Governo da Bahia fortalece a apicultura no Recôncavo com entrega de 220 kits

15/04/2026
A apicultura, um dos sistemas produtivos estratégicos da agricultura familiar na Bahia, recebeu novos investimentos no Território do Recôncavo. Por meio do projeto Parceria Mais Forte, a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional(CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR), em parceria com o Consórcio do Território do Recôncavo (CTR), distribuiu 220 kits de apicultura para comunidades rurais da região.
 
No município de Santo Antônio de Jesus, 20 famílias foram contempladas em março de 2024. A iniciativa já apresenta resultados, com a ampliação da produção de mel e o fortalecimento da renda das famílias beneficiadas.
 
A ação integra a estratégia de desenvolvimento territorial executada pela CAR, em parceria com consórcios públicos e prefeituras municipais. No Recôncavo, 1.320 agricultores familiares, distribuídos em 15 municípios, já foram beneficiados por investimentos que incluem, além da apicultura, o fortalecimento de outros sistemas produtivos, como leite, mandioca, cacau, mel e avicultura caipira.
 
Estrutura e assistência técnica
Cada agricultor contemplado recebeu 10 ninhos, 20 melgueiras, sete alimentadores, cinco telas frontais, cinco telas excluidoras, um núcleo, um fumigador e um conjunto de indumentária (roupa, luvas e botas). Além dos equipamentos, os produtores contam com assistência técnica e extensão rural (ATER) continuadas.
 
De acordo com o engenheiro agrônomo Irlan Silva de Almeida, responsável técnico pelo projeto no âmbito do CTR, o diferencial da iniciativa está na integração entre fomento produtivo e acompanhamento técnico permanente.
 
“O projeto não se limita à entrega dos equipamentos. Realizamos acompanhamento contínuo, com orientações sobre o manejo das colmeias, adoção de boas práticas de produção e organização da atividade, garantindo que o investimento público se traduza em geração de renda e fortalecimento da agricultura familiar”, afirma.
 
Impacto na produção
Beneficiários relatam aumento no número de colmeias e melhoria na qualidade do mel produzido. A apicultura é considerada uma atividade de baixo impacto ambiental, com potencial de retorno econômico e contribuição para a preservação dos ecossistemas, por meio da polinização.
 
Valdeci da Silva, da comunidade Boa Vista, em Santo Antônio de Jesus, celebra a entrega dos kits e a assistência técnica. “É uma oportunidade de produzir mais mel, e mel de boa qualidade. Aprendi como evitar a perda do enxame, como fazer o manejo correto da abelha-rainha para aumentar a produtividade, como escolher melhor o local para instalar as colmeias e também plantar espécies que favorecem a produção de mel.”
 
Pedro dos Santos, da comunidade Sapucaia, também em Santo Antônio de Jesus, destaca a importância do projeto para a geração de renda. “Não tinha conhecimento sobre apicultura, mas, por meio do projeto, passei a aprender o manejo correto. Comecei com uma colmeia e hoje já temos 12, todas produzindo. A produção de mel veio para somar e nos fortaleceu muito na parte financeira. Agradecemos ao Consórcio e à Prefeitura, que também disponibilizaram material para fortalecer a agricultura familiar.”
 
A parceria entre CAR, consórcios e prefeituras integra a política estadual de fortalecimento da agricultura familiar, com foco na qualificação da produção, geração de renda e promoção do desenvolvimento rural sustentável.

Formalização da Agroindústria de Pequeno Porte é tema de seminário no Território Médio Sudoeste

15/04/2026
Representantes do Governo da Bahia, de prefeituras, sindicatos, instituições financeiras e organizações produtivas da agricultura familiar do Território Médio Sudoeste participaram, nesta sexta-feira (27/02), do I Seminário de Formalização da Agroindústria de Pequeno Porte. O evento foi realizado no Centro de Capacitação Regional do Senar, no Parque de Exposições Juvino Oliveira, em Itapetinga.
 
A programação incluiu a apresentação de temas como: requisitos para a formalização das agroindústrias de pequeno porte e estruturação do Serviço de Inspeção Municipal (SIM); medidas higiênico-sanitárias; e comercialização e perspectivas, com exposição de casos de sucesso.
 
