural brasileira.

Durante a cerimônia do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, em Belém, o IBGE também anunciou o primeiro teste preparatório para o Censo Agro. A etapa será iniciada ainda em novembro e envolverá seis municípios distribuídos por diferentes regiões e biomas.
Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, o alinhamento técnico nesta fase é decisivo para o futuro das políticas da pasta. “Nossa presença visa garantir que o mapeamento capte a verdadeira diversidade da agricultura familiar. É um marco histórico, que está dando visibilidade estatística aos povos tradicionais e servirá de bússola para nossas políticas públicas, levando desenvolvimento e sustentabilidade exatamente onde o homem e a mulher do campo precisam”, afirmou.

O secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura do Estado da Bahia, Pablo Barrozo, reforçou a importância da iniciativa ao destacar que “com a realização desse censo, nós vamos conhecer a realidade atual do trabalho na área agrícola, que tanto emprega e tanto gera renda para a população, sobretudo para a baiana. Então, fica aqui nossos parabéns para o IBGE e para a parceria com o Governo da Bahia, para que possamos fazer um censo que realmente traga a realidade do nosso povo, para que a gente possa crescer juntos”.

Bahia no Censo Demográfico 2022
No Censo Demográfico 2022, a Bahia se destacou como o estado com o maior número de quilombolas do país, com 397.059 pessoas autodeclaradas, o que representa cerca de três em cada dez quilombolas brasileiros. O estado também lidera em localidades quilombolas, com 1.814 comunidades, e reúne cinco dos dez municípios com maior população quilombola, incluindo Salvador e Feira de Santana.

Em relação aos povos indígenas, a Bahia abriga 245 comunidades pertencentes a 31 povos originários. Com 229.443 pessoas autodeclaradas no Censo 2022, o estado possui a segunda maior população indígena do Brasil, ficando atrás apenas do Amazonas.
 

SDA discute saúde da população negra em roda de conversa sobre Novembro Azul

27/02/2026
"Saúde da população negra: orientações sobre a campanha Novembro Azul" foi tema de mais uma roda de conversa realizada pela Superintendência de Desenvolvimento Agrário (SDA), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). A atividade foi realizada nesta sexta-feira (14), na sede do órgão, no bairro de Ondina, em Salvador, e dialogou com o Novembro Azul, campanha internacional de conscientização e prevenção do câncer de próstata, celebrada em 17 de novembro.
 
A roda de conversa integrou o Projeto Pretinhosidades, iniciativa da SDA voltada ao fortalecimento da identidade negra entre servidores e colaboradores, e que compõe o conjunto de ações do Novembro Negro da SDR, voltadas à valorização da identidade negra, ao combate ao racismo e ao fortalecimento das políticas de igualdade racial no estado.
 
O superintendente de Desenvolvimento Agrário, Paulo Henrique, destacou a importância de ações como essa para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à igualdade racial e à promoção da saúde. “Discutir a saúde da população negra, especialmente dos homens, é uma forma de enfrentar desigualdades históricas e reafirmar nosso compromisso com políticas públicas que salvam vidas”, afirmou.
 
O encontro contou com a explanação de Ailton Santos, doutor em Saúde Coletiva e coordenador do Ambulatório Trans da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), que trouxe reflexões sobre a saúde do homem no contexto do Novembro Azul dialogando com o Novembro Negro. “Entre os homens que adoecem de câncer de próstata, os homens negros são os mais acometidos. As estatísticas, os estudos e as pesquisas indicam que esses homens negros e pardos estão sendo mais afetados. No campo da epidemiologia, ciência que estuda as doenças, percebemos que as ISTs também têm relação com a negritude. Novamente, são os homens negros e pardos de classe média e popular que são mais atingidos.”
 
Ainda segundo Santos, “é importante saber que os homens são aqueles indivíduos que muito adoecem e, se adoecem tanto, isso tem a ver com a cultura, com barreiras, com a masculinidade tóxica, com o não cuidar de si, o não olhar para o corpo e o não acessar com frequência os serviços de saúde. Mas nós precisamos mudar isso.”
 
Para Balbino Cerqueira, coordenador Administrativo da SDA e um dos organizadores da atividade, a iniciativa reforça o compromisso da instituição com o cuidado integral. “Esse evento foi extremamente importante. A proposta, enriquecedora e institucional, teve o propósito de trazer à luz servidores e colaboradores da SDA, para que reflitam sobre sua saúde e como podem contribuir tanto para a própria saúde quanto para a saúde do próximo.”

