Inema auxilia o IMA no transporte da Frida, um elefante-marinho resgatado em Nova Viçosa

01/03/2022
O Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do Inema foi acionado para auxiliar na transferência de um elefante-marinho fêmea (Mirounga leonina) do município de Nova Viçosa para a capital baiana. O animal estava sob os cuidados do Projeto Baleia Jubarte e de parceiros como o Instituto de Mamíferos Aquáticos (IMA), o Instituto ORCA, a CTA Ambiental e Secretaria de Meio Ambiente de Nova Viçosa, desde o dia 14 de fevereiro. Confira as imagens no final da matéria.

De acordo com informações da equipe de resgate do Projeto, o animal, nomeado por Frida, foi encontrado pela comunidade de Barra Velha, em Nova Viçosa, muito debilitado, magro e pouco reativo. Concluídos doze dias de tratamento clínico e estabilização, a Frida ganhou 5 kg e os exames laboratoriais apresentaram bons resultados, estando livre de patógenos (doenças). Assim, ela finalmente estava apta para seguir viagem até a sede do IMA, em Salvador.

A coordenadora técnica do IMA, Larissa Pavanelli, explica que “a transferência era necessária devido ao fato de que a sede do Instituto de Mamíferos Aquáticos, em Salvador, é o centro de reabilitação de fauna marinha mais próximo, com recinto adaptado para a espécie e equipe qualificada para o atendimento”.

Atendendo ao chamado, no dia 24 de fevereiro, o biólogo do CETAS, Haeliton Cerqueira, e a coordenadora Larissa, seguiram viagem com a missão de resgate da Frida em Nova Viçosa e da transferência cuidadosa dela até a capital baiana. “Partimos rumo à Ilhéus, a caminho da base de apoio do IMA, em Olivença, e paramos lá para descansar. No dia seguinte, pegamos a estrada para Nova Viçosa, onde a Frida estava em reabilitação. De lá a gente ficou mais um dia e viajou somente à noite para favorecer o bem-estar dela, com a temperatura um pouco mais baixa”, relata Haeliton.

Ele conta ainda que, ao longo da viagem, tiveram paradas cuidadosas a cada duas horas para resfriar a Frida com água gelada e aferir os parâmetros dela. “A base de apoio do IMA em Olivença foi um dos primeiros pontos que paramos para alimentá-la novamente, seguindo o cronograma do jejum de 12 horas completo durante a viagem. Depois de alimentada e descansada, preparamos ela para, novamente, pegar a estrada à caminho de Salvador, concluindo a viagem somente no domingo [27]”, disse.

Segundo Pavanelli, “todos os procedimentos e cuidados iniciais são necessários para garantir a sobrevivência do animal e para que ele aguente o transporte”. O veículo utilizado para o transporte da Frida, por exemplo, é o mesmo utilizado pelos Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do Inema, para o manejo da fauna no estado. É um automóvel climatizado que tem controle de temperatura para melhor conforto e adaptação do "passageiro silvestre".

Atualmente, o animal encontra-se em reabilitação na sede do IMA, em Salvador, e assim permanecerá até concluir sua reabilitação. “Modificamos a sua dieta de modo a atender as demandas nutricionais da paciente. Ela tem recebido suplementações e hoje eu coletei sangue para refazer os exames e avaliar a melhora clínica. Quanto às feridas, provavelmente causadas pelas pedras do mar, já que esses animais utilizam costões rochosos para descanso, seguem em processo de cicatrização, mas ela ainda precisa ganhar bastante peso até que seja realizada a sua soltura”, concluiu a coordenadora Larissa.

 

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