Inema participa de IV Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental

27/11/2013
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) participou, nesta terça-feira (26), do IV Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental, no Centro Universitário Jorge Amado, Campus Paralela. O congresso, que ocorre até o dia 28, é coordenado pelo Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais e de Saneamento (IBEAS) e tem como tema geral a “A Gestão Ambiental e a Sustentabilidade”.

O Inema se fez presente no encontro com as palestras de título ‘Os Problemas Ambientais e a Sustentabilidade na Baía de Todos os Santos’ e ‘Monitoramento da Qualidade do Ar no Estado da Bahia’ apresentadas, respectivamente, pela analista técnica, Lívia Castello Branco, e pelo coordenador de Monitoramento de Recursos Ambientais e Hídricos, Eduardo Topázio.

Castello Branco definiu sustentabilidade como “aquela que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de futuras gerações satisfazerem suas próprias necessidades”.

A analista do Inema ainda enfatizou o papel do órgão na preservação da Baía de Todos os Santos (BTS). “O Inema monitora essas regiões desde o ano de 1983 e já tem o conhecimento das áreas que são mais críticas e que ainda estão preservadas. Realizamos um trabalho para conhecer e reduzir as cargas prejudiciais à sustentabilidade na BTS, desenvolvendo assim diagnósticos e estudos voltados à preservação dessa área”, pontuou.

Durante o evento foram discutidos conteúdos relacionados à sustentabilidade urbana, a gestão da qualidade do ar, sustentabilidade industrial, os créditos de carbono e a gestão de resíduos sólidos. Além disso, os congressistas participaram de apresentação de trabalhos técnicos e palestras/mesas redondas sobre tecnologias limpas, riscos ambientais, o papel do gestor ambiental nas empresas do Século XXI, dentre outras.

O coordenador Eduardo Topázio destacou, em sua apresentação, o monitoramento da qualidade do ar realizado em Salvador como base de dados para a condução de políticas públicas. “Os resultados não só permitem um acompanhamento sistemático do nível de concentração dos poluentes na área monitorada, como também constituem elementos básicos para elaboração de diagnósticos e inventários que subsidiem ações governamentais para o controle das emissões”.

Para Topázio o rápido crescimento da frota veicular aumentou significativamente a preocupação com a poluição do ar, principalmente nas regiões metropolitanas do país. “Os centros urbanos concentram os maiores fluxos de veículos, grandes congestionamentos que contribuem ainda mais para o aumento da emissão de poluentes”.

“Em Salvador ainda não enfrentamos grandes problemas, apesar do aumento considerável de emissão de dióxido de carbono (CO2) oriundos de veículos. A topografia e as condições atmosféricas locais contribuem para que a própria atmosfera disperse o poluente, mantendo bons níveis de qualidade”, explicou Topázio.

Fonte: Ascom / Inema
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