Edital para construção de 3 mil casas rurais segue com inscrições até 21 de novembro

27/02/2026
As organizações interessadas devem cadastrar suas propostas no endereço eletrônico data.car.ba.gov.br/smi. O edital integra o Programa Estadual de Habitação Rural Minha Casa Minha Vida – Bahia (MCMV-BA), criado em 2024 com o objetivo de ampliar o acesso à moradia digna para famílias do campo, reduzir o déficit habitacional, melhorar a qualidade de vida e fortalecer a permanência das comunidades em seus territórios tradicionais.
 
Os editais estão sendo disponibilizados pelo Governo do Estado por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).
 
As organizações sociais interessadas devem cadastrar suas propostas no endereço eletrônico data.car.ba.gov.br/smi. O edital integra o Programa Estadual de Habitação Rural Minha Casa Minha Vida – Bahia (MCMV-BA), criado em 2024 com o objetivo de ampliar o acesso à moradia digna para famílias do campo, reduzir o déficit habitacional, melhorar a qualidade de vida e fortalecer a permanência das comunidades em seus territórios tradicionais.
 
As casas terão cerca de 64 m², com três quartos, sala-cozinha, banheiro, área de serviço e varanda, além de soluções de água e energia. As construções serão acompanhadas de um Projeto de Trabalho Social (PTS), que irá apoiar as famílias beneficiárias na gestão do empreendimento e no fortalecimento comunitário.
 
Seleção das entidades executoras
As Organizações da Sociedade Civil (OSC) selecionadas irão firmar Termos de Fomento com a CAR. Cada proposta poderá contemplar até 30 unidades habitacionais, sendo vedada a seleção de uma única entidade para executar mais de 150 casas. As propostas deverão incluir o projeto de engenharia e o plano de trabalho social.
 
O resultado preliminar da seleção será divulgado em 24 de janeiro de 2026. O edital completo, com anexos e modelos necessários para a inscrição, está disponível no site da CAR: www.car.ba.gov.br.

 

Cardápio da COP30 destaca produtos da agricultura familiar da Bahia

27/02/2026
Cardápio da COP30 destaca produtos da agricultura familiar da Bahia
Fonte/Crédito
Fotos: Divulgação/CAR/SDR/Gov.Ba
A Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que acontece até 21 de novembro de 2025, em Belém do Pará, conta com produtos da agricultura familiar da Bahia no cardápio servido a líderes e delegações de diversos países. Os alimentos são provenientes de empreendimentos que adotam práticas sustentáveis, compromisso social e respeito ao meio ambiente.  

 

Entre os participantes está a FrigBahia, frigorífico especializado na produção e comercialização de carnes especiais de cordeiros e cabritos, do município de Pintadas. A cooperativa enviou para a COP30 mais de cinco toneladas de cortes especiais de caprinos e ovinos da marca Fino Sertão, produzidos por agricultores e agricultoras do Semiárido baiano.  “Do sertão para o mundo! Celebramos essa remessa de cinco toneladas de produtos para a COP30. Estamos levando sabor, qualidade e a responsabilidade do abate inspecionado da Bahia para Belém. Para o mundo!”, celebra o presidente da cooperativa, Wanderley Gomes.

 

Desde a sua fundação, a FrigBahia atua com padrões de manejo sanitário e bem-estar animal, garantindo rastreabilidade em toda a cadeia produtiva. Formada por sete cooperativas de agricultores e agricultoras familiares, a FrigBahia contribui para a geração de renda e o fortalecimento da economia local.

 

Outro destaque é a Cooperativa Agropecuária Mista Regional de Irecê (Copirecê), que enviou para Belém 500 kg de macarrão e 1.350 kg de flocão de milho não transgênico, utilizados nas refeições da conferência e também disponíveis para comercialização. “Para nós, da Copirecê, é um motivo de orgulho ter o flocão e o macarrão de milho não transgênico presentes na COP30. Isso representa a agricultura familiar baiana e mostra que é possível produzir com qualidade e responsabilidade”, disse Rodrigo Pinto, assistente técnico de apoio à gestão (Ateg) da cooperativa.

 

A Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), do Sertão do São Francisco, participa com produtos elaborados a partir de frutas nativas da Caatinga, como geleias e doces de umbu e maracujá-da-caatinga, doces em massa e de corte, cerveja artesanal de umbu e kits temáticos com produtos regionais.

