Congresso Brasileiro de Ecologia de Paisagens é realizado em Salvador

11/09/2012
A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) participa, por meio do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), do II Congresso Brasileiro de Ecologia de Paisagens e II Simpósio SCGIS-Brasil, que ocorrem conjuntamente até o dia 12 de setembro, no Hotel Vila Galé, no bairro de Ondina. O congresso é coordenado pela Associação Internacional de Ecologia de Paisagens do Brasil (IALE-BR), e tem como tema geral a “Ecologia de paisagens e sustentabilidade: conectando a teoria à prática da conservação”.

O evento conta com a participação de pesquisadores das áreas de Ecologia de Paisagens e de Conservação, além de diversos profissionais interessados nos recentes avanços dos Sistemas de Informações Geográficas aplicados à conservação ambiental. O Inema se faz presente no encontro com o painel de título ‘Avaliação da eficiência da rede de Unidades de Conservação da natureza na proteção da avifauna da caatinga da Bahia’ e com a realização do seminário ‘A presença das APAs e a Manutenção dos Fragmentos de Mata Atlântica no Litoral Norte do Estado da Bahia’ apresentados, respectivamente, pela especialista em meio ambiente, Marianna Pinho, e pela gestora da Área de Proteção Ambiental (APA) Litoral Norte, Adriana Batista.

“Trago para o congresso o resultado da minha dissertação de mestrado, que teve por objetivo avaliar a eficiência da rede de Unidades de Conservação da Natureza (UC) na proteção da biodiversidade da caatinga, especificamente estudos sobre a avifauna. Selecionamos cinco espécies de aves endêmicas e ameaçadas de extinção e identificamos as lacunas na conservação das espécies escolhidas, avaliando o potencial e as principais ameaças para conservação das espécies”, destacou a especialista em meio ambiente do Inema, Marianna Pinho.

A especialista ressaltou ainda a diversidade de projetos expostos e a importância de conhecer os trabalhos realizados em outros Estados. “O congresso reúne profissionais de várias regiões do país, que nos propicia troca de experiências e contatos. A expectativa é aumentar minha compreensão sobre as mudanças na paisagem por conta das atividades humanas e assim contribuir para um melhor direcionamento das nossas ações de restauração florestal e manejo da biodiversidade”.

Os debates englobam diversos assuntos como padrões espaciais e temporais de diversidade ecológica; fragmentação florestal e perda da biodiversidade: impactos sobre padrões e processos ecológicos; estratégias para a conservação e manejo de espécies, dentre outros. “Este é um momento especial para divulgação das ações desenvolvidas dentro das unidades de conservação, neste caso específico as que integram o Litoral Norte, que incentivam a formação de corredores de biodiversidade e a manutenção de áreas verdes”, pontuou a gestora Adriana Batista.
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