Estudo sobre impacto das mudanças climáticas em Bacia é apresentado ao Inema

19/02/2016
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), em conjunto com a Agência Nacional de Águas (ANA), a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e a Universidade Federal do Ceará (UFC), realizou nesta sexta-feira (19) Seminário de Adaptação do Planejamento e da Operação dos Recursos Hídricos à variabilidade e mudanças climáticas na Bacia estendida do Rio São Francisco.

A reunião buscou divulgar os resultados do estudo ao Inema para fomentar discussões sobre o estabelecimento de estratégias de adaptação à variabilidade do clima e às mudanças climáticas em regiões semiáridas. As implicações dessas mudanças sobre o processo de alocação de água do Rio São Francisco em conjunto com as Bacias do Piranhas-Açu e Região Hidrográfica Jaguaribe-Metropolitana é objeto do Termo de Cooperação entre a ANA, UFC e Funceme.

Diretor de Águas do Inema, Bruno Jardim aprovou a idealização e afirmou que o mesmo pode servir como base para outras bacias. “Este é um projeto que podemos emplacar. Em termos de articulação, é uma possibilidade para que o órgão contribua com algumas informações e agregar as mesmas às nossas práticas, aplicando a metodologia de avaliação em outras áreas que não sejam o São Francisco”, disse o diretor.

O presidente da Fundação, Eduardo Sávio Martins, ressaltou a importância do estudo. “A ideia do projeto é que a gente veja como o clima futuro vai impactar o setor de recursos hídricos e permitir ao setor a usar cenários para o seu planejamento em longo prazo, olhando não só o clima, mas também como as projeções de demanda e como isso vai impactar o desenvolvimento econômico da região nessas bacias que compõem o projeto”, apontou Martins.

Neste estudo foram produzidas séries de precipitação, temperatura e evapotranspiração potencial para os hidrossistemas das regiões hidrográficas envolvidas no Projeto de Integração do São Francisco, para cada um dos modelos climáticos do Projeto de Intercomparação de Modelos Acoplados - Fase 5 (CMIP5). Estas séries alimentaram um padrão hidrológico para a geração de séries de vazões, permitindo, assim, a avaliação do impacto das mudanças de clima sobre a hidrologia das bacias.
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