Bahia reforça ações de prevenção no Dia Internacional de Redução do Risco de Desastres Naturais

13/10/2025

 

Nesta segunda-feira (13) é celebrado o Dia Internacional da Redução do Risco de Desastres Naturais, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1989 com o objetivo de fortalecer uma cultura global voltada à prevenção, mitigação e redução dos impactos causados por eventos extremos. Na Bahia, a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) desenvolvem uma série de ações e programas estruturantes que contribuem diretamente para minimizar riscos e prevenir desastres naturais no estado.

De acordo com o secretário da Sema, Eduardo Mendonça Sodré Martins, a atuação da pasta é estratégica e integrada. “Temos iniciativas importantes, como o Programa Planta Bahia, que, por meio do reflorestamento, ajuda a reduzir processos erosivos, previne deslizamentos e fortalece o enfrentamento às mudanças climáticas. Também coordenamos o Programa Bahia Sem Fogo, que trabalha de forma permanente com monitoramento, prevenção e combate aos incêndios florestais”, destacou.

No âmbito do Inema, a Diretoria de Águas desempenha um papel essencial na gestão dos recursos hídricos, promovendo estudos e implementando ações para assegurar a qualidade e a conservação da água no estado. “A gestão eficiente dos recursos hídricos é uma ferramenta fundamental para a redução de riscos, especialmente em períodos de estiagem ou chuvas intensas”, ressaltou o diretor-geral do Inema, Eduardo Topázio.

Os efeitos das mudanças climáticas representam um dos maiores desafios para o poder público, principalmente por intensificarem a frequência e a gravidade dos eventos climáticos extremos. Secas prolongadas, inundações, ondas de calor, tempestades e incêndios florestais têm ocorrido de forma cada vez mais recorrente e intensa, reduzindo significativamente o intervalo entre um evento e outro. Na Bahia, a situação já reflete esse cenário, segundo dados da Superintendência de Proteção e Defesa Civil (SUDEC), 11 municípios estão em situação de emergência devido às chuvas, enquanto outros 136 decretaram emergência por causa da estiagem. Isso mostra que, no mesmo território, é possível enfrentar eventos opostos, como excesso de chuva e seca, quase simultaneamente.

Para enfrentar esses impactos, o governo estadual atua por meio de diversas políticas públicas e planos integrados. No caso da seca, por exemplo, existe a Política Estadual de Convivência com o Semiárido e o Plano Estadual de Combate à Desertificação. Para as enchentes, há planos de bacias hidrográficas, e para a erosão costeira, ações de gerenciamento costeiro e capacitação técnica.

“Não se trata de problemas que possam ser resolvidos com medidas isoladas ou imediatas. São questões complexas que demandam planejamento, integração entre diferentes setores e execução contínua das políticas socioambientais. O Plano de Convivência com o Semiárido, por exemplo, envolve 168 ações, enquanto o de combate à desertificação contempla mais de 150. É por meio dessas estratégias que o Estado busca reduzir os riscos e enfrentar os efeitos cada vez mais severos das mudanças climáticas”, completou o diretor de Políticas e Planejamento Ambiental da Sema, Tiago Porto.

Para o coordenador de Estudos de Clima e Projetos Especiais do Inema, Aldirio Almeida, a atuação da COCEP é essencial para prevenir e reduzir os impactos de desastres naturais. “A COCEP realiza um monitoramento contínuo das condições que podem favorecer a ocorrência de eventos extremos, como chuvas intensas, vendavais, períodos de seca e incêndios florestais. Esse trabalho é feito por meio da Sala de Situação, que acompanha diariamente dados meteorológicos e hidrológicos de todo o estado. No entanto, é importante destacar que a ocorrência de um desastre não depende apenas dessas condições naturais, mas também da vulnerabilidade das áreas afetadas. Fatores como urbanização desordenada, construções em encostas ou áreas alagáveis, deficiência na infraestrutura hídrica e uso inadequado do fogo em atividades agrícolas aumentam significativamente o risco e a gravidade dos impactos”, explicou o coordenador.

Desde o uso responsável do solo até a preservação das áreas verdes, toda ação sustentável ajuda a construir uma Bahia mais preparada para os desafios climáticos.