16ª FEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR AMPLIA PARTICIPAÇÃO INDÍGENA E QUILOMBOLA

15/04/2026
A 16ª edição da Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária reafirmou o compromisso do Estado com a valorização e o fortalecimento das comunidades indígenas e quilombolas. Com aumento no número de estandes e maior diversidade territorial, o evento também deu visibilidade a histórias de transformação social protagonizadas por mulheres artesãs.
 
Tenda Quilombola
A artesã Claudineia Conceição dos Santos, da Comunidade Quilombola de Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, o tradicional Quilombo de Mãe Bernadete, comemora mais um ano de boas vendas na feira. Integrante da Associação de Artesanato Raízes do Quilombo, o grupo formado por 34 artesãs e 1 artesão, é presença garantida na feira. “Participamos desde o início, quando a feira ainda era no Parque de Exposições, depois no Jardim dos Namorados e hoje no Parque Costa Azul. Nossos produtos têm como matéria-prima a piaçava, palha da costa, coco, osso, miçanga e chifre”, explica.
 
O artesanato ganhou impulso na comunidade no ano de 2000, quando Mãe Bernadete articulou um curso de capacitação em artesanato com piaçava. “Ela trouxe esse conhecimento para garantir independência às mulheres do grupo. Aperfeiçoamos a técnica e hoje já estamos exportando para a França e Bogotá”, conta Claudineia. Entre os produtos comercializados estão mandalas, biojoias, bolsas, cerâmicas trabalhadas com piaçava. Uma variedade de peças que variam de R$ 5 a R$ 450.
 
Nesta edição, a feira contou com 12 estandes quilombolas e 24 representantes de comunidades dos municípios de Camaçari, Salvador, Simões Filho, Ruy Barbosa, Santa Teresinha, Coração de Maria e Entre Rios, abrangendo cinco Territórios de Identidade: Sisal, RMS, Piemonte do Paraguaçu, Portal do Sertão e Litoral Norte e Agreste Baiano.
 
Tenda Indígena
A artesã Ana Melo, do povo Kaimbé de Massacará, em Euclides da Cunha, está pela primeira vez na Feira Baiana da Agricultura Familiar. “Trazer meu artesanato para ser reconhecido é muito bom. A expectativa é de boas vendas e quero participar sempre”, afirma. Suas peças incluem colares, pulseiras e cestas produzidas com materiais do próprio território, como imbé da palha da licurizeira e sementes de Lágrima de Nossa Senhora e pau-brasil.
 
Neste ano, o evento reuniu representantes indígenas de 10 municípios, alcançando oito Territórios de Identidade da Bahia: Semiárido Nordeste II, Região Metropolitana de Salvador, Recôncavo, Extremo Sul, Itaparica, Litoral Sul, Oeste Baiano e Chapada Diamantina.
 
A Chapada Diamantina esteve presente com representantes de 12 aldeias, reforçando a diversidade cultural e geográfica da participação.
 
Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, a crescente participação das comunidades indígenas e quilombolas demonstra o avanço das políticas públicas de fortalecimento das economias comunitárias, da cultura tradicional e da inclusão produtiva no estado da Bahia. "Essas comunidades têm papel fundamental na economia da Bahia, e nossa missão é garantir que tenham cada vez mais oportunidades, apoio e visibilidade", disse.
 
Realização - A 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária é realizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e UNICAFES Bahia, e apoio da Apex Brasil, Bahia Turismo, Bahia Sem Fome, Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM) e Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder).

SDR apresenta cartilha para elaboração do Plano Estadual de Agroecologia

15/04/2026

A produção sustentável baiana ganha novo impulso, com o lançamento da cartilha oficial com orientações que vão contribuir para a construção do 1º Plano Estadual de Agroecologia, nesta sexta-feira (12), durante a abertura do 4º Seminário Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica. O material metodológico, produzido por um Grupo de Trabalho (GT) coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), marca um passo inédito na consolidação de políticas públicas estruturantes para o setor.
 
Integrado à programação técnica da 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, o seminário reúne movimentos sociais, organizações da sociedade civil, pesquisadores e gestores públicos em dois dias de debates, rodas de diálogo e construção coletiva. A iniciativa reforça o protagonismo da SDR na formulação de estratégias para qualificar a produção agroecológica e fortalecer a agricultura familiar.
 
O secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, destaca que o seminário e a cartilha são resultado de um trabalho em conjunto. “Este encontro reafirma o compromisso da SDR em desenvolver políticas de agroecologia com participação social e diálogo técnico. A cartilha organiza a metodologia, orienta o planejamento e fortalece a construção do primeiro Plano Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica da Bahia, fruto de um esforço coletivo que coloca o Estado na direção de um modelo mais sustentável e inclusivo”, afirmou.
 
