11/04/2014
Entre os dias 08 e 10 de abril o município de Ilhéus, localizado a cerca de 462 Km da capital baiana, foi sede da oficinas nacional do Projeto Corredores Ecológicos (PCE). O evento, que recebeu aproximadamente 70 pessoas, entre representantes estaduais e municipais da Bahia e do Espirito Santo, teve como principal objetivo apresentar os avanços e discutir os casos de sucesso ao longo do período em que o projeto esteve em execução.
Em 11 anos de existência, o projeto Corredores Ecológicos desenvolveu inúmeras parcerias, resultando em ações de educação ambiental, pesquisa, fiscalização integrada, agricultura de baixo impacto e conservação da biodiversidade no Coredor Central da Mata Atlântica, abrangendo todo o estado do Espírito Santo e Sul da Bahia.
Representando o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), o assessor técnico Marcelo Senhorinho destacou a importância do balanço das ações desenvolvida pelos estados envolvidos. “É indiscutível a relevância desse projeto para a educação ambiental, e o mais importante é perceber que as pessoas já interiorizaram a necessidade de preservação dos corredores ecológicos. Essa oficina também serviu para mostra o quanto os estados e institutos voltados ao meio ambiente têm dado importância ao tema. Ou seja, são diversas instituições e pessoas físicas com missões distintas, mas trabalhando em uma construção com vistas em um objetivo comum”, afirmou Senhorinho.
Segundo o consultor permanente do Corredores Ecológicos, Cornelius Furstenberg, a oficina serviu para juntar os resultados e impactos do projeto no corredor central da Mata Atlântica. “Nós tivemos a Bahia e o Espirito Santos com representantes de várias instituições e juntamos os resultados que obtivemos nos três subcomponentes que são: fiscalização e monitoramento, unidade e fortalecimento das unidades de conservação e, por fim, o trabalho entre essas unidades através de comoção e utilização sustentável”, disse o consultor.
Já para Fernando Coutinho Pimentel Tatagiba, analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), é fundamental esta etapa de avaliação e sistematização, buscando enumerar com clareza quais foram os resultados e aprender com os erros também para não repeti-los. “Além dos avanços do ponto de vista finalístico, que é a implementação de ações de recuperação das áreas degradadas, implementação de sistemas agroflorestais, consolidação de unidades de conservação, eu acredito que um grande avanço é o aprimoramento da relação entre instituições de natureza distintas”, ressaltou Tatagiba, acrescentando que “reunir em uma mesma sala representantes de governos municipais, estaduais, federal, da academia, de órgãos de cooperação internacional e da sociedade civil organizada, realmente é de uma relevância indiscutível”.
Após o evento todo o balanço coletado foi anexado em um relatório que será apresentado em uma outra oficina que deve acontecer em agosto deste ano no Distrito Federal. Na ocasião, o material será apresentado em conjunto com o corredor da Amazônia para somar as experiências e resultados, além de convidar experiências de outros estados e países que trabalharam com Corredores Ecológicos.
Corredores Ecológicos - São áreas que possuem ecossistemas florestais biologicamente prioritários e viáveis para a conservação da biodiversidade na Amazônia e na Mata Atlântica, compostos por conjuntos de unidades de conservação, terras indígenas e áreas de interstício. Sua função é a efetiva proteção da natureza, reduzindo ou prevenindo a fragmentação de florestas existentes, por meio da conexão entre diferentes modalidades de áreas protegidas e outros espaços com diferentes usos do solo.
Objetivos do PCE - Contribuir para a efetiva conservação da diversidade biológica do Brasil, a partir da experiência piloto do conceito de corredores ecológicos na Amazônia e na Mata Atlântica, adotando técnicas da Biologia da conservação e estratégias de planejamento e gestão socioambiental de forma compartilhada e participativa. Os objetivos específicos do projeto são: apoiar a proteção e o gerenciamento das áreas legalmente protegidas nos dois corredores; apoiar a demarcação e/ou estabelecimento de outras áreas protegidas; elaborar e implementar modelos inovadores replicáveis para conservação da biodiversidade nas reservas indígenas e áreas de interstício, incluindo zonas de amortecimento e propriedades privadas; e promover o fortalecimento institucional dos corredores.
Fonte: Ascom/Inema
Em 11 anos de existência, o projeto Corredores Ecológicos desenvolveu inúmeras parcerias, resultando em ações de educação ambiental, pesquisa, fiscalização integrada, agricultura de baixo impacto e conservação da biodiversidade no Coredor Central da Mata Atlântica, abrangendo todo o estado do Espírito Santo e Sul da Bahia.
Representando o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), o assessor técnico Marcelo Senhorinho destacou a importância do balanço das ações desenvolvida pelos estados envolvidos. “É indiscutível a relevância desse projeto para a educação ambiental, e o mais importante é perceber que as pessoas já interiorizaram a necessidade de preservação dos corredores ecológicos. Essa oficina também serviu para mostra o quanto os estados e institutos voltados ao meio ambiente têm dado importância ao tema. Ou seja, são diversas instituições e pessoas físicas com missões distintas, mas trabalhando em uma construção com vistas em um objetivo comum”, afirmou Senhorinho.
Segundo o consultor permanente do Corredores Ecológicos, Cornelius Furstenberg, a oficina serviu para juntar os resultados e impactos do projeto no corredor central da Mata Atlântica. “Nós tivemos a Bahia e o Espirito Santos com representantes de várias instituições e juntamos os resultados que obtivemos nos três subcomponentes que são: fiscalização e monitoramento, unidade e fortalecimento das unidades de conservação e, por fim, o trabalho entre essas unidades através de comoção e utilização sustentável”, disse o consultor.
Já para Fernando Coutinho Pimentel Tatagiba, analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), é fundamental esta etapa de avaliação e sistematização, buscando enumerar com clareza quais foram os resultados e aprender com os erros também para não repeti-los. “Além dos avanços do ponto de vista finalístico, que é a implementação de ações de recuperação das áreas degradadas, implementação de sistemas agroflorestais, consolidação de unidades de conservação, eu acredito que um grande avanço é o aprimoramento da relação entre instituições de natureza distintas”, ressaltou Tatagiba, acrescentando que “reunir em uma mesma sala representantes de governos municipais, estaduais, federal, da academia, de órgãos de cooperação internacional e da sociedade civil organizada, realmente é de uma relevância indiscutível”.
Após o evento todo o balanço coletado foi anexado em um relatório que será apresentado em uma outra oficina que deve acontecer em agosto deste ano no Distrito Federal. Na ocasião, o material será apresentado em conjunto com o corredor da Amazônia para somar as experiências e resultados, além de convidar experiências de outros estados e países que trabalharam com Corredores Ecológicos.
Corredores Ecológicos - São áreas que possuem ecossistemas florestais biologicamente prioritários e viáveis para a conservação da biodiversidade na Amazônia e na Mata Atlântica, compostos por conjuntos de unidades de conservação, terras indígenas e áreas de interstício. Sua função é a efetiva proteção da natureza, reduzindo ou prevenindo a fragmentação de florestas existentes, por meio da conexão entre diferentes modalidades de áreas protegidas e outros espaços com diferentes usos do solo.
Objetivos do PCE - Contribuir para a efetiva conservação da diversidade biológica do Brasil, a partir da experiência piloto do conceito de corredores ecológicos na Amazônia e na Mata Atlântica, adotando técnicas da Biologia da conservação e estratégias de planejamento e gestão socioambiental de forma compartilhada e participativa. Os objetivos específicos do projeto são: apoiar a proteção e o gerenciamento das áreas legalmente protegidas nos dois corredores; apoiar a demarcação e/ou estabelecimento de outras áreas protegidas; elaborar e implementar modelos inovadores replicáveis para conservação da biodiversidade nas reservas indígenas e áreas de interstício, incluindo zonas de amortecimento e propriedades privadas; e promover o fortalecimento institucional dos corredores.
Fonte: Ascom/Inema