Inema marca presença em Seminário de Avaliação da Seca no Semiárido Brasileiro

02/12/2016
Entre os dias (30/11) até o dia (02/12) aconteceu em Fortaleza, o Seminário de Avaliação da Seca de 2010-2016 no Semiárido Brasileiro e reuniu representantes de várias instituições federais, estaduais e internacionais, contando com a participação direta dos nove estados do Nordeste, além de Minas Gerais e Espírito Santo.

O Semiárido do Nordeste do Brasil vem atravessando, desde 2010, uma das secas plurianuais mais severas de que se tem notícia. Apesar da secular experiência brasileira de políticas públicas para o enfrentamento das secas do Nordeste, os impactos econômicos, sociais e ambientais ainda se fazem sentir fortemente. Além de queda na produção agropecuária e de impactos negativos em outras atividades econômicas, há séria crise no abastecimento de água, com muitos reservatórios já secos ou em situação crítica.

No entanto, há muitas lições a aprender que podem contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas nos Estados e no Governo Federal, inclusive levando em conta cenários futuros de mudanças climáticas. Dessa forma, o Seminário de Avaliação da Seca de 2010-2016 no Semiárido Brasileiro teve objetivo de documentar aspectos climáticos, impactos, respostas e lições para subsidiar futuras estratégias de adaptação aos impactos das secas no contexto de mudanças climáticas e crescente pressão antrópica e contribuir para o aperfeiçoamento da Política Nacional sobre Secas.

De acordo com o coordenador da Coordenação de Monitoramento do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Eduardo Topázio que participou do evento, destacou a importância de se discutir este tema, pois através de um levantamento foi percebido que o trimestre de outubro, novembro e dezembro deste ano já é considerado o mais seco em 55 anos.

"O objetivo desse seminário é dar vazão a um trabalho muito importante que caminha para uma nova visão de política sobre a seca. É um aprimoramento a um trabalho que ao longo de décadas fazemos na área e que promete dar uma nova qualidade. O essencial é propôr uma política proativa que não só responda ao período de crise, mas de permanência na atenção à questão", destacou.
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