Os debates incluem a apresentação da metodologia do plano, o lançamento do Inquérito sobre Segurança Alimentar e Nutricional na Bahia, elaborado pela Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e um painel sobre monitoramento e avaliação de políticas públicas de agroecologia. O encontro também aborda temas estratégicos como mudanças climáticas, sucessão rural, redução de agrotóxicos, fortalecimento da agricultura familiar e a construção de sistemas alimentares mais saudáveis.
 
Segundo o coordenador-geral do Programa Bahia Sem Fome, Tiago Pereira, a edição do seminário é uma realização da SDR, junto à Coordenação-Geral de Ações Estratégicas de Combate à Fome, para avançar na implantação de políticas públicas de agroecologia na Bahia. “Isso reforça o compromisso do Governo do Estado com o sistema de segurança alimentar, com o combate à fome e com a promoção da segurança alimentar e nutricional”, completou.
 
A abertura do seminário contou com palestra do coordenador Executivo da AS-PTA, Paulo Petersen, referência nacional em agroecologia, que destacou a relevância do processo baiano. “A construção da política pública em agroecologia pressupõe a participação das organizações da sociedade civil junto com o Estado. A Bahia tem feito um grande esforço, ao longo de várias gestões, para internalizar a agroecologia na política pública, e esse tipo de iniciativa, construída com diferentes percepções e participação social, é um exemplo para o Brasil”, elogiou.

Aberta 16ª Feira da Agricultura Familiar no Parque Costa Azul

15/04/2026

Nesta quinta-feira (11) tem apresentações das Ganhadeiras de Itapuã, Del Feliz e Paulinho Jequié

Do caminho da roça para a capital, com a força de quem produz os alimentos que chegam às mesas, foi aberta nesta quarta-feira (11), no Parque Costa Azul, em Salvador, a 16ª Feira da Agricultura Familiar e Economia Solidária, considerada a maior do mundo dedicada ao segmento.

O evento reúne diversidade, inovação, tradição e políticas públicas estruturantes que fortalecem quilombolas, povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares de toda a Bahia.

Na abertura, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, reforçou a dimensão e o simbolismo da feira: “A Bahia tem 600 mil agricultoras e agricultores familiares, aqui tem 600 barracas mostrando a diversidade com os quilombolas, com os indígenas, com os povos tradicionais e com agricultoras e agricultores trazendo a sofisticação da agricultura familiar e da agroindústria baiana”.

O titular da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Osni Cardoso, destacou uma grande novidade desta edição. “Tudo aqui foi feito com todo amor do mundo. Pela primeira vez, nós vamos ter uma empresa brasileira organizando uma rodada de negócios para a nossa agricultura familiar vender no Brasil, no mundo, com a participação de 150 cooperativas”, afirmou.

O superintendente de Agricultura Familiar da SDR, Euzimar Carneiro, enumerou algumas novidades que marcam esta edição. “Como em todos os anos, teremos muitos lançamentos como o macarrão e milho de pipoca de milho não transgênico, vinho, iogurte natural com geleia de uva, entre outros produtos. São cerca de 700 expositores, mais de 150 estandes e uma previsão de 80 mil pessoas circulando durante os dias de feira".

O público também celebrou o evento. Pela primeira vez na feira, Mariana Teixeira aprovou a experiência e já prometeu retornar nos outros dias. "Gostei muito da cerveja de caju e da de mandioca. Os queijos também estão aprovados", destacou.

Já Cláudia Torres, frequentadora assídua, reforçou o valor da iniciativa para as famílias baianas: “Venho todos os anos, com toda a família e ainda convido os amigos. Acho importante vivenciar tudo o que a Bahia tem de melhor, comidas, artesanato. Uma feira que traz as raízes da nossa Bahia para perto".

Já os expositores destacaram o caráter social do evento. O artesão José Assis dos Santos, Kariri Xocó de Paulo Afonso, participa há sete anos. “Trazemos cocares, colares, brincos, pulseiras, tiaras, lanças e filtro do sonho. Recebemos todo apoio da secretaria para participar, com transporte, hospedagem e alimentação. É muito bom mesmo estar aqui”, disse.

Na Praça Gastronômica, Juci Maria Santos, da barraca Raízes do Brasil, oferece, há dois anos, feijoada, carne de fumeiro, carne do sol, entre outras iguarias. "Tudo do melhor. O Raízes é uma iniciativa do MPA, Movimento dos Pequenos Agricultores, para ser esse espaço de comercialização entre o campo e a cidade, trazendo uma alimentação agroecológica e saudável para a feira", explicou.

