Inema discute sobre questões ambientais com comunidade de Bananeiras, em Ilha de Maré

23/08/2024
Com o objetivo de informar e envolver a comunidade local nas ações ambientais realizadas na Ilha de Maré, especialmente na localidade de Bananeiras, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) promoveu, na manhã desta sexta-feira (23), um encontro com os moradores da região. A Diretoria de Fiscalização do Inema esteve presente para reforçar o compromisso da instituição com a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável da área.

O diretor de Fiscalização Ambiental do Inema, Eduardo Topázio, destacou a relevância das atividades de fiscalização, que incluem a autorização e monitoramento de atividades industriais dentro dos limites legais, bem como a aplicação de sanções quando necessário. Ele também explicou os detalhes do novo plano de gestão que está sendo desenvolvido para a Baía de Todos-os-Santos (BTS), uma região de grande complexidade ambiental.

“O secretário está elaborando um novo plano de gestão para a BTS, considerando os desafios ambientais da região. Este plano busca padronizar e regular todas as ações que impactam a baía, e será desenvolvido com a participação ativa da população através de consultas públicas. É essencial que a comunidade, que vive os problemas diariamente, esteja envolvida, pois nenhum plano será eficaz sem essa participação. Como servidores públicos, nosso dever é atender às demandas da população, mas precisamos trabalhar dentro dos limites da lei e com a colaboração de todos,” afirmou Topázio.

A Comunidade de Bananeiras, com cerca de 1.500 habitantes que dependem da pesca, agricultura familiar, artesanato e culinária local, vê nesse encontro uma oportunidade significativa. Marisélia Lopes, pescadora da comunidade, expressou a importância do momento. “Nossa comunidade quilombola, pesqueira, vive ancestralmente da pesca e da agricultura. As mulheres e os jovens são os principais defensores da nossa cultura e enfrentam os desafios diários. É crucial ter respeito, sensibilidade e habilidade ao se aproximar. Nosso modo de vida, nosso sustento, vem das águas, das lamas, das matas, e do manguezal. Antes de trazer questões e propostas, é fundamental sentir e respeitar o lugar em que pisamos,” destacou Marisélia.

Também presente na reunião, Túlio Silva, servidor do Inema responsável pela gestão da BTS, enfatizou que, antes de 2017, o plano de manejo e o zoneamento eram decididos principalmente pelo poder público, com base em estudos técnicos. Contudo, desde então, o instituto adotou uma metodologia participativa, inspirada pelo ICMBio, em que as comunidades locais desempenham um papel ativo na construção desses planos. “Um exemplo claro dessa mudança é o plano de desenvolvimento sustentável da BTS. É fundamental envolver as comunidades e outros atores locais na elaboração desse plano. Estamos diante de uma oportunidade única de contribuir para a construção de um documento sustentável e participativo. Recentemente, desenvolvemos o plano de manejo do Parque Pituaçu, o primeiro realizado pelo Inema com recursos próprios, sem depender de compensações ambientais. Esse projeto foi inovador, inclusive para os técnicos do instituto e da Sema,” ressaltou Túlio.
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