O coordenador de Segurança Alimentar da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Gilmar Bomfim, juntamente com a médica veterinária do Consórcio de Desenvolvimento do Território do Médio Sudoeste (COTEMESB), Taís Santos, apresentou um balanço dos avanços do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e do Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (SUSAF-BA), com recorte específico do território Médio Sudoeste da Bahia.
 
“A região é reconhecida como uma das maiores produtoras de matéria-prima para produtos alimentícios no estado, com forte presença da agricultura familiar nas cadeias produtivas da bovinocultura de leite e da avicultura de postura. No entanto, ainda há baixo número de registros no Serviço de Inspeção Municipal e apenas uma unidade consorciada registrada, uma Unidade de Beneficiamento de Mel, localizada em Santa Cruz da Vitória. Com eventos como este, esperamos que as agroindústrias procurem os municípios para regularizar seus registros e que haja empenho dos gestores na aprovação das leis e decretos necessários para a implantação do SIM”, destacou Gilmar.
 
Ampliação da certificação
Como encaminhamento do evento, está prevista a realização de seminários em todos os territórios da Bahia. O objetivo é ampliar a certificação das agroindústrias nos Serviços de Inspeção Municipal consorciados, estruturando-as para adesão ao SUSAF-BA, que possibilita a comercialização de produtos de origem animal em todo o estado.

Governo da Bahia ganha protagonismo nacional com articulação para suspensão de importações de cacau da Costa do Marfim

15/04/2026
Com articulação do Governo da Bahia, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou, na última terça-feira (24), a suspensão temporária das importações de amêndoas de cacau da República da Costa do Marfim. A decisão, publicada no Despacho Decisório nº 456/2026, teve forte influência das demandas de produtores baianos e foi motivada pelo risco fitossanitário associado ao elevado fluxo de grão vindos de países vizinhos para o território marfinense, resultando na mistura de amêndoas nas cargas destinadas ao Brasil.

A medida é fruto de uma articulação conjunta entre o Governo do Estado e o Governo Federal, com a participação do setor produtivo, da Assembleia Legislativa da Bahia, do Congresso Nacional e de órgãos estratégicos da cadeia do cacau. A suspensão integra um conjunto de ações voltadas à proteção da cacauicultura, reduzindo o risco de entrada de pragas e doenças no território nacional e buscando maior estabilidade econômica do setor.

Na Bahia, especialmente no Litoral Sul, a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) vem atuando de forma estratégica como canal de escuta de agricultoras e agricultores familiares, servindo como catalisadora para que problemas, como a queda de preços das amêndoas, insegurança regulatória e ameaça à sanidade das lavouras, fossem sistematizados e levados à agenda do Governo do Estado.

O processo de escuta teve participação ativa da Superintendência de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) que, através de agendas territoriais, suporte técnico e diálogo com cooperativas e organizações representativas do setor, permitiram identificar o impacto negativo das importações da Costa do Marfim para a cacauicultura baiana.

A partir do diagnóstico, o tema ganhou centralidade na agenda estadual e resultou na instalação da Comissão para Discussões Iniciais da Cacauicultura, que passou a atuar de forma articulada com o Ministério da Agricultura, acompanhando o envio de uma missão técnica à África, que identificou inconsistência nos fluxos de exportação destinados ao Brasil.

Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, que integra a comissão, “a Bahia puxou esse debate porque não dava para ficar olhando o produtor sofrer calado. A gente ouviu quem está no campo, levou essa preocupação para Brasília e construiu, junto com o Governo Federal, uma resposta que protege não só a Bahia, mas a cacauicultura do Brasil inteiro”.

A suspensão das importações faz parte de um conjunto de ações articuladas pelo Governo da Bahia para enfrentar os desafios do sistema produtivo do cacau. Entre os encaminhamentos estão medidas para reduzir distorções de mercado e o deságio nos preços, o debate sobre o regime de drawback, o reforço da fiscalização fitossanitária, a ampliação da assistência técnica aos produtores e a recomposição da capacidade institucional da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), além da articulação por um plano nacional de contenção da monilíase.

Paralelamente, o Estado também vem atuando junto à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e ao Ministério da Agricultura para ampliar a transparência na divulgação das estimativas oficiais de safra, fundamentais para dar mais previsibilidade ao mercado e contribuir para a estabilidade dos preços do cacau.