Nesta edição, que acontece até domingo (14), a feira traz dois novos espaços, o Caminho da Roça e Flores da Bahia, e conta com 26 restaurantes em duas praças gastronômicas, mais de 25 atrações culturais em três palcos para shows, tendas Quilombola, Indígena e do Artesanato, e ainda a 3ª Feira Agroecológica da Bahia. Tem também as áreas de comercialização dos produtos da agricultura familiar dos 27 territórios de identidade, choperias com cervejas artesanais de oito cooperativas, mais de 6 mil produtos incluindo opções veganas, além da programação técnica com oficinas e seminários.

Programação Cultural 
Nesta quinta-feira (11), a feira funciona das 12h às 22h. No Palco Arena, às 18h30, tem apresentação das Ganhadeiras de Itapuã, e às 20h, do cantor Del Feliz. Já no Palco Nordestino, a partir das 20h, o show é de Paulinho Jequié.

A realização da 16ª Feira da Agricultura Familiar e Economia Solidária é do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e UNICAFES Bahia, e apoio da Apex Brasil, Bahia Turismo, Bahia Sem Fome, Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM) e Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder).

 

Três dias de debates e mobilização marcam o encerramento do 10º Encontro Estadual de Mulheres Rurais da Bahia

15/04/2026

Após três dias de programação intensa, o 10º Encontro Estadual de Mulheres Rurais da Bahia chegou ao fim nesta quarta-feira (10), reafirmando sua relevância como um dos principais espaços de articulação, formação e incidência política das mulheres do campo. Realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), o encontro reuniu cerca de 250 participantes dos 27 Territórios de Identidade, fortalecendo agendas estratégicas e ampliando a participação social das mulheres rurais.
 
Entre 8 e 10 de dezembro, o Hotel Bahiamar recebeu agricultoras familiares, ribeirinhas, marisqueiras, pescadoras, geraizeiras, assentadas, mulheres de fundo e fecho de pasto e representantes de povos e comunidades tradicionais. Os diálogos revelaram vivências diversas e desafios comuns, fortalecendo a pluralidade de vozes que compõem o rural baiano.
 
Com o tema “Guardiãs da Vida, Vozes da Democracia”, o encontro resultou na elaboração da 10ª Carta das Mulheres Rurais, documento que reúne diagnósticos e propostas sobre temas como crise climática, violência cotidiana, implementação da Lei do Cuidado e fortalecimento da formação continuada, incluindo as Escolas Famílias Agrícolas e ações para manter as juventudes no campo. Construída coletivamente pelos 27 territórios, a carta será entregue ao Governo do Estado como referência para aprimorar políticas públicas para as mulheres rurais.
 
Para Andreia Macedo, especialista em Povos e Comunidades Tradicionais da  Superintendência de Desenvolvimento Agrário (SDA/SDR), o encontro “mostrou a potência das guardiãs da vida, mulheres que transformam, gerem e sustentam saberes essenciais para o campo e para a cidade. Foi impactante dialogar sobre os desafios do cotidiano e ver essas reflexões se transformarem na carta que cobra políticas públicas e reafirma a força das mulheres que empreendem, cuidam e participam ativamente da vida comunitária”.
 
A superintendente de Prevenção e Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da SPM, Camila Batista, destacou a parceria entre as secretarias e a centralidade das mulheres rurais nas políticas públicas:
 
“A carta apresentada aqui reflete uma construção séria e necessária, pautada em políticas públicas para as mulheres do meio rural. A SPM tem articulado ações de forma transversal, especialmente com a SDR, porque garantir autonomia econômica, proteção e condições dignas de vida para as mulheres rurais é uma responsabilidade do Estado, que reconhece o papel essencial dessas mulheres no desenvolvimento da Bahia.”
 
O encerramento foi marcado pela Marcha das Mulheres, que seguiu em direção ao Parque Costa Azul, levando consigo as demandas, reivindicações e esperanças construídas ao longo dos três dias. A marcha também simbolizou a força e a unidade das participantes, que se somaram à abertura da 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária.
 
A edição deste ano reafirmou o Encontro Estadual de Mulheres Rurais como um espaço de diálogo, mobilização e fortalecimento do protagonismo feminino no campo, renovando o compromisso com uma agenda que valoriza direitos e impulsiona um futuro mais sustentável para as mulheres do rural baiano.