 

Também estão presentes, a Coopaita com frutas desidratadas e liofilizadas; a Cooperparaiso, com sucos de uva naturais; a Natucoa e a Bahia Cacau, com chocolates finos de origem; a Coomafes, com chips de banana; a Coopersabor, com produtos de licuri, como balinhas, biscoitos e cervejas; a Cooperlad, com doces e geleias de cajá; e a Abaíra, com suas premiadas cachaças artesanais.

 

Apoio ao enfrentamento das mudanças climáticas,

 

Esses produtos refletem práticas agrícolas voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas, com foco em sustentabilidade. Na Bahia, o Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), desenvolve ações de fomento, assistência técnica e fortalecimento de cooperativas. Entre as iniciativas estão a adoção de sistemas agroecológicos e agroflorestais, que integram culturas agrícolas com árvores nativas e contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa, entre outras medidas.

 

Essas práticas incluem o uso eficiente da água, a conservação do solo e a redução da dependência de insumos químicos, com o objetivo de tornar a produção mais resiliente e ambientalmente responsável.

 

A Bahia possui mais de 665 mil propriedades familiares, que representam mais de 80% dos estabelecimentos rurais do estado. Essas famílias mantêm tradições locais, movimentam as economias regionais e reforçam o papel da agricultura familiar na produção de alimentos.
 


 

Governo da Bahia anuncia novas ações de infraestrutura, habitação e inclusão socioprodutiva para povos indígenas

27/02/2026
Governo da Bahia anuncia novas ações de infraestrutura, habitação e inclusão socioprodutiva para povos indígenas
Fonte/Crédito
Foto: André Frutuôso/CAR/SDR/Gov.BA
O encerramento da 7ª edição do Acampamento Terra Livre da Bahia (ATL-BA), realizado nesta quinta-feira (6), na área verde da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), foi marcado por importantes anúncios do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

 

As novas ações são voltadas para o fortalecimento das comunidades indígenas e com o desenvolvimento sustentável dos territórios tradicionais. Durante o evento, foram anunciados R$ 24 milhões em novos investimentos, que incluem a construção de oito centros de artesanato em aldeias de diferentes regiões da Bahia, a edificação de 98 unidades habitacionais em três municípios e a publicação de um edital de chamamento público voltado a projetos de inclusão socioprodutiva indígena.

 

As iniciativas têm o objetivo de promover autonomia econômica, valorizar a cultura e garantir moradia digna a centenas de famílias indígenas de todo o estado. Os centros de artesanato serão implantados nas aldeias Bahetá (Itaju do Colônia), Mata Medonha (Santa Cruz de Cabrália), Kariri-Xocó (Paulo Afonso), Pankararé (Glória), Serra do Padeiro (Una), Tuxá (Rodelas), Missão Velha (Curaçá) e Renascer (Alcobaça). Já as 98 moradias beneficiarão famílias das aldeias Patiburi (Belmonte), Patioba (Itapebi) e Renascer (Alcobaça).
 
Além disso, o novo edital de inclusão socioprodutiva vai destinar R$ 12,2 milhões para beneficiar cerca de 4 mil famílias indígenas com projetos de geração de renda e fortalecimento das atividades produtivas.

 

Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da CAR, destacou o simbolismo e a importância dessas ações. “As novas moradias, os centros de artesanato e os projetos de inclusão socioprodutiva representam o reconhecimento da força e da contribuição dos povos indígenas para o desenvolvimento sustentável do nosso estado. A Bahia é terra de diversidade, e a presença indígena é essencial na construção de uma sociedade mais justa e equilibrada”.

 

Entre os representantes das comunidades indígenas está Piatã Tupinambá, que reforçou a importância do investimento contínuo nas políticas públicas voltadas aos povos originários. “É muito importante essas políticas públicas para nossas comunidades. Uma está interligada com a outra. É fundamental que a gente tenha condições de produzir o alimento dentro da nossa própria comunidade, para manter a nossa segurança alimentar”.

 

As novas ações integram a política estadual de desenvolvimento rural com inclusão socioprodutiva, conduzida pela CAR, que tem transformado a realidade de comunidades indígenas, quilombolas e rurais em todo o território baiano, promovendo dignidade, renda e sustentabilidade.

 

Sobre o ATL

 

O ATL é considerado o maior espaço de mobilização indígena da Bahia, reunindo representantes de dezenas de povos de todo o estado. A edição deste ano reforçou a importância do diálogo, da escuta ativa e do respeito à identidade cultural dos povos originários, que seguem contribuindo com a preservação ambiental, a produção de alimentos saudáveis e a transmissão de saberes tradicionais.