Bahia requalifica 88 mercados municipais e fortalece comércio da agricultura familiar

15/04/2026
A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), ampliou os investimentos na construção, requalificação e modernização de mercados municipais em toda a Bahia. Entre 2023 e 2025, 88 unidades foram totalmente requalificadas, fortalecendo o comércio local, melhorando as condições de trabalho dos feirantes e ampliando o acesso da população a alimentos saudáveis da agricultura familiar.
 
Os mercados municipais cumprem papel estratégico no escoamento da produção rural, na dinamização da economia dos municípios e na valorização das feiras livres como espaços de convivência, geração de renda e identidade cultural. As intervenções buscam garantir mais conforto, segurança e organização para comerciantes e consumidores.
 
Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, os mercados “são a porta de entrada da agricultura familiar nas cidades. Quando o Estado investe nesses espaços, está garantindo dignidade para quem produz, melhores condições de trabalho para os feirantes e alimento de qualidade para a população. É desenvolvimento rural que se materializa no dia a dia dos municípios”.
 
Em cidades como Ribeira do Pombal, os equipamentos passaram a contar com central de abastecimento, cobertura adequada, mercado de carnes e cereais, boxes padronizados, banheiros, rede elétrica segura, áreas de circulação ampliadas e acessibilidade. A modernização impacta diretamente a rotina de feirantes e consumidores.
 
A feirante Emília de Jesus Santos, por exemplo, destaca a melhoria no ambiente de trabalho. “Um lugar melhor para a gente trabalhar tem que ser assim, com barraca nova, cobertura e iluminação. Tudo limpinho e bonito para vender hortaliças, coentro, alface, cebolinha e outras coisas que colho na minha horta. Muito lindo, gostei demais!”, conta.
 
Além dos mercados, as feiras livres também receberam atenção especial, com a entrega de mais de 14 mil barracas padronizadas no mesmo período. A iniciativa garante mais organização, conforto e visibilidade para agricultores familiares e feirantes em diferentes regiões do estado.
 
Com dezenas de novos equipamentos previstos para inauguração em 2026, o Governo da Bahia segue fortalecendo a agricultura familiar, levando investimentos diretamente a agricultores, agricultoras, assentados da reforma agrária e comunidades tradicionais, e consolidando os mercados municipais como pilares do desenvolvimento rural e da segurança alimentar.

Do campo para os bastidores da folia: agricultura familiar garante alimentação a trabalhadores do Carnaval 2026

15/04/2026

A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) marcou presença no Carnaval 2026 com a entrega, nesta quinta-feira (12), de alimentos destinados a trabalhadores e trabalhadoras que atuam nos circuitos da festa. A ação integra uma força-tarefa do Governo do Estado, que vai distribuir 42 mil kits lanche para ambulantes e cordeiros, sendo 15 mil desses kits compostos por produtos da agricultura familiar, articulados pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).

Os kits incluem itens como suco integral de frutas, barra de cereal e sequilhos, garantindo alimentação prática e de qualidade para quem faz a festa acontecer. Além disso, estão sendo ofertadas 21 mil refeições prontas para catadores de materiais recicláveis. 
 
Para a tesoureira Maria Nilza da Conceição, da Cooperativa Rede Produtoras da Bahia, “o fornecimento desses kits para o Carnaval foi uma mobilização imensa dos grupos que a nossa cooperativa acompanha, uma imensa força-tarefa que abrangeu várias mulheres de três territórios, que colocaram um pedacinho de si dentro do carnaval, através desses produtos”.
 
A iniciativa conecta cuidado social e fortalecimento da economia do campo, ao assegurar a compra direta da produção de cooperativas e associações rurais, a partir de uma parceria com as Secretarias de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), de Políticas para as Mulheres (SPM), a União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), o Corpo de Bombeiros e Voluntárias Sociais da Bahia.
 
A primeira-dama e presidenta das Voluntárias Sociais da Bahia, professora Tatiana Velloso, destacou a importância da articulação entre diferentes instituições para garantir cuidado e inclusão social durante a festa. “É uma grande rede, envolvendo o Governo do Estado e o nosso presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas principalmente nessa relação com a Unicafes, que traz essa integração com a cidade e garante condições. Essa é uma ação de continuidade, de cuidar das pessoas”, afirmou.
 
