O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) encerra o ano de 2025 consolidando-se como um dos principais órgãos executores da política ambiental da Bahia, com resultados expressivos em fiscalização, conservação da fauna, gestão das águas e monitoramento climático. Ao longo do ano, o Instituto intensificou sua presença em campo, fortaleceu a atuação técnica e ampliou o diálogo com a sociedade, garantindo respostas concretas aos desafios ambientais do estado.
Entre janeiro e dezembro, o Inema manteve uma atuação contínua de utilidade pública, com a publicação de mais de 550 matérias e boletins técnicos, incluindo alertas meteorológicos e operações de fiscalização ambiental em diferentes regiões do território baiano.
Nas redes sociais, o Inema alcançou apenas no mês de outubro 20 mil seguidores e, atualmente, conta com 26,6 mil. No segundo semestre, os conteúdos com melhor desempenho foram o post sobre a frente fria na Bahia, que alcançou 221 mil visualizações em 21 de novembro; o post sobre jiboias em áreas urbanas, com 31 mil visualizações em 19 de setembro; o conteúdo do Dia Mundial das Aves, com 29 mil visualizações em 5 de outubro; e o post do Dia da Fauna, que obteve 24 mil visualizações em 22 de setembro.
Para o diretor-geral do Inema, Eduardo Topázio, o ano de 2025 foi marcado por muito trabalho, presença em campo e entrega de resultados concretos para a sociedade baiana. “O Instituto cumpriu seu papel técnico e institucional, atuando desde a fiscalização ambiental até a gestão das águas, da fauna e do clima. Nosso foco é garantir que a política ambiental saia do papel e gere proteção real aos ecossistemas, segurança hídrica e qualidade de vida para a população. Seguimos fortalecendo uma atuação baseada na ciência, no diálogo e na responsabilidade com o futuro do estado”, afirmou Topázio.
Protagonismo climático e presença internacional
Um dos destaques de 2025 foi a participação técnica do Inema na COP30, realizada em Belém (PA). O Instituto levou ao debate internacional experiências estratégicas da Bahia, como o Monitor de Secas, ferramenta essencial para a gestão hídrica no Nordeste, e as ações de implementação do Código Florestal no semiárido baiano, apresentadas durante o Seminário Diálogo Florestal, realizado nos municípios de Abaré e Macururé.
A atuação internacional também se refletiu em parcerias ambientais com países como França, China e Japão, ampliando a visibilidade das políticas públicas ambientais desenvolvidas na Bahia.
Referência nacional na gestão da fauna silvestre
O Inema também consolidou sua posição como referência nacional no manejo da fauna silvestre. Em outubro, o Instituto divulgou o balanço de mais de 58 mil atendimentos realizados pelos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) entre 2021 e 2025, com uma taxa de soltura próxima de 50%. A gestão de fauna ganhará um reforço com a construção de novos Cetas em Ilhéus e Barreiras.
O Parque Zoobotânico da Bahia foi reaberto para visitação em junho e teve papel de destaque como espaço de educação ambiental, lazer e conservação. Nesta etapa, foram revitalizados o aviário, a Ilha dos Macacos, o felinário e os quiosques. Também foram implantados o Sítio Paleontológico e uma réplica do Tiranossauro Rex (T-Rex). Além da primeira etapa da requalificação do Parque Metropolitano do Abaeté, entregue em setembro, ampliando o acesso da população a espaços de lazer, educação ambiental e conservação da fauna.
Na área de recursos hídricos, 2025 foi marcado por conquistas estruturantes. O Inema acompanhou a aprovação do Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Recôncavo Norte e Inhambupe, instrumento que vai orientar a gestão das águas pelos próximos 15 anos. Ainda no mesmo território, o Conselho Estadual de Recursos Hídricos aprovou o enquadramento dos corpos d’água, estabelecendo metas claras de qualidade e uso sustentável.
Ao longo do ano, o Instituto também fortaleceu a atuação dos Comitês de Bacias Hidrográficas e manteve o monitoramento permanente de mais de 600 pontos de coleta de água em todo o estado.
Fiscalização ambiental e combate aos crimes contra a natureza
A fiscalização ambiental seguiu como uma das frentes mais robustas do Inema em 2025. Operações de grande impacto combateram o tráfico de animais silvestres, a caça predatória, o desmatamento ilegal e a pesca irregular.
A Operação Arara Kuara, realizada no sertão baiano, resultou no resgate de 140 animais silvestres, além da apreensão de armas de fogo e desmonte de acampamentos de caçadores. Durante o período do defeso do caranguejo-uçá, o Instituto intensificou ações em feiras, restaurantes e áreas de manguezal, garantindo a preservação da espécie e o equilíbrio dos ecossistemas costeiros.
Em 2025, o Inema intensificou a emissão de alertas meteorológicos e a divulgação de informações sobre eventos extremos, como chuvas intensas, frentes frias e períodos de seca. A atuação preventiva contribuiu para apoiar a tomada de decisão de gestores públicos e orientar a população, especialmente em períodos críticos.