 
 

Título de Cidadão Maracaense é entregue ao diretor-presidente da CAR

27/02/2026
Título de Cidadão Maracaense é entregue ao diretor-presidente da CAR
Fonte/Crédito
Fotos: Marta Medeiros/CAR/SDR/Gov.BA
O diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Jeandro Ribeiro, recebeu o Título de Cidadão Maracaense durante Sessão Solene realizada nesta sexta-feira (07/11), na Câmara Municipal de Maracás, município localizado no território do Vale do Jiquiriçá.

 

Durante seu discurso, Jeandro destacou a emoção e a importância de receber o reconhecimento da cidade, tradicionalmente conhecida como a “Cidade das Flores”, mas que se destaca também por outros potenciais produtivos. “Maracás é um município com um potencial imenso, tanto na produção de flores quanto em outros sistemas produtivos, a exemplo da bovinocultura de leite.

 

Enquanto gestor de políticas públicas, tenho não só o dever, mas a missão de trabalhar para que, cada vez mais, essas potencialidades transformem a vida da população”, afirmou.

 

O título, fruto de projeto de Decreto Legislativo subscrito pelo vereador Renê Almeida, foi entregue pelo presidente da Câmara, Jonas Bernardo de Amorim. Renê Almeida destacou que a homenagem nasceu do reconhecimento pelos relevantes serviços prestados por Jeandro à comunidade. “Jeandro, em sua função de diretor-presidente da CAR, tem contribuído significativamente para o desenvolvimento de nosso município, com especial atenção à esfera rural. Sua atuação transcende o mero cumprimento de suas atribuições, ele nos apresenta ideias inovadoras, propõe projetos e estabelece um diálogo profícuo com o município sobre as nossas inúmeras potencialidades, permitindo-nos vislumbrar aspectos que, por vezes, nós mesmos não havíamos percebido. Portanto, este título é mais do que merecido.”

 

Com formação técnica em Agricultura e graduação em Economia, Jeandro Ribeiro atua há muitos anos na execução de políticas públicas voltadas à agricultura familiar, à segurança alimentar e ao desenvolvimento rural sustentável. À frente da CAR, ele coordena ações e projetos estratégicos que fortalecem a agricultura familiar e impulsionam o desenvolvimento regional em toda a Bahia.

SDR anuncia edital do Bahia que Produz e Alimenta e firma ações de moradia e cultura para comunidades indígenas

27/02/2026
Durante o último dia da 7ª edição do Acampamento Terra Livre Bahia 2025 (ATL-BA), realizada na quinta-feira (06/11), a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), anunciou uma série de ações voltadas ao fortalecimento social, produtivo e cultural dos povos indígenas. Entre os destaques está o anúncio de um edital do Projeto Bahia que Produz e Alimenta, que vai apoiar até 35 projetos produtivos e beneficiar 4 mil famílias indígenas em todo o estado. 

A chamada pública, coordenada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR), prevê apoio técnico e financeiro voltado para povos originários, com foco na inclusão produtiva, geração de renda e adoção de práticas agroecológicas.

“Ainda neste mês de novembro, a CAR vai divulgar um novo edital que vai direcionar R$ 12 milhões para associações e cooperativas de comunidades indígenas interessadas em receber esse apoio. Serão projetos de até R$ 350 mil, que vão trazer mais oportunidades de inclusão produtiva e renda para essas comunidades”, destacou o coordenador do Bahia que Produz e Alimenta, Ivan Fontes.

Outro avanço importante foi a assinatura do termo de colaboração para construção de 98 unidades habitacionais rurais destinadas a povos indígenas, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida Rural (PMCMVR), executado em parceria entre a SDR, o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal. As moradias terão 64,28m², com três quartos, sala-cozinha, banheiro, varanda, energia elétrica e cisterna para consumo.

Ainda durante o ATL-BA, foi assinado Termo de Cooperação entre a CAR e a Secretaria de Cultura (SECULT) para a construção de oito centros de artesanato indígena, que atenderão 200 famílias em oito aldeias da Bahia. Os espaços servirão para fortalecer o turismo cultural e ampliar a comercialização do artesanato produzido por comunidades indígenas, gerando novas oportunidades de renda e trabalho.