Já a secretária da Seades, Fabya Reis, destacou o cuidado com a qualidade nutricional dos alimentos distribuídos durante a ação. “Lanches com componente nutricional, barra de cereal, produtos feitos pela Agricultura Familiar, o nosso suco integral. Então, agradecer enormemente esse esforço, parceira da nossa ação de segurança alimentar e nutricional no Carnaval de 2026”, agradeceu.
 
Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, a ação demonstra o alcance social do investimento público. “Estamos garantindo alimentação para quem trabalha para que o Carnaval aconteça, ao mesmo tempo em que geramos renda para agricultores e agricultoras familiares. É o investimento público cumprindo seu papel social, gerando renda no campo e levando dignidade para o povo baiano”, afirma.
 
Com a atuação integrada entre os órgãos estaduais, o Governo da Bahia reafirma o compromisso de realizar um Carnaval com responsabilidade social, cuidado com as pessoas e valorização da produção da agricultura familiar.

Empório da Agricultura Familiar é opção para quem busca comida de qualidade e energia durante o Carnaval de Salvador

15/04/2026
Quem vai encarar a maratona do Carnaval 2026 também pode contar com a força da agricultura familiar baiana. Castanhas, mel em sachê, chocolates artesanais, barrinhas de cereal, doces de umbu, frutas desidratadas, sequilhos são algumas das opções práticas, saborosas e fáceis de levar na bolsa ou na pochete durante a folia.

Para o esquenta com os amigos e também para o almoço, a diversidade se destaca com cervejas artesanais produzidas a partir de ingredientes dos biomas baianos, como umbu, maracujá da Caatinga, cajá, caju e licuri, além de pratos regionais como galinha da terra e escondidinho de fumeiro.

O restaurante funciona de segunda a sábado (09 a 14/02) e na Quarta-feira de Cinzas (18/02), das 11h40 às 15h. A conveniência fica aberta das 8h às 17h, e quem quiser ainda mais praticidade pode adquirir os produtos pela plataforma Mercaf (www.mercaf.com.br).

Todos esses itens são oriundos de cooperativas e associações da agricultura familiar baiana, apoiadas diretamente pelo Governo do Estado, por meio das ações da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Os investimentos garantem o apoio e fomento à produção, assistência técnica, implantação e a modernização de agroindústrias familiares, agregando valor aos produtos e ampliando o acesso a novos mercados.
 

Ação do Governo do Estado leva cisternas calçadão a 195 famílias do território de Itaparica

15/04/2026
O Projeto Água para Produção teve início no município de Chorrochó, onde estão em construção 25 cisternas calçadão na comunidade de Poldinho. Ao todo, a iniciativa vai beneficiar 195 famílias, contemplando também os municípios de Abaré e Macururé. A ação é financiada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), com execução da Associação Regional de Convivência Apropriada ao Semiárido (ARCAS).

Para os três municípios, o projeto prevê a implantação de 75 cisternas calçadão, com capacidade de armazenar até 52 mil litros de água cada, além de 120 barreiros, distribuídos igualmente, sendo 40 por município. As estruturas ampliam a capacidade de captação e armazenamento de água da chuva, fortalecendo a produção de alimentos e a criação de pequenos animais.

Em Chorrochó, antes do início das obras, pedreiros da comunidade de Poldinho participaram de uma capacitação voltada à construção das tecnologias sociais, habilitando trabalhadores do próprio território, gerando renda e formando mão de obra qualificada para atuar na região. O projeto também prevê a capacitação das famílias beneficiadas para o gerenciamento dos recursos hídricos, fortalecendo o uso consciente e sustentável da água.

“Esse é um projeto de implementação de tecnologia social de segunda água nos municípios do sertão, uma área muito estratégica. É uma ação que dialoga diretamente com o tema da convivência com o semiárido, numa região que está passando por um aspecto avançado de aridez, permitindo captar e armazenar a água das chuvas para usar durante o ano todo”, destaca a presidente da ARCAS, Adriana Silva Sá.

Já para Maria Luzia Dias da Mota, agricultora e moradora de Chorrochó, a chegada da cisterna representa a realização de um sonho e a esperança de fortalecer a produção da família:

“Eu agradeço a Deus por hoje estar com a minha cisterna. Estou esperando chover para fazer a minha horta, para o consumo dos animais e tudo o que eu precisar. Eu estou muito feliz, porque eu queria muito ter a minha cisterna e hoje ela está aqui”.

Com o investimento em tecnologias sociais de acesso à água, o Governo do Estado reafirma o compromisso com políticas públicas estruturantes de convivência com o Semiárido, ampliando as condições para que as famílias rurais produzam, gerem renda e enfrentem os períodos de estiagem com mais segurança hídrica.
 

Governo da Bahia fortalece segurança alimentar com entrega de 250 quilos de sementes crioulas para 50 famílias indígenas em Abaré

15/04/2026

Cinquenta famílias indígenas da Aldeia Tuxi, no município de Abaré, foram beneficiadas com a entrega de 250 kg de sementes crioulas de milho caatingueiro e feijão de corda, pelo Projeto Sementes. A ação foi executada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Associação Regional de Convivência Apropriada ao Semiárido (ARCAS), com objetivo de fortalecer a agricultura familiar, por meio da reintrodução de cultivares crioulas e não transgênicas.

A iniciativa amplia a área plantada, aumenta a produtividade e garante alimentação saudável para a comunidade. Para Alessandro Conceição Santos, liderança indígena da aldeia, a entrega das sementes representa justamente a retomada de práticas tradicionais e o fortalecimento da segurança alimentar.

“Para nós, enquanto povo Tuxi de Abaré, receber as sementes crioulas em nosso território reforça a esperança de preservar saberes tradicionais que eram usados pelo nosso povo e que, ao longo do tempo, vêm se perdendo. Foi muito importante ouvir os relatos dos anciãos presentes, muitos deles com a prática de trabalhar com essas sementes e de transmitir esse conhecimento de geração em geração. Com isso, seguimos com a perspectiva de fortalecer a segurança alimentar em nosso território”, celebra.

O Projeto Sementes integra a estratégica da SDR que, através da Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF), visa fortalecer sistemas produtivos sustentáveis e valorizar sementes que se adaptam bem ao clima do Semiárido baiano. As sementes distribuídas são adaptadas às condições climáticas da região, preservam a biodiversidade local e reforçam a autonomia produtiva das famílias agricultoras.

“O projeto fortalece as políticas de agroecologia do Governo do Estado ao preservar o patrimônio biogenético dos territórios, ampliar a autonomia dos agricultores e incentivar a produção de alimentos saudáveis”, destaca o diretor de Apoio e Fomento à Produção (DAFP/SUAF), Maicon Miguel Vieira.

Em comunidades indígenas como a de Abaré, a iniciativa ganha ainda mais significado, pois valoriza os saberes tradicionais, respeita a relação com a terra e reforça a segurança alimentar das famílias.
 

Fomento Rural transforma realidades no campo e já beneficia mais de 4,7 mil famílias na Bahia

15/04/2026

O Programa Fomento Rural tem reforçado as ações de inclusão produtiva no meio rural baiano, atendendo 4.760 famílias entre 2024 e 2025, com R$ 21,9 milhões em investimento. Executado na Bahia pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a iniciativa garante repasse de R$ 4,6 mil por família, aliado ao acompanhamento técnico e social.
 
O programa é voltado para famílias rurais de baixa renda, tem forte protagonismo feminino, com 83,4% dos lares atendidos sendo chefiados por mulheres, e beneficiou 2.089 famílias em 2024 e outras 2.671 em 2025. Os recursos são investidos na estruturação de projetos produtivos, com destaque para avicultura, horticultura, caprino e ovinocultura e fruticultura, fortalecendo a produção de alimentos e ampliando a geração de renda nos territórios.
 
O acompanhamento técnico acontece de forma integrada à Chamada Pública de ATER Biomas, garantindo orientação contínua para que os atendidos utilizem corretamente os recursos e desenvolvam suas atividades de maneira sustentável.
 
Nesse processo, a Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários da Bahia (UNISOL-BA) atua como entidade de ATER, acompanhando e apoiando agricultores e agricultoras do Vale do Jequiriçá, como Daiana Santos, da comunidade de Água Comprida, em Jaguaquara, no fortalecimento de seus projetos produtivos.
 