Começa hoje a 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar: gastronomia, música e mais de 6 mil produtos

15/04/2026
Começa hoje a 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar: gastronomia, música e mais de 6 mil produtos
Fonte/Crédito
Foto: Davi Silva / @nossocostaazul
O Parque Costa Azul se transforma, a partir desta quarta-feira (10), no maior ponto de encontro do rural baiano com a abertura da 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, que segue até domingo (14), com entrada gratuita. Reconhecida como uma das maiores feiras do segmento no país, a edição 2025 chega ainda mais diversa e vibrante, reunindo gastronomia, cultura, experiências imersivas e mais de seis mil produtos da agricultura familiar.
 
A abertura oficial acontece às 17h, com a presença de autoridades, representantes de cooperativas e organizações do setor, marcando o início de cinco dias de celebração, negócios e intercâmbio cultural.
 
E a primeira noite promete reunir grande público. Às 20h, o cantor Jau sobe ao Palco Arena como atração principal, trazendo carisma e musicalidade para abrir a programação artística. Antes dele, a Orquestra Sanfônica da Bahia recebe o público no mesmo palco. No Palco Nordestino, quem se apresenta às 20h é a cantora Joyce França, reforçando a diversidade sonora que marca o evento.
 
A 16ª edição reúne 600 cooperativas e associações dos 27 Territórios de Identidade da Bahia, com mais de seis mil produtos entre alimentos, bebidas, artesanato, flores, cosméticos, moda e itens da economia solidária, uma vitrine ampla e democrática da produção rural baiana.
 
A Feira é realizada pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e a UNICAFES Bahia.
 
Caminho da Roça: a grande novidade de 2025
O evento estreia o Caminho da Roça, um percurso imersivo que apresenta seis sistemas produtivos da agricultura familiar baiana: café, chocolate, mel, mandioca, caprinovinocultura e queijos artesanais. O espaço oferece demonstrações ao vivo, degustações e vivências sensoriais que aproximam a cidade do campo.
 
Sabores únicos e lançamentos exclusivos
A gastronomia é outro grande destaque da Feira, com duas praças gastronômicas que reúnem pratos tradicionais, opções veganas, doces regionais, mariscos, bebidas artesanais, cachaças e cafés especiais. Entre as novidades deste ano, diversos lançamentos prometem atrair a atenção do público, como a carne moída de ovino, o milho de pipoca não transgênico, o penne de milho, o hambúrguer de fibra de caju, o iogurte artesanal com geleia de uva e o chopp de mandioca, entre outros produtos exclusivos desenvolvidos por cooperativas da agricultura familiar baiana.
 
Programação musical para todos os gostos
A programação cultural chega ainda mais robusta nesta edição, transformando a Feira em um grande palco aberto de celebração da cultura baiana. Serão mais de 25 atrações distribuídas entre o Palco do Samba, o Palco Nordestino e o Palco Concha, reunindo artistas consagrados e talentos regionais.
 
Ao longo dos cinco dias, passam pelos palcos nomes como Adelmário Coelho, Pedro Pondé, Samba Trator, Cicinho de Assis, Gereba, Jeanne Lima, Virgílio, Paulo Jequié e Fragmentos do Samba, entre muitos outros.
 
Além dos shows, a Feira mantém espaços tradicionais aguardados pelo público, como a Tenda Quilombola, a Tenda Indígena, a Tenda de Artesanato e a 3ª Feira Agroecológica da Bahia, ampliando a expressão criativa e ancestral da agricultura familiar.
 
Conteúdo técnico e compromisso ambiental
Com cerca de 30 atividades, entre encontros, oficinas, debates e rodas de diálogo, a Feira fortalece temas como inovação no campo, agregação de valor, acesso a crédito, mercados e políticas públicas.
 
Pela primeira vez, o evento implanta coleta seletiva de resíduos orgânicos para compostagem, além de ampliar a reciclagem de resíduos sólidos, todos destinados a cooperativas habilitadas.
 
🗓️ Funcionamento
📅 10 a 14 de dezembro
🕒 Quarta (10/12): abertura oficial às 17h
🕒 Quinta: 12h às 22h
🕒 Sexta a domingo: 10h às 22h
📍 Parque Costa Azul – Salvador
🎟️ Entrada gratuita

Encontro Estadual de Mulheres Rurais abre a 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar nesta segunda (08)

15/04/2026

A 10ª Edição do Encontro Estadual de Mulheres Rurais da Bahia abriu, nesta segunda-feira (08), a programação da 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária. Realizado pelas Secretarias de Desenvolvimento Rural (SDR) e de Políticas para Mulheres (SPM), no Hotel Bahia Mar, em Salvador, a abertura do encontro reuniu mulheres de todo o estado para debates, formação e articulação de políticas públicas.
 
O encontro acontece até o dia 10 de dezembro, com o tema “Guardiãs da Vida, Vozes da Democracia” e a participação de 250 mulheres dos 27 Territórios de Identidade da Bahia. Durante a abertura, estiveram presentes agricultoras familiares, ribeirinhas, marisqueiras, pescadoras, assentadas da reforma agrária e do crédito fundiário, geraizeiras, mulheres de fundo e fecho de pasto e representantes de povos e comunidades tradicionais, refletindo a diversidade que constrói e fortalece o rural baiano.
 
Na ocasião, a secretária de Política para Mulheres, Neusa Cadore, destacou a iniciativa como marco de fortalecimento e construção coletiva. “O 10º Encontro de Mulheres Rurais é um momento de escuta, elaboração e avaliação, em que apontamos novas propostas para enfrentar as violências que atravessam o dia a dia das mulheres e para criar mecanismos de autonomia econômica. É um espaço inspirador que fortalece os movimentos de mulheres da Bahia, especialmente do campo, que constroem uma história de superação e nos orientam na construção de ações concretas para o desenvolvimento sustentável”, afirmou.
 
Para Laura Bamberga, integrante do GT de Mulheres da SDR, as secretarias reforçam mais uma vez a importância do papel da mulher no rural, em que foram apresentadas “ações da SDR, da SPM e de outras pastas que atuam diretamente com mulheres do campo, águas e florestas. Este é um espaço fundamental, onde  seguiremos com atividades de grupo para aprofundar debates e construir a nossa 10ª Carta das Mulheres Rurais, que será entregue ao governador Jerônimo Rodrigues, e finalizar nosso trabalho com  a Marcha das Mulheres”.
 
O secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, ressaltou o simbolismo de iniciar a programação da Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária com o encontro e destacou o compromisso do Estado com as pautas das mulheres rurais:
 
“Abrir a programação com o Encontro de Mulheres Rurais fortalece a missão da nossa feira de valorizar quem constrói o rural da Bahia. As mulheres têm papel central na produção, na organização comunitária e nas decisões que transformam os territórios. Nosso esforço é garantir que elas tenham cada vez mais condições de participar, produzir e viver com dignidade no campo.”
 
Ao longo de três dias, o evento vai contar com rodas de diálogo, oficinas e espaços de construção coletiva sobre temas como autonomia econômica, direitos territoriais, participação política, sustentabilidade, educação não sexista e enfrentamento às violências. A 10ª edição marca uma década de mobilização e construção coletiva, reforçando o compromisso do Governo do Estado em ampliar direitos, promover inclusão e fortalecer o protagonismo das mulheres na agricultura familiar.

Chopes artesanais e sabores da Bahia ganham destaque na 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar

15/04/2026
 
Chopes artesanais e sabores da Bahia ganham destaque  na 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar
Fonte/Crédito
Fotos: André Frutuôso/CAR/SDR/Gov.BA
Fim de ano combina com reencontros, risadas e aquele “sextou” que chega antes da sexta-feira. E, claro, combina também com um bom chope artesanal para celebrar a vida. Na 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, o clima de happy hour será presença garantida entre os dias 10 e 14 de dezembro, no Parque Costa Azul, em Salvador. O público encontrará choperias de oito cooperativas, cada uma trazendo sabores que refletem o território, a criatividade e a diversidade da agricultura familiar baiana.
 
A proposta é simples: trocar o barzinho tradicional por uma experiência completa, com música ao vivo, pratos da gastronomia baiana, cultura, artesanato e cervejas produzidas com frutas, raízes e ingredientes cultivados nas diversas regiões do estado. Um ambiente aberto, vibrante e perfeito para confraternizar, curtir com os amigos ou relaxar após o trabalho.
 
Rota de sabores pela Bahia
A viagem começa pelos ingredientes: mandioca, cacau, mel, café, umbu, maracujá da caatinga, cajá, caju e licuri. São chopes e cervejas que carregam identidade, território e história.
 
A Cooperativa Mista dos Produtores de Mandioca e Derivados da Região do Rio Gavião e Serra Geral (Cooperman), de Condeúba, leva a celebrada Raiz Mãe, uma Lager com mandioca, leve, refrescante e já conhecida pelo sucesso. “Ano passado vendemos cerca de 250 litros. Este ano vamos com 400! Vai ter barril e também latinha de 473 ml. O povo pediu, a gente vai trazer”, conta Manoel José, representante da Cooperman.
 
