A Secretaria do Meio Ambiente (Sema), responsável pela coordenação do Programa Bahia Sem Fogo, realizou a primeira reunião do ano do Comitê Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais. O encontro marcou a retomada das atividades do colegiado e contou, pela primeira vez, com a participação ampliada de gestores das Unidades Regionais (URs) do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), fortalecendo a articulação entre as equipes que atuam diretamente nos territórios.
A reunião teve como objetivo alinhar estratégias para o enfrentamento aos incêndios florestais no estado, além de iniciar o planejamento das ações preventivas que serão realizadas ao longo do ano, como os seminários regionais e as caravanas do Programa Bahia Sem Fogo. Participaram do encontro, entre outros representantes institucionais, integrantes da coordenação do Programa Bahia Sem Fogo, gestores das unidades regionais do Inema e representantes do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA), da Polícia Civil, da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa), além de técnicos da Sema e do Inema envolvidos na execução do programa.
Durante a abertura, a chefe de gabinete da Sema e presidente do comitê, Daniella Fernandes, destacou a importância do trabalho coletivo para a condução do programa e deu as boas-vindas aos novos integrantes que passaram a contribuir diretamente com a pauta. “O programa não se faz sozinho, ele é construído a várias mãos. Contamos com a colaboração de todos os entes que compõem esse comitê. Quero agradecer a todos e dar as boas-vindas à superintendente da Sema, Maiana Pitombo, que é uma servidora de carreira muito comprometida e que certamente contribuirá bastante com o programa”, afirmou.
A reunião também contou com a participação de representantes do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia. O coronel Jansen destacou que as ações de prevenção precisam caminhar de forma integrada com estratégias de fiscalização e responsabilização. “A prevenção não pode ficar apenas na resposta à proteção florestal. A gente também precisa de repressão, porque além de conscientizar a sociedade, é necessário inibir o cometimento desses crimes ambientais”, afirmou, ressaltando a importância de ampliar o diálogo com os órgãos de segurança pública.
Atuação das unidades regionais fortalece prevenção nos territórios
Um dos principais destaques do encontro foi justamente a presença dos gestores das Unidades Regionais do Inema, responsáveis por atuar diretamente nos territórios onde ocorrem os incêndios. A coordenadora da Coordenação de Gestão Descentralizada e Interação Social (CGDIS) do Inema, Rita Braga, explicou que a área acompanha as atividades das nove unidades regionais e dos postos de atendimento distribuídos pelo estado. “A CGDIS trabalha com as nove unidades regionais do estado e oito postos de atendimento, apoiando ações relacionadas à fiscalização, ao licenciamento e às diversas agendas do Inema. É uma satisfação estar aqui”, disse.
Entre os gestores presentes estavam Saul Reis, coordenador da UR do Oeste; Glauber Oliveira, da UR Sudoeste, com sede em Vitória da Conquista; Vasco Queiroz, coordenador regional do Extremo Sul; Thalles Rodrigues, da UR de Santa Maria da Vitória; Simone Sodré, da UR Chapada Diamantina; além de representantes das regiões Sul e Baixo Sul, Piemonte da Diamantina e Juazeiro.
Durante as falas, os gestores destacaram a importância da atuação integrada entre os órgãos ambientais, brigadas voluntárias e Corpo de Bombeiros no enfrentamento aos incêndios. O coordenador da Unidade Regional Sudoeste, Glauber Oliveira, ressaltou que a região possui municípios com histórico recorrente de incêndios, o que exige ações contínuas de prevenção e resposta. “Nossa atuação envolve municípios com maior incidência de incêndios, como Érico Cardoso e Rio de Contas, e fazemos também parceria com colegas da Chapada Diamantina. Já temos cerca de dez anos de atuação nesse trabalho junto com o Corpo de Bombeiros e outras instituições”, afirmou.
No Extremo Sul, o coordenador regional Vasco Queiroz lembrou episódios recentes de grandes incêndios e destacou o papel do programa na articulação das respostas. “Tivemos em 2023 uma grande queimada no Parque Monte Pascoal e também na região de Santo André. O que funcionou muito bem naquele momento foi a integração com o Programa Bahia Sem Fogo e com os brigadistas voluntários que nos ajudaram bastante”, relatou.
A coordenadora da Unidade Regional da Chapada Diamantina, Simone Sodré, destacou que a presença das regionais no colegiado fortalece a troca de experiências entre as equipes que atuam diretamente no interior do estado. Já Jaqueline, coordenadora da Unidade Regional Piemonte da Diamantina, sediada em Senhor do Bonfim, relatou que a região também enfrenta situações recorrentes de incêndios, especialmente em áreas serranas, como a Serra de Jacobina.
Ao final do encontro, os participantes discutiram os próximos passos para o planejamento das ações preventivas do programa em 2026, incluindo as caravanas de mobilização e as operações de monitoramento em áreas com maior incidência de incêndios no estado. Também foram debatidas as pautas que estarão em discussão no V Seminário Internacional sobre Prevenção, Monitoramento e Combate a Incêndios Florestais, previsto para acontecer entre os dias 11 e 12 de março, no Instituto Anísio Teixeira (IAT), em Salvador [clique para saber mais sobre o evento].