Para o coordenador geral de Integração e Articulação de Políticas Públicas, Guilherme Rodrigues, “a construção das unidades habitacionais são de suma importância para dignificar a pessoa, dando uma melhor qualidade de vida. É a realização de um sonho, que é uma casa que é muito mais do que só cimento e tijolos. Já os centros culturais são uma forma de valorizar as tradições indígenas, reforçando o papel transformador da arte no cotidiano das comunidades locais”.

Na ocasião, também foram anunciadas ações de regularização fundiária e formalizada a doação das terras da Estação Experimental de Utinga, que passaram a integrar o território da reserva indígena do povo Paiaiá, garantindo segurança territorial e fortalecendo o direito ancestral à terra.

O secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, destacou que a série de anúncios representa um compromisso real com a inclusão e o fortalecimento dos povos originários. “Essas iniciativas reafirmam o papel da SDR de atuar de forma integrada, com ações que unem produção, moradia, cultura e território. Estamos ampliando o acesso às políticas públicas e fortalecendo o protagonismo indígena na construção de uma Bahia mais justa e sustentável”, afirmou.
 

SDA inicia o Novembro Negro com roda de conversa sobre racismo estrutural, ambiental e religioso

27/02/2026
A Superintendência de Desenvolvimento Agrário (SDA), vinculada à Superintendência de Desenvolvimento Rural (SDR), deu início às atividades do Novembro Negro da SDR com uma Roda de Conversa sobre o combate ao racismo religioso, ambiental e estrutural. A atividade foi realizada nesta sexta-feira (07), na sede do órgão,  no bairro de Ondina, Salvador.

A Roda de Conversa acontece no âmbito do Projeto Pretinhosidades da SDA e integra as ações do Novembro Negro da SDR, que reúne uma programação diversificada voltada à valorização da identidade negra, combate ao racismo e fortalecimento das políticas de igualdade racial na Bahia.

Paulo Henrique, superintendente da SDA/SDR, ressaltou que “esta atividade evidencia o compromisso da SDA e da SDR com o enfrentamento ao racismo estrutural. O Novembro Negro é um marco simbólico e político, da luta e resistência do povo negro, mas a luta contra o racismo precisa ser permanente. Reconhecemos que dialogar e discutir sobre o racismo estrutural e o letramento racial dentro das nossas estruturas é uma forma de promover conscientização, fortalecer a equidade e construir políticas públicas mais justas e inclusivas”.

Andreia Macedo, coordenadora dos Povos e Comunidades Tradicionais da SDA /SDR , destacou a programação do Novembro Negro e a importância da continuidade das discussões durante todo ano: “Hoje iniciamos o Novembro Negro com essa mesa fantástica, falando sobre o combate ao racismo religioso, ao racismo ambiental e a todas as formas de discriminação. São pautas que devem ser tratadas durante todo o ano. O Novembro Negro começa essa discussão, mas teremos muito mais: o Cinema Black Power, uma atividade com um ator que vai dialogar sobre arte e representatividade, uma palestra sobre como o Novembro Azul acomete as comunidades pretas, sobretudo os homens e, por fim, uma atividade sobre empreendedorismo e a importância do negro na cultura.”

Em sua fala, a  Mãe Diana de Oxum destacou a importância da consciência coletiva e do respeito à diversidade religiosa e cultural no país: “Nós estamos em uma capital totalmente negra, e eu não consigo entender como o racismo chega tão forte , tão violento. Hoje, eu preciso que as pessoas tenham consciência de que nós somos irmãos, somos iguais,  estamos em um país laico e temos uma diversidade de  cultura. A religião de matriz africana vem empoderando  e  toda cultura foi implementada  pelo povo negro que chegou ao Brasil.”

Mãe Diana ressaltou ainda a importância do Estado manter o debate sobre racismo para além do mês de novembro:  “Quando o Estado discute o racismo estrutural no Novembro Negro, é importantíssimo. Mas é ainda mais importante que essa pauta seja tratada o ano inteiro, com ações de letramento racial e reflexão sobre o papel de cada uma dentro das instituições.”

Lais Cristina Brito,  socióloga e técnica  do Núcleo de Povos e Comunidades Tradicionais da SDA/SDR, também reforçou a relevância do tema no contexto baiano: “80% da população de Salvador é negra, de acordo com o Censo do IBGE de 2022. Discutir o racismo estrutural dentro das instituições é essencial. Eu, como mulher negra e umbandista, acredito que essa discussão é fundamental para promover a equidade social, a inclusão e o fortalecimento das políticas públicas na Bahia.”