De Ilhéus, a Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia (Coopessba), da marca Natucoa, apresenta a Cerveja Cabruca, que combina nibs de cacau com rapadura, uma IPA e uma Sour que unem amargor equilibrado com um toque suave e aromático. “Levamos uma média de 600 litros para a última edição. É um orgulho transformar o cacau em bebida e levar nossa identidade para o copo”, afirma Carine Assunção, presidente da Coopessba.
 
A Cooperativa de Cafés Especiais e Agropecuária de Piatã (Coopiatã), de Piatã, repete o sucesso da Pilsen com sensorial de café especial. “Zeramos tudo no ano passado, foram sete barris! Este ano queremos repetir a experiência”, diz Rodolfo Moreno, representante da cooperativa.
O circuito segue com cervejas de licuri, chopes de umbu e maracujá da caatinga, a Aratinga Fruit Beer, de caju, e a cerveja de cajá, conhecida pela leveza e acidez equilibrada.
 
Outro destaque é a primeira cerveja quilombola da Bahia, a Bahia Sparkling Honey Ale, produzida pela Ajarquiba, que transforma o mel da Mata Atlântica em uma bebida elegante e aromática.
 
Muito além do chope
Para harmonizar com esse roteiro cervejeiro, as praças gastronômicas oferecem moquecas, caldos, pratos típicos, opções veganas e iguarias da agricultura familiar. Toda a programação é embalada por três palcos de música.
 
Entre um gole e outro, o público poderá visitar a Tenda Quilombola, conhecer o artesanato indígena, percorrer o Caminho da Roça e explorar produtos dos 27 Territórios de Identidade. A Feira se consolida, assim, como um espaço de encontro entre o rural e a cidade, onde cada brinde reforça a força e a criatividade da agricultura familiar baiana.
 
A 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária é realizada pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e a UNICAFES Bahia.
 

Programação musical da 16ª Feira Baiana celebra a riqueza cultural da Bahia

15/04/2026
Foto: Arquivo - Ascom/CAR
Fonte/Crédito
Fotos: Ascom/CAR/SDR/Gov.BA
A trilha sonora que vai embalar o público na 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária chega com uma programação renovada e diversificada. Com mais de 25 atrações musicais, o evento promete celebrar a riqueza da identidade cultural da Bahia.
 
Serão três palcos — Palco do Samba, Palco Nordestino e Palco Arena — que receberão artistas como Aldemario Coelho, Del Feliz, Jau, Márcia Short, Pedro Pondé, Virgílio, Samba Trator, Cicinho de Assis, Vanessa Borges, Luana Ingry, Paula Sanfler, entre outros.
 
O público que visitar o Parque Costa Azul, entre 10 e 14 de dezembro, poderá acompanhar as apresentações na quarta e quinta-feira, a partir das 18h30; na sexta, a partir das 14h; e no sábado e domingo, a partir das 13h.
 
A cantora Vanessa Borges, que se apresenta na sexta-feira (12), às 14h, no Palco do Samba, falou da expectativa para o show: “Já participei de duas edições da Feira, mas no Palco Arena. Agora, é um momento novo para mim, em que vou apresentar meu repertório de samba, que venho construindo há quatro anos. Serão músicas maravilhosas, animadas e dançantes.”
 
Já o Palco Nordestino, vai contar com o sanfoneiro Cicinho de Assis, músico que já tocou com Gilberto Gil, Daniela Mercury e Ivete Sangalo, acompanhado da cantora Julie de Assis. O artista se apresenta às 20h, no sábado (13). “Desde 92 estou em Salvador e tive a oportunidade de gravar e dividir o palco com uma galera. Há 15 anos, sigo com minha carreira solo e vamos trazer um repertório com a cara da Feira”.
 
A abertura oficial acontece na quarta-feira (10), às 18h, com a apresentação da Orquestra Sisaleira e dos cantores Jau e Joyce França.
 
10/12 – Quarta-Feira
 
Palco Nordestino
20h – Joyce França
 
Palco Arena
18h30 - Orquestra Sisaleira
20h – Jau
 
11/12 – Quinta-Feira
 
Palco Nordestino
20h – Paulinho Jequié
 
Palco Arena
18h30 – Ganhadeiras de Itapuã
20h – Del Feliz
 
12/12 – Sexta-Feira
 
Palco do Samba
14h – Vanessa Borges
16h30 - Katulê
 
Palco Nordestino
18h30 – Trio Buruá
20h – Jeanne Lima
 
Palco Arena
18h30 – Tributo a Mãe Bernadete
20h – Samba Trator
 
13/12 – Sábado
 
Palco do Samba
14h – Fragmentos de Samba
16h30 – Taian Paim
 
Palco Nordestino
13h – Markinhos Black
18h30 – Luana Ingry
20h – Cicinho e Julie de Assis
 
