Seminário qualifica técnicos em manejo de espécies exóticas invasoras

26/07/2012
Promover base técnica para a gestão, prevenção e manejo de espécies exóticas invasoras. Esse foi o principal objetivo do Seminário Técnico de Espécies Exóticas Invasoras realizado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) que aconteceu entre os dias 23 e 25 de julho no Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). O evento que foi organizado pela Coordenação de Flora e Fauna da Diretoria de Biodiversidades (DIBIO) em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), contou com a participação de técnicos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e do Inema, além de estudantes e pessoas interessadas pelo assunto.

O seminário que foi bastante abrangente abordou a questão do tema ao redor do mundo, a exemplo de técnicas para o manejo dessas espécies em países como Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e EUA e Brasil.

A palestrante do seminário foi a doutora e engenheira florestal Silva Ziller, que também é fundadora e diretora executiva do Instituto Hórus de desenvolvimento em conservação ambiental, situado na cidade de Florianópolis-SC. Segundo relatórios apresentados pela doutora, a 2º causa mundial de perdas de espécies nativas de uma determinada região é a introdução de espécies exóticas invasoras, sendo assim existe a necessidade de um maior conhecimento e qualificação dos técnicos para solucionar esse tipo de problema.

“A questão é que todos os estados do Brasil se deparam com esse problema na gestão de Unidades de Conservação (UC) e de outras áreas protegidas como área de preservação permanente porque onde essas espécies estão presentes ainda carece de informações sobre esse problema. Para os técnicos é importante que exista uma base para compreender quais são os impactos causados quando acontece o processo de invasão e como pode ser realizado o manejo e o controle, além da prevenção”, afirmou a doutora.

Já no Brasil, segundo a doutora Silvia Ziller, a principal dificuldade no combate às espécies exóticas invasoras é a falta de tradição, conhecimento e pouca experiência no manejo, além de existir uma lacuna na legislação federal referente a proibição dessas espécies em áreas protegidas e outras áreas para conservação da biodiversidade.

Sara Maria Alves da Coordenação de Flora e Fauna, da DIBIO, reiterou a importância da ampliação do conhecimento técnico. “Esse tipo de abordagem sempre é importante, pois trás para pauta do governo um tema que, a principio, pode parecer polêmico, mas contribui positivamente para o controle e manejo dessas espécies e melhoria da qualidade dos ambientes naturais, principalmente, nas Unidades de Conservação e de Proteção Integral”, pontuou Sara Alves.

Os interessados sobre os temas relativos ao manejo de espécies exóticas invasoras podem obter mais informações acessando o site do Instituto Hórus: www.institutohorus.org.br.

Fonte: Ascom/Inema
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