04/10/2024
Entre os dias 02 e 04 de outubro, representantes do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) participaram da oficina de elaboração do 2º Ciclo do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Primatas da Mata Atlântica e da Preguiça-de-coleira (PAN PPMA), promovida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no Centro de Formação em Conservação da Biodiversidade (ACADEBio), no município de Iperó (SP).
Instituído no ano de 2018 pela Portaria n° 702 do ICMBio, o PAN PPMA visa à proteção de 13 espécies de primatas e duas de preguiças que habitam a Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos e ameaçados do planeta. Entre as espécies de primatas, encontram-se o Muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus), o Mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) e a Preguiça-de-coleira (Bradypus torquatus), espécies bastante conhecidas da biodiversidade brasileira que figura na lista de animais em perigo.
A Técnica em Meio Ambiente e Recursos Hídricos lotada na Coordenação de Gestão de Fauna (CGFAU) e uma das representantes do Inema na oficina, Maria Luiza Oliveira de Deus, afirmou que ao longo do primeiro ciclo (2019-2024), o Inema teve um papel ativo nas articulações para a criação do Comitê de Manejo Populacional do Alouatta guariba (CMAG). Popularmente conhecido como bugio-ruivo, essa espécie está em estado crítico de conservação na Bahia, onde enfrenta um declínio populacional severo.
“Dentro do primeiro PAN, lá em 2022, foi criado o Comitê de Manejo Populacional do Alouatta guariba (CMAG). Esse comitê é formado por especialistas e representantes dos órgãos de meio ambiente (OEMAs) dos estados onde a espécie ocorre. Nós nos reunimos frequentemente para tomar decisões sobre o manejo populacional do bugio-ruivo, espécie que está quase extinta na Bahia. Em outros estados, como São Paulo e Santa Catarina, ainda há populações visíveis em vida livre, mas na Bahia, infelizmente, os avistamentos são raros.”, afirma.
Ela destaca ainda que ao longo dos últimos anos, foram realizadas reuniões mensais visando o manejo populacional desses bugios, in situ (que está em seu lugar na natureza) e ex situ (fora do lugar de origem, como em zoológicos), para conservação da espécie, além da realização de ações como a soltura de bugios mantidos em cativeiro, aclimatação e formação de bandos. Decisões essas passam pela aprovação do CMAG antes de serem implementadas.
Os planos de ação integram as políticas públicas de conservação da biodiversidade, coordenado pelo ICMBio, pactuadas com a sociedade que identificam e orientam as ações prioritárias para combater as ameaças que põem em risco populações de espécies e os ambientes naturais e, assim, protegê-los.
Durante a oficina, os especialistas destacaram a importância de ações integradas para restaurar e conectar fragmentos florestais, permitindo que as populações desses primatas e preguiças possam se mover livremente e encontrar recursos necessários para sobreviver. Também foi discutida a necessidade de fortalecer as unidades de conservação existentes e a criação de novas áreas protegidas.
Outro ponto crucial levantado foi o papel da sociedade na conservação. O sucesso do PAN PPMA depende não apenas de esforços governamentais e científicos, mas também do envolvimento da população local e nacional. Campanhas de educação ambiental, parcerias com empresas para promover práticas sustentáveis e iniciativas de ecoturismo são exemplos de como as entidades públicos como o ICMBio e o Inema, junto com a sociedade, podem ser mobilizada para participar ativamente da preservação da biodiversidade.
Fotos: Divulgação
Instituído no ano de 2018 pela Portaria n° 702 do ICMBio, o PAN PPMA visa à proteção de 13 espécies de primatas e duas de preguiças que habitam a Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos e ameaçados do planeta. Entre as espécies de primatas, encontram-se o Muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus), o Mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) e a Preguiça-de-coleira (Bradypus torquatus), espécies bastante conhecidas da biodiversidade brasileira que figura na lista de animais em perigo.
A Técnica em Meio Ambiente e Recursos Hídricos lotada na Coordenação de Gestão de Fauna (CGFAU) e uma das representantes do Inema na oficina, Maria Luiza Oliveira de Deus, afirmou que ao longo do primeiro ciclo (2019-2024), o Inema teve um papel ativo nas articulações para a criação do Comitê de Manejo Populacional do Alouatta guariba (CMAG). Popularmente conhecido como bugio-ruivo, essa espécie está em estado crítico de conservação na Bahia, onde enfrenta um declínio populacional severo.
“Dentro do primeiro PAN, lá em 2022, foi criado o Comitê de Manejo Populacional do Alouatta guariba (CMAG). Esse comitê é formado por especialistas e representantes dos órgãos de meio ambiente (OEMAs) dos estados onde a espécie ocorre. Nós nos reunimos frequentemente para tomar decisões sobre o manejo populacional do bugio-ruivo, espécie que está quase extinta na Bahia. Em outros estados, como São Paulo e Santa Catarina, ainda há populações visíveis em vida livre, mas na Bahia, infelizmente, os avistamentos são raros.”, afirma.
Ela destaca ainda que ao longo dos últimos anos, foram realizadas reuniões mensais visando o manejo populacional desses bugios, in situ (que está em seu lugar na natureza) e ex situ (fora do lugar de origem, como em zoológicos), para conservação da espécie, além da realização de ações como a soltura de bugios mantidos em cativeiro, aclimatação e formação de bandos. Decisões essas passam pela aprovação do CMAG antes de serem implementadas.
Os planos de ação integram as políticas públicas de conservação da biodiversidade, coordenado pelo ICMBio, pactuadas com a sociedade que identificam e orientam as ações prioritárias para combater as ameaças que põem em risco populações de espécies e os ambientes naturais e, assim, protegê-los.
Durante a oficina, os especialistas destacaram a importância de ações integradas para restaurar e conectar fragmentos florestais, permitindo que as populações desses primatas e preguiças possam se mover livremente e encontrar recursos necessários para sobreviver. Também foi discutida a necessidade de fortalecer as unidades de conservação existentes e a criação de novas áreas protegidas.
Outro ponto crucial levantado foi o papel da sociedade na conservação. O sucesso do PAN PPMA depende não apenas de esforços governamentais e científicos, mas também do envolvimento da população local e nacional. Campanhas de educação ambiental, parcerias com empresas para promover práticas sustentáveis e iniciativas de ecoturismo são exemplos de como as entidades públicos como o ICMBio e o Inema, junto com a sociedade, podem ser mobilizada para participar ativamente da preservação da biodiversidade.
Fotos: Divulgação