Segundo Daiana, o recurso foi essencial na transição para a cacauicultura e na implantação de sistema de irrigação. “Eu era produtora de graviola e o Fomento chegou na hora certa, porque eu estava precisando muito. Com a primeira parcela, o meu projeto foi para cacauicultura e adubação. Eu plantei o meu cacau e agora já tá todo bonitinho e crescidinho. A segunda parcela foi para irrigação, que vai ser muito benéfica porque em tempo de verão a gente sofre muito com a falta de água nas plantações”, relatou.
 
“Antes do recebimento do recurso, muitos agricultores não conseguiam instalar sistemas de irrigação em toda a área cultivada, transportando manualmente os canos entre as lavouras. Com o investimento, foi possível adquirir a encanação necessária para atender a área produtiva”, explicou a presidente da UNISOL-BA, Anne Sena.
 
Criado pela Lei 12.512/2011 e regulamentado em 2017, o Programa Fomento Rural integra a estratégia nacional de inclusão produtiva voltada a famílias em situação de vulnerabilidade no campo e, na Bahia, consolida-se como uma das principais políticas de fortalecimento da agricultura familiar e de promoção da segurança alimentar.
 
Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, o programa “é uma política que traduz a força da parceria Bahia-Brasil para transformar a vida de quem está na base da produção de alimentos”. Segundo ele, a iniciativa reafirma o compromisso com o desenvolvimento rural sustentável:
 
“O programa chega direto às famílias, fortalece a produção, movimenta a economia dos territórios e cria condições reais para que agricultores e agricultoras ampliem sua renda com mais autonomia, combatendo a vulnerabilidade social e valorizando o trabalho no campo”.

Mais comida saudável nas escolas e renda no campo: Governo da Bahia investe R$ 50,2 milhões na compra de alimentos da agricultura familiar

15/04/2026

O Governo da Bahia deu mais um passo para fortalecer a agricultura familiar e garantir alimentação de qualidade na rede estadual de ensino. Na última quinta-feira (29), foi publicada a 2ª Chamada Pública Centralizada do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que destina R$ 50,2 milhões à compra de alimentos produzidos por agricultores e agricultoras familiares dos 27 Territórios de Identidade do estado.
 
O edital  reforça a parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), e a Secretaria da Educação (SEC), conectando produção local, consumo institucional e segurança alimentar.
 
Nesta nova chamada, o número de itens adquiridos pela rede estadual salta de seis para 16, fortalecendo sistemas produtivos em todo o Estado e diversificando o cardápio das escolas. Entre os produtos incluídos estão café, aipim, flocão de milho, farinha de mandioca, ovos caipiras, feijão, leite em pó, cacau, polpas de frutas, iogurte, filé de tilápia, mel, tapioca e carne de cordeiro.
 
Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, a ampliação da chamada centralizada é resultado de uma decisão de fortalecer o campo e garantir que o investimento público cumpra sua função social.
 
“Estamos falando de colocar dinheiro para girar na economia dos territórios, fortalecer cooperativas, gerar renda no campo e garantir alimentação saudável nas escolas. É uma política estruturante, que une desenvolvimento rural, segurança alimentar e compromisso social”, destaca.
 
Mais agilidade e transparência
 
Para dar mais eficiência a esse processo, a SDR, por meio da Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF), desenvolveu o Sistema Cotação Rural Bahia. A plataforma organiza as compras públicas ao reunir fornecedores cadastrados, produtos com especificações técnicas e preços atualizados pelos próprios produtores, além de informações sobre origem e contato direto.
 
“A rede estadual está pronta para investir mais de meio bilhão de reais no PNAE. Nosso papel é canalizar esses recursos para quem produz no campo, e o sistema é um passo decisivo nesse processo. Ele assegura celeridade, transparência e valorização da produção local”, destaca o superintendente de Agricultura Familiar, Euzimar Carneiro.
 
A nova chamada foi anunciada durante a abertura da 3ª Conferência Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CEDRSS). Aliada ao Cotação Rural, reafirma o compromisso do Governo do Estado em fortalecer a agricultura familiar, garantindo segurança alimentar e desenvolvimento sustentável, além de transformar a alimentação escolar em uma ferramenta de inclusão produtiva e dinamização da economia nos territórios baianos.