Palco Arena
18h30 – Ópera B
20h – Pedro Pondé
 
14/12 – Domingo
 
Palco do Samba
14h – Pra Quê Negar
16h30 – Grupo Representa
 
Palco Nordestino
13h – Paula Sanfler
18h30 – Gereba
20h – Virgílio
 
Palco Arena
18h30 – Márcia Short
20h – Aldemario Coelho
 

Programação técnica da 16ª Feira Baiana destaca debates e ações estratégicas para o desenvolvimento rural

15/04/2026
Programação técnica da 16ª Feira Baiana destaca debates e ações estratégicas para o desenvolvimento rural
Fonte/Crédito
Fotos: Ascom/CAR/SDR/Gov.BA
A 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária será realizada de 10 a 14 de dezembro, no Parque Costa Azul, em Salvador, com uma programação técnica ampliada que reúne debates estratégicos, lançamentos e articulações decisivas para o futuro do rural baiano. Em 2025, a agenda se consolida como um dos pilares centrais do evento, com cerca de 30 atividades voltadas ao conhecimento, à formação e ao fortalecimento das políticas públicas que impulsionam a agricultura familiar em todo o estado.
 
A programação envolverá instituições públicas, movimentos sociais, cooperativas, universidades, institutos de pesquisa e especialistas de diversas áreas ligadas ao rural. Ao longo dos cinco dias, encontros, capacitações e debates mobilizarão centenas de participantes dos 27 Territórios de Identidade da Bahia, e de outros estados brasileiros, fortalecendo um ambiente de construção coletiva, inovação e articulação política.
 
Entre os momentos mais aguardados está o Encontro Estadual das Mulheres Rurais, que será realizado entre os dias 08 e 10 de dezembro, no Hotel Bahiamar, reunindo 250 lideranças femininas. A atividade reforça o papel estratégico das mulheres na produção, gestão e organização das atividades agrícolas no estado.
 
Gestão e inovação para organizações produtivas
Outro destaque é o lançamento do Programa Mais Gestão Bahia, uma parceria entre a UFRB e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). O programa oferecerá assessoria e capacitação em gestão e comercialização para 40 organizações produtivas da agricultura familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais.
 
Também integram a agenda temas essenciais para a organização do rural, como o Encontro Estadual dos Territórios de Identidade. A inovação e a sustentabilidade terão espaço garantido no Seminário Nacional do Programa de Biodiesel e no Seminário Estadual de Agroecologia, reafirmando a Feira como um dos principais palcos de articulação técnica e política para o desenvolvimento rural da Bahia.
 
Troca de saberes e experiência
A programação segue com atividades que valorizam a troca de experiências e saberes, como o 9º Simpósio de Experiências da Agricultura Familiar, o 2º Seminário Estadual da Avicultura Caipira Familiar de Postura e o Encontro Estadual do Programa Mais Gestão Quilombola, reforçando a diversidade produtiva e cultural do estado.
 
Cooperativismo ganha espaço nacional
O ponto culminante da agenda técnica será o Encontro Nacional de Cooperativas da Agricultura Familiar, marcado por lançamentos e iniciativas estratégicas para fortalecer e internacionalizar o cooperativismo. Entre elas, o Programa Cooperar para Exportar, que vai preparar 200 cooperativas para acessar o mercado externo e garantir cotas exclusivas em feiras internacionais de 2026; e o Programa Exporta Mais Cooperativas, com rodadas de negócios envolvendo 31 compradores internacionais de 11 segmentos. Outro momento simbólico será a assinatura de um contrato de exportação para Portugal, abrindo novos caminhos para os produtos da agricultura familiar baiana no mercado europeu.
 
Novos editais e investimentos no rural baiano
Durante a Feira, o Governo do Estado também autorizará a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) a lançar cinco novos editais do projeto Bahia que Produz e Alimenta, voltados ao fortalecimento das cadeias produtivas da mandioca, caprinovinocultura, avicultura caipira, fitoterápicos e turismo rural de base comunitária.
 
Com uma programação robusta, diversa e conectada às demandas do rural, a Feira reafirma seu papel como o maior espaço de articulação, formação e inovação do setor no estado. Realizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da CAR, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e a UNICAFES Bahia, a 16ª edição reunirá mais de seis mil produtos da agricultura familiar dos 27 Territórios de Identidade da Bahia, entre alimentos, bebidas, artesanato, cosméticos, flores e itens da economia solidária.
 
