Presentes biodegradáveis são opções para saudar Iemanjá

01/02/2017
Para sensibilizar a população sobre a importância de conciliar a preservação ambiental com os costumes e tradições, o secretário estadual de Meio Ambiente, Geraldo Reis, participa da festa de Iemanjá, nesta quinta-feira, 2 de fevereiro. O gestor vai homenagear a Rainha do Mar com presentes biodegradáveis, a cesta será levada à Colônia de Pescadores no início dos festejos, às 7h.

"Esse gesto representa nosso agradecimento e pedido de proteção para esse ano de trabalho que se inicia, mas é também um exemplo para as pessoas que participam desta tradição religiosa e cultural da Bahia, um cuidado que nossa sociedade deve cultivar na relação com o meio em que vive, em especial com nossas praias, durante todo o ano", diz o secretário.

Pentes de plástico, espelhos, flores artificiais e frascos com perfumes são alguns mimos jogados no mar, oferecidos à divindade. Só que muitos desses objetos não degradáveis ameaçam o ecossistema marinho, porque levam centenas de anos para a decomposição, tornando-se também alimentos prejudiciais para peixes, baleias e tartarugas marinhas, causando o desequilíbrio na cadeia alimentar desses animais.

De acordo com a especialista em Educação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente do Estado da Bahia (Sema), Silvani Honorato, existem presentes biodegradáveis que podem ser levados para Iemanjá e que não causam impactos ambientais, pelo rápido tempo de decomposição.

As flores artificiais podem ser substituídas pelas naturais. Os pentes de plástico podem ser substituídos pelos de madeira, que levam seis meses, em média, para se decompor. Um presente comum entre os fiéis são os frascos com perfumes. Mas apenas o líquido pode ser despejado no mar. Além de durar milhares de anos, o vidro do perfume pode causar danos aos corais.

Ainda de acordo com Silvani Honorato, a religião e a sustentabilidade podem caminhar sempre juntas. “A tradição dos presentes levados à Iemanjá tem que andar lado a lado com a preservação ambiental. As pessoas estão tomando consciência de que isso é importante. É preciso que os terreiros e os órgãos ambientais continuem falando, fazendo campanhas e dando alternativas para que os fiéis possam dar continuidade a esses ritos religiosos com responsabilidade ambiental”, finalizou.
Galeria: