23/01/2015
Cerca de 50 milhões de raios caem no Brasil todos os anos, mas o que muita gente ainda não sabe é a melhor forma de se proteger e evitar assim a ser atingido pelo fenômeno natural. Raio é uma descarga elétrica de grande intensidade. Tipicamente vem acompanhada pelo relâmpago, uma intensa emissão de radiação eletromagnética, e pelo trovão, além de outros fenômenos associados. O meteorologista do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos - Inema, Heráclio Alves, explica mais sobre os raios, sua origem, força e métodos de proteção.
-Qual a origem e como se forma um raio?
O raio é uma descarga elétrica que se origina durante uma tempestade. Tal descarga é produzida em resposta à intensificação da atividade elétrica existente entre a nuvem e o solo; entre diferentes nuvens; dentro de uma única nuvem ou entre uma nuvem e o ar circunvizinho.
Essa descarga elétrica é visível a olho nu, com trajetórias sinuosas e de ramificações irregulares às vezes com muitos quilômetros de distância até o solo. Esse fenômeno é conhecido como relâmpago.
-Ao atingir o solo, a força de um raio pode ser sentida há quantos quilômetros de distância?
Não se sabe exatamente à distância. Mas, você poderá estimar a distância (em quilômetros) da queda de um raio. Para isso, basta contar o tempo (em segundos) entre o momento em que se vê o raio e se escuta o trovão e, em seguida dividir por três. Já o impacto causado por uma dessas descargas, depende da intensidade de cada uma, bem como, do local onde o raio caia. Pois, não é a incidência direta do raio a maior causadora de acidentes, mas, geralmente são os efeitos indiretos associados a incidências próximas ou efeitos secundários dos raios que trazem risco, como por exemplo: provocar incêndios e queda de linhas de energia elétrica.
-Ao estar em casa, quais as medidas mais emergentes a serem tomadas para evitar um acidente com raios? Aparelhos eletrônicos podem ser perigosos nessas situações?
Em casa, evitar usar o telefone, com exceção do tipo "sem fio", nem se aproximar de objetos metálicos (janelas, grades ou tomadas). Os eletrodomésticos também devem ser desligados da rede elétrica. Essas recomendações evitam os efeitos indiretos das descargas, pois a boa condutividade dos materiais presentes nesses objetos pode provocar acidentes.
-Os para-raios são as melhores ferramentas para evitar uma descarga em prédios? Quando eles podem ser utilizados? São obrigatórios?
É importante mencionar que, um sistema de proteção contra relâmpagos tem como objetivo blindar uma estrutura, seus ocupantes e seus conteúdos dos efeitos térmicos, mecânicos e elétricos associados com os relâmpagos. Tal sistema atua de modo que a descarga elétrica possa entrar ou sair do solo sem passar através das partes condutoras da estrutura ou através de seus ocupantes, danificando-os ou causando acidentes. No entanto, um sistema de proteção contra relâmpagos não impede que o relâmpago atinja a estrutura.
Esse sistema promove um meio para controlar e impedir danos, através da criação de um caminho de baixa resistência elétrica para a corrente elétrica fluir para o solo. Por isso, é imprescindível a instalação de para-raios nos prédios, com normas recomendadas pela ABNT.
-Como se proteger de um raio ao estar fora de casa? Em locais como praias e campos as chances de um acidente são maiores?
Recomenda que durante uma tempestade não se deva sair de casa e não permanecer nas ruas. Isto porque, em casa, as chances de ocorrer acidentes diminuem, devido a prédios, árvores e outras residências com proteção, que são atrativos em potencial para as descargas.
Mas, se realmente for necessário permanecer nas ruas, deve-se evitar segurar objetos metálicos longos, como tripés, varas de pesca, guarda-chuvas, etc. Não se deve empinar papagaio (pipa) ou aviõezinhos com fio. Nunca se deve ficar no interior de barracos e tendas, que facilmente incendeiam ou se destroem pela força da descarga, tampouco próximo a linhas de energia elétrica ou árvores isoladas.
As últimas recomendações relacionam-se aos locais onde é extremamente perigoso permanecer: topos de morros, cordilheiras, prédios, áreas abertas (como campos de futebol), estacionamentos abertos, quadras de tênis, cercados de arame, varais de metal, praias, torres, linhas telefônicas e linhas de energia elétrica.
Quando não for possível realizar nenhum dos procedimentos acima citados, ainda há uma maneira de escapar de um acidente. Momentos antes de ocorrer à descarga, pessoas que estejam nessas proximidades sentem seu pêlos arrepiados ou a pele coçando, indícios da atividade elétrica. Não se deve entrar em pânico. Pode-se ficar na seguinte posição: ajoelhado, curvado para frente, com as mãos colocadas nos joelhos e a cabeça entre eles. Imita-se, desse modo, uma esfera e não uma ponta, como na posição de pé. Jamais se deve deitar no chão, pois a descarga atingirá diretamente essa superfície.
-O que é mito e o que realmente procede sobre os raios?
Existem vários mitos em relação aos raios. Um desses mitos se refere aos espelhos que podem atrair raios. Isto não é verdade. Esta crença surgiu na época em que os espelhos tinham grandes molduras metálicas. Elas, sim, um grande atrativo para os raios. Assim, não há necessidade de cobrir espelhos durante uma tempestade.
