A Educação Ambiental está presente, de forma direta ou indireta, na rotina de 72,6% dos profissionais do Sistema Estadual do Meio Ambiente (Sisema). O dado foi apresentado nesta quinta-feira (10), durante a reunião de devolutiva de uma pesquisa sobre o tema realizada pela Diretoria de Educação Ambiental para Sustentabilidade (DIEAS), que reuniu profissionais da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).
A pesquisa, que contou com 113 participantes, procurou entender como a Educação Ambiental está inserida no cotidiano das instituições, quais atividades estão relacionadas à temática e quais são as principais necessidades de formação. Os dados mostram que a Educação Ambiental se relaciona com diferentes atividades desenvolvidas pelos profissionais. A participação em reuniões foi a prática mais citada, com 86 respostas. Também aparecem o planejamento e acompanhamento de programas e projetos socioambientais, atendimento ao público, condução ou mediação de reuniões, planejamento ambiental, comunicação institucional, mobilização social e participação em audiências e consultas públicas.
Essa presença é acompanhada pelo reconhecimento da importância da área. Para 76 participantes, a Educação Ambiental contribui significativamente e é essencial para a qualidade das atividades. Outros 21 apontaram uma contribuição moderada, enquanto 11 consideraram que a contribuição é pequena e tem impactos limitados.
No recorte por instituição, a Educação Ambiental também aparece de forma expressiva na rotina. No Inema, 70,3% dos participantes afirmaram desenvolver atividades relacionadas à temática. Na Sema, o percentual chegou a 76,9%.
Qualificação para situações socioambientais
Apesar da presença da temática no cotidiano, a pesquisa aponta que ainda existe espaço para ampliar a qualificação dos profissionais diante de situações socioambientais. Entre os participantes, 46% afirmaram estar parcialmente qualificados para lidar com essas situações. Outros 30,1% disseram estar qualificados e 13,3%, muito qualificados. Já 8% se consideraram pouco qualificados e 2,7%, não qualificados.
As respostas ajudam a identificar onde estão as principais demandas para futuras atividades formativas. O planejamento de ações de Educação Ambiental foi o tema mais citado, com 66 indicações. Em seguida aparecem Educação Ambiental e territórios tradicionais (64), facilitação de grupos e mediação de conflitos (63), justiça ambiental e racismo ambiental (61) e metodologias participativas (61).
Também tiveram destaque temas como mobilização comunitária, monitoramento e avaliação de ações de Educação Ambiental, participação e controle social e educomunicação.
Os resultados da pesquisa devem orientar uma nova etapa de fortalecimento da Educação Ambiental no Sisema. Entre as primeiras iniciativas está o mapeamento das ações internas de Educação Ambiental, com o objetivo de ampliar a divulgação de boas práticas e o compartilhamento de conhecimentos entre as equipes.
Também está prevista, entre os dias 06 e 08 de outubro, a realização da Oficina de Design de Educação Ambiental, que deverá reunir profissionais para uma construção coletiva de referências, necessidades e possibilidades para a Educação Ambiental no Sisema.
Outro passo será a estruturação e a realização de um Programa de Formação, com ações definidas a partir das necessidades e prioridades setoriais identificadas na pesquisa.