Além da programação técnica, o público encontrará espaços tradicionais e amplamente aguardados, como a Tenda Quilombola, Tenda Indígena, Tenda de Artesanato, a 3ª Feira Agroecológica da Bahia, duas praças gastronômicas, atrações musicais e diversas atividades formativas e culturais.

Mulheres que transformam a agricultura familiar da Bahia em modelo de inovação social

15/04/2026
Mulheres que transformam a agricultura familiar da Bahia em modelo de inovação social
Fonte/Crédito
Fotos: Ascom/CAR/SDR/Gov.BA
Cada vez mais, mulheres assumem posições de liderança na agricultura familiar da Bahia e se tornam protagonistas de iniciativas que promovem inovação, sustentabilidade e transformação socioeconômica em comunidades rurais de todo o estado. Esse avanço tem sido fortalecido pelo Governo da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com investimentos voltados à agroindustrialização, assistência técnica e extensão rural (Ater), fomento à produção, acesso à tecnologia e diversas ações estruturantes.
 
Essas experiências ganham visibilidade na Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, a maior do Brasil, que chega à 16ª edição reunindo, de 10 a 14 de dezembro, mais de seis mil produtos de todos os territórios baianos no Parque Costa Azul, em Salvador. Entre as iniciativas de destaque está a Cooperativa Ser do Sertão (Coopsertão), do município de Pintadas, referência em inovação social e sustentabilidade no Semiárido e responsável por transformar a realidade de 364 cooperados e cooperadas da Bacia do Jacuípe.
 
A presidente da cooperativa, Valdirene Oliveira, destaca que o fortalecimento da política pública voltada às mulheres tem sido determinante para consolidar unidades produtivas sustentáveis. “Quando uma unidade produtiva se transforma em um negócio estruturado, torna-se mais fácil garantir a permanência das pessoas na zona rural, permitindo que vivam e prosperem a partir da própria produção. Para isso, são essenciais políticas públicas direcionadas às especificidades do bioma Caatinga”, afirma.
 
Ela ressalta que os investimentos do Governo da Bahia têm gerado impactos financeiros, sociais e produtivos significativos. “Essas ações fazem com que os cooperados e cooperadas permaneçam em suas unidades produtivas, fortalecendo as atividades e transformando a agricultura familiar em um negócio sustentável e viável a longo prazo.”

 
Inovação e sustentabilidade no Semiárido
As atividades da Ser do Sertão são baseadas em práticas agroecológicas e de adaptação às mudanças climáticas, como recuperação de pastagens degradadas, implantação de sistemas agroflorestais e manejo sustentável dos recursos hídricos. “As tecnologias voltadas ao uso e manejo da água são fundamentais para recuperar áreas e introduzir espécies nativas e frutíferas, como umbu, umbu-cajá e maracujá da Caatinga. Na safra, essas frutas são beneficiadas na unidade de processamento e geram impacto financeiro direto para agricultores e agricultoras”, explica Valdirene.
 
Atualmente, a cooperativa se destaca nos sistemas produtivos de leite, olericultura e fruticultura, além de oferecer assistência técnica exclusiva, construída de forma participativa com os cooperados para garantir melhores resultados produtivos.
 
Protagonismo feminino na COP30
Formada majoritariamente por mulheres negras e jovens, a Cooperativa Ser do Sertão apresentou na COP30 seu modelo inovador de produção de polpas 100% naturais, elaboradas sem uso de água ou aditivos químicos, aliado à recuperação de áreas degradadas da Caatinga por meio de sistemas agroflorestais. A experiência foi selecionada pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB Nacional) como uma das mais exitosas do país. Na ocasião, a Ser do Sertão dividiu espaço com representantes do Ministério do Meio Ambiente, da Natura e de instituições internacionais, consolidando-se como exemplo de inovação social e ambiental no Semiárido.
 
Investimentos do Governo da Bahia via CAR
A Ser do Sertão conta com o apoio do Governo da Bahia, por meio da CAR, que realiza investimentos fundamentais para o fortalecimento das atividades produtivas. Entre as ações estão a aquisição de máquinas e equipamentos, a adequação da unidade de processamento de polpas de frutas e a implantação de um sistema de energia solar, que reduz em cerca de 60% os custos com eletricidade e amplia a sustentabilidade da agroindustrialização. Além disso, foi implantado o modelo Agroflorestal de Recuperação de Áreas Degradadas no Semiárido, contribuindo para a redução das emissões de carbono, a melhoria do solo e o aumento da resiliência climática das propriedades rurais.