Outro mito se trata de que um raio não atinge o mesmo local duas vezes. Também é mentira. Uma prova disso é o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, que recebe cerca de seis raios por ano.
Fonte: Ascom / Inema
-Qual a origem e como se forma um raio?
O raio é uma descarga elétrica que se origina durante uma tempestade. Tal descarga é produzida em resposta à intensificação da atividade elétrica existente entre a nuvem e o solo; entre diferentes nuvens; dentro de uma única nuvem ou entre uma nuvem e o ar circunvizinho.
Essa descarga elétrica é visível a olho nu, com trajetórias sinuosas e de ramificações irregulares às vezes com muitos quilômetros de distância até o solo. Esse fenômeno é conhecido como relâmpago.
-Ao atingir o solo, a força de um raio pode ser sentida há quantos quilômetros de distância?
Não se sabe exatamente à distância. Mas, você poderá estimar a distância (em quilômetros) da queda de um raio. Para isso, basta contar o tempo (em segundos) entre o momento em que se vê o raio e se escuta o trovão e, em seguida dividir por três. Já o impacto causado por uma dessas descargas, depende da intensidade de cada uma, bem como, do local onde o raio caia. Pois, não é a incidência direta do raio a maior causadora de acidentes, mas, geralmente são os efeitos indiretos associados a incidências próximas ou efeitos secundários dos raios que trazem risco, como por exemplo: provocar incêndios e queda de linhas de energia elétrica.
-Ao estar em casa, quais as medidas mais emergentes a serem tomadas para evitar um acidente com raios? Aparelhos eletrônicos podem ser perigosos nessas situações?
Em casa, evitar usar o telefone, com exceção do tipo "sem fio", nem se aproximar de objetos metálicos (janelas, grades ou tomadas). Os eletrodomésticos também devem ser desligados da rede elétrica. Essas recomendações evitam os efeitos indiretos das descargas, pois a boa condutividade dos materiais presentes nesses objetos pode provocar acidentes.
-Os para-raios são as melhores ferramentas para evitar uma descarga em prédios? Quando eles podem ser utilizados? São obrigatórios?
É importante mencionar que, um sistema de proteção contra relâmpagos tem como objetivo blindar uma estrutura, seus ocupantes e seus conteúdos dos efeitos térmicos, mecânicos e elétricos associados com os relâmpagos. Tal sistema atua de modo que a descarga elétrica possa entrar ou sair do solo sem passar através das partes condutoras da estrutura ou através de seus ocupantes, danificando-os ou causando acidentes. No entanto, um sistema de proteção contra relâmpagos não impede que o relâmpago atinja a estrutura.
Esse sistema promove um meio para controlar e impedir danos, através da criação de um caminho de baixa resistência elétrica para a corrente elétrica fluir para o solo. Por isso, é imprescindível a instalação de para-raios nos prédios, com normas recomendadas pela ABNT.
-Como se proteger de um raio ao estar fora de casa? Em locais como praias e campos as chances de um acidente são maiores?
Recomenda que durante uma tempestade não se deva sair de casa e não permanecer nas ruas. Isto porque, em casa, as chances de ocorrer acidentes diminuem, devido a prédios, árvores e outras residências com proteção, que são atrativos em potencial para as descargas.
Mas, se realmente for necessário permanecer nas ruas, deve-se evitar segurar objetos metálicos longos, como tripés, varas de pesca, guarda-chuvas, etc. Não se deve empinar papagaio (pipa) ou aviõezinhos com fio. Nunca se deve ficar no interior de barracos e tendas, que facilmente incendeiam ou se destroem pela força da descarga, tampouco próximo a linhas de energia elétrica ou árvores isoladas.
As últimas recomendações relacionam-se aos locais onde é extremamente perigoso permanecer: topos de morros, cordilheiras, prédios, áreas abertas (como campos de futebol), estacionamentos abertos, quadras de tênis, cercados de arame, varais de metal, praias, torres, linhas telefônicas e linhas de energia elétrica.
Quando não for possível realizar nenhum dos procedimentos acima citados, ainda há uma maneira de escapar de um acidente. Momentos antes de ocorrer à descarga, pessoas que estejam nessas proximidades sentem seu pêlos arrepiados ou a pele coçando, indícios da atividade elétrica. Não se deve entrar em pânico. Pode-se ficar na seguinte posição: ajoelhado, curvado para frente, com as mãos colocadas nos joelhos e a cabeça entre eles. Imita-se, desse modo, uma esfera e não uma ponta, como na posição de pé. Jamais se deve deitar no chão, pois a descarga atingirá diretamente essa superfície.
-O que é mito e o que realmente procede sobre os raios?
Existem vários mitos em relação aos raios. Um desses mitos se refere aos espelhos que podem atrair raios. Isto não é verdade. Esta crença surgiu na época em que os espelhos tinham grandes molduras metálicas. Elas, sim, um grande atrativo para os raios. Assim, não há necessidade de cobrir espelhos durante uma tempestade.
Outro mito se trata de que um raio não atinge o mesmo local duas vezes. Também é mentira. Uma prova disso é o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, que recebe cerca de seis raios por ano.
Fonte: Ascom / Inema