Geoinformação no Estado da Bahia é tema do IV Geopublica

02/10/2015
Ontem, 1° de outubro, no auditório da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Agricultura (Seagri), foi realizado o IV Encontro de Produtores e Usuários de Informações Geoespaciais do Estado da Bahia, o Geopublica. O evento é uma realização da Comissão Estadual de Cartografia (CECAR) e do Grupo Temático de Informações Geoespaciais (GTIGEO). Esse ano o tema direcionador é Geoinformação na Bahia: Produção, Qualidade e Acesso, e contou com palestrantes locais e de outros estados.

O objetivo é fortalecer e ampliar a produção, o uso e a disseminação da informação geoespacial no Estado, tendo como suas premissas básicas o acolhimento das solicitações de apoio aos órgãos usuários de geoinformação e o direcionamento de soluções.

Para Fabíola Andrade, uma das organizadoras do evento e subcoordenadora do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), o evento é uma importante ferramenta de integração entre instituições que produzem informação geográfica, técnicos e a academia. “Foi um evento muito importante, principalmente pela participação maciça de diversas instituições do estado, bem como empresas privadas e algumas instituições ligadas a universidades, para mostrar que a comunidade como um todo precisa produzir e disseminar a informação geográfica a respeito do Estado. Para o corpo técnico que trabalha com esse tipo de informação, essa integração é importante, e para o usuário da informação geográfica, que é aquele usuário que não trabalha na área mais que ele precisa da informação também”, disse Andrade.

Para o avanço da propagação do que é novidade em informação geoespacial, é importante aumentar o ciclo de instituições e pessoas envolvidas nesse trabalho. “Eventos como esse são de extrema importância para que isso aconteça”, destaca a engenheira cartógrafa da Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), Lígia Alcântara.

“O evento vem em um momento de agregar, tanto internamente, divulgando o que vem acontecendo, o que está na vanguarda da geotecnologia pra sensibilização de todos os órgãos que estão aqui no evento, como também pra convidar novos parceiros a fazer parte do grupo seleto que vem trabalhando, divulgando e implantando a geotecnologia no trabalho da gestão estadual. Então, acredito no sucesso do evento, até pela quantidade de participantes e pelo seu retorno, já que essa é a quarta edição do evento, e é um sucesso”, completa a engenheira.

O Estado da Bahia é pioneiro nos avanços das pesquisas e divulgação da geoinformação, e a integração de outros estados que também estão envolvidos nesse trabalho é importante, como diz a professora Silvana Camboim da Universidade Federal do Paraná.

“Minha vinda foi fantástica aqui para o Geopublica, pois o decreto que fez a ideia da Bahia é muito pioneiro, está muito a frente de todos os outros estados. Essa discussão está muito amadurecida. Eu vim ontem falar sobre mapeamento colaborativo, sobre integrar o cidadão a esses mapas, tive uma receptividade super boa e acredito que realmente, continuando esse bom trabalho, tem muita coisa boa pra ser feita pra frente. Eventos como esse são muito importantes pra todos os envolvidos aproveitarem essa chance de trocar suas ideias, suas experiências, e poder ter dividido também as nossas experiências na área acadêmica de Curitiba com os gestores públicos da informação no estado da Bahia”, enfatizou.

O evento foi prestigiado também pelo público estudantil, que aprovou a iniciativa, como disse a estudante do segundo ano do curso de geografia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Verena Loiane. “Para mim está sendo de suma importância, pois agrega muito na nossa formação. A gente está vendo palestras na prática com pessoas da área, trazendo as inovações tecnológicas na área de geoinformação”.
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