29/04/2025
Um Jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris), resgatado na cidade de Ribeira do Pombal, localizado no Nordeste baiano, a 290 quilômetros de Salvador, pela equipe técnica do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), passou por um procedimento para a retirada de um anzol de quase 10 centímetros preso no esôfago, situação recorrente entre espécies aquáticas e semiaquáticas em áreas de pesca. A endoscopia foi realizada na segunda-feira (28), na Anesthesia Safety Veterinary, grupo parceiro do Cetas.
De acordo com Caio Vinícius Almeida, médico veterinário do CETAS, o animal popularmente conhecido por ser o jacaré-mariposa e jacaré-verde, a espécie de papo-amarelo foi resgatada junto com outros dois indivíduos após um episódio de cheia que os levou a um poço desativado na zona rural de Ribeira do Pombal. Os animais foram encaminhados inicialmente para a unidade mais próxima do município, em Cruz das Almas, e lá chegaram debilitados, com sinais de anemia e desnutrição.
“Durante a avaliação clínica nos jacarés, procedimento padrão realizado em todos os animais que chegam ao CETAS, foi observado que eles não estavam com uma boa composição corporal, peso compatível para a espécie, além de outros parâmetros clínicos de animais saudáveis. Então eles foram submetidos a exames clínicos, laboratoriais e de radiografias, e foi nesse momento que a equipe médica do CETAS de Cruz das Almas encontrou um anzol preso no esôfago de um deles, uma fêmea jovem com cerca de 80 centímetros e pesando 1,9 quilos”, detalhou.
Em seguida, o animal foi encaminhado para o CETAS de Salvador, para ser atendido por uma equipe médica integrada entre os profissionais do Inema, veterinários especialistas e instituições parceiras. Já em Salvador, o procedimento foi conduzido pelo médico veterinário Rafael Neto, especialista em endoscopia e cirurgia, com o suporte de uma equipe multidisciplinar formada por anestesistas e estagiários do CETAS.
“Foi um processo difícil, mas conseguimos remover o anzol sem muitas lesões que vêm dessa retirada, porque o anzol tinha uma fisga. Mas o principal é que a gente conseguiu evitar uma cirurgia, que seria um procedimento muito mais invasivo nesse paciente de vida livre, então seria muito complicado fazer o pós-operatório. A endoscopia conseguiu remover e foi tudo tranquilo”, explicou Rafael.
A anestesia do réptil foi realizada por Gildasio Fernandes, médico veterinário anestesista e cardiologista do grupo parceiro Safety Veterinary. Segundo ele, “os répteis têm uma fisiologia completamente diferente dos mamíferos, são animais que às vezes têm hábito aquático, que podem ficar em apneia e até hibernar por longos tempos. O procedimento foi um sucesso, graças a Deus. Induzimos a espécie a uma anestesia geral e fizemos a retirada do anzol. A literatura de silvestre é um pouco escassa, mas a gente consegue fazer sim um procedimento com toda a segurança necessária para o paciente".
O animal seguirá em tratamento com anti-inflamatórios e antibióticos no CETAS de Salvador, até que esteja completamente apto para ser devolvido à natureza. Até lá, Caio afirma que os animais continuarão sendo observados pela equipe técnica do CETAS, "com alimentação assistida, suplementação e monitoramento constante, como parte do processo de reabilitação".
Encontrou animal silvestre ferido, longe de seu habitat natural, andando por rodovias, praças e residências, ou pretende fazer uma entrega voluntária? Solicite imediatamente o resgate através do WhatsApp do Cetas (71) 99661-3998.
Com unidades em Salvador e Cruz das Almas, o CETAS/Inema é responsável pelo resgate, tratamento e reabilitação de animais silvestres, até estarem aptos para serem devolvidos ao seu habitat natural.
De acordo com Caio Vinícius Almeida, médico veterinário do CETAS, o animal popularmente conhecido por ser o jacaré-mariposa e jacaré-verde, a espécie de papo-amarelo foi resgatada junto com outros dois indivíduos após um episódio de cheia que os levou a um poço desativado na zona rural de Ribeira do Pombal. Os animais foram encaminhados inicialmente para a unidade mais próxima do município, em Cruz das Almas, e lá chegaram debilitados, com sinais de anemia e desnutrição.
“Durante a avaliação clínica nos jacarés, procedimento padrão realizado em todos os animais que chegam ao CETAS, foi observado que eles não estavam com uma boa composição corporal, peso compatível para a espécie, além de outros parâmetros clínicos de animais saudáveis. Então eles foram submetidos a exames clínicos, laboratoriais e de radiografias, e foi nesse momento que a equipe médica do CETAS de Cruz das Almas encontrou um anzol preso no esôfago de um deles, uma fêmea jovem com cerca de 80 centímetros e pesando 1,9 quilos”, detalhou.
Em seguida, o animal foi encaminhado para o CETAS de Salvador, para ser atendido por uma equipe médica integrada entre os profissionais do Inema, veterinários especialistas e instituições parceiras. Já em Salvador, o procedimento foi conduzido pelo médico veterinário Rafael Neto, especialista em endoscopia e cirurgia, com o suporte de uma equipe multidisciplinar formada por anestesistas e estagiários do CETAS.
“Foi um processo difícil, mas conseguimos remover o anzol sem muitas lesões que vêm dessa retirada, porque o anzol tinha uma fisga. Mas o principal é que a gente conseguiu evitar uma cirurgia, que seria um procedimento muito mais invasivo nesse paciente de vida livre, então seria muito complicado fazer o pós-operatório. A endoscopia conseguiu remover e foi tudo tranquilo”, explicou Rafael.
A anestesia do réptil foi realizada por Gildasio Fernandes, médico veterinário anestesista e cardiologista do grupo parceiro Safety Veterinary. Segundo ele, “os répteis têm uma fisiologia completamente diferente dos mamíferos, são animais que às vezes têm hábito aquático, que podem ficar em apneia e até hibernar por longos tempos. O procedimento foi um sucesso, graças a Deus. Induzimos a espécie a uma anestesia geral e fizemos a retirada do anzol. A literatura de silvestre é um pouco escassa, mas a gente consegue fazer sim um procedimento com toda a segurança necessária para o paciente".
O animal seguirá em tratamento com anti-inflamatórios e antibióticos no CETAS de Salvador, até que esteja completamente apto para ser devolvido à natureza. Até lá, Caio afirma que os animais continuarão sendo observados pela equipe técnica do CETAS, "com alimentação assistida, suplementação e monitoramento constante, como parte do processo de reabilitação".
Encontrou animal silvestre ferido, longe de seu habitat natural, andando por rodovias, praças e residências, ou pretende fazer uma entrega voluntária? Solicite imediatamente o resgate através do WhatsApp do Cetas (71) 99661-3998.
Com unidades em Salvador e Cruz das Almas, o CETAS/Inema é responsável pelo resgate, tratamento e reabilitação de animais silvestres, até estarem aptos para serem devolvidos